terça-feira, 19 de julho de 2016

Mitos e verdades - cirurgia bariatrica.




Em um ano de pós-operatório, o paciente normalmente engorda.
Mito.
Na maioria dos casos, o ganho de peso ocorre quando o paciente não assume hábitos saudáveis, como a adoção de dieta menos calórica e mais nutritiva e a prática de exercícios físicos regulares.

Perde-se mais peso nos primeiros seis meses.
Verdade.
A perda mais significativa de peso ocorre nos primeiros seis meses. Daí a importância de o paciente seguir com disciplina as recomendações médicas nessa primeira etapa do pós-operatório.

Quem faz a cirurgia bariátrica fica propenso a alcoolismo, uso de drogas ou comportamento compulsivo para compras.
Mito.
Não existe nenhuma evidência científica de que, no pós-operatório, o paciente comece a ter tendência ao alcoolismo ou ao uso de drogas. Quanto à compulsão por compras, pode-se evitar um comportamento desse tipo por meio de acompanhamento psicológico. A evolução histórica das cirurgias mostra que o paciente, ao perder peso, resgata a autoestima e por isso passa a ter prazer em adquirir roupas e outros produtos de uso pessoal.

A mulher pode engravidar no pós-operatório.Verdade.
A paciente é liberada para engravidar sem riscos após 15 meses de pós-operatório. Durante esse período, recomenda-se a anticoncepção. No entanto, os anticoncepcionais orais (pílulas) devem ser evitados.

Sempre é possível fazer a cirurgia videolaparoscópica.Verdade.
Somente em situações especiais não é possível realizar esse tipo de cirurgia. É o caso, por exemplo, de pessoas submetidas a cirurgias abdominais prévias.

A depressão é uma consequência comum para quem faz a cirurgia.Mito.
Não existe uma tendência. Se o paciente ficar deprimido, isso pode ocorrer devido a fatores desconhecidos, que devem ser investigados por psicólogo ou psiquiatra.

Há tendência à anemia no pós-operatório.Verdade.
De fato isso ocorre. Entre os pacientes, as mulheres têm maior tendência à anemia, por causa da menstruação, perda de ferro e pouca presença de carne vermelha na dieta. Essa situação pode ser minimizada com a ingestão de alimentos ricos em ferro, ou, se necessário, com a utilização de suplementos vitamínicos.

Depois da operação, é comum a intolerância a leite. Mito.
Normalmente não há reações adversas ao consumo de leite e derivados. Esses alimentos são, inclusive, recomendados, sobretudo para as mulheres, como fontes de cálcio.

O apoio da família e à família é indispensável. Verdade.
Deve-se prestar toda a assistência e orientação à família do paciente, oferecendo o máximo de informações solicitadas e, quando necessário, também consulta psicológica. Os novos hábitos a serem adotados pelo paciente devem ser compartilhados e estimulados por todos que convivem com ele.

A cirurgia causa problemas renais. Mito.
Não foi observada tendência a problemas renais.

O paciente sente muitas dores no primeiro mês do pós-operatório. Mito.
Normalmente, as dores se manifestam somente no primeiro dia do pós-operatório. Isso acontece porque o abdômen precisa ser inflado com gás carbônico na cirurgia por videolaparoscopia, para possibilitar a melhor manipulação dos órgãos internos. 

O paciente que sofre de gastrite pode ser operado. Verdade.
Não há restrição cirúrgica para paciente com gastrite.

Depois da cirurgia bariátrica, o paciente deve fazer cirurgia plástica corretiva. Mito.
Nem sempre é necessário fazer cirurgia plástica após o procedimento bariátrico. Cada caso deve ser avaliado criteriosamente pela equipe multidisciplinar responsável pelo tratamento.

Durante a videolaparoscopia, há situações em que é preciso converter a cirurgia em procedimento aberto. Verdade.
Algumas situações exigem que o cirurgião converta a videolaparoscopia em procedimento aberto. Essa decisão é baseada em critérios de segurança e só pode ser tomada durante o ato operatório.


Dr. Gabriel Cairo Nunes

Nutrição para emagrecimento adulto e infantil, balão gástrico e cirurgia bariátrica.

Consultório
Av. Paulista , 1636, conj 810. (Ao lado do Masp)
Tel ( 11 ) 2348-4310

Whats app +55 11 96435-4350

Nutricionista para cirurgia bariatrica.


O monitoramento da perda de peso
O monitoramento regular do paciente submetido ao tratamento cirúrgico da obesidade é provavelmente um dos aspectos mais importantes no processo de perda e manutenção do peso. Esse monitoramento deve ser acompanhado de avaliações nutricional, psicológica, clínica e cirúrgica.

Essas avaliações e o cuidado com os pacientes não devem cessar quando eles atingirem o seu objetivo em relação à perda do excesso de peso, que acontece entre 18 e 24 meses após a cirurgia, mas devem fazer parte do cuidado continuado. Cada revisão regular permite que a meta atingida pelo indivíduo seja mantida, que as condições clínicas, nutricionais e psicológicas sejam monitoradas e que os possíveis problemas sejam tratados precocemente.

A adesão dos pacientes ao monitoramento multidisciplinar, no pós-operatório, muitas vezes é difícil. Vários são os motivos alegados por eles, tais como a falta de tempo, a distância entre o local de sua residência e o local onde foi realizada a cirurgia (muitos pacientes vêm de outros Estados para realizar a cirurgia em grandes Centros), a convicção de que não necessitam do tratamento integrado, mas apenas do acompanhamento do cirurgião, entre outras alegações.

A grande discussão do momento é, como aumentar a adesão dos pacientes ao seguimento no pós-operatório. Há uma tendência do ser humano moderno em afirmar que nunca tem tempo para se cuidar e realizar ações que possam melhorar suas condições de saúde.

No nosso entendimento, um importante motivo que pode levar à não-adesão do paciente é a falta de informações necessárias sobre a importância do acompanhamento no pós-operatório. Essas informações e esclarecimentos devem ser oferecidos, para todos os candidatos no pré-operatório, com o objetivo de sanar todas as suas dúvidas sobre a cirurgia e para que o paciente se responsabilize pelo seu monitoramento no pós-operatório.

A importância dos esclarecimentos sobre as implicações do tratamento cirúrgico já esta demonstrada na literatura. Um exemplo interessante é o trabalho de um grupo suíço1, com candidatos à cirurgia bariátrica. Todos os indivíduos são convocados a participarem, por 3 semanas, de uma sessão interativa, de aproximadamente 2 horas, composta por um endocrinologista, um nutricionista, um cirurgião bariátrico, um psiquiatra e um psicólogo. Na primeira sessão, são abordados todos procedimentos cirúrgicos realizados pelo grupo, as vantagens e desvantagens de cada cirurgia. A segunda sessão aborda as modificações dos hábitos alimentares e a prevenção de complicações e deficiências nutricionais. Na terceira e última sessão enfatiza-se as implicações psicológicas na perda de peso, as expectativas do paciente em relação à cirurgia, sua percepção corporal, as relações familiares, de trabalho, sexualidade, entre outros aspectos.

Esse grupo sugere que essas sessões realizadas no pré-operatório, por uma equipe multidisciplinar, selecionam melhor os pacientes para a cirurgia bariátrica, ajudam o paciente a decidir o procedimento cirúrgico de sua preferência e também têm implicações favoráveis no pós-operatório, principalmente no que se refere às adaptações alimentares e psicológicas, uma vez que o paciente já está ciente do que poderá acontecer.

Em nosso meio, mais precisamente no Serviço de Cirurgia Bariátrica da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, são realizadas reuniões no pré-operatório, com pacientes que apresentam IMC maior 50kg/m2 (super obesos). Cerca de 30 pacientes, que geralmente apresentam co-morbidades associadas à obesidade, passam por 12 sessões quinzenais, onde são discutidas as questões sobre os procedimentos cirúrgicos, aspectos nutricionais e psicológicos do tratamento cirúrgico.

Além do aspecto informativo, há uma concorrência entre os pacientes super obesos, em perder alguns quilos antes da cirurgia.O paciente que perde mais peso, consegue ser operado antes daquele que não perde peso. A demanda de pacientes com obesidade severa cresce rotineiramente nos serviços públicos. Geralmente, o tempo de espera para a realização da cirurgia é longo, e estes doentes com grande excesso de peso, apresentam maior risco de mortalidade, associada às co-morbidades.

Em função da demanda e do tempo de espera para a cirurgia, esse grupo prioriza os pacientes com maior risco de mortalidade, e entre eles, àqueles que já se comprometeram com o tratamento, no pré-operatório, perdendo peso e consequentemente, diminuindo o risco de mortalidade na cirurgia.
No tratamento cirúrgico da obesidade, o caminho para o paciente obter o sucesso desejado, é permitir ser cuidado por uma equipe multidisciplinar, de forma continuada.

Para isso, as equipes cirúrgicas precisam ser multidisciplinares. É fundamental que o candidato à cirurgia seja informado e monitorado desde o pré-operatório. Uma certa flexibilidade no tratamento individualizado e os Grupos de Suporte podem garantir a adesão e a eficácia do tratamento, em longo prazo.

O paciente com obesidade precisa de ferramentas nutricionais e de estratégias psicológicas que o ajude nas mudanças quanto a sua forma de comer e de lidar com os seus problemas após a cirurgia. O nosso objetivo deve ser fornecer essas ferramentas e ensinar as estratégias para o paciente.
A cirurgia bariátrica não finaliza o tratamento da obesidade. É o início de um período de mudanças de comportamento, de hábitos alimentares e de exercícios físicos, monitoradas regularmente por uma equipe multidisciplinar.



Dr. Gabriel Cairo Nunes
Nutrição para emagrecimento adulto e infantil, balão gástrico e cirurgia bariátrica

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Alimentação apôs bariatrica.


Com o avanço das técnicas cirúrgicas para o tratamento da obesidade mórbida, houve a necessidade de um conhecimento minucioso para a correção de possíveis deficiências nutricionais causadas pela má absorção de nutrientes. Porém, com objetivo de apenas corrigir as carências de macro e micronutrientes, ficou negligenciada a preocupação com a toxicidade que o excesso de suplementos pode causar. Com o intuito de demonstrar suas conseqüências, este artigo visa alertar para este tema tão importante no acompanhamento nutricional após a cirurgia da obesidade.

A necessidade de suplementos nutricionais após o tratamento cirúrgico é bem conhecida por todos, devido a possíveis anemias recorrentes, alopécia, alterações oftalmológicas, dermatológicas, neurológicas que afetam os pacientes e preocupam a equipe que os trata.

Para o tratamento da anemia ferropriva, por exemplo, nenhum profissional hesita em oferecer ferro em quantidades suficientes para a sua correção, esquecendo-se muitas vezes que a sobrecarga de ferro é depositada na forma de hemossiderina em células reticuloendoteliais ou nas células parenquimatosas de certos tecidos. O local de deposição depende em parte da porta de entrada. Ferro em excesso derivado da absorção intestinal é conduzido aos tecidos, ligado pela transferrina plasmática e transferido para células parenquimatosas e reticuloendoteliais e eritroblastos em desenvolvimento. Por outro lado, o ferro administrado parenteralmente, sob a forma de transfusão de sangue, acumula-se predominantemente nas células reticuloendoteliais onde os eritrócitos transfundidos são finalmente destruídos e sua hemoglobina é degradada. Na sobrecarga de ferro, a concentração de ferro sérico e a saturação da transferrina geralmente estão aumentadas e a CLFT (contagem de linfócitos totais) pode estar deprimida. A hemocromatose gera dano hepático, com ou sem evidência de lesão tecidual. Outro órgão mais raramente atingido é o cérebro, quando afeta-se o sistema nervoso central, resultando de hemorragias subaracnóideas recorrentes, com o depósito de ferro nas meninges. Pode ser associada com ataxia ou outras manifestações do sistema nervoso central. Doses acima de 01mg aplicado endovenosamente podem causar cefaléia, convulsões, náusea, vômitos, febre, suor, hipotensão e mesmo choque anafilático. O paciente pode apresentar paladar metálico, hepatomegalia, esplenomegalia, além do ferro servir como substrato para infecções.

Para as cirurgias de derivação biliopancreática é rotina o uso de suplementos de cálcio para a prevenção de osteomalácia. Porém, a hipercalcemia pode gerar cálculos renais, tônus muscular frouxo, constipação, grandes volumes urinários, náuseas, confusão, coma e morte. Esta toxicidade nunca decorre do excesso de consumo de fontes de cálcio alimentar e sim de suplementos, usualmente tomados com álcali absorvível (hidróxido de metais alcalinos como lítio, potássio, sódio, além de seus carbonatos e bicarbonatos), que eleva o pH da urina e predispõe a depósitos de cálcio nos rins. Os indivíduos com cálculos renais apresentam altas concentrações urinárias de cálcio porque tem um vazamento renal deste mineral e podem ter uma redução das reservas de cálcio no esqueleto. Os efeitos podem variar desde letargia, sonolência, coma, anorexia, incoordenação motora, sede, náuseas, vômitos, paladar amargo, bradicardia, hipotensão, fraqueza muscular, pruridos e diminuição da função renal.

Pacientes submetidos a cirurgias de desvio intestinal têm concentrações de zinco sérico deprimidas. Em conseqüência, apresentam alopécia comumente. A capacidade absortiva está diminuída, uma vez que estes pacientes têm uma redução de 2/3 na área embaixo da curva de concentração de zinco após uma carga oral, em comparação com controles sadios, sendo um fator de risco para infecções oportunistas (1). Doses acima de 200mg/d de zinco são eméticas (provocam vômitos). Sinais típicos de toxicidade aguda por zinco incluem dor epigástrica, diarréia, náusea e vômitos. A toxicidade pelo zinco pode induzir uma deficiência secundária de cobre causada pela competição entre estes elementos pela absorção intestinal. Níveis de suplementos de zinco baixos, como 50mg por dia podem gerar um declínio na Cu-Zn-superóxidodesmutase eritrocítica. Consumos de suplementos de zinco acima de 150mg por dia podem diminuir HDL, provocar erosão gástrica e função imune deprimida. A US Environmental Protection Agency estabeleceu uma dose de referência oral DRf para o zinco – 0,3mg por kilograma de peso por dia. Um aumento nesta dosagem pode aumentar a probabilidade de efeitos deletérios. (3)

A deficiência de vitaminas lipossolúveis também é um achado comum em pacientes com derivação biliopancreática, por isso a necessidade de mensurar seus valores periodicamente para avaliar o uso de suplementação. Porém, deve-se atentar para os riscos que a hipervitaminose A provocada basicamente pelo consumo excessivo de vitamina A pré-formada (não de carotenóides). A presença de retinol esterificado no plasma de jejum (em associação com lipoproteínas plasmáticas) constitui um indicador precoce de hipervitaminose A. Os sinais de toxicidade podem estar associados ao consumo crônico de doses de até 10 vezes maiores que a RDA, resultantes de consumo exagerado de fígado alimentar ou automedicação. As manifestações da toxicidade por excesso de vitamina A incluem cefaléias, vômitos, diplopia, alopécia, ressecamento das membranas mucosas, descamação, dores ósseas e articulares, alterações hepáticas, hemorragia e coma. A explicação para este processo é que os retinóides podem se inserir, expandir e desestabilizar membranas. Sintomas como dores ósseas e nas articulações podem ser explicados pela ruptura das membranas das células e de organelas intracelulares como os lisossomos. (3)

A hipervitaminose A é igualmente grave à hipovitaminose e pode ser confundida muitas vezes com sintomas típicos da deficiência protéica ou de zinco ou de ácidos graxos essenciais que podem causar a alopécia, por exemplo, e confundir a equipe profissional que atende o paciente e induzi-los ao erro. Vômitos freqüentes também são relacionados à mastigação indequada ou à síndrome de “dumping”. Por isso a necessidade do exame bioquímico realizado regularmente para evitar condutas errôneas que prejudicam o estado nutricional do paciente.

A deficiência de ácido fólico, causando anemia megaloblástica, é pouco comum após a cirurgia da obesidade, atingindo apenas 04% dos operados. Mesmo com esta porcentagem otimista, a prevenção de sua carência é preocupação entre a equipe multiprofissional, especialmente em mulheres em idade reprodutiva. Sabe-se claramente, que sua carência pode afetar a formação do tubo neural do feto, e que como nem todas as gestações são planejadas, podendo a paciente ainda estar obesa, em processo de perda de peso e ter uma gravidez, todo cuidado é pouco para evitar abortos espontâneos. O ácido fólico, folacina ou ácido pteroilglutâmico é uma vitamina hidrossolúvel, e seu excesso deve ser excretado na urina, e não ser armazenada em tecidos, como ocorre com vitaminas lipossolúveis. Grandes quantidades de ácido fólico em sua forma oxidada, podem resultar em efeitos nocivos ao sistema nervoso, como reverter os efeitos antiepiléticos do fenobarbital, da fenitoína e da primidona e provocar convulsões em pacientes em terapia anticonvulsivante. Doses diárias de 15mg de ácido fólico por dia pode apresentar um efeito convulsivante. Fármacos anticonvulsivantes e o ácido fólico competem pela absorção através das células epiteliais intestinais e na parede das células cerebrais.

A integração entre a equipe multiprofissional é imprescindível, devido a muitos pacientes utilizarem medicações psiquiátricas antes e conseqüentemente após a cirurgia bariátrica e por isso precisarem receber doses controladas de ácido fólico e terem sua avaliação metabólica periódica para excluir os riscos de sua toxicidade. Outro efeito observado na prática clínica são as alterações dermatológicas, descritas pelos pacientes como um “grosseirão” que manifesta-se em face e costas e que após a suspensão dos suplementos de ácido fólico oferecidos oralmente cessam em no máximo 48 horas.

Após a cirurgia bariátrica, há muita preocupação com a hidratação do operado. Como rotina nutricional, usam-se suplementos que favorecem o equilíbrio hidroeletrolítico do paciente. Alguns, porém, se ingeridos de forma indiscriminada, como o excesso de potássio pode causar parestesias, paralisia e confusão mental, além de arritmia, elevação da onda T e parada cardíaca e dores musculares. (4)

Enfim, para a manutenção da saúde dos obesos submetidos à cirurgia bariátrica, deve-se manter um controle metabólico rigoroso e uma integração plena entre a equipe multiprofissional que o acompanha, para a prevenção de excedentes de micronutrientes que podem comprometer o sucesso cirúrgico e sua saúde global.

Dr. Gabriel Cairo Nunes
Nutrição para emagrecimento adulto e infantil, balão gástrico e cirurgia bariátrica.

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Passo a passo do Balão gástrico.






O que é Balão intragástrico?
-       Balão intragástrico é uma prótese de silicone colocada dentro do estômago através da endoscopia, é um procedimento que demora em média 15 à 20 minutos;

Quem pode colocar o balão intragástrico?
-       A indicação do balão intragástrico deve ser realizada em conjunto com medico, nutricionista e psicólogo. São aptas a colocar o Balao pessoas que possuem o IMC ( índice de massa corporal), acima de 27, ou seja, as pessoas que possuem sobrepeso tem indicação para colocar o balão intragástrico afim de perder este peso excedente;

Quanto tempo posso ficar com o balão intragástrico?
-       Há dois tipos de balão intragástrico no Brasil, balão intragástrico de 6 meses e o balão intragástrico de 1 ano, ambos são colocados através da endoscopia, o que difere entre um balão e o outro é que o balão de 1 ano pode ser reajustável, ou seja, depois de um período que você está com o balão intragástrico você pode ajustar o volume dele. O balão mais colocado no mundo é o balão intragástrico que dura 6 meses onde o volume dele varia de 400 à 700ml. O balão de um ano é uma técnica nova onde o volume dele é de 400 à 900ml. ( esse volume difere pois os estômagos das pessoas são de diferentes tamanho, e quem define o tamanho do balão é o endosocopista na hora de ajusta-lo dentro do seu estomago)

O que preciso fazer para colocar um balão intragástrico?
-       Inicialmente passar com a equipe médica, com um nutricionista para verificar se realmente o balão intragástrico será uma boa indicação para o seu caso. A função do balão intragástrico é dificultar que a comida saia do estômago rapidamente e isso vai facilitar que você siga uma dieta com menor volume caloria. Se o pequeno volume de comida for orientado por um nutricionista especialista nesse método, sua dieta será de baixa caloria e consequentemente a perda de peso ocorrerá.

Quanto vou emagrecer com o balão intragástrico?
-       A perda de peso média do balão intragástrico é de 20% do peso inicial, claro que pessoas que fazem atividades físicas e seguem melhor os protocolos de dieta vão perder mais peso do que aqueles que não o fazem. 

Por que colocar o balão intragástrico?
-       O balão intragástrico irá facilitar você a seguir uma dieta mais restrita em calorias, consequentemente facilitará você a comer menos significando que você perderá peso de forma mais eficiente. 

Preciso fazer dieta?
-       Sim, O balão intragástrico apenas facilita com que você siga uma dieta de menos caloria, mas um nutricionista especialista neste procedimento poderá lhe ajudar tanto nos sintomas iniciais quanto na ingestão de alimentos que possuam menos calorias, facilitando assim que vocês permaneçam com uma grande saciedade e coma em menor quantidade.

Por que passar com um nutricionista?
-       O nutricionista é o profissional que tem a habilidade de prescrever uma dieta que além de ser baixa caloria seja uma dieta que não deixa ocorrer deficiências vitamínicas e minerais como por exemplo; você após a colocação do balão intragástrico fará uma ingestão  muito reduzida do volume de alimentação, com isso pode ocorrer anemia, queda de cabelo, osteoporose, entre outros problemas de saúde.  O nutricionista é o profissional que pode  prescrever uma alimentação evitando as deficiências ou as carências nutricionais e facilitar sim a perda de peso.

Quais os efeitos colaterais do balão intragástrico?
-       Após a colocação do balão intragástrico você vai se sentir muito satisfeito, como se tivesse feito uma alimentação muito grande e isso causa alguns desconfortos como enjoo, náuseas e até mesmo vômitos.  Em alguns casos onde a dieta é mal conduzida o paciente apresenta muitos vômitos.  Por essa razao a dieta deve ser orientada por um especialista neste tratamento. O ideal é que logo após a colocação do balão você se alimente de uma alimentacao liquida e gradualmente sendo evoluída para uma dieta pastosa até chegar em uma consistência normal. Em média após 20 dias  da colocação do balão intragástrico o paciente já volta a comer de forma normal porém em quantidades muito pequenas.

Coloquei o balão intragástrico e agora?
-       Agora que você colocou o balão intragástrico você será capaz de  seguir uma dieta extremamente restrita em calorias, então para aproveitar esta faze de bastante saciedade vamos começar com uma alimentação liquida com pequenos volumes para manter sua hidratação. Após 4 à 7 dias da colocação do balão intragástrico a adaptação do balão já foi realizada, ou seja, você já está apto a comer de forma mais volumosa e retornar realmente as atividades físicas e ao seu dia a dia normal, então orientamos em média uma dieta pastosa e após 15 dias da colocação do balão intragástrico nós orientamos uma dieta mais  mole abrandada pelo cozimento, após 1 mês da colocação do balão intragástrico sua alimentação já volta de forma normal onde o nutricionista irá montar a dieta ou plano alimentar junto a você facilitando assim que você siga uma dieta com baixa caloria porém com satisfação  dos alimentos  que come fazendo com que você perca peso de forma mais eficiente.

Como posso seguir de forma mais eficiente meu tratamento?
-       A minha indicação para quem quer perder mais peso do que a médias das pessoas, que é 20% do peso, seria que você se auto avaliasse, então observa-se aquilo que come durante o seu dia para ver realmente se você não sai da dieta. Uma forma muito eficiente de fazer isso é você anotar o que come, fazer um diário alimentar, ou tirar fotos dos pratos, assim você consegue observar aonde da aquelas famosas escapadinhas. Também é importante ter uma prática esportiva regular, se possível ter um professor de educação física acompanhando seu exercício, assim seu gasto calórico durante o exercício será muito mais eficiente. Sempre sugiro que o paciente tire fotos do corpo antes de colocar o balão intragástrico, dessa forma você conseguirá avaliar visualmente o quanto está ocorrendo de perda de peso e se você está tendo uma efetividade do balão intragástrico associado a dieta. 
-       É importante pensar bem se você esta pronto para mudar algumas atitudes do seu dia dia, pois para quem quer uma perda de peso rápida, terá que abrir mão de algumas rotinas alimentares que estava acostumado ( e que também o levava a ganhar os quilinhos a mais) 

Durante o uso do balão intragástrico terei alguns problemas ou efeitos colaterais?
-       Durante o uso do balão intragástrico podem ocorrer eructações (arrotos), azia, refluxos e tudo isso está relacionado ao que comeu e ao quanto comeu. Nós não queremos que você nunca mais coma os alimentos que você comia antes da colocação, mas sim que coma eles de forma correta ( isso sim é a chamada reeducao alimentar) .  O nutricionista especialista em balão intragástrico poderá lhe ajudar neste sentido, podendo orientar o volume destes alimentos fazendo com que você não tenha os efeitos indesejáveis como eructações ou os arrotos, azia, aquele sentimento de empachamento, prisão de ventre ou constipação intestinal e deficiências nutricionais. É comum o paciente comer em excesso quando se coloca o balão, pois a quantidade de comida a ser ingerida é muito mas muito menor do que você estava acostumado antes , mesmo quando seguia uma dieta  - a quantidade de alimentos que você ira comer após a colocação do balão é muito pequena  - por isso a perda de peso tão rápida. 

Como vou continuar magra(o) após a retirada do balão intragástrico?
-       Esta é uma tarefa que o nutricionista pode ajudá-la. Quando pedimos um diário alimentar, a ideia é que você observe essa nova mudança, esse novo ritmo alimentar  e que isso se torne um hábito, por isso o tratamento de balão intragástrico dura de 6 à 12 meses, mas após a retirada é importante continuar a passar com o nutricionista. Você durante um período irá se alimentar de forma menor com grande saciedade. Essas regras alimentares é que a gente gostaria que permanecesse quando fosse realizada a retirada do balão intragástrico, no caso das pessoas que possuem muita ansiedade e que comem exageradamente orientamos que continue o acompanhamento nutricional, porque desta forma não deixaremos que você volte a ganhar todo o peso perdido. 
-       Faca uma auto analise( anote como é seu dia antes da colocação – e tente junto com o nutricionista encontrar onde esta o erro, assim ficará mais claro as mudanças que terá que fazer) 

LEIA TAMBÉM:


O Balão que emagreçe, Livro sobre o Balão gástrico     -    http://www.livrariacultura.com.br/p/o-balao-que-emagrece-42747727?id_link=13574&gclid=CNan8In44MwCFQIHkQodUuILpg 

Dr. Gabriel Cairo Nunes

Nutrição para emagrecimento adulto e infantil, balão gástrico e cirurgia bariátrica.

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Livro sobre Balão Gástrico.


Oferecer aos pacientes alternativas de emagrecimento sem sofrimento. Essa é a missão do nutricionista Gabriel Cairo Nunes, que atua no acompanhamento nutricional pós- cirurgia bariátrica e inserção de balão intragástrico. 

Ele, que é pós-graduado em cirurgia bariátrica pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e em Emagrecimento e Obesidade pela Universidade Gama Filho, é também pioneiro na elaboração de materiais nutricionais para o procedimento de aplicação de plasma de argônio em pacientes que passam por cirurgia de redução de estômago e que obtiveram reganho de peso.


O foco de atendimento de pacientes está no emagrecimento de forma saudável. “Quero mostrar aos pacientes que é possível emagrecer com saúde sem obter retorno do peso, por conta do enfoque na reeducação alimentar. Ensino aos meus pacientes o autocontrole, os ensino a ver o que existe por trás de cada alimento e o que isso acarreta de benefícios à saúde”, destaca Gabriel.


O nutricionista realiza o acompanhamento de pré e pós procedimento para pacientes que realizaram cirurgia bariátrica ou inserção de balão intragástrico para emagrecimento. “A alimentação saudável é o ponto principal para o sucesso do tratamento. Por isso o acompanhamento é tão importante “, diz. E para os pacientes que passaram por redução de estômago, mas obtiveram reganho de peso, ele garante que ainda há esperança. “Como há a redução do tamanho do estômago, quem passa pela bariátrica não pode mais realizar outros procedimentos. Porém, atuo com um cardápio personalizado que, aliado à aplicação de plasma de argônio, oferece um método de emagrecimento saudável e com baixas chances de retorno”, conclui.


O nutricionista atua em dois consultórios com localização privilegiada na cidade de São Paulo, além de atender em clínicas em conjunto com cirurgiões que realizam a cirurgia bariátrica e procedimento de inserção de balão intragástrico.


“O Balão que Emagrece”
A consciência da necessidade de combater a obesidade – hoje considerada uma epidemia mundial – nunca esteve tão presente no meio médico quanto no leigo, como neste momento. Uma das armas para promover a eliminação do excesso de peso é o balão intragástrico (BIG). Ainda pouco conhecido do público em geral, a eficácia do balão está no fato de promover a saciedade e, com isso, acostumar o paciente a sentir-se bem com uma alimentação muito menos calórica e muito mais saudável do que a que ele praticava antes. O BIG, porém, não resolve sozinho a questão. Esse é um método que só funciona quando o paciente está de fato decidido a mudar seus hábitos alimentares.


“O Balão que Emagrece” é um livro que explica detalhadamente todas as etapas do tratamento com o BIG. Escrito em parceria com o Dr. Gabriel Cairo Nunes, e a escritora Isabel Fomm de Vasconcellos, traz, além dos capítulos elucidativos, vários episódios fictícios (mas calcados em casos verdadeiros) de uma novela, “A Ex Obesa”. Assim, de maneira séria e descontraída ao mesmo tempo, o leitor passa a conhecer o método completamente e poderá, julgar se conseguirá ou não se adaptar a ele. Enquanto os profissionais de saúde encontrarão no livro também todas as informações necessárias para reforçar ou desencorajar a indicação do método para seus pacientes.




Clínica Bela Vista
Av. Paulista, 1636, São Paulo - Cj.810 (ao lado do MASP)
Telefones (11) 2348-4310 / 11 / 12 / 13



Plasma de Argonio




O que é plasma de Argônio? 



A anastomose nada mais é do que a EMENDA ( PASSAGEM) cirúrgica feita entre o estômago reduzido  e o intestino delgado. Ela deve ser justa (igual ou menor que 10mm). Com o tempo, a dilatação pode ocorrer naturalmente permitindo a passagem fácil do alimento ingerido. Com o tratamento do plasma de argônio essa anastomose terá uma redução do seu diâmetro trazendo novamente saciedade ao paciente, o que o ajudará a continuar ingerindo pouca quantidade de alimento.

Usado em vários países com sucesso, no Brasil foi liberado pela ANVISA e tem sido uma grande alternativa para pessoas que engordaram após a cirurgia bariatrica. Portanto, aqueles pacientes que não aproveitaram todo o auxilio promovido pela cirurgia nos primeiros anos para mudarem sua alimentação, encontram no PLASMA DE ARGÔNIO um novo apoio para remodelar sua anastomose e alcançar o objetivo de perda de peso.

É uma “queimadura”feita atraves da endoscopia, ela ajudará que o alimento demore mais para “sair” do estomago, causando maior saciedade após a ingestão alimentar.

Quem pode fazer o plasma de argonio?
Indicado apenas para pacientes operados por cirurgia bariátrica pela técnica do
BYPASS GÁSTRICO ( FOBI-CAPELA, WITTGROVE, HIGA) e que
           reganharam o peso perdido ou que não conseguiu emagrecer o suficiente apos a cirurgia bariatrica.
Qualquer paciente operado pelas técnicas acima que iniciou reganho de peso após 1 a 2 anos de cirurgia
            Qualquer paciente operado pelas técnicas acima que parou de perder peso após 1 a 2 anos de cirurgia
Reganho de 10% do peso ou mais do mínimo peso alcançado após a gastroplastia redutora.

Quando o paciente deve procurar ?
O paciente deve procurar uma equipe que realiza esse procedimento quando houver reganho de peso após a realização da cirurgia bariátrica ou quando houver estabilização do peso.  Lembre-se a aplicação do plasma o ajudará a comer em menor quantidade por essa razão você deve procurar um nutricionista que seja especialista nesse procedimento.

Por que preciso passar com o nutricionista antes da  aplicação do argonio ? 
Em alguns casos, mesmo que a anastomose esteja maior que o ideal, o ganho do peso não é pela rápida passagem do alimento pelo estomago e sim pelo tipo de alimento ingerido. Sabemos que após 2 anos da realização da cirurgia bariátrica alguns hormônios que causam saciedade voltam ao normal ( como antes de operar) e por isso precisamos ajustar a alimentação individualmente. Sabemos que alguns alimentos causam mais saciedade que que outros e por essa razão antes de realizar o procedimento é necessário avaliar se você não conseguiria emagrecer com uma alimentação planejada individualmente.


Qual a perda de peso com o Argonio?
Estudos mostram que a perda de peso é de 90% do peso que reganhou.

Terei carência ou deficiência nutricional ?
Sim, não é qualquer nutricionista que deve prescrever sua alimentação ( isso não deu certo após a cirurgia)  você ira se alimentar em menor quantidade e ainda não terá absorção de muitos nutrientes pois já possui exclusão ou desvio intestinal, por essa razão procurar um nutricionista especialista nesse procedimento é o indicado.


Por que preciso passar com um nutricionista já que vou comer menos após o argonio?
A anatomia do seu corpo mudou, então você terá de comer em menor quantidade, além disso seu corpo não ira absorver todos os nutrientes ingeridos, com isso algumas deficiências nutricionais podem aparecer. Para que não ocorra as temidas carências alimentares ( desnutrição) a dieta deve ser orientada caso a caso, pois seu referencial alimentar foi construído a partir do seu desenvolvimento, crenças, valores e rotina ( NÃO EXISTE DIETA PRONTA- SEMPRE DEVE SER INDIVIDUALIZADA) e por essa razão precisamos avaliar você individualmente para prescrever a alimentação. Quando o nutricionista não leva em consideração suas preferencias alimentares e sua rotina –  a alimentação será muito difícil de seguir e isso fara você a não seguir o combinado – gerando mais ansiedade e sentimento de derrota.
 A grande maioria dos pacientes não procuram um especialista em ARGONIO e sim apenas um nutricionista convencional que não tem a habilidade e o manejo nesse procedimento e isso pode fazer com que você acabe tendo carências nutricionais que a longo prazo serão incorrigíveis como no caso de deficiências de complexo B que pode acarretar uma síndrome de Wernicke que após instalado dificilmente poderemos controlá-la, também as anemias que caso ela seja a longo prazo fica muito difícil estabilizá-la, isso também ocorre com deficiências de cálcio que podem levar a uma osteoporose fazendo com que o paciente após ter a doença, nós apenas conseguimos fazer uma diminuição dos efeitos - não a cura efetiva. Por isso indicamos que o paciente operado sempre faça acompanhamento nutricional e nunca deixe de tomar os complexos vitamínicos orientados.

    
O que é o efeito Platô?
Efeito platô é quando você para de perder peso, isso ocorre quando a sua ingestão calórica é igual ao gasto calórico do dia. Não observamos o efeito platô em pacientes que façam seguimentos nutricionais. Aqueles pacientes que continuam vindo ao consultório do nutricionista normalmente não possuem o efeito platô tão cedo, e para nós este dado é extremamente importante. Então o efeito platô é quando você simplesmente come a mesma quantidade de calorias que gasta, por isso o nutricionista precisa estar junto ao paciente após a realização do procedimento, pois além de evitar algumas deficiências nutricionais você também não terá o efeito platô ou a estase da perda de peso.




Dr. Gabriel Cairo Nunes
Nutrição para emagrecimento adulto e infantil, balão gástrico e cirurgia bariátrica.

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