domingo, 27 de abril de 2014

PREVENINDO A OBESIDADE NA INFÂNCIA.



O número de crianças com sobrepeso e obesidade está crescendo de maneira significativa. Isto preocupa muito os pais e familiares, já que junto a este quadro aumentam as chances do aparecimento de doencas cronicacomo ,o Diabetes e Hipertensao Arterial, que algumas décadas passadas não eram encontradas na população.
Proibir as guloseimas como salgadinhos, balas e doces não é uma boa idéia, já que estimularão ainda mais o interesse da criança, mas podemos estabelecer horários adequados para serem consumidos e em quantidades suficientes para não atrapalharem o apetite nas refeiçõs e nem substituí as mesmas.   Se estes alimentos forem incluídos na alimentação como parte da socialização escolar, de forma esporádica, não acarretarão riscos à saúde.
É importante que toda a família tenha uma alimentação saudável. Isto  ajuda a criança a crescer com bons hábitos. O primeiro e principal fator alimentar da criança são os hábitos famíliares, que se refletem diretamente na opção da criança na hora da alimentação. A criança reproduz exatamente o que vê,ou seja, voce deve consumir alimentos naturais diariamente, assim a familia terá um hábito alimentar saudável.
É essencial ter paciência e persistência, pois crianças em fase de formação de hábitos alimentares não aceitam novos alimentos fácilmente. É uma fase em que a criança se nega a experimentar aqueles alimentos desconhecidos. O que lhe agrada são os mais doces e com gorduras ( conferem sabor agradavel). Isso é normal, já que o sabor doce não necessita de aprendizagem como os demais sabores, pois é inato ao ser humano.
Os pais, geralmente por medo de que a criança perca peso ou passe fome, oferecem apenas os alimentos que são aceitos. Cabe aos pais, portanto, colocar os limites de  horário, quantidade e qualidade alimentar.
Ameaças, punições, súplicas, subornos, insistências em maneiras e comportamentos à mesa também podem resultar em recusa alimentar. Forçar uma criança a comer um determinado alimento pode ser associado a um confronto.

Para se modificar o comportamento de recusa, o novo alimento deve ser provado várias vezes, sem qualquer coerção. A criança apenas deve saber que os pais esperam que ela experimente, ainda que seja em quantidade mínima. Somente desta forma a criança estabelecerá seu padrão de aceitação ao conhecer o sabor do alimento.

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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Obesidade Infantil.






A obesidade é, hoje, uma doença considerada pela Organização Mundial de Saúde como a epidemia do século XXI, constituindo um dramático problema de saúde pública, na maioria dos países, onde tem aumentado vertiginosamente nas últimas décadas. Face aos níveis assustadores que a obesidade infantil está a atingir, alguns investigadores são de opinião que a atual geração de crianças apresenta uma elevada probabilidade de vir a ter uma expectativa de vida menor que a dos seus pais.

A obesidade infantil tem uma etiologia multifatorial. Sabe-se que os filhos de pais obesos têm um risco amentado de vir a ser obesos não só pela herança genética mas também pela hábitos alimentares da família. Quanto maior for o peso da criança ao nascer, sobretudo se superior a 3,5Kg, quanto menor for o n.o de irmãos e quanto mais baixo for o nível sócio-económico da família, maior o risco de vir a ser obeso. Por outro lado, as horas de lazer muscularmente pouco exigentes conduzem a um ciclo vicioso de poupança de energia. Resumidamente, a obesidade resulta de um desequilíbrio marcado entre a energia ingerida e a energia gasta, culminando no acúmulo anormal de adiposidade no corpo.

A gravidade da obesidade infantil assenta essencialmente em duas razões, por um lado, permanece frequentemente na idade adulta, por outro, está relacionada com uma série de complicações. A obesidade nos primeiros anos de vida promove várias perturbações metabólicas, nomeadamente diabetes tipo 2, hipertensão, alteração nas gorduras do sangue e aterosclerose, entre outras. A obesidade infantil pode conduzir, também, a uma puberdade precoce, que, associada a uma não aceitação da imagem corporal, desenvolve, frequentemente, quadros de baixa auto-estima e depressão ( buling) . As crianças obesas são, por isso, muitas vezes alvo de discriminação pelos colegas, pelos professores e até pela própria família.

A prevenção da obesidade infantil assenta fundamentalmente na adoção de estilos de vida saudáveis, designadamente a alimentação e a atividade física, os quais devem ser perfilhados o mais cedo possível.

Durante a gravidez, mãe e feto devem adquirir o peso adequado a cada fase, prevenindo o excesso de carga ponderal, quer na grávida quer na criança.
Após o nascimento, a prática do aleitamento materno exclusivo até aos 4 a 6 meses de vida do bebé garante que a ocorrência de obesidade da futura criança seja muito pouco provável.

Com um ano de vida, a criança deve ser integrada no padrão alimentar da família, desde que este seja fiel aos princípios da alimentação saudável, isto é completa, equilibrada e variada, como sugere a Roda dos Alimentos.

Devem ser diariamente ingeridos alimentos de todos os grupos da Roda dos alimentos, cumprindo a proporção que é sugerida pelo tamanho de cada sector, bem como variar o mais possível dentro de cada grupo.

A água, imprescindível à boa integridade dos tecidos, é a bebida de eleição, quer durante as refeições, quer fora delas, devendo ser consumida de acordo com as necessidades individuais, de forma a que a urina se mantenha clara e com pouco cheiro.
Os cereais, derivados e tubérculos, devem ser consumidos com conta, peso e medida, e repartidos pelas diferentes refeições ao longo do dia, preferindo os mais ricos em fibras e simultaneamente mais pobres em açúcar.

Os produtos hortícolas, preferencialmente da época sazonal de produção, crus sob a forma de saladas ou confeccionados, devem ser ingeridos em grande quantidade, quer através de sopa, a inaugurar o almoço e o jantar, quer através da guarnição do 2o prato.
A fruta, também da época, deve ser variada e consumida sempre com outros alimentos. Ou se integra no almoço e/ou jantar, ou se consome em refeições intercalares mais pequenas, como as merendas a meio da manhã ou da tarde, nas quais esteja presente um qualquer produto cerealífero não açucarado.

O leite e seus equivalentes devem ser tomados nas quantidades ajustadas à idade, preferindo os simples e os que têm menor teor em gordura.
O pescado, a carne e os ovos constituem um grupo alimentar face ao qual deve haver muita parcimónia no consumo. Sempre limpos e aparados de todas as peles e gorduras visíveis, devem preferir-se mais frequentemente as espécies com menos gordura, nomeadamente o pescado (peixe e moluscos). No que respeita a carne há que optar sobretudo pela de animais de capoeira (aves e coelho).

As leguminosas (feijão, grão, ervilhas, favas e lentilhas) presentes em numerosos pratos da gastronomia tradicional algarvia, devem ser consumidas diariamente, nomeadamente em sopa.

As gorduras de adição, utilizadas para temperar ou cozinhar, devem ser usadas em quantidade muito moderada, dando especial preferência ao azeite, o qual reúne uma série de propriedades nutricionais interessantes. Neste contexto, a culinária de eleição deve ser pouco exigente em gordura, portanto os cozidos (como os “carapauzinhos alimados”), os grelhados (como as “sardinhas assadas”) e os estufados (como as diversas “cataplanas”) devem ser recomendados.

No âmbito da alimentação saudável, para além das recomendações contidas na Roda dos Alimentos, importa ainda atender à distribuição dos alimentos pelas refeições ao longo do dia, devendo o intervalo entre as diferentes refeições não exceder as 3 horas e meia. Durante a noite, e no caso particular das crianças o jejum nocturno não deve ultrapassar as 13 horas. Sabe-se que grandes períodos de tempo sem comer, correlacionam-se com maior apetite para a refeição seguinte.

A prevenção da obesidade infantil assenta, ainda, num consumo pouco frequente de alimentos de elevado valor calórico e de baixo valor nutricional, de que é exemplo paradigmático a fast food, a qual inclui hambúrgueres, batatas fritas, pizas, cachorros, etc., geralmente excessivamente rica em gordura (de má qualidade) e em sal. Habitualmente, este estilo alimentar faz-se acompanhar de alimentos muito açucarados, também de elevado valor calórico, como sejam os refrigerantes, os chocolates, os gelados, as guloseimas, os snacks, os croissants folhados, os aperitivos salgados, entre outros. Por tudo isto, esta forma de comer deverá estar limitada à regra do “fim-de-semana”!
Para além daquilo que se deve ou não comer, convém salientar a importância de comer devagar, sempre sentado à mesa com companhia, conversando no decorrer da refeição, evitando outras actividades como ver televisão. As famílias devem habituar-se a planear a compra de alimentos com lista, em função da prévia planificação das refeições, na qual as crianças devem participar activamente.

A alimentação extra-domiciliária das crianças joga um papel muito importante na problemática da obesidade infantil, nomeadamente nas escolas. Uma política de contenção na oferta de alimentos muito calóricos, a nível dos refeitórios, bares ou mesmo máquinas de venda automática de alimentos começa a ser uma realidade. A revitalização da tradição gastronómica algarvia, a qual é considerada saudável, dado aproximar-se do padrão alimentar mediterrânico seria um contributo viável para melhorar a qualidade nutricional da alimentação no meio escolar, tendo ainda como vantagem a recuperação do património gastronomico- cultural da região.


Para além das questões alimentares, quer a prevenção quer o tratamento da obesidade infantil contam incondicionalmente com a actividade física, seja estruturada seja informal. De facto, actualmente come-se demasiado e gasta-se muito pouco! As actividades lúdicas de crianças e adolescentes têm vindo a tornar-se cada vez mais sedentárias, nomeadamente a ver televisão ou a jogar no computador ou na playstation... Urge fomentar actividades mais enérgicas, vigorosas e dinâmicas nos tempos livres dos mais novos, envolvendo a família no processo. Há que, desde cedo, habituar as crianças a caminhar, andar de bicicleta, jogar à bola, correr, nadar, etc. A prática regular de actividade física contribui positivamente para o desenvolvimento motor, cognitivo e social da criança.

Considerando os níveis chocantes que a obesidade infantil está a atingir em Portugal, é absolutamente imprescindível encetar um combate severo e sério, elencando os diferentes níveis de actuação, mormente a família, a escola, os profissionais de saúde, o governo, a indústria alimentar e a comunicação social.






Artigo publicado no Guia Gastronómico do Algarve / 2006 

Crescimento infantil e alimentação.




O crescimento normal acontece por mudanças progressivas na altura e no peso. A progressão do crescimento é influenciada por alguns fatores, tais como o potencial genético da criança, a velocidade de crescimento, o estágio puberal atual, a presença ou ausência de doenças, as condições da gestação e parto, além das condições nutricionais. Quando não alcançado seu potencial genético para altura, a criança é diagnosticada com déficit de crescimento ou baixa estatura. Em termos clínicos, é considerada com baixa estatura aquela criança ou adolescente que está significativamente abaixo da média de altura para um indivíduo da mesma idade e sexo segundo os padrões estabelecidos para população.
Visto que a altura final de um indivíduo é alcançada devido à interação das características genéticas e a disponibilidade de nutrientes durante o período de crescimento, é importante ressaltar que a deficiência de alguns micronutrientes (vitaminas e minerais) e a desnutrição estão, de alguma forma, envolvidos no atraso de crescimento.
Então, o artigo comentará sobre outros nutrientes envolvidos nesse processo, além daqueles já citados em artigos anteriores.
Zinco
O zinco participa de uma variedade de processos celulares, como co-fator para inúmeras enzimas, produção de proteínas e de material genético (DNA e RNA). Ainda pode influenciar a regulação de hormônios que atuam sobre a divisão e proliferação das células (GH e IGF-I). O zinco também é encontrado na estrutura cristalina dos ossos, tornando possível a necessidade de sua participação para a formação e calcificação óssea. Portanto, esse mineral é essencial para o crescimento, e na adolescência, sua retenção no organismo aumenta significativamente durante a fase de estirão (fase de rápido crescimento).
Os sintomas observados na deficiência deste elemento incluem lesões de pele, alteração na função imunológica e retardo do crescimento, pois diminui a formação e dos ossos tornando-os mais fracos e finos.
Ferro
O ferro tem papel no desenvolvimento cognitivo, sistema imune, parte ativa de enzimas, transporte respiratório do oxigênio e gás carbônico pelo sangue, e componente de estruturas essenciais ao organismo, como o caso das proteínas hemoglobina (transporta oxigênio dos pulmões às células) e mioglobina (transporta e armazena oxigênio nos músculos).
Esse mineral é importante no crescimento, especialmente na adolescência, por auxiliar na construção da massa muscular acompanhada por aumento do volume sanguíneo.
Vitamina A
Função essencial na visão, mecanismos de defesa e na reprodução humana. Seu envolvimento no processo de crescimento está relacionado com a secreção do hormônio GH a noite, assim como no desenvolvimento do esqueleto através do seu efeito sobre a síntese de proteínas e diferenciação das células ósseas.
A dificiência de vitamina A provoca a queratinização (espécie de ressecamento) das membranas que revestem os sistemas respiratório e digestório, o trato urinário, pele e olhos, diminuindo a função de barreira que essas membranas desempenham para proteger o organismo contra infecções. A deficiência prolongada pode produzir cegueira noturna e úlceras na córnea. Outros sintomas são perda de apetite e paladar, inibição do crescimento e anormalidades ósseas.
Ácido fólico (folato)
Assim como o zinco, o folato age como coenzima em várias reações celulares, é necessário na divisão celular e na formação do DNA e RNA. O folato é extremamente importante para o desenvolvimento fetal devido ao rápido crescimento durante a gestação. O folato também é essencial para a formação de células sanguíneas (hemácias e leucócitos) na medula óssea.
A principal consequência de sua deficiência é a alteração do metabolismo do DNA. Isso resulta em mudanças na forma das células, especialmente aquelas com maior velocidade de multiplicação (hemácias, leucócitos, células do estômago, intestino, vagina e cérvix uterino). A deficiência de folato pode resultar em crescimento deficiente, anemia megaloblástica e outras doenças sanguíneas, glossite e distúrbios gastrintestinais.

Nutrição e crescimento estão intimamente associados, já que as crianças não conseguem alcançar seus potenciais genéticos de crescimento se não tiverem suas necessidades nutricionais básicas.
Retirado de : A nutricionista

domingo, 6 de abril de 2014

ALIMENTAÇÃO PARA GESTANTE.



Ouço diariamente no consultório as gestantes dizendo… posso comer por dois… Mas isso deixou de ser verdade ha algum tempo e o que orientamos e acrescentar apenas mais 300 calorias a sua dieta convencional.

Os cuidados com a alimentação durante os nove meses da gravidez são importantes para evitar as complicações associadas tanto à obesidade quanto ao baixo peso do bebe.
A alimentação na gestação precisa ser diferente? O que devo mudar?
A alimentação durante a gestação deve ser equilibrada, garantindo a  variedade de alimentos em quantidades adequadas, permitindo que o ganho de peso nesta fase ocorra dentro do esperado.
Gestantes precisam consumir algum nutriente que não consomem normalmente?
Sim. A suplementação de ácido fólico antes da gestação e durante o primeiro trimestre é recomendada para garantir um bom desenvolvimento do embrião, principalmente na parte neurológica.
Por que a gestante não pode comer por dois?
A incidência de complicações da gravidez é maior nos extremos do ganho de peso – tanto no excesso quanto na falta. Nesses dois extremos ocorre um aumento dos nascimentos de crianças com baixo peso em mulheres com ganho de peso abaixo do recomendado. Nas mulheres que excedem as recomendações de ganho de peso, pode ocorrer o nascimento de crianças macrossômicas (com mais de quatro Kg). Além disso, os excessos do ganho de peso durante a gravidez e a retenção de peso no pós-parto estão associadas a complicações médicas em longo prazo.
Grávida pode fazer dieta durante a gestação?
Não, porque o ganho de peso está diretamente relacionado ao peso de nascimento da criança, que tem impacto importante na sua mortalidade e morbidade. O peso ao nascer também parece afetar a saúde da pessoa no longo prazo. Por exemplo: o baixo peso ao nascimento pode aumentar o risco, na vida adulta, de desenvolver diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.
E como deve ser a alimentação da grávida obesa durante a gestação?
A alimentação também deve ser equilibrada, como na mulher eutrófica (bem nutrida), mas o ganho de peso deve estar relacionado ao IMC pré-gestacional, ou seja, variar entre 11 e 16 quilos.
Existe algum alimento proibido ou que deve ter cuidado especial ao ser ingerido durante a gestação?
Doenças transmitidas por alimentos podem resultar em parto prematuro, aborto espontâneo e até morte do bebê. Para reduzir o risco de doenças transmitidas por alimentos, é importante que as grávidas adotem hábitos como lavar as mãos com frequência, tenham higiene no preparo dos alimentos, consumam carnes, peixes e aves cozidos e evitem o consumo de produtos lácteos não pasteurizados.
Quais cuidados a gestante que trabalha fora e se alimenta em restaurantes deve ter?
- Tentar se certificar das condições higiênico-sanitárias do restaurante, observando se os funcionários estão uniformizados, usando touca de proteção de cabelo, se têm as unhas curtas, sem esmalte e sem adereços (brincos, anéis, pulseiras). 
- Tentar saber a composição do prato. Se o estabelecimento não tem essas informações publicamente, solicite os ingredientes do prato; 
- Fazer uma alimentação diversificada; 
- Comer todos os dias verduras, legumes e frutas se tiver a garantia que estão devidamente limpas;
- Ingerir peixe no mínimo duas vezes por semana;
- Optar por assados, cozidos ou grelhados;
- Optar por sobremesas com menos açúcar. Evitar tortas cheias de recheios e coberturas, assim como os alimentos ricos em sódio; 
- Dar preferência a alimentos integrais;
- Evitar os pratos que levam manteiga, molhos gordurosos e gordura hidrogenada, pois são muito calóricos.
Quais alimentos são recomendados nas fases mais críticas do paladar de gestante?
As principais dicas são:
- Alimentação fracionada e em pouca quantidade; 
- Evitar jejum prolongado;
- Ingerir alimentos secos;
- Manter bolacha água e sal, torradas ou cereais secos na mesa de cabeceira da cama, para comer pela manhã, antes de se levantar; 
- Ingerir alimentos gelados;
- Não ingerir líquidos durante as refeições;
- Aumentar líquidos e frutas entre as refeições;
- Ingerir limonada ou limão, que ajudam a controlar a náusea;
- Evitar alimentos com odores e sabores fortes;
- Evitar alimentos gordurosos e muito condimentados.
É verdade que o consumo de carboidratos, principalmente, de pão e massas, durante a gestação pode contribuir para um ganho de peso acima do esperado?
O consumo exagerado de qualquer alimento gera ganho de peso inadequado em qualquer fase da vida. Por isso a alimentação da gestante também deve ser equilibrada.
Quais problemas a gestante pode ter se abusar de uma alimentação calórica e engordar além do desejado?
A mulher terá dificuldade em voltar ao peso de antes de engravidar. Para a criança, o ganho de peso inadequado da mãe durante a gestação, pode ter como consequências peso elevado ao nascer e risco de possíveis complicações médicas no futuro.
Quanto é recomendado que as gestantes engordem durante a gestação?

O ganho de peso da gestante dependerá do IMC pré-gestacional. 
Um exemplo:

IMC < 18,5 Kg/m² (baixo peso): ganho de 12,5 – 18 Kg

IMC 18,5 – 24,9 Kg/m² (eutrofia): ganho de 11 – 16 Kg

IMC 25 – 29,9 Kg/m² (sobrepeso): ganho de 7 – 11,5 Kg

IMC ≥ 30 Kg/m²(obesidade): ganho de 5 – 9 Kg

Qual a composição do peso da gestante? Quanto pesam bebê, placenta, líquidos etc...
Feto: 3,2 – 3,6 Kg

Estoque gordura: 2,7 – 3,6 Kg

Aumento do volume sanguíneo: 1,3 – 1,8 Kg

Aumento de fluídos corporais: 0,9 – 1,3 Kg

Líquido amniótico: 0,9 Kg
Mamas: 0,9 – 1,3 Kg

Útero: 0,9 Kg 

Placentas: 0,7 Kg
Quais cuidados as gestantes de múltiplos devem ter com a alimentação e o peso?

As necessidades nutricionais da gestante de múltiplos são maiores quando comparadas com as da grávida de feto único. Já com relação às calorias, são adicionados as 300 Kcal recomendadas para a gravidez mais 150 Kcal diárias por criança. O ganho de peso da gestante também dependerá do IMC pré-gestacional:


IMC < 18,5 Kg/m² (baixo peso): não há dados na literatura


IMC 18,5 – 24,9 Kg/m² (eutrofia): ganho será entre 16 – 24,5 Kg


IMC 25 – 29,9 Kg/m² (sobrepeso): entre 14,1 – 22,7 Kg



IMC ≥ 30 Kg/m² (obesidade): entre 14,4 – 19,1 Kg