segunda-feira, 28 de outubro de 2013

CÉREBRO “OBESO” PODE FRUSTRAR TENTATIVA DE EMAGRECER






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Estudo realizado em modelos animais mostra que uma dieta rica em gorduras e açúcar refinado altera estruturas cerebrais que, por sua
 vez, levam ao exagero do consumo destes alimentos.

“É um ciclo vicioso que pode explicar porque a obesidade é tão difícil de ser contornada”, diz Terry Davidson, autor do estudo publicado no periódico Physiology & Behavior.

Obesidade e memória

O estudo teve foco sobre o hipocampo – parte do cérebro responsável pela memória e aprendizado. Os ratos foram treinados para um teste de habilidades de memória e, em seguida, divididos em dois grupos: um que teria acesso livre para uma ração rica em gordura saturada e outro grupo que consumiu uma ração restrita de baixo teor de gordura.
Quando ambos os grupos tiveram de refazer o teste, os ratos que se tornaram obesos apresentaram mais dificuldades para realizar a tarefa do que os ratos com peso considerado saudável. A equipe examinou então as barreiras sanguíneas do cérebro – ou barreira hematoencefálica, uma rede de de vasos sanguíneos que protegem o cérebro – injetando um corante na corrente sanguínea dos animais. Nos ratos obesos, uma quantidade grande corante atravessou livremente esta barreira, o que não aconteceu nos ratos de peso saudável, mostrando que nos ratos obesos estas barreiras foram comprometidas.

Círculo vicioso

Davidson explica que o hipocampo é também responsável pela supressão de memórias. Sendo assim, se estes resultados fossem aplicados às pessoas, isso explicaria porque uma pessoa obesa não consegue consumir o que seria considerado uma porção razoável – a dieta rica em gordura saturada e açúcar refinado afetaria a capacidade do hipocampo de suprimir pensamentos sobre estes alimentos, fazendo com que a pessoa consuma-os exageradamente.

“O que eu acho que está acontecendo é um ciclo vicioso de obesidade e declínio cognitivo”, diz. “A idéia é, você consome uma dieta de alta caloria e isso faz com que você coma demais, pois este sistema inibitório é afetado progressivamente. E, infelizmente, isto afeta também outros tipos de interferência do pensamento.”

Os resultados deste estudo são compatíveis com outros que encontraram uma ligação entre a obesidade humana na meia idade e uma maior probabilidade para desenvolver a doença de Alzheimer e outras demências cognitivas anos mais tarde.

“Estamos tentando descobrir onde está esta relação. Temos evidências de que o consumo excessivo de uma dieta rica em gordura afeta ou altera a barreira hematoencefálica”, diz. Segundo Davidson, estudos futuros devem ter foco nas substâncias que não deveriam estar chegando ao cérebro e, por causa deste “defeito” estão começando a chegar. “Você começa a jogar coisas no cérebro que não pertencem a ele e faz sentido que as funções cerebrais sejam afetadas”, finaliza.

RESTRIÇÃO DE CALORIAS NÃO PROLONGA EXPECTATIVA DE VIDA, MAS MELHORA SAÚDE




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Em pesquisa que começou há 23 anos com macacos, dietas de restrição calórica trouxeram benefícios ao metabolism
o dos animais

Dietas que restringem calorias não aumentam a expectativa de vida, mas melhoram a saúde do usuário. A conclusão é de um estudo feito por cientistas do National Institute on Aging, em Baltimore, nos Estados Unidos, e publicado nesta quarta-feira (29) no periódico científico Nature.

A restrição calórica é a prática de limitar o consumo de calorias diárias entre 10% e 40% de uma dieta normal, mas com os mesmos nutrientes. Estudos anteriores, realizados em roedores, comprovaram que seguir a prática aumenta a saúde e retarda o envelhecimento.

A nova pesquisa, iniciada há 23 anos em macacos, concorda em parte com as informações. Os cientistas descobriram que a dieta causou, sim, efeitos positivos na saúde dos animais. Por outro lado, não teve capacidade de prolongar a expectativa de vida.

Os pesquisadores, coordenados pelo biólogo espanhol Rafael de Cabo, reduziram em 30% a ingestão de calorias de macacos-rhesus (espécie Macaca mulatta) e avaliaram os efeitos desta dieta em indivíduos de diversas idades e sexo.

O estudo concluiu que a expectativa de vida dos animais - que em média é de 27 anos - não aumentou nem entre os macacos mais velhos, que tinham de 16 a 23 anos de idade no momento em que iniciaram a dieta, nem entre os mais jovens, menores de 14 anos quando o experimento começou.

Por outro lado, os pesquisadores detectaram que a restrição calórica trouxe benefícios ao metabolismo dos macacos. "Observamos uma melhora geral em parâmetros associados às doenças típicas do envelhecimento, como as enfermidades metabólicas (diabetes e obesidade), cardiovasculares e o câncer", disse Rafael de Cabo.

Os macacos que comeram 30% menos de calorias apresentaram níveis mais baixos de triglicéridios, colesterol e glicose, especialmente entre os machos, assim como uma incidência significativamente menor de câncer entre os primatas mais jovens.

A pesquisa, que segundo o biólogo poderia se prolongar por mais duas décadas, terá como objetivo agora investigar os efeitos metabólicos e moleculares da restrição calórica sobre o organismo destes macacos.
"A resposta é muito parecida a outras respostas de estresse, por isso poderíamos considerar a restrição calórica como um estresse metabólico, que causa ajustes globais no organismo, e que quando se mantém por um longo período de tempo provoca benefícios profundos na saúde", afirmou Rafael.

O cientista espera ainda comparar seus resultados com os obtidos por uma outra pesquisa também realizada com macacos e iniciada nos anos 1980. O estudo, do Wisconsin National Primatas Research Center, nos EUA, defende a capacidade desta dieta de prolongar a vida.

EXERCÍCIOS MODERADOS ELEVAM AUTOESTIMA DE JOVENS COM SOBREPESo










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A obesidade, em qualquer idade, esta associada a uma série de doenças – de diabetes e fadiga crônica a complicações cardíacas. Mas não é só isso. Jovens que lutam contra a balança sofrem mais de insatisfação com a própria imagem corporal, alienação social e baixa autoestima.

Gary Goldfield, psicólogo da Universidade de Ottawa, no Canadá, tem estudado como os exercícios podem impactar psicologicamente adolescentes com sobrepeso e mostra em novo estudo que praticar exercícios, mesmo moderados, afetam positivamente estes fatores.

O estudo, publicado no periódico Journal of Pediatric Psychology, envolveu 30 adolescentes com idades que variaram dos 12 aos 17 anos. Eles foram randomizados em duas sessões semanais realizadas em laboratório de bicicleta indoor – com música à sua escolha – ou um jogo interativo de vídeo game, durante 60 minutos, podendo fazer uma pausa quando quisessem.

Após dez semanas, as diferenças físicas entre os grupos de exercícios não foram significativas, mas em ambos os grupos os adolescentes relataram melhorias na percepção de competência escolar, competência social e vários marcadores de imagem corporal, incluindo estima pela aparência e peso. Estas melhorias induzidas pelo exercício com relação à imagem corporal, explica Goldfield, podem ajudar a proteger contra provocações, discriminação e preconceito direcionado muitas vezes à crianças e jovens com obesidade, e que podem ter efeitos devastadores sobre o bem estar emocional.

“Estamos falando em benefícios psicológicos como resultado de uma pequena quantidade de exercício aeróbico, não uma mudança de peso ou de gordura corporal”, diz o autor. “Se você pode melhorar a sua aptidão física, ainda que minimamente, isto pode ajudar a melhorar a sua saúde mental. Ao ensinar as crianças a se concentrarem em comportamentos saudáveis, eles estarão se concentrando em algo que podem controlar”, conclui.
 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Ganho de peso após cirurgia bariatrica.





Devido ao grande crescimento da obesidade nas últimas décadas, houve também um aumento nas cirurgias bariátricas (CB) realizadas para tratamento da obesidade com o objetivo de diminuir a morbi - mortalidade de longo prazo.

Atualmente a CB é indicada para tratamento de obesos mórbidos (IMC maior ou igual a 40 kg/m2)  ou quando o IMC está entre 35 e 39,9 kg/m2 associado a comorbidades,   que não respondem as terapêuticas tradicionais. A Cirurgia para obesidade é considerada o tratamento mais eficaz para a obesidade severa, gerando perdas médias de aproximadamente 35% do peso corporal inicial.

Porém após 18 a 24 meses da Cirurgia muitos desses pacientes voltam a engordar parcial ou totalmente.

Por que isso acontece com esses pacientes? Por que voltam a engordar?

Através de estudos realizados recentemente conseguimos esclarecer melhor essa relação e  responder as perguntas:
1-Pacientes com obesidade mórbida , antes da Cirurgia , podem apresentar Compulsão Alimentar (entre 25% até 56,7% segundo diferentes estudos e considerando diversos critérios diagnósticos).

2- Estudos de  seguimento de 1 ano pós-Cirurgia observaram que os pacientes com compulsão alimentar diagnosticada antes da Cirurgia  perdem peso  igual que outros sem esse transtorno, não interferindo nos resultados.
3- Porém estudos de seguimento mais longos encontraram que 25 a 30% dos pacientes submetidos a cirurgia bariátrica   recuperam o peso após 18 a 24 meses. Isso acontece porque aparecem distúrbios do comportamento alimentar frente à sensação subjetiva de falta de controle sobre a alimentação.

Pacientes submetidos a Cirurgia podem evoluir para vários distúrbios do comportamento alimentar tais como: Grazing,( comer pequenas quantidades de comida com grande frequência em longos períodos), síndrome alimentar noturna (SAN), TCAP( transtorno de compulsão alimentar periódica) , bulimia nervosa (BN),  beber quantidades importantes de líquidos, anorexia nervosa ( AN) ou até quadros parciais de AN, BN ou TCAP.

Sendo assim é fundamental observar o aparecimento de transtornos alimentares (TA)  após a Cirurgia para realizar o tratamento adequado e dessa forma garantir a manutenção do peso ou a perda de peso continuada .

Por essa razão é necessário  que o paciente compreenda e mantenha a freqüência orientada com a equipe multidisciplinar.

Para quem ganhou peso após a cirurgia, ainda existe uma forma de emagrecer - a aplicação de plasma de argônio.

Para saber se você é candidato a esse procedimento é necessário ser avaliado por um nutricionista experiente e assim o peso perdido será mais eficaz em ser mantido.