quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Emagrecimento Adulto e infantil





Para quem deseja emagrecer de forma eficiente, ou seja, sem reganho de peso, o famoso “efeito rebote”é necessário que sua rotina seja transformada. Isso envolve consultas rotineiras para manter o foco e não “escorregar” quando houver os sabotadores de dieta no seu dia a dia.

Naturalmente nosso objetivo maior é proporcionar seu emagrecimento rápido, mas temos que respeitar sua fisiologia corporal. A idéia  é fazer você se acostumar a ingerir a quantidade ideal de cada alimento, buscando a saciedade (satisfação), sem prejuízo nutricional.  

 O raciocínio é simples: queremos desequilibrar matematicamente o balanço calórico diário – aumentando seu gasto, diminuindo seu consumo calórico diário, propiciando assim perda de peso, com boa gratificação cerebral, ou seja, sem frustração alimentar, para facilitar esse tratamento podemos disponibilizar alguns recursos liberados no Brasil, como fitoterapia ( formulas naturais para aumentar saciedade e gasto calórico), atividade física,  kit de dietas hipocalóricas, alem da experiência em alimentação para emagrecimento.

Em nossa experiência, os pacientes que seguem o protocolo de tratamento nutricional , não  voltam a ganhar o peso que perdeu com facilidade – por isso o nome – emagrecimento eficiente.

Possuímos pacientes que perderam todo o excesso de peso que queriam, mas para isso necessitamos de adesão aos retornos programados e foco
.

Se você quer emagrecer de forma eficiente, podemos ajudá-lo.




www.gabrielcaironunes.com.br

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Emagrecer com ajudar de atividade física.


No artigo “Como qualificar o emagrecimento por meio do exercício” - o qual sugiro a leitura antes deste - ressaltei a importância dos programas de treinamento visando emagrecimento, contemplando os quatro aspectos responsáveis pela perda de peso e de gordura por meio do exercício físico, ou seja: o gasto calórico total da sessão de treino, a mobilização total de gordura da sessão, o efeito EPOC da sessão e o aumento da taxa metabólica basal (TMB) imposto pelo programa. Assim, neste artigo, discutirei algumas estratégias para estruturação dos programas de treinamento, no sentido do respeito pleno a esses quatro aspectos.

Incialmente, parece óbvio, após o exposto no artigo acima citado, que um programa de treinamento voltado ao emagrecimento deve buscar, em algum momento, impor maiores intensidades aos exercícios, assim como, contemplar dois ou mais tipos de exercícios, sendo os exercícios de força, um componente obrigatório do programa. 

Nessa perspectiva, sugiro que, após um processo detalhado e criterioso de avaliação física (composição corporal, aptidão cardiorrespiratória, força muscular, flexibilidade e coordenações), o programa seja então, dividido em período básico e período específico. Portanto, como primeiro passo na estruturação do programa, deve-se valorizar o processo de avaliação, o qual deve ser iniciado com uma anamnese específica para investigar o perfil etiológico e clínico do indivíduo obeso, uma vez que não se pode encarar todos os sobrepesados e obesos de forma única. 

Assim, a identificação do tipo de obesidade, se endógena (causa interna, como um distúrbio hormonal) ou exógena (causa externa, normalmente balanço calórico positivo) é de importância capital para as expectativas de emagrecimento. Claramente, um obeso endógeno, que não tem sua obesidade determinada por excesso de ingestão calórica e baixo gasto calórico pela ausência de exercício, não irá obter os mesmos resultados de um indivíduo que ganhou peso por estabelecer um balanço calórico positivo nos últimos anos de sua vida (boa parte dos obesos endógenos, inclusive, já ingere poucas calorias no dia). Também, a identificação da distribuição da gordura e o potencial impacto do exercício sobre esses depósitos específicos (a famosa gordura nos braços das mulheres!), deve ser avaliada e ponderada no momento da definição das metas. 

Outro aspecto que considero crucial na anamnese do obeso é a identificação do comportamento motor geral do indivíduo, ou seja, a investigação do quanto esse indivíduo se movimenta espontaneamente ao longo do dia. Recomendo, para esse fim, a realização do que denomino de “Registro motor”, semelhante ao registro alimentar do nutricionista, por meio do qual o aluno relata todas as atividades motoras ao longo de um dia típico. Você verá que existem indivíduos que passam quase um dia inteiro sentados e deitados (assim não há como emagrecer!).

No tocante ao programa em si, o período básico deve ser voltado à melhora da capacidade de resistência de força, aumento do limiar anaeróbio e aumento do VO2máx, por meio dos exercícios dinâmicos e resistidos. Nos exercícios dinâmicos, sugiro a adoção do método contínuo variável (fartlek) e do método em circuito, com realização de exercícios que explorem de forma abrangente os diversos padrões de movimento, com o mesmo nível de estimulação e efeito cardiorrespiratório. 

Essa recomendação advém do fato de que muitos dos alunos obesos a presentam baixo nível de expressão das capacidades coordenativas (ver artigos “A importância da avaliação física” e “Caminhar não é tudo”), o que determina a necessidade de enriquecimento dessas capacidades, dada sua importância para a realização de uma infinidade de tarefas motoras cotidianas e de lazer. Isso significa realizar exercícios com maiores “desafios coordenativos”, como andar ou correr em zigue-zague, para trás, passando sobre cones, batendo bola, etc.

Em nossa experiência, temos visto maior prazer na realização desse tipo de exercício em relação aos treinos ortodoxos em esteira, bicicleta ou transport. Na utilização desses equipamentos, vale salientar que o clássico método fartlek (alternância constante das intensidades ao longo do período contínuo de treino) também se apresenta como ótima alternativa à monotonia dos treinos contínuos estáveis triviais, adaptando-o à adoção de intensidades desde sublimiares, limiares e ligeiramente acima do limiar anaeróbio individual. 

No exercício resistido, recomendo a utilização do método em circuito, com 8 a 12 exercícios para os grandes grupos musculares, com séries de 18 a 30 repetições e intensidades em torno de 40 a 60% 1RM, o que significa, ao final dessas séries, uma percepção de esforço de um pouco pesado a pesado. Nesse período, as metas de gasto calórico para cada sessão de treino estarão em torno de 200 a 300 Kcal, podendo chegar a 400 Kcal ao final do período.

Após esse período inicial de cerca de três meses, ou seja, no início do período específico, no qual o emagrecimento deve obrigatoriamente representar a grande busca, já é possível iniciar a adoção dos treinamentos intervalados (esteira, bicicleta, transport, pista, praça, etc.) com intensidades de zona 3 (entre o limiar anaeróbio e o limiar de compensação respiratória), com percepção de um pouco pesado a pesado, sem grandes riscos musculoesqueléticos, devido à melhora da força obtida até o momento. No entanto, recomendo que esses treinos sejam iniciados com uma a duas sessões na semana, sempre com respeito aos níveis de força do aluno e nunca na mesma sessão que os treinos mais intensos de força.

No exercício resistido, o método em circuito deve ser preferido mesmo nesse período, com alternância entre sessões de resistência muscular (treinos do período básico) e hipertrofia, nas quais os exercícios serão mantidos, porém, a intensidade será aumentada para cerca de 65 a 80% 1RM, com séries de 8 a 15 repetições, com percepção de esforço de pesado ao final das séries. Nesse período, com duração de 4 a 8 meses (dependendo do perfil inicial do aluno), as metas calóricas devem ficar em torno de 400 a 600 Kcal em cada sessão de treino, o que exige maiores intensidades relativas.

Finalmente, um aspecto que merece extrema atenção nos programas de emagrecimento para indivíduos com maus hábitos de prática esportiva, e que praticamente não tem sido contemplado nos programas convencionais, é a mudança do comportamento motor, a qual se alcança por meio da utilização dos exercícios acumulados, que consistem simplesmente, da realização de exercícios em curtos períodos de 1 a 5 ou 10 minutos ao longo do dia.

Essa prática acumulada é fundamental para o êxito do programa de emagrecimento, uma vez que possibilita o alcance das metas calóricas semanais (por volta de 2.500 a 3.000 Kcal), pois a maioria dos alunos não treina sistematicamente todos os dias ( e nem deve fazê-lo), além de proporcionar a agregação natural do exercício ao cotidiano desses indivíduos, tão hipocinéticos em função de suas culturas físico/motoras. Sempre costumo chamar a atenção para a importância dessa prática acumulada, no sentido de que oferece condições reais do aluno obeso, que por várias vezes iniciou um programa de exercícios e abandonou por total falta de afetividade com esse modelo convencional (e irá abandoná-lo novamente se for submetido a ele!), mudar seus hábitos motores de forma paulatina e natural, em seus ambientes cotidianos (naturais), como sua casa, seu local de trabalho, o supermercado, o shopping, etc.

Assim, procure recomendar, nos dias em que o aluno não treina regularmente, pequenas tarefas motoras, como ficar 1 minuto em pé no trabalho, sentar e levantar na cadeira por 15 a 20 vezes (1 minuto), andar no corredor por 1 minuto, dar uma volta no quarteirão antes de entrar em casa ao final do dia ou antes do almoço, subir a escada do shopping ao invés do elevador ou da escada rolante, subir um andar de escada ao chegar no trabalho, etc.

Aos poucos, após um início de 5 minutos dessas tarefas por dia, progrida cautelosamente até 30 a 40 minutos acumulados, ao longo de um período de 4 a 5 meses. Ao final, naturalmente, esse indivíduo terá mudado seu comportamento motor e estará, em função de seu novo nível de condicionamento físico, gastando, nessas atividades, cerca de 250 a 300 Kcal/dia, totalizando, portanto, cerca de 1.000 Kcal em exercícios espontâneos, as quais serão somadas às Kcal das sessões de treinamento regulares (2 a 3 na semana).

Vale a ressalva para os alunos e para os profissionais: evite retomar rotinas de treino que resultaram em desistência em experiências anteriores. Acumule exercícios ao longo do dia e promova, paulatinamente, a mudança dos hábitos motores. Esse é um aspecto decisivo na perda de peso e na manutenção do peso perdido, assim como a realização de sessões mais curtas com maiores intensidades.

Bom treinos a todos!


Prof. Dtd. Cássio Mascarenhas Robert Pires
Graduado em Educação Física (FESC – São Carlos), Pós-graduado em Treinamento Desportivo (UNIMEP - Piracicaba), Pós-graduado em Ciências do Esporte (UNICAMP – Campinas), Mestre em Ciências Fisiológicas (UFSCar – São Carlos), Doutorando em Ciências Nutricionais (UNESP - Araraquara), Docente da UNIARA (Araraquara) e MOURA  LACERDA (Ribeirão Preto), Docente em cursos de Pós-graduação Lato-sensu em todo o país e Diretor do CEFEMA (Centro de Estudos em Fisiologia do Exercício, Musculação e Avaliação Física – Araraquara, SP).
Contato: cefema2010@hotmail.com / cassio@cefema.com.br

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Carta de liberação para a cirurgia bariatrica.

Carta de liberação para cirurgia bariátrica ? Não é proibir, é orientar.

Todos os dias ouço pacientes dizendo que o nutricionista não quer liberá-lo para realizar a cirurgia bariátrica e por isso estou escrevendo essa matéria.

A cirurgia bariátrica,  demanda um acompanhamento nutricional diferenciado dos tratamentos que você já realizou para perder peso. Isso por que ele causa obstrução parcial da luz gástrica ( diminuição do tamanho do estomago) e uma menor absorção de nutrientes ( desvio intestinal).
Por essa razão você não aceitará qualquer alimento e isso causa sintomas variados.
Naturalmente nosso objetivo maior é proporcionar seu emagrecimento rápido e consistente, mas temos que respeitar sua fisiologia gástrica  e intestinal.
Então a idéia  é fazer você se acostumar a ingerir a quantidade e a consistência ideal de cada alimento, buscando a saciedade (satisfação), sem prejuízo nutricional.  

 O raciocínio é simples: queremos desequilibrar matematicamente o balanço calórico diário – aumentando seu gasto, diminuindo seu consumo calórico diário, propiciando assim perda de peso, com boa gratificação cerebral, ou seja, sem frustração alimentar.

Em nossa experiência, os pacientes que seguem o protocolo de tratamento nutricional , não  voltam a ganhar o que perdeu com facilidade – o famoso efeito “rebote”. 

Os estudos clínicos mostram que o tratamento cirúrgico para obesidade  tem média a perda de 50% do seu peso total nos 2 anos apos o procedimento, dos quais 30% serão nos primeiros meses.

Faça a sua parte.

O intuito de realizar a cirurgia para obesidade, não é a penas a perda de peso e sim a manutenção dessa perda. Para que isso seja realmente alcançado o paciente precisa estar  “ativo” no tratamento, é necessário a pratica esportiva e uma alimentação mais saudável.
O que vejo diariamente no consultório são pacientes que retornam até o segundo ano apos a realização da cirurgia e depois “somem” , raros pacientes retornam com o nutricionista apos esse período e quando retornam normalmente é por recuperação do peso ( reganho do peso perdido)  ou por alguma carência nutricional ( desnutrição).

Pagar consulta para  “pegar a carta para a cirurgia”

A literatura cientifica vem mostrando que não é necessário ( na grande maioria dos casos) um tratamento nutricional de 6 meses para estar preparado para a realização da cirurgia. O que é necessário são as  “obrigações” que você terá com a dieta e suplementos para o resto da vida. Algumas  “doenças” que podem aparecer pela alimentação inadequada apos a cirurgia, são facilmente tratadas quando os pacientes voltam em consultas regulares ao consultório.


Não é nossa função obrigá-lo a realizar adequadamente o tratamento dietético, mas se você está disposto a perder peso de forma eficiente e saudável, podemos ajudá-lo. 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Nutricionista para aplicação de plasma de argônio.

A aplicação com plasma de argônio demanda um acompanhamento nutricional diferenciado para quem quer re-emagrecer usando esse artifício. Isso por que ele causa obstrução parcial da luz gástrica e você não aceitará qualquer alimento, dando sintomas variados.
Naturalmente nosso objetivo maior é proporcionar seu re-emagrecimento rápido, mas temos que respeitar sua fisiologia gástrica, pois estará bem menor após aplicação do argônio que quando a realização da gastroplastia.

A idéia  é fazer você se acostumar a ingerir a quantidade e a consistência ideal de cada alimento, buscando a saciedade (satisfação), sem prejuízo nutricional.  


A literatura cientifica mostra que os pacientes que fazem a cirurgia bariátrica e não voltam nos retornos são mais suscetíveis a ganhar peso.
O que precisamos entender antes da aplicação do argônio é o por que isso ocorreu e junto traçarmos seu novo plano alimentar – levando em conta a nova capacidade gástrica.

 O raciocínio é simples: queremos desequilibrar matematicamente o balanço calórico diário – aumentando seu gasto, diminuindo seu consumo calórico diário, propiciando assim perda de peso, com boa gratificação cerebral, ou seja, sem frustração alimentar.

Em nossa experiência, os pacientes que seguem o protocolo de tratamento nutricional , não  voltam a ganhar o que perdeu com facilidade – o famoso efeito “rebote”.

O dr. Gabriel Cairo foi o pioneiro em elaboração de materiais nutricionais para a aplicação de plasma de argônio no Brasil, com centenas de pacientes atendidos com esse recurso para o re-emagrecimento , constantemente é chamado para ministrar treinamentos e aulas para outros profissionais que queiram aprender mais sobre o tratamento.


Para que você saiba se esse procedimento o ajudará a perder peso novamente o ideal seria passar em avaliação nutricional pré aplicação do plasma de argônio, assim iremos juntos entender o que aconteceu para o reganho de peso e juntos iremos traçar o melhor caminho para o re-emagrecimento. Para isso é necessário um exame que faremos no consultório para avaliar o quanto de calorias você gasta por dia, a quantidade de músculo que você possui e ainda saberemos o quanto de gordura corporal precisamos retirar nessa nova etapa.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Dieta para cirurgia bariatrica






A cirurgia bariátrica bem como o balão gástrico são excelente ferramentas para ajudá-lo a limitar a quantidade de alimento que você come, mas o papel principal desses tratamentos são facilitar a redução alimentar.

Após esses procedimentos, você terá que se adaptar de forma significativa a sua dieta e estilo de vida para alcançar o EMAGRECIMENTO EFICIENTE. Será perder peso rapidamente e nutrição adequada é essencial para manter a massa corporal magra , a hidratação e elasticidade da pele, minimizar a perda de cabelo e outras deficiências que podem aparecer.

O plano de refeição pós-cirurgia bariátrica ou introdução do balão gástrico requer uma mudança significativa no planejamento das refeições para a maioria das pessoas. Recomendamos que você comece adaptar seu plano de refeição atual agora para se preparar para esta mudança.

Os objetivos nutricionais primários após esses procedimentos são :

- Saiba hábitos alimentares adequados que promovam a perda de peso , mantendo a saúde em um peso reduzido;

- Consumir quantidades adequadas de proteínas para minimizar a perda de massa magra;

- Tome quantidades adequadas de líquidos para manter a hidratação;

- Obter os nutrientes adequados para uma boa saúde através de suplementação de vitaminas e minerais quando indicado;

- Se alimentar com todos os alimentos, sem se frustrar.



A maioria dos pacientes terão alta hospitalar com uma alimentação líquida
por duas a três semanas . Depois desse período a dieta avança para alimentos macios e conseqüentemente normal ( em quantidades reduzidas – já que você terá saciedade logo apos a ingestão alimentar de pequenos volumes).

Dependendo de seu histórico médico e procedimento para perda de peso , será recomendado que você tome um multivitamínico com ferro , cálcio e - com alguns procedimentos - vitamina B12 , ferro adicional e / ou vitaminas A, D , E e K.

Sua alimentação será bem restrita no inicio do tratamento:






As dietas são:


     -   dieta liquida pré procedimento;
-       dieta liquida (1ª semana);
-       dieta pastosa ou cremosa (2ª semana);
-       dieta branda , amolecidas pelo cozimento (3ª semana);
-       dieta geral ou normal (4ª semana).


Não pule essa etapas. Isso pode atrapalhar sua recuperação.