terça-feira, 30 de julho de 2013

Depoimento de uma paciente que colocou o Balão gástrico.

Depoimento de mais uma paciente. 

Já emagreci tantas vezes que perdi a conta, estou com 56 anos, comecei o regime , isto, regime não dieta e não redução alimentar aos 14 anos com medicamentos, ou melhor, “bolinhas” muito fortes; e só parei há alguns anos atrás, já não tinha efeito sanfona, eu era a própria. 


Ai a alguns meses atrás uma medica que conheço colocou o balão, me interessei, perguntei onde, quando e por que?, e ela me deu a maior atenção, ela estava linda e uns 10 kg mais magra, esqueci por
um tempo mas logo fui procurar , meu sobrinho disse que pagaria para mim, sendo assim fui conhecer a medica, Doutora Patricia, adorei!

Marquei de colocar várias vezes mas só coloquei mesmo depois do natal ( como toda boa fofa!), em 17 de janeiro de 2013! 

Depois de 15 dias passei no nutricionista e tentei seguir sua dieta, só que passei muito mal, e no 3º mês de balão emagreci 24 kg, não agüentei mais, fiquei muito fraca e retirei, mas não abandonei uma só vez meu nutricionista Gabriel, o qual me acompanha sempre e depois da retirada do balão mais ainda! 

Pois mudei através da mudança de muitos hábitos antigos e não engordei 1 grama.


Achei que apesar de passar muito mal valeu à pena, pois sinto mais disposição para tudo, voltei para academia, faço um diário alimentar regularmente e o mais importante modéstia a parte  estou MUITO BONITA!


Leia também:
http://gabrielcaironunes.blogspot.com.br/2013/06/paciente-que-emagreceu-com-o-balao.html

- http://gabrielcaironunes.blogspot.com.br/2013/07/nutricionista-para-balao-intragastrico.html




quarta-feira, 17 de julho de 2013

Nutricionista para balão intragástrico.


Por que fazer o seguimento nutricional com o Dr. Gabriel Cairo após a colocação do BALÃO INTRAGÁSTRICO ?

O balão gástrico demanda um acompanhamento nutricional diferenciado para quem quer emagrecer usando esse artifício. São propostas diferentes para aqueles pacientes que nos procuram com esse intuito sem o uso do balão. Isso por que o balão gástrico causa obstrução parcial da luz gástrica e não aceitará qualquer alimento sobre ele, dando sintomas variados.

 Naturalmente nosso objetivo maior é proporcionar seu emagrecimento rápido, mas temos que respeitar sua fisiologia gástrica com a presença do balão. Então a idéia não é ficar sem comer, mas orientar o nosso paciente a ingerir a quantidade e a consistência ideal de cada alimento, buscando a saciedade precoce (satisfação), sem prejuízo nutricional. Esta é uma linha tênue que teremos que trilhar durante esses seis meses.

 O raciocínio é simples: queremos desequilibrar matematicamente o balanço calórico diário – aumentando seu gasto, diminuindo seu consumo calórico diário, propiciando assim perda de peso, com boa gratificação cerebral, ou seja, sem frustração alimentar. Em nossa experiência, os pacientes que seguem o protocolo de tratamento, mudando assim hábito alimentar, não voltam a ganhar o que perdeu com facilidade – o famoso efeito “rebote”. Os estudos clínicos mostram que o balão tem média de perda de 20% do seu peso total nos seis meses, dos quais 10% serão no primeiro mês. Certamente também o mês mais difícil. Mas gratificante. Vários de nossos pacientes conseguiram até 30% do peso total, pois entenderam e mantiveram o foco do tratamento. O inverso também é verdade. Temos muitos outros que não conseguiram 10% no tempo total de tratamento, pois não seguiram com fidelidade a proposta do balão. 


 A nosso ver, o balão gástrico tem sido o último recurso, e certamente o mais eficiente, antes de se pensar em propostas cirúrgicas para o tratamento da obesidade.




MONTAMOS VARIAS OPÇÕES PARA PAGAMENTOS, ASSIM TODOS OS PACIENTES TERAM ACESSO AO TRATAMENTO ESPECIFICO PARA O BALÃO GÁSTRICO. 



quinta-feira, 11 de julho de 2013

DIETA APÓS FULGURAÇÃO COM ARGÔNIO.





Em geral 31% dos homens e 35% das mulheres sofrem com a obesidade e apenas 1% desses pacientes têm acesso a cirurgia bariátrica.


No mundo é realizado 500 mil cirurgias bariátricas por ano, sendo que no Brasil esse numero é de cerca de 60 mil cirurgias/ ano.  

O fato é que 10 % dos pacientes reganham o peso perdido após as cirurgias para a obesidade, por essa razão que a técnica de fulguração com plasma de argônio tem sido difundida.

Quando ocorre o ganho de peso apos a cirurgia para controle da obesidade, deve-se levar em consideração os reais motivos desse ganho, como:
- Ingestão alimentar errada
- Uso abusivo de álcool
- Uso de alimentos hipercalóricos com baixo poder de saciedade
- Sedentarismo
- Dilatação do novo estomago entre outras causas..


Aplicação de Plasma de Argônio.

A aplicação do argônio é feita ao redor da costura entre o estômago e o intestino,  diminuindo o seu diâmetro, devolvendo ao paciente a sensação de plenitude ou saciedade precoce que tinha logo após a cirurgia. 


Não há necessidade de internamento e a sedação é acompanhada por médico anestesista. São 3 sessões com intervalo de 60 dias. O retorno após a primeira aplicação deve ser mensal.

A grande vantagem deste método sobre os outros é a possibilidade do paciente sair do procedimento e retomar suas atividades normalmente. Não há necessidade de internação hospitalar ou realização no centro cirúrgico.


Os resultados com esta terapia têm se mostrado promissores, com perda de peso em torno de 20% do peso inicial.

Pacientes que não fizeram o acompanhamento multidisciplinar não alcançaram os resultados esperados.




Dieta após aplicação.

A Base da terapêutica no controle da obesidade é a terapêutica médica que passa, pela dieta que deve ser necessariamente uma dieta hipocalórica (800-1500 KCal/ dia). Devidamente regulamentada por um nutricionista com experiência nesta area e adaptada a cada doente.


            Algumas equipes orientam nos 3 primeiros dias após aplicação a alimentação deva ser restrita a líquidos frios sem leite (gelatina, água, água de coco, picolé de frutas, suco de laranja lima etc), do quarto ao décimo primeiro dia serão permitidos quaisquer líquidos (aos goles, em pequeno volume e com, aproximadamente, 800kcal), do décimo segundo dia ao décimo oitavo, a alimentação será pastosa (sempre com restrição calórica) e a partir daí, a alimentação é livre (quanto à textura), devendo ser mantida a restrição calórica (até 1000 kcal).

              Na minha experiência a evolução dietética deve compreender 4 fases após cada aplicação:


- Fase 1 (líquida restrita)
- Fase 2 (liquida completa)
- Fase 3 (pastosa – ou cremosa liquidificada)
- Fase 4 (alimentaçao de consistência normal hipocalorica).
  

Evite o reganho de peso novamente, procure um nutricionista experiente, ele entenderá o seu caso e irá auxilia-lo.



Dr. Gabriel Cairo Nunes
Nutrição para balão gástrico, cirurgia bariátrica e Plasma de argonio.

Consultório
Av. Paulista , 1636, conj 810. (Ao lado do Masp)
Tel ( 11 ) 2348-4310
Whats app +55 11 96435-4350

BALÃO INTRAGÁSTRICO



Tratamento endoscópico para um emagrecimento saudável

Sabemos que a dificuldade para perder peso é enorme e para piorar algumas variáveis tornam essa tarefa um grande martírio! Entre essas variáveis podemos citar o envelhecimento, gestação, depressão, problemas articulares…

A obesidade é uma patologia crônica, multifatorial, com um contínuo aumento de incidência na maioria dos países do mundo. O gasto com essa doença chega a cerca de 100 bilhões de dólares por ano nos EUA. Cerca de 50 % da população brasileira adulta apresenta problemas com o peso.
Em 1982 o Balão Intragástrico foi criado, mas em 1998 foi aperfeiçoado e amplamente aceito como um dos melhores métodos auxiliares no controle e na perda de peso.

O Balão Intragástrico (BIG) é uma esfera de silicone preenchida com solução salina (soro fisiológico) e corante. A intenção é induzir a saciedade precoce devido ao preenchimento de parte do estômago. A ocupação do espaço e a queda dos níveis de grelina (hormônio estimulante do apetite) são as formas do BIG promover a perda de peso. 

O acessório é produzido com um material resistente, com ajuste para várias capacidades (400 a 700 ml), sua superfície é lisa e sua válvula é radiopaca (visível ao raio x). A colocação é feita por meio de endoscopia convencional sem necessidade de internações ou perda de dias de trabalho. 

O paciente não sente dor na colocação nem na retirada. Geralmente a permanência no hospital gira em torno de 3 horas.

Após cerca de 6 meses ele é retirado por endoscopia, preferencialmente em ambiente cirúrgico com o auxílio do anestesista.

Essa alternativa de tratamento é muito útil e apresenta excelentes resultados quando bem indicado e conduzido. O conceito mais correto do balão é que se trata de um sistema de reeducação alimentar assistida, ou seja, um método onde o paciente recebe uma importante ajuda onde a orientação nutricional e mudanças de hábitos, reduzir grande quantidade de peso.

A literatura mostra perdas em torno de 15 a 20% do peso inicial, mas sabemos que um paciente disciplinado nas mãos de uma boa equipe pode superar esses valores.

As indicações:

-Pacientes com sobrepeso, ou seja, precisa perder de 10 a 15 Kg para atingir seu objetivo;
- Pacientes com obesidade mórbida (IMC > 40), que apresentam contra-indicações cirúrgicas ou recusam-se a se submeter a cirurgia bariátrica;
- Pacientes super obesos com IMC > 50, como ponte para a cirurgia bariátrica;
- Pacientes com obesidade moderada ( IMC entre 30 e 35) e com doenças associadas .

Contra-indicações:
- Hérnia hiatal volumosa (acima de 5 cm);
- Esofagite grave e/ou estenose esofágica;
- Ressecção gástrica prévia;
- Lesões potencialmente sangrantes como varizes ou úlceras em atividade;
- Tratamento crônico com anticoagulantes, corticosteróides ou antinflamatórios;
- Alcoolismo crônico;

As vantagens:
- Não há necessidade de cirurgia ou de uso de inibidores de apetite;
- Período de internação inferior a 6 horas na maioria dos casos;
- Não há necessidade de afastamento das atividades diárias;
- Não há sensação de “passar fome”;
- Não há restrições para realização de atividades físicas;
- Apresenta bons resultados rapidamente;

Inconvenientes:
A utilização desse método não é isento de riscos e efeitos colaterais. Alguns estudos relatam que uma grande parte dos pacientes podem apresentar sintomas como desconforto abdominal e náuseas nos primeiros dias após a colocação do balão que melhora progressivamente com o passar do tempo.


Conclusão:
O que os candidatos a esse procedimento necessitam ter em mente que isoladamente os resultados podem não ser os esperados. A perda permanente de peso depende de vários fatores, entre eles, a mudanças dos hábitos alimentares e a prática freqüente de exercícios físicos. Por isso um bom tratamento se dá junto a uma equipe especializada em perda de peso. Passar e retirar balão muitas vezes não é o suficiente para alcançar os objetivos propostos.


Por fim a experiência adquirida nos últimos anos nos permite afirmar, que o balão é uma alternativa eficaz e segura que ajuda milhares de pessoas a obter uma vida saudável

terça-feira, 9 de julho de 2013

POR QUE NÃO EMAGREÇO ?


O metabolismo é culpado pelo excesso de peso?

Você provavelmente deve ter um amigo ou um parente que come muito mais do que você e é magro... Pensando bem, todos conhecemos "magrelos", que comem muito mais do que a gente... Isso nos leva a crer que a tendência para ganhar peso sofre interferência de outras variáveis além do volume de comida que ingerimos diariamente. Primeiramente, precisamos entender como é o funcionamento de um metabolismo normal, que representa as várias reações químicas e biológicas de nossas células, e que resulta em um gasto energético ou calórico, o chamado gasto calórico total.

O metabolismo induz a um gasto de energia ou a um gasto calórico e, teoricamente, quanto maior um metabolismo, maior seu gasto de energia. O gasto calórico de uma pessoa é composto pelo gasto calórico basal e pelo acessório. O gasto basal é a queima calórica que mantém nossa vida, é o gasto calórico necessário para manter nossas funções vitais: respirar, fazer o coração bater, pensar, rins filtrarem a urina, os milhões de células receberem oxigênio e exercerem suas funções. Esse metabolismo basal representa cerca de 75% do nosso gasto calórico. Os outros 25% são provenientes do gasto calórico acessório, que depende de nossa atividade física.


Aparentemente, as células que detêm a maior capacidade de queimar calorias são as células musculares. Logo, independentemente de praticar ou não uma atividade física, homens queimam muito mais calorias do que mulheres da mesma idade, pois têm uma massa muscular muito mais desenvolvida. Assim, é fácil explicar as queixas das pacientes referentes às suas dificuldades de perder e manter o peso em relação aos seus parceiros, quando os acompanham à mesa e comem e bebem na mesma proporção que eles. Parece injusto, mas é verdade, as mulheres têm uma queima calórica menor! Entretanto, isso não tem nada de anormal, pois assim é o metabolismo feminino.

Metabolismo x idade

O nosso metabolismo também sofre influências da nossa idade. Mas por incrível que possa parecer, uma queda no seu funcionamento se deve muito mais à inatividade física do idoso do que puramente ao 'metabolismo lento do idoso', como muitos pensam. A crença das pessoas é de que com 30 ou 40 anos de idade, seu metabolismo torna-se mais lento. Isso não procede, as pesquisas indicam que o gasto calórico basal cai a partir dos 60 anos, e a redução calórica ideal seria de cerca de 100 calorias por década. 

Fator hereditariedade

A hereditariedade está inegavelmente relacionada às alterações metabólicas responsáveis pela predisposição à obesidade. As pesquisas do genoma humano vêm identificando alterações genéticas relacionadas à obesidade e ao diabetes. Logo, alguns genes predispõem ao ganho de peso, provavelmente por causarem interferência no gasto calórico basal das pessoas, mas as alterações mais conhecidas se devem à chamada resistência insulínica, um estado pré-diabético onde o organismo produz quantidades excessivas de insulina, que, por sua vez, favorecem o estoque de energia, em detrimento da queima dos substratos. Nesses casos, vemos na mesma família várias pessoas com o mesmo problema. 

Entretanto, a prática clínica tem nos mostrado que herdamos não somente genes, mas também comportamentos de nossos familiares. É o que observamos num dos quadros de Fernando Botero, onde uma família inteira de gordinhos pousa ao lado de um cãozinho também gordo, revelando o quanto nossos hábitos comuns resultam em obesidade também compartilhada.

Não é necessário comer menos à noite

O nosso metabolismo é o mesmo em todos os horários do nosso dia, portanto, também não procede a crença de que à noite, devemos comer menos, porque queimamos menos. Quando fazemos ginástica pela manhã, esta prática realmente aumenta o nosso gasto calórico, mas de maneira prolongada, durante todo o dia, inclusive à noite. Quando calculamos o gasto calórico dos pacientes para programarmos uma dieta individualizada, nunca levamos em conta gastos calóricos diferentes, durante os horários do dia. Isso significa que numa dieta balanceada deve haver carboidratos em todas as refeições, inclusive à noite. O que deve ser evitado é a ingestão excessiva de carboidratos à noite, como nas demais refeições do dia.

Doenças que interferem no metabolismo

Algumas doenças endócrinas interferem na queima calórica, como é o caso do hipotireoidismo. Na verdade, os hormônios tireoidianos interferem na produção de calor corporal, na queima calórica e na eliminação de água do organismo. Logo, nas situações de redução dos hormônios da tireóide, uma doença chamada hipotireoidismo, há geralmente aumento de peso por redução do metabolismo e retenção de líquidos. Entretanto, uma vez diagnosticada a doença e a dose hormonal convenientemente reposta, o metabolismo volta ao normal e nenhum aumento de peso poderá ser imputado à alteração tireoideana. 

Por outro lado, nas doenças tireoidianas causadas por excesso de hormônio tireoidiano, o hipertireoidismo, há hipermetabolismo e perda de peso. E é muito importante ficar bem claro, que apesar da hiperfunção tireoidiana causar perda de peso, não se justifica o uso dos hormônios tireoidianos para induzir perda de peso, pois a dose para se obter este resultado é excessiva, igualando-se à doença instalada, e a perda de peso se dá por perda de massa magra e não de gordura, como seria o desejado.

Durante o 13º Encontro Brasileiro de Tireóide, evento que reuniu médicos e cientistas em Campinas, em maio deste ano, o Dr. Anthony Hollenberg da Thyroid Unit Division of Endocrinology (Boston, USA), foi um dos convidados internacionais do evento. O especialista proferiu a palestra Regulation on the Thyroid Axis by Important Pathway in Body Weight Control( A regularização dos hormônios da tireóide como um importante caminho para a perda/controle de peso)."O hormônio tireoideano deve ser usado no tratamento da obesidade?", foi um dos questionamentos do especialista à platéia. O próprio Dr. Anthony foi enfático a responder "não" ao seu questionamento. Ele explicou que o uso desses medicamentos para redução de peso provoca efeitos indesejáveis ao coração e aos ossos. Estão em estudos novos medicamentos, mas ainda serão necessárias diversas pesquisas sobre este emprego dos hormônios.

O que pode ser mudado

Há várias atitudes reconhecidamente promotoras de aumento do gasto calórico. Entre elas, duas são muito conhecidas: o fracionamento das refeições e a prática regular de atividade física.

Quando fazemos um jejum prolongado, geramos informações errôneas de escassez de alimentos ao nosso organismo, o que induz à queda do gasto calórico como forma de proteção dos estoques de nutrientes. Ao ingerirmos os diferentes nutrientes, também queimamos calorias diferentes, utilizadas na digestão de cada um deles. Essas diferenças não são suficientemente importantes para reduzirmos ou aumentarmos os componentes de uma dieta além do balanceamento já conhecido e indicado na formulação das dietas de nossos pacientes.

Medidas individuais

Apesar de cada um de nós conhecer vários 'magrelos comilões', não os acompanhamos nas 24 horas do dia. Apenas em termos teóricos, esses magros comem na mesma proporção em que gastam calorias, por isso não engordam. É importante entendermos também que o peso e o tamanho dos pratos de duas pessoas podem confundir a nossa percepção, pois há pratos com conteúdos extremamente calóricos e leves, em contraste com outros mais pesados e menos calóricos.

Além dos 'magrelos comilões', há ainda os 'beliscadores', aqueles que não consideram comida o que eles beliscam o dia inteiro. Estes classificam seus pratos como ínfimos, o que não deixa de ser verdade, mas o valor calórico que ingerem durante o dia é muito superior ao que gastam. 

E finalmente, na nossa galeria de personagens sobre o metabolismo, há os que comem um prato de 'estivador', tomam café, almoçam, jantam e não beliscam, deixando intrigados alguns que os observam, invejosos de suas capacidade de comer sem engordar. A única forma de descobrir o segredo destas pessoas é observá-los atentamente durante todo o seu dia, só assim, poderemos compreender como o metabolismo delas funciona realmente.


Compulsão alimentar ou TCAP




A obesidade pode ser considerada uma epidemia mundial, conforme parecer da Organização Mundial da Saúde (OMS), e a sua tendência é a de constante crescimento. Notavelmente, a obesidade no Brasil, entre 1975 e 1989, cresceu 70% e, mesmo no século XXI, há alarmantes aumentos em seus indicadores.

A obesidade não é por si só tida como um transtorno alimentar (TA), mas existe alta prevalência de Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica (TCAP) entre indivíduos obesos.

A prevalência de TCAP é de 2% a 3% da população em geral.

Alguns estudos notaram que a dieta para emagrecer é um comportamento precursor, que normalmente antecede o aparecimento de um TA. Mas, isolada, não é suficiente para desencadear TA, sendo necessária a interação entre os fatores de risco e demais eventos precipitantes.

A própria restrição alimentar propicia o aparecimento das compulsões alimentares.

Por não se conhecer a fisiopatologia do TCAP, os transtornos alimentares são descritos como transtornos, e não como doenças.

Isso se deve a poucos anos de estudo dos TA, particularmente do TCAP, descrito apenas em meados do século XX.


Há varios outros nomes para os TCAP por exemplo:

- binge eating disorder (BED),
- transtorno da compulsão alimentar periódica,
- transtorno da compulsão alimentar episódica, transtorno do comer compulsivo,
- transtorno do comer impulsivo e transtorno do descontrole alimentar episódico.

A compulsão alimentar é um comportamento caracterizado por ingestão de uma quantia de comida (num período de duas horas ou menos) claramente maior que a maioria das pessoas consumiriam em tempo similar, acompanhada de sensação de perda de controle sobre o episódio
Tais episódios ocorrem pelo menos em dois dias da semana, por um período de seis meses, sendo que, depois deles, há presença de grande angústia. Eles são quantificados em dias, pelo fato de os portadores de TCAP apresentarem dificuldades para aferir sua contagem, por conta da falta de métodos compensatórios subseqüentes ao comer compulsivo.

Portanto, para defirmos se você sofre desse trasntorno, você deve se enquadrar nesses criterios descritos acima.

Também observo que há pacientes que se julgam compulsivos mas o que possuem na realidade é uma desorganização alimentar.


Para você que quer emagrecer – procure um nutricionista especialista em T.A

quarta-feira, 3 de julho de 2013

TUDO SOBRE A CIRURGIA BARIATRICA.




Obesidade o que é ?
A obesidade é uma epidemia mundial, com significativo impacto psicossocial, na saúde e na economia . De acordo com a mais recente publicação da Rede Interagencial de Informações para a Saúde, no Brasil, 34% da população adulta esta com sobrepeso e 14,5% com obesidade. Resultante do balanço energético persistentemente positivo, oriundo da complexa associação de fatores genéticos e socioculturais, que incluem atividade física, a obesidade esta associada a uma série de complicações, são elas:

·       Diabetes do tipo 2: Pessoas obesas têm três vezes mais chances de desenvolver este tipo de diabetes do que alguém com peso normal.

·       Hipertensão arterial: A combinação do sedentarismo com o consumo de alimentos industrializados ricos em sal aumentam demasiadamente os níveis de pressão arterial. Já foi demonstrado por muitos estudos que a cirurgia bariátrica reduz significativamente a pressão arterial.

·       Problemas articulares: A coluna vertebral é muito afetada na pessoa obesa, devido ao peso do corpo que pressiona as vértebras e desgasta as articulações, podendo causar hérnia de disco. Além da coluna, as articulações dos joelhos e tornozelos também sofrem desgaste e dores. A redução de peso minimiza ou até cura totalmente esses problemas articulares.

·       Apneia obstrutiva do sono (AOS): é um distúrbio respiratório do sono e é caracterizada por episódios repetidos de oclusão da via aérea superior que resultam em breves períodos de cessação de respiração (apnéia) ou uma redução marcada no fluxo (hipopnéia) durante o sono. Este padrão é acompanhado por dessaturação da oxihemoglobina, persistentes esforços inspiratórios contra a via aérea ocluída e despertar do sono. A AOS gera grande impacto na qualidade de vida, por estar associada à sonolência  excessiva, acidentes, morbidade cardiovascular, comprometimento cognitivo, ansiedade, depressão e disfunção metabólica. A obesidade é um de seus principais fatores de risco.



Como prevenir ?

Ainda que existam fatores genéticos, a prevenção deve começar dentro de casa e na escola durante a infância, com educação alimentar. É possível evitar a obesidade optando-se por refeições e lanches saudáveis e, de preferência, não industrializados. Observar o nível de gordura dos alimentos, que devem ser sempre baixo e, no caso de doces, refrigerantes, frituras e bebidas alcóolicas,  consumir apenas em ocasiões específicas e com moderação. Além da alimentação saudável, a base de frutas, carne magra, vegetais e massas integrais, é muito importante manter uma regularidade na prática de atividades físicas, como esportes, corrida, caminhada, dança, ciclismo, que aceleram o metabolismo e ainda são fontes de prazer e bem estar.

Como se livrar da obesidade?

Existem duas formas de acabar com a obesidade, a primeira opção é sempre o tratamento clínico, que inclui dieta e exercícios físicos. O uso de medicação pode ser necessário. Esta medida pode receber acompanhamento de nutricionista, endocrinologista, e, às vezes, fisioterapeuta e psicólogo. O foco do trabalho é conscientizar a pessoa sobre a necessidade de trocar o sedentarismo e a má alimentação.
A segunda opção é a intervenção cirúrgica, indicada nos casos em que a obesidade traz prejuízos à saúde e o tratamento clínico seja ineficaz. Popularmente chamado de “redução de estomago”, dentro deste processo, existem várias tipos de cirurgia. O médico é responsável por apresentar as opções cirúrgicas quando for necessário e recomendar o método mais apropriado e seguro para cada pessoa.

Tratamento com a  cirurgia bariátrica?
Os benefício da cirurgia bariátrica e metabólica são, além da perda de peso, a diminuição das doenças associadas à obesidade (como diabetes e hipertensão), menor risco de mortalidade, aumento da longevidade e melhoria na qualidade de vida. Como toda cirurgia, há riscos, por isso deve ser realizada em hospital com estrutura adequada e por médicos associados à SBCBM que pratiquem os procedimentos regulamentados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Quando fazer a cirurgia bariátrica?

A principio, é recomendado para o tratamento da obesidade a adoção de hábitos saudáveis, como dieta balanceada e atividades físicas. Diante disto, avalia-se a necessidade do uso de medicação e, caso ambos, médico e paciente, concluam que esses métodos são surtem efeitos, então parte-se para a alternativa mais eficaz, que é a cirurgia bariátrica e metabólica.

Quem pode fazer a cirurgia bariátrica?

Conforme os preceitos médicos, a indicação cirúrgica deve ser decidida sob a análise de três critérios: IMC, idade e tempo da doença.
Indicação de cirurgia em relação ao índice de massa corpórea (IMC)
IMC acima de 40 kg/m², Obesidade III independentemente da presença de comorbidades.

IMC entre 35 e 40 kg/m² na presença de comorbidades.
IMC entre 30 e 35 kg/m² na presença de comorbidades que tenham obrigatoriamente a classificação “grave” por um médico especialista na respectiva área da doença. É também obrigatória a constatação de “intratabilidade clínica da obesidade” por um endocrinologista.


Em relação à idade
Abaixo de 16 anos: exceto em caso de síndrome genética, quando a indicação é unânime, o Consenso Bariátrico recomenda que, nessa faixa etária, os riscos sejam avaliados por cirurgião e equipe multidisciplinar.  A operação deve ser consentida pela família ou responsável legal e estes devem acompanhar o paciente no período de recuperação.
Entre 16 e 18 anos: sempre que houver indicação e consenso entre a família ou o responsável pelo paciente e a equipe multidisciplinar.
Entre 18 e 65 anos: sem restrições quanto à idade.
Acima de 65 anos: avaliação individual pela equipe multidisciplinar, considerando risco cirúrgico, presença de comorbidades, expectativa de vida e benefícios do emagrecimento.


Em relação ao tempo da doença
Apresentar IMC e comorbidades em faixa de risco há pelo menos dois anos e ter realizado tratamentos convencionais prévios. Além disso, ter tido insucesso ou recidiva do peso, verificados por meio de dados colhidos do histórico clínico do paciente.


Contra indicações
As situações abaixo configuram condições adversas à realização de procedimentos cirúrgicos para o controle da obesidade:
limitação intelectual significativa em pacientes sem suporte familiar adequado;
quadro de transtorno psiquiátrico não controlado, incluindo uso de álcool ou drogas ilícitas; no entanto, quadros psiquiátricos graves sob controle não são contraindicativos à cirurgia;
doenças genéticas.


Cuidados recomendados
Acompanhamento nutricional
O nutricionista tem papel fundamental no acompanhamento do paciente rumo à cura da obesidade. Esse profissional deverá prestar toda a orientação necessária para a dieta líquida pós-operatória, sua evolução para a pastosa e, finalmente, sua transição definitiva para a alimentação normal. O paciente deverá aprender a comer pouco e bem, várias vezes ao dia, e optar por alimentos pouco calóricos e com alto teor vitamínico, abandonando hábitos nocivos.

A reeducação alimentar ajudará não só a perder peso, mas também a mantê-lo em patamares adequados por toda a vida. O paciente deve evitar consumir gordura, fritura, doces, e bebidas com gás como refrigerantes e cervejas.