quarta-feira, 12 de junho de 2013

NUTRIÇÀO É PEÇA-CHAVE NO TRATAMENTO COM O BALÃO GASTRICO.

Bem-estar | 25/04/2011

Nutrição é peça-chave no emagrecimento com balão intragástrico

Balão de silicone preenche parte do espaço do estômago destinado ao alimento
Um estudo publicado pela revista científica The Lancet relatou que a obesidade atinge uma
a cada dez pessoas em nível mundial.

Gerada por fatores metabólicos e de hábitos de vida
cada vez mais inapropriados, o problema já é considerado uma epidemia.
Frente ao leque de procedimentos para conter o avanço da obesidade, o balão
intragástrico — método endoscópico baseado na introdução de um balão de silicone que
preenche parte do espaço do estômago destinado ao alimento —, é uma opção para auxiliar
a perda de peso.

Proporcionando a redução do excesso de peso, o balão é parte de um programa de
emagrecimento completo, em que à nutrição balanceada, atividades físicas e bem-estar,
somam para que o indivíduo mantenha suas conquistas para toda a vida.
Tendo a nutrição como peça-chave, o programa mostra que é possível comer bem, de forma
prazerosa, ainda que em menores proporções.
O nutricionista especialista no tratamento com balão intragástrico, Gabriel Cairo, cita que nenhum método é milagroso, mas, sim, um impulsionador do emagrecimento. Por isso é preciso que o paciente assuma o compromisso  de todo o programa, vendo os limitadores da alimentação não como um problema, mas um  aliado para o seu objetivo de emagrecimento.

O tempo necessário para mudança de hábitos é o dobro do tempo de emagrecimento,
período este chamado de vigia. Segundo Cairo, a maioria dos indivíduos não sabe a
diferença entre fome, vontade e saciedade, o que é aprendido durante o processo de
emagrecimento. Neste período, o paciente aprende a evitar, no longo prazo, o consumo de
elementos hipercalóricos, como as gorduras saturadas, o álcool e refrigerantes. Em paralelo,
é estimulado a consumir mais fibras, grãos, vitaminas, minerais e proteínas, enxergando
neles não apenas uma obrigação, mas uma opção também saborosa.
— Fome o paciente não sentirá.

O que pode sentir é vontade de comer, muitas vezes por impulsão dos hábitos que vinha seguindo até então. Por isso o papel do nutricionista é importante para reorganizar a rotina alimentar, orientar a ingestão de alimentos mais saudáveis de uma forma sustentada, e até mesmo gostosa, para que este hábito seja levado para o resto da vida — explica.
Gabriel ainda destaca que o método do balão não causa desnutrição ou perda de vitaminas essenciais para o organismo, não sendo necessária reposição extra, via suplementos.
— O programa alimentar dos portadores de balão é bem balanceado, contendo uma dieta
rica em frutas, legumes e verduras, em doses fracionadas ao longo do dia.
Cairo salienta a importância de comer a cada três horas, completando pelo menos seis
refeições diárias, de pequenas proporções, mastigando mais de 20 vezes cada porção. O
objetivo é comer antes de sentir fome, digerir com mais facilidade e transmitir saciedade ao
organismo a cada refeição.

Os alimentos sugeridos dentro de proporções específicas, além de fontes de vitaminas,
também desempenham papel funcional no programa, como os exemplos que o especialista
cita a seguir:
:: Leite desnatado: ótima fonte para a suplementação óssea pela maior concentração de
cálcio, também ajuda na sensação de saciedade. Tem baixo teor de gordura, que somado ao
cálcio, auxilia no emagrecimento. O ideal é consumir pelo menos três copos por dia.
:: Vitamina C: presente em frutas, como a laranja e acerola, tem efeito antioxidante e
ajuda a eliminar a gordura.
:: Aveia: rica em fibras solúveis, que auxiliam no funcionamento intestinal e posterga a
fome.

Entenda como funciona o balão
Em mais de 15 anos de existência, o procedimento se destaca pela redução de peso com
eficiência e pouca intervenção, ou seja, por não requererem cirurgias agressivas. O balão
intragástrico é feito de silicone e preenchido com soro e azul de metileno estéreis num
volume que varia de 400 a 700 ml. É indicado para obesidade grau 1 IMC (Índice de Massa
Corpórea) entre 30 e 34,9 e para super-obeso, obesidade grau 3 em pré-cirurgia, para
auxiliar a diminuir comorbidades, sendo aplicado via endoscopia.
Sua permanência no organismo é de no máximo seis meses, período em que o paciente deve
receber atendimento multidisciplinar para a mudança de hábitos alimentares e de
atividades físicas que o façam manter o peso perdido.

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