sexta-feira, 28 de junho de 2013

PLASMA DE ARGÔNIO

Atualmente no mundo são realizadas aproximadamente meio milhão de cirurgias bariátricas por ano. O reganho de peso após a cirurgia já é fato conhecido entre os cirurgiões bariátricos e representa uma parcela pequena dos pacientes submetidos ao by-pass gástrico.

A causa da obesidade continua sendo multifatorial mas dois fatores em especial contribuem para o reganho de peso: a dilatação do estômago operado ( cabe mais comida que logo apos a cirurgia) e o retorno da compulsão alimentar (falta de acompanhamento nutricional).

Para esses pacientes se faz necessário retomar o acompanhamento nutricional e quando possível, diminuir a luz da cavidade estomacal( diminuir o tamanho do estomago)

Aplicação de Plasma de Argônio.

A aplicação do argônio é feita ao redor da costura entre o estômago e o intestino,  diminuindo o seu diâmetro, devolvendo ao paciente a sensação de plenitude ou saciedade precoce que tinha logo após a cirurgia.

Não há necessidade de internamento e a sedação é acompanhada por médico anestesista. São 3 sessões com intervalo de 60 dias. O retorno após a primeira aplicação deve ser mensal.

A grande vantagem deste método sobre os outros é a possibilidade do paciente sair do procedimento e retomar suas atividades normalmente. Não há necessidade de internação hospitalar ou realização no centro cirúrgico.

Os resultados com esta terapia têm se mostrado promissores, com perda de peso em torno de 20% do peso inicial.


Pacientes que não fizeram o acompanhamento multidisciplinar não alcançaram os resultados esperados.




“costura” (anastomose) entre o estômago novo e o intestino antes do procedimento

Segunda aplicação do argônio (APÓS 60 DIAS DA PRIMEIRA APLICAÇÃO).


Após a segunda aplicação há uma diminuição importante da comunicação entre o estômago e o intestino, e isso faz com que o alimento "demore"mais para sair do estomago, fazendo com que o paciente permaneça saciado por mais tempo. 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

PACIENTE QUE EMAGRECEU COM O BALÃO INTRAGASTRICO.

Como foi seu tratamento com o BIG ?
Olha, vou confessar que passei mal muitas vezes durante o processo. Mas, totalmente suportável e os resultados compensam tudo. O balão da uma sensação de saciedade muito boa e muda um pouco o sabor dos alimentos. Perdi ao todo 35 kg.
O que levou você a procurar esse tratamento ?
Eu cheguei a 87kg e não conseguia mais emagrecer, apesar de malhar e tomar inibidores de apetite. Foi quando recebi uma recomendação e comecei a pesquisar. Achei o processo tranquilo e com um valor acessível.
O que achou ? indicaria a outras colegas?
Estou super feliz com o resultado. Já indiquei a duas amigas. Uma já fez e está no meio do processo e a outra fará dia 07 de julho.
O nutricionista lhe ajudou ? Sim/ Não?
Creio que o nutricionista foi tão ou até mais importante que o BIG. Me deu dicas e me acalmou durante o processo todo. Me ensinou a me alimentar de uma forma mais equilibrada, dando dicas e me ajudando com os efeitos durante todo o processo, além de me incentivar a fazer exercícios. Sempre esteve disponível. Respondia aos meus emails e telefonemas.
O que achou do tratamento nutricional ?
Muito esclarecedor! Eu (re) aprendi a comer.
Você consegue manter a perda de peso ?
Eu engordei um pouco depois da retirada do balão. Mas, creio que isso é normal. Estou fazendo todo o possível para manter todo o programa de dieta e exercícios. Creio que estou conseguindo manter um peso adequado.
O que mais mudou no seu dia a dia em relação a alimentação?
Eu como mais vezes. Eu achava que deveria ficar sem comer para emagrecer. Hoje sei a importância de não pular nenhuma refeição.
ANTES DA COLOCAÇÃO DO BALÃO 















APÓS A COLOCAÇÃO DO BALÃO GÁSTRICO E 35 KG PERDIDO






quinta-feira, 20 de junho de 2013

OBESIDADE NA COPA

Uma novidade para a Copa das Confederações: pessoas obesas ganham direito a assento exclusivo. Dos 78.838 lugares do Maracanã, 101 são destinados a esse público específico. As cadeiras tem quase o dobro do tamanho das cadeiras normais. Com 83 cm de largura e 50 cm de profundidade, esses lugares são capazes de aguentar até 250 quilos. Os bancos ficam na primeira fila de todos os setores, por uma questão de segurança.
FIFA exige que o torcedor comprove seu estado, que são atestado que contenha o CRM do médico e o código CID da doença, licença de estacionamento para pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida ou ainda um comprovante de aposentadoria por deficiência, emitido pelo Ministério de Previdência Social.
Para solicitar ingressos na qualidade de pessoa obesa, é preciso ainda apresentar um documento assinado por um médico atestando que o Índice de Massa Corporal (IMC) é acima de 30 kg/m², ou seja, valor correspondente aos pontos de corte de obesidade na faixa etária adulta. Vale lembrar que pessoas com mobilidade reduzida residentes no Brasil contam com uma série de ingressos exclusivos.
Cada comprador tem ainda direito a um ingresso cortesia para acompanhantes, que estará localizado o mais perto possível do acompanhado. Para conseguir o ingresso cortesia, basta que, no ato da compra, seja indicada a necessidade da entrada de um acompanhante.
Observem na foto, a proporção da cadeira em relação a um fotógrafo com peso normal.



RETIRADO DE : SBEM.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

REFLUXO GASTROESOFAGICO - DIETA.

Os distúrbios digestivos são considerados um dos problemas mais comuns na saúde. A doença do refluxo gastroesofáfico (DRGE) geralmente ocorre como resultante do refluxo de ácido gástrico ou do conteúdo intestinal na área do esôfago, podendo até causar uma inflamação denominada esofagite.

Esse quadro pode ser desencadeado pela ingestão de algum agente irritante, infecção viral ou uso de sonda, tornando-se crônica por demora do esvaziamento gástrico, aumento de pressão na região abdominal, vômitos recorrentes, presença de hérnia de hiato, diminuição da pressão fisiológica do esfíncter esofágico inferior e até mesmo por alterações metabólicas, neurológicas ou alérgicas.
Os sintomas mais comuns do refluxo gastroesofágico são a azia e a regurgitação, seguidos por outros sintomas como dor, plenitude pós-prandial (desconforto após a refeição), náusea e dificuldade de deglutir. Outro sintoma relatado sem muita freqüência é o mal estar causado pelo aumento de saliva associado ao início da azia.
Também pode ocorrer apresentação clínica de problemas otorrinolaringológicos associados com refluxo, os quais incluem rouquidão, tosse crônica, pigarro, granulomas de cordas vocais, laringite e sinusite, carcinoma de laringe, halitose (mau hálito) e dores de ouvido. Do mesmo modo, doenças pulmonares podem aparecer, como asma, bronquite, pneumonia aspirativa e fibrose pulmonar.
Em crianças saudáveis menores de 2 anos de idade, os episódios de refluxo são normalmente fisiológicos e muitas vezes apresentam sintomas, sendo a regurgitação o mais característico. Essa situação foi denominada de regurgitação infantil, sendo diferenciada da doença do refluxo gastroesofágico. A regurgitação é um evento frequente e que a maioria das crianças, mesmo sem tratamento específico, fica assintomática após o primeiro ano de vida, e que poucas ainda regurgitam durante o segundo ano.


As manifestações clínicas da doença do refluxo gastroesofágico na infância são praticamente as mesmas dos adultos, porém aproximadamente 70 a 90% das crianças com refluxo apresentam vômitos. Dessa forma, várias complicações têm sido descritas devido ao refluxo, dentre elas: hemorragia digestiva, baixo ganho de peso e falta de desenvolvimento, irritabilidade, doenças pulmonares recorrentes, parada respiratória, síndrome de morte súbita do lactente, síndrome de Sandifer, alterações neuropsiquiátricas e até cardiopatias congênitas.


Crianças com doença do refluxo gastroesofágico podem desenvolver hipersensibilidade oral. A presença de regurgitações, dor, desconforto e esofagite são um dos principais fatores associados à recusa alimentar, choro durante as refeições, dificuldade em aceitar o cardápio proposto, rejeição de certas texturas e consistências, e o comportamento de manter o alimento na boca cuspindo-o após algum tempo sem tê-lo mastigado. Isso contribui para o aparecimento de prejuízos funcionais porque é comum que sejam feitas modificações nas refeições na tentativa de facilitar sua aceitação e consumo (alimentos mais leves e de consistência amolecidas). Esse tipo de adaptação não favorece o amadurecimento dos padrões normais de alimentação, resultando em imaturidade mastigatória.

Hábitos alimentares e tipos específicos de alimentos podem ter um papel significativo no início, tratamento e prevenção de muitos distúrbios gastrointestinais. Em muitos casos, a dieta também pode exercer um papel na melhoria da sensação de bem-estar e na qualidade de vida, além da redução da dor e sofrimento. Com isso, os objetivos do cuidado nutricional são para:

1 – Prevenção da dor e da irritação – é importante evitar alimentos de pH ácido, tais como sucos cítricos, tomate e refrigerantes, pois podem causar dor quando o esôfago estiver inflamado. Uso de condimentos como a pimenta do reino causa irritação;

2 – Prevenção do refluxo – evitar bebidas alcoólicas, café e alimentos contendo cafeína, por aumentar a secreção gástrica. Refeições ricas em gordura, proteína e de alta quantidade calórica reduzem a velocidade do esvaziamento do estômago e estimulam a secreção gástrica. Alimentos gordurosos, álcool, bebidas gaseificadas e carminativos (menta e hortelã) reduzem a pressão do esfincter esofágico inferior, aumentando o refluxo;

3 – Redução da acidez – evitar o consumo de alimentos que aumentem a secreção gástrica (como os alimentos citados anteriormente).
Vale ressaltar que as medidas comportamentais para se evitar o refluxo são indicadas, como: elevação da cabeceira da cama, evitar deitar-se nas duas horas posteriores às refeições, evitar o uso de roupas apertadas, suspensão do hábito de fumar, além da perda de peso quando é diagnosticado obesidade.

Para orientações individualizadas agende consulta com um Nutricionista clinico.

sábado, 15 de junho de 2013

VERMELHO PODE AJUDAR NA PERDA DE PESO.

Estudo indica que a cor do recipiente tem influência na quantidade de comida ingerida.

A cor do prato e do copo que você usa nas refeições pode influenciar na quantidade de comida e bebida ingerida.
Baseados em evidências de que a cor vermelha age sobre as motivações das pessoas em diferentes contextos, os pesquisadores elaboraram dois estudos que investigaram o efeito dessa cor no consumo de lanches e refrigerantes. Os resultados confirmaram as hipóteses: no primeiro estudo, os participantes beberam menos quando utilizaram um copo vermelho do que um azul; já no segundo, comeram menos em um prato vermelho do que em um recipiente azul ou branco. Desse modo, a influência da cor auxiliou no processo de perda de peso.

"Os resultados sugerem que o vermelho funciona como um sutil sinal de parada que trabalha em nível inconsciente e, assim, reduz a ingestão incidental de comida e bebida", aponta a pesquisa. O estudo foi capitaneado por Oliver Genschow, Leonie Reutner e Michaela Wänke, das universidades de Basileia (Suíça) e Mannheim (Alemanha). O trabalho foi publicado na renomada revista internacional de pesquisa Appetite, especializada em comportamento nutricional e nas influências culturais, sensoriais e psicológicas nas escolhas e ingestão de alimentos e bebidas.
Impactos


quarta-feira, 12 de junho de 2013

NUTRIÇÀO É PEÇA-CHAVE NO TRATAMENTO COM O BALÃO GASTRICO.

Bem-estar | 25/04/2011

Nutrição é peça-chave no emagrecimento com balão intragástrico

Balão de silicone preenche parte do espaço do estômago destinado ao alimento
Um estudo publicado pela revista científica The Lancet relatou que a obesidade atinge uma
a cada dez pessoas em nível mundial.

Gerada por fatores metabólicos e de hábitos de vida
cada vez mais inapropriados, o problema já é considerado uma epidemia.
Frente ao leque de procedimentos para conter o avanço da obesidade, o balão
intragástrico — método endoscópico baseado na introdução de um balão de silicone que
preenche parte do espaço do estômago destinado ao alimento —, é uma opção para auxiliar
a perda de peso.

Proporcionando a redução do excesso de peso, o balão é parte de um programa de
emagrecimento completo, em que à nutrição balanceada, atividades físicas e bem-estar,
somam para que o indivíduo mantenha suas conquistas para toda a vida.
Tendo a nutrição como peça-chave, o programa mostra que é possível comer bem, de forma
prazerosa, ainda que em menores proporções.
O nutricionista especialista no tratamento com balão intragástrico, Gabriel Cairo, cita que nenhum método é milagroso, mas, sim, um impulsionador do emagrecimento. Por isso é preciso que o paciente assuma o compromisso  de todo o programa, vendo os limitadores da alimentação não como um problema, mas um  aliado para o seu objetivo de emagrecimento.

O tempo necessário para mudança de hábitos é o dobro do tempo de emagrecimento,
período este chamado de vigia. Segundo Cairo, a maioria dos indivíduos não sabe a
diferença entre fome, vontade e saciedade, o que é aprendido durante o processo de
emagrecimento. Neste período, o paciente aprende a evitar, no longo prazo, o consumo de
elementos hipercalóricos, como as gorduras saturadas, o álcool e refrigerantes. Em paralelo,
é estimulado a consumir mais fibras, grãos, vitaminas, minerais e proteínas, enxergando
neles não apenas uma obrigação, mas uma opção também saborosa.
— Fome o paciente não sentirá.

O que pode sentir é vontade de comer, muitas vezes por impulsão dos hábitos que vinha seguindo até então. Por isso o papel do nutricionista é importante para reorganizar a rotina alimentar, orientar a ingestão de alimentos mais saudáveis de uma forma sustentada, e até mesmo gostosa, para que este hábito seja levado para o resto da vida — explica.
Gabriel ainda destaca que o método do balão não causa desnutrição ou perda de vitaminas essenciais para o organismo, não sendo necessária reposição extra, via suplementos.
— O programa alimentar dos portadores de balão é bem balanceado, contendo uma dieta
rica em frutas, legumes e verduras, em doses fracionadas ao longo do dia.
Cairo salienta a importância de comer a cada três horas, completando pelo menos seis
refeições diárias, de pequenas proporções, mastigando mais de 20 vezes cada porção. O
objetivo é comer antes de sentir fome, digerir com mais facilidade e transmitir saciedade ao
organismo a cada refeição.

Os alimentos sugeridos dentro de proporções específicas, além de fontes de vitaminas,
também desempenham papel funcional no programa, como os exemplos que o especialista
cita a seguir:
:: Leite desnatado: ótima fonte para a suplementação óssea pela maior concentração de
cálcio, também ajuda na sensação de saciedade. Tem baixo teor de gordura, que somado ao
cálcio, auxilia no emagrecimento. O ideal é consumir pelo menos três copos por dia.
:: Vitamina C: presente em frutas, como a laranja e acerola, tem efeito antioxidante e
ajuda a eliminar a gordura.
:: Aveia: rica em fibras solúveis, que auxiliam no funcionamento intestinal e posterga a
fome.

Entenda como funciona o balão
Em mais de 15 anos de existência, o procedimento se destaca pela redução de peso com
eficiência e pouca intervenção, ou seja, por não requererem cirurgias agressivas. O balão
intragástrico é feito de silicone e preenchido com soro e azul de metileno estéreis num
volume que varia de 400 a 700 ml. É indicado para obesidade grau 1 IMC (Índice de Massa
Corpórea) entre 30 e 34,9 e para super-obeso, obesidade grau 3 em pré-cirurgia, para
auxiliar a diminuir comorbidades, sendo aplicado via endoscopia.
Sua permanência no organismo é de no máximo seis meses, período em que o paciente deve
receber atendimento multidisciplinar para a mudança de hábitos alimentares e de
atividades físicas que o façam manter o peso perdido.

COMPLICAÇÕES NUTRICIONAIS APÓS CIRURGIA BARIATRICA.

Complicações ligadas a cirurgia bariátrica são frequentes, e as mesmas podem ser classificadas em precoce (até 30 dias de pós-operatório) e tardias ( anos apos a realização da cirurgia).

A maior parte dos pacientes que se submete a procedimentos que envolvem má-absorção ( bypass ou switch duodenal por exemplo ) desenvolve alguma deficiência nutricional. Por isso, é de grande importância a suplementação de vitaminas e minerais após o procedimento cirúrgico.

Complicação mais freqüentes.

Síndrome de Dumping
É uma complicação frequente da cirurgia do aparelho digestivo. Ela ocorre quando há um esvaziamento gástrico acelerado de alimentos hipercalóricos para o intestino delgado, levando a uma alta liberação de insulina na corrente sanguínea e, consequentemente, à hipoglicemia reativa, ocorrendo concomitantemente liberação de peptídeos intestinais que podem levar a dor abdominal e diarréia, no caso das cirurgias da obesidade isso ocorre pois o tamanho do estomago é reduzido a aproximadamente 50-200 ml.

Os primeiros sintomas do dumping são gastrintestinais e vasomotores (sonolência, náuseas, vômitos, diarréia, tremores e taquicardia).
Para evitar a ocorrência dessa síndrome, sugere-se evitar o consumo de alimentos hipercalóricos, gordurosos e açucarados, bem como introduzir o uso de fibras solúveis na dieta, pois as mesmas podem retardar o esvaziamento gástrico.


Anemia Nutricional

A anemia é uma complicação que tem sido freqüentemente descrita após a cirurgia bariátrica. Os fatores que contribuem para essa deficiência são: diminuição da ingestão de nutrientes, suplementação insuficiente e inadequada reserva corporal.

Pacientes submetidos à técnica bypass gástrico em Y de Roux são vulneráveis à má absorção de vitamina B12, tendo em vista a redução do tamanho do estômago e ao desvio do trato digestivo superior ( duodeno ) e, conseqüentemente, menor produção de fator intrínseco ( hormônio liberado na parte retirada do estomago que ajuda na absorção dos nutrientes).

A deficiência de ferro manifesta-se geralmente após seis meses de cirurgia. Já a deficiência de B12 pode aparecer já com alguns meses ou até dois anos após o procedimento cirúrgico.

Na ocorrência de anemia, recomenda-se uma dose de suplementos de ferro e administração parenteral ou muscular da vitamina B12 duas vezes ao ano ou em freqüências menores seguindo as dosagens no sangue.

A cirurgia bariátrica está relacionada com o desenvolvimento de algumas deficiências nutricionais que são previsíveis, preveníeis e tratáveis.

Alopecia( queda de cabelos)

No pós-operatório pode estar relacionada com três deficiências nutricionais: zinco, proteínas e ácidos graxos. Recomenda-se a suplementação com polivitamínicos e proteínas para evitar tal queda.

Desnutrição protéica

A  deficiência de proteínas pode ocorrer após o bypass gástrico em Y de Roux, porém é mais comum em procedimentos predominantemente disabsortivo( Cirurgia de switch duodenal). É necessário o consumo de 70g de proteína por dia durante a perda de peso para mulheres e 80g por dia para homens.



Doenças osteomalácicas ( ossos)

Osteoporose e osteomalácia são complicações potenciais da cirurgia bariátrica. A deficiência de vitamina D, que auxilia a absorção do cálcio, é a segunda complicação mais freqüente na cirurgia de redução de peso, mas também é bem documentada em pacientes que são obesos.

Reganho de peso

Um dos critérios de sucesso no tratamento cirúrgico da obesidade é a perda de pelo menos 50% do excesso de peso e manutenção dessa perda a longo prazo. Estudos monstram média de perda de peso de 70% até dois anos após o bypass gástrico em Y de Roux. Apesar dos bons resultados, outros estudos demonstram a ocorrênciade reganho de peso após dois anos do procedimento de até 15% dos pacientes podendo voltar a ter obesidade grau I.


Esse reganho ocorre provavelmente em razão da anatomia e das adaptações fisiológicas que acontecem ao longo do tempo, como a dilatação gástrica e maior capacidade de absorção intestinal. Dessa maneira, uma parte da saciedade precoce desencadeada pelo volume reduzido do estômago é perdida e a capacidade de absorção intestinal também aumenta com o tempo.

Outro fator importante relacionado ao reganho de peso é a presença e
 hábitos alimentares inadequados, como o consumo de líquidos altamente calóricos, de alimentos gordurosos e açucarados.

A adesão a um estilo de vida saudável (alimentação balanceada e prática de exercícios físicos) é fundamental para a manutenção do peso alcançado. Por esse motivo, é de grande importância que o paciente tenha um acompanhamento nutricional constante a fim de identificar eventuais reganhos de peso e garantir o sucesso da cirurgia por meio do tratamento dietético.

PARA EVITAR COMPLICAÇÕES RETORNE COM SEU NUTRICIONISTA AO MENOS 3 VEZES POR ANO.