terça-feira, 25 de setembro de 2012

O que é Balão Intragástrico.


História do balão gástrico

Em 1986, o Dr. Fred C. Gau desenvolveu o primeiro balão confeccionado com uma substância inerte, o silicone. Esse balão é preenchido com soro e azul de metileno ( corante). Chamou-o assim de balão intragástrico de silicone e rapidamente ganhou todo o mundo. No Brasil, os estudos com esse tipo de balão começaram no ano de 1996 e, devido aos bons resultados, foi considerado um método seguro e pouco invasivo para o tratamento da obesidade.
Em 2003, outro tipo de balão foi desenvolvido por uma empresa européia. Um balão de silicone, mas preenchido com ar (balão de ar) e, por isso, bem mais leve, o que conferia mais conforto ao paciente. Porém, observou-se na época alguns problemas no momento da sua retirada. Esse balão evoluiu e o problema foi corrigido.
Atualmente, existem 2 tipos de balão no mercado: os balões de líquido e os balões de ar. Esses últimos possuem a vantagem de produzir menos efeitos colaterais nas primeiras semanas pois pesam apenas 20 gramas e, por isso, são menos rejeitados e melhor tolerados pelos pacientes. Porém, a segurança e a eficácia dos 2 balões é a mesma.

Como funciona o balão gástrico?

A função do balão é preencher parte da câmara gástrica e, por conseqüência, provocar saciedade precoce. Isso significa dizer que o paciente ficará satisfeito após comer uma quantidade muito pequena de comida. Esse efeito de saciedade precoce permite ao paciente aderir a um programa de mudança comportamental, que compreende não somente uma reeducação alimentar, que deve ser acompanhada de perto pela nutricionista e pelo psicólogo, mas também uma atividade física orientada.

Como é a colocação desse balão?

O balão é introduzido no estômago do paciente através de endoscopia digestiva convencional. O paciente recebe uma sedação venosa e dorme durante todo o procedimento, que dura cerca de 15 a 20 minutos. O balão é introduzido pela boca(por endoscopia)   na forma compactada, isto é, desinsuflado. Quando atinge o estômago ele é insuflado com ar ou com soro. Dependendo do tipo de balão utilizado, logo após o exame, o paciente vai para casa, sem necessidade de internação. O balão de líquido causa mais desconforto.

Qual a diferença entre o balão gástrico e a cirurgia?

São duas formas de tratamento bem distintas, mas que às vezes, se complementam.
As cirurgias bariátricas diminuem o volume da cavidade gástrica e ainda “excluem” um bom pedaço de alça intestinal. Isso tem dois efeitos: saciedade precoce e disabsorção. Isto significa que, além de se sentir cheio com pouco alimento, esse alimento que passou pelo tubo digestivo não é completamente absorvido pelo corpo.
As cirurgias evoluíram muito nos últimos 5 anos, com novas técnicas menos agressivas e que resultam em menores taxas de complicação. Porém, ainda assim, são consideradas formas de tratamento extremamente invasivas para a obesidade. O bom resultado da cirurgia vai depender do tipo de procedimento cirúrgico  escolhido, da saúde do paciente e de sua aderência ao tratamento, além da experiência do cirurgião. A vantagem desse tratamento é uma perda de peso acentuada, que corresponde a 30 - 40% do peso inicial. É comum o paciente achar que pode comer de tudo após a cirurgia e deixar de fazer atividade física ou mudar os hábitos de vida. Além disso, mesmo após a cirurgia, o corpo humano se adapta para compensar a falta de absorção e voltar a ganhar massa. O resultado disso é que o paciente volta a ter o peso elevado, às vezes próximo ao peso inicial.
O balão gástrico, ao contrário da cirurgia, não altera a anatomia do tubo digestivo. Como já foi dito, ele provoca apenas saciedade precoce, sem interferir na absorção dos alimentos. Por isso, o seu resultado depende muito mais da aderência do paciente ao tratamento. Ele permite uma perda de peso moderada (10 a 20% do peso inicial). Em compensação, é um procedimento muito seguro, com raras complicações, sem a necessidade de anestesia geral ou internação.

Quais as situações onde o balão gástrico está indicado?

 - Tratamento da obesidade em pacientes com IMC*(Índice de Massa Corporal) entre 27  e 40 que não emagreceram após tratamento clínico medicamentoso e nutricional bem orientado.
 - Tratamento da obesidade moderada (IMC entre 27 e 40) em pacientes com doenças de risco (cardiovasculares, respiratórias, articulares, ...).
- Tratamento da obesidade grave (IMC acima de 40) em pacientes que não aceitam a indicação de cirurgia ou que não tenham indicações clínicas para o tratamento cirúrgico.
- Para induzir a perda de peso em pacientes pouco obesos, mas com dificuldade de perder peso com tratamentos clínicos convencionais.
- Tratamento pré-cirúrgico (pré-cirurgia bariátrica) em pacientes com superpeso (IMC maior ou igual a 50) ou com contra-indicações para a cirurgia, devido ao risco cirúrgico elevado.
  *Cálculo do IMC:   IMC = peso / (altura)²

Quantos quilos eu posso perder com o balão gástrico?

Não há resposta exata a essa pergunta, pois a perda de peso só vai depender do paciente. A simples colocação do balão não provoca a perda de peso. A presença do balão no estômago provoca uma redução brutal do apetite. A partir daí cada um aproveita melhor essa situação como bem entender. A nossa sugestão é que esse investimento seja aproveitado ao máximo, com o paciente aderindo a uma mudança comportamental em relação a alimentação e a atividade física. Se isso for levado a sério, a perda de peso pode ir além do previsto, que varia de 10 a 20% do peso inicial.

Quais as mudanças que devo adotar na minha vida após a colocação do balão gástrico?

1) Alimentação: nas primeiras semanas após a colocação do balão gástrico, a sensação de saciedade precoce é muito intensa. Por isso, uma dieta especial deverá ser iniciada logo após o procedimento. O nutrólogo e/ou o nutricionista deverão acompanhar todas as etapas dessa mudança alimentar até o final do tratamento.
 2) Psicólogo: muitas são as vezes em que se subestima a importância desse profissional no processo de emagrecimento. O acompanhamento com o psicólogo é fundamental para resolver ansiedades, angustias, fobias e compulsões. A restrição alimentar desperta esses “fantasmas” que podem atrapalhar o tratamento.
 3) Atividade física: geneticamente, todos nós temos um nível de metabolismo basal. Em algumas pessoas esse metabolismo é elevado, isto é, grande parte das calorias ingeridas são transformadas e “liberadas” sob a forma de calor e uma pequena parte delas acumuladas sob a forma de gorduras pelo corpo. Ao contrário, quem possui um metabolismo basal baixo, libera pouco calor e acumula muita gordura corporal. Para perder peso, é necessário elevar o nosso metabolismo basal. Uma maneira natural e muito saudável de fazer isso é praticar atividade física diariamente e aumentar a sua intensidade gradativamente. Para praticar essa atividade, um orientador de atividade física (personal trainer) é necessário, pois é muito freqüente ocorrer lesões em atletas iniciantes com peso elevado.

Quanto tempo posso ficar com o balão?

Os diversos tipos de balões gástricos têm prazos de validade diferentes. Os balões de líquido tem o prazo de validade de 6 meses. Acima desse período as empresas não garantem mais a integridade do material. Porém, é importante saber que, independente da validade do balão, ele deverá ser extraído num prazo máximo de 6 meses. Após 4 meses da colocação do balão no estômago, esse órgão começa a apresentar um efeito de acomodação, isto é, o estômago dilata e aumenta o seu volume para compensar a dificuldade de espaço e assim acomodar melhor os alimentos ingeridos. Isso significa que, após cerca de 4 meses, o balão já não produz quase nenhum efeito de saciedade precoce e, por isso, não há sentido em deixá-lo no corpo por mais tempo. O que se faz então é extrair, aguardar cerca de 2 meses e, se houver interesse e/ou necessidade, colocar outro balão por mais 4 a 6 meses. Dessa maneira, não haverá o efeito de acomodação gástrica anteriormente citado.

Como é a retirada desse balão?

 Após 4 a 6 meses de tratamento, o paciente deverá procurar o seu médico para programar a retirada do balão gástrico. É um procedimento semelhante a colocação. Realiza-se nova endoscopia sob sedação venosa e o exame dura cerca de 15 a 20 minutos. O paciente dorme durante esse tempo e não deverá sentir nenhuma dor.
Ouvi dizer que, após a retirada do balão, o apetite aumenta muito e o paciente volta a ganhar todo o peso que perdeu. Isso é verdade?
Não. Em qualquer tratamento para emagrecer, o paciente pode voltar a ter o peso inicial, basta ignorar a reeducação alimentar, não praticar qualquer atividade física e não procurar a ajuda dos especialistas.
Não podemos nos esquecer de uma regra básica: a obesidade é uma doença crônica e deve ser acompanhada e vigiada permanentemente, assim como a hipertensão e tantas outras doenças. É uma ilusão as pessoas acharem que já emagreceram e então a “batalha já está ganha”. É aí que começa a verdadeira “batalha”: manter o peso. Isto é mais importante do que perdê-lo.
A própria cirurgia bariátrica é um bom exemplo disso. Quem pensa em fazer uma cirurgia para emagrecer e se esquece de manter uma vida saudável após a cirurgia, volta a ter o peso anterior. E o que é pior: com o estômago já operado e com poucas alternativas para outro método de emagrecimento. São inúmeros os casos de pacientes que caíram nessa “armadilha”: “posso fazer a cirurgia e depois comer o que quiser à vontade”. Ledo engano.
Com o balão gástrico não é diferente. Só depende de o paciente continuar com os hábitos que ele aprendeu a praticar durante o tratamento. Após a retirada do balão, não existe aquela coisa que muitos pensam: “Após retirar o balão, você vai aumentar muito o apetite e não vai conseguir sustentar o peso”. Isso não é verdade. Como já foi dito nesse texto, após 4 a 6 meses da permanência do balão no estômago, há um efeito de acomodação gástrica. Isso significa que, se o paciente quiser comer mais, ele consegue. Mas ele não faz isso porque está seguindo um programa de tratamento. Ele também não sofre um aumento do apetite porque o seu corpo já se adaptou, lentamente, a ingerir aquela quantidade de calorias por dia.
O paciente pode até ter a certeza de que isso vai realmente acontecer e ficar com isso na cabeça. Ele começa a sentir mais fome porque o cérebro impõe esse comportamento que o paciente acha óbvio. Mas isso é apenas uma “pegadinha do cérebro”. Você tem tanta certeza de que vai sentir isso, e aí acaba sentindo. Por esse e por outros motivos já citados, o acompanhamento com o psicólogo é tão importante.

Existem contra-indicações para colocação do balão gástrico?

Sim. São raras, mas existem. Apenas o médico especialista poderá listar as contra-indicações para a colocação de balões no estômago. Durante a consulta, o médico vai identificar as situações onde o balão não poderá ser colocado. O médico também tem o dever de explicar quais são todas as alternativas de tratamento para a obesidade.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

EVOLUÇÃO DA DIETA PARA BALÃO INTRAGASTRICO


Evolução da Dieta durante o Tratamento com o Balão Intragástrico


A obesidade é uma doença crônica, incapacitante, que vem atingindo proporções alarmantes, e, portanto, tornou-se um dos principais problemas de saúde pública da atualidade.
Diante de uma realidade onde há um aumento significante e preocupante de indivíduos com sobrepeso e obesidade, torna-se necessário e indispensável à tomada de atitudes e ações que possam mudar tal cenário, a fim de ajudar a sociedade a alcançar hábitos saudáveis e uma melhor qualidade de vida.
Uma opção é a colocação do Balão Intragástrico de silicone. Esse dispositivo é colocado no estômago dos pacientes por endoscopia com o objetivo de proporcionar uma sensação de saciedade precoce, resultando em menor ingestão de alimentos, além de facilitar uma reeducação alimentar.
O nutricionista, portanto, é um profissional coadjuvante essencial durante o tratamento, sendo que o protagonista principal é o paciente. A orientação de uma alimentação saudável no tratamento com perda de peso deve-se atender à qualidade, quantidade, harmonia entre os alimentos, além de adequação ao estado de saúde de cada um, portanto, a orientação dietética é individualizada, respeitando as condições e a realidade de cada paciente.
Visando uma reeducação alimentar, a dieta durante o tratamento com o balão intragástrico varia de acordo com a equipe, tanto no volume, como nos tipos de alimentos e período de restrição.
A primeira semana é um período de adaptação dos pacientes com o dispositivo de silicone, e portanto, durante esse tempo, o qual pode variar de 5 a 7 dias dependendo da adaptação de cada indivíduo, é indicada uma dieta líquida.
 Alimentos como isotônicos, água de coco, sucos de soja, naturais ou artificiais diluídos em água, chás de ervas claras, como camomila e erva cidreira, água, gelatinas diets, caldos de sopa de legumes e /ou carnes magras sem a adição de óleo e com temperos naturais como cebola, alho, cheiro verde e picolés de frutas, sendo esses permitidos, sem morder e engolir pedaços, são indicados durante os 3 primeiros dias com o balão intragástrico. Após esse período, caso o paciente esteja com uma boa aceitação da dieta, são adicionados alimentos como o leite desnatado, café, iogurtes líquidos, sucos sem necessidade de diluição, chás de todos os tipos e caldos de sopa feitos com grãos e leguminosas.
Cabe ressaltar que os tipos, qualidade e consistência dos alimentos são importantes, assim como a velocidade e maneira da ingestão. É orientado a ingestão de 100mL de líquidos a cada hora de maneira lenta, ou seja em torno de meio copo de café a cada 30 minutos.
Já na segunda semana, a dieta é evoluída para uma consistência pastosa, ou seja, alimentos de fácil mastigação e deglutição. Nessa fase o volume ainda é pequeno, recomenda-se a ingestão de 200 mL de dieta a cada hora, porém os alimentos fornecem uma maior sensação de saciedade e, portanto, os intervalos entre as refeições devem ser aumentados, fazendo as refeições a cada 2 ou 3 horas.
Durante esse período são indicados alimentos como leite desnatado com frutas, vitaminas de frutas, suco natural, iogurtes mais cremosos, queijo branco, mingau, sopas cremosas ou liquidificadas, purês de batata, mandioca ou abóbora, polenta cozida, coalhada e homus. Nessa fase já é possível estipular uma rotina alimentar, ou seja, comer a cada 3 horas ou fazer 6 refeições aos dia como café da manhã, lanche da manhã, almoço, café da tarde, jantar e ceia, sendo um período importante no aprendizado de uma alimentação mais saudável.
Após as duas primeiras semanas, é possível evoluir para uma alimentação com consistência branda, ou seja, formada por alimentos abrandados (refogados, grelhados ou amolecidos pelo cozimento) por aproximadamente 5 dias.
Nessa fase os alimentos exigem uma maior mastigação, e, portanto, é muito importante realizá-la de maneira correta, mastigando várias vezes antes de engolir e comer lentamente, assim, é possível evitar sensações de ‘’estufamento’’, eruptações, refluxo e até mesmo vômitos, devido à má mastigação.
Alimentos como frutas mais amolecidas, por exemplo, mamão, banana, abacate, frutas cozidas ou assadas como maçã e pêra, queijo branco, pão de forma integral, bolacha, arroz, macarrão, grãos como feijão, lentilha, soja, legumes cozidos, verduras refogadas, carne vermelha, frango desfiado, peixe cozido, sopas em consistência normal fazem parte da dieta nesse período do tratamento. É importante lembrar que nessa fase o paciente pode e deve fazer de 6 a 8 refeições por dia, de forma saudável e equilibrada.
Finalmente, aproximadamente na terceira semana após a colocação do balão intragástrico, o paciente chega à dieta geral, onde todos os alimentos podem ser incluídos, porém, é importante lembrar que deve haver escolhas inteligentes a fim de alcançar uma alimentação saudável e equilibrada, com alto consumo de frutas, legumes e verduras e baixa ingestão de óleos, açúcares e gorduras em geral.
Essa é uma oportunidade única de mudar os hábitos e começar uma vida com mais saúde e bem –estar. O balão intragástrico, os médicos, psicólogos, amigos, familiares e nutricionistas fazem parte de uma equipe que ajudam, orientam e mostram o caminho, porém, o único responsável pelo aprendizado e sucesso é você, com a sua força, vontade e persistência!
Aqui vão algumas dicas para ajudar a manter uma alimentação mais saudável:
·      Mastigue muito bem os alimentos. Não tenha pressa, aprecie a comida e o momento, largue o garfo e a faca para ajudar a comer mais lentamente, isso ajudará a evitar desconfortos gástricos, além de fornecer maior saciedade;

·      Inclua todos os grupos de alimentos em cada refeição. Os construtores, como carnes e leguminosas, os reguladores, como frutas, legumes e hortaliças e os energéticos como arroz, pães e batatas. Todos são indispensáveis para um bom funcionamento do organismo;


·      Dê preferência aos alimentos diets, lights e integrais. Hoje existem inúmeras opções deliciosas desses tipos de produtos, que fornecem os mesmos nutrientes com menores calorias;

·      Evite ingerir líquidos durante as refeições, beba 30 minutos antes ou depois;

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Camisinha endoscopica.


É uma prótese semelhante a uma camisinha, instalada no intestino sem a necessidade de cirurgia ( colocado por endoscopia), O equipamento tem 62 cm de comprimento e impede cerca de 20% da absorção do alimento depois que a comida passa pelo estômago.
O produto foi testado pelo Hospital das Clínicas da USP em 78 pessoas.  
A perda de peso foi de 30 % do excesso de peso.

Além de emagrecer, 90% das pessoas que tinham diabetes tipo 2 conseguiram controlar a doença.

O teste foi realizado com pacientes que já tinham indicação de cirurgia bariatrica, mas que não podiam fazê-la por causa das más condições de saúde causadas pela obesidade. Participaram da pesquisa pessoas que tinham obesidade mórbida (com índice de massa corporal, IMC, maior que 40) ou obesidade grave (IMC entre 35 e 39,9) com diabetes ou hipertensão.

A colocação da prótese não substitui a cirurgia, mas pode ser uma boa alternativa para pacientes que são obesos, mas o caso não é grave o suficiente para exigir a retirada de parte do estômago.


Para a colocação da manga endoscópica, como é chamada tecnicamente, é necessária a aplicação de anestesia geral. Como é colocado por endoscopia não há cortes no paciente, o que acelera a recuperação.

Por enquanto, é possível ficar com o "preservativo intestinal" por no máximo um ano. De acordo com o Hospital das Clínicas de São Paulo, mais pesquisas são necessárias para saber se o dispositivo pode causar prejuízos à saúde se ficar por mais tempo.

Por causa da menor absorção de nutrientes, quem usa o aparelho pode ter que tomar suplementos alimentares.

A remoção do aparelho também é realizada por endoscopia, sem cirurgia.

Sem o equipamento, o corpo volta a absorver os alimentos normalmente, exigindo disciplina dos pacientes para manter o peso.

Alimentação após colocação do Balão Intragástrico.




Apos  a colocação do Balão intragástrico ( BIG ), é esperado que o paciente sinta algum tipo de desconforto gástrico nas próximas 72 horas . Esses desconfortos variam desde poucas náuseas até grande quantidades de vômitos.
Esses sintomas variam, pois alguns pacientes seguem as orientações nutricionais e farmacológicas a risca.

Tenho mais de mil e quinhentos pacientes que usaram e usam o BIG, por isso resolvi escrever esse artigo.

O BIG foi desenvolvido para causar sensação de saciedade precoce, é isso mesmo, se sentir satisfeito com pouca quantidade de comida.

Mas o que é saciedade ?

Saciedade é a sensação de plenitude, ou seja, quando você não quer mais comer após a ingestão de uma certa quantidade de comida.

Quem esta acima do peso tem uma dificuldade em identificar essa tal saciedade e por isso acaba ingerindo maior quantidade de alimento que necessita.

O BIG causa saciedade precoce, mas se você não sabe o seu limite, acaba ingerindo mais alimento que “cabe”.

Nos primeiros dias apos a colocação do BIG, o seu nutricionista te indica uma quantidade de líquidos, que é necessário para sua hidratação. Essa quantidade de alimento pode ser maior que a capacidade que seu estomago possui em digerir esse alimento e causa uma sensação de saciedade muito grande. Essa sensação pode chegar a dar enjôo, náuseas e até mesmo vômitos.

Quando vocês teem vômitos ficam mais desidratados e isso causa sede. Essa sede leva vocês a ingerirem mais líquidos e como o BIG dentro do seu estomago não deixa o alimento ir embora ( ele retarda o esvaziamento) você vomita novamente.
Esse vomito muitas vezes ocorre logo após a ingestão do fármaco (esses fármacos são para diminuir o numero de vômitos ) que por sua vez não faz efeito e você vomita novamente. 

As equipes mais experientes orientam seus pacientes a tomarem “soro”apos a colocação  do BIG. Esse soro serve em primeiro lugar para hidratar o paciente e em segundo lugar para colocar os fármacos que estão sendo “expulsos” pelos vômitos freqüentes.

Para que você não tenha tantos vômitos vou ajudá-los com algumas orientações.

- Antes da colocação do balão o paciente/ cliente terá que realizar 1 dia de dieta liquida ( assim você vai conhecer o tamanho dos goles, reduzir a caloria da dieta e possuir os alimentos da dieta apos a colocação do BIG);

- Não beber nenhum tipo de alimento gaseificado ou alcoólico ( eles possuem muitas calorias e dificultam você entender o que é saciedade) ;

- Ingerir apenas alimentos planejados nas consultas;

- Evitar alimentos com muita caloria;

- Não usar açúcar, prefira adoçante;

- A dieta será ingerida é de 20 ml ( ½ de um copinho de café) a cada 20 minutos.

- Alimentos gelados são mais toleráveis no inicio da dieta.

PRIMEIROS 3 DIAS:

 - Isotônicos (gatorade, maraton, guaraviton, etc), pode congelar tipo gelinho ou geladinho;
 - Água de coco (sempre de caixinha);
 - Água – intercalar com a dieta;
  - Gelatinas diet;
- 1 picolé de fruta/ dia se necessário;
Observar o volume de líquidos ingerido por dia, a fim de evitar desidratação.


Mas lembre-se siga sempre o que a sua equipe te orientou.

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