quarta-feira, 30 de maio de 2012

PEGADINHAS NOS RÓTULOS DE ALIMENTOS


Rótulos delatam pegadinhas nas embalagens
Verificar as informações nutricionais disponibilizadas nos rótulos alimentícios é sempre aconselhável. Com elas, você fica a par não só das calorias que vai ingerir como também dos nutrientes que fazem parte do alimento escolhido. Algumas confusões na hora de lê-los, no entanto, podem atrapalhar o equilíbrio da sua alimentação.
Os enganos normalmente acontecem quando você lança mão de algum produto pensando ser benéfico para um objetivo que ele não é capaz de atender. Para não correr o risco de comprar gato por lebre, a responsável pela equipe nutricional do MinhaVida, Roberta Stella, montou uma lista das confusões comuns na interpretação de estampas mais usadas nos alimentos.
Sem gordura trans
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), alimentos que apresentam até 0,2 gramas de gordura trans não precisam declarar a quantidade da gordura, podendo ser expressa como zero ou não contém gordura trans , explica a especialista sobre as informações comumente encontrada nos rótulos.
Porém, o que você deve verificar é se, entre os ingredientes, existe gordura vegetal hidrogenada. Quando há esse ingrediente, o alimento apresenta gordura trans, mesmo não sendo declarado , alerta Roberta. Além disso, ela lembra que, como a porcentagem de valor diário de gorduras trans não é estabelecida, os rótulos não indicam nenhum valor de consumo. O conselho da nutricionista é ter em mente que a quantidade da gordura não deve ser superior a 2 gramas diários.
Sem colesterol
Passeando pelas prateleiras dos supermercados, é fácil encontrar óleos de origem vegetal com a informação de que são isentos de colesterol. Segundo Roberta, dizer que os óleos vegetais são livres de colesterol, é o mesmo que dizer que a chuva é molhada, já que o colesterol só é encontrado em alimentos de origem animal. Quando o rótulo de certo produto indica que ele é livre de colesterol não necessariamente ele é melhor que outro com a mesma composição. Um óleo vegetal que estampa sem colesterol em sua embalagem não se difere de outro óleo vegetal que não apresenta este tipo de comunicação , exemplifica. O raciocínio, lembra ela, também vale para os cremes vegetais.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

PERDA DE PESO COM DIETA DA SONDA. EUA


Você faria qualquer coisa para emagrecer antes do casamento?
Algumas noivas dos Estados Unidos, sim! Muitas estão apostando na K-E, uma dieta feita por sonda. 

Calma! Não é preciso ficar internada para fazer a dieta K-E, mas tem que carregar a bolsa da sonda para todos os lugares, 24 horas por dia. O canal se conecta com o estômago pelo nariz e só deve ser desconectado durante o banho. 
 Na sonda, a noiva recebe  um suplemento à base de água, proteína e gordura, que fornece 800 calorias por dia. E apesar de estranho, parece que o método funciona. Especialistas de uma clínica na Flórida, nos Estados Unidos, dizem que a dieta por sonda pode eliminar até 10 kg em 10 dias. 

No entanto, o método é meio controverso. A mastigação e a deglutição são fundamentais até para a regulação das sensações de fome e saciedade. Além do mais, a
 dieta K-E inviabiliza todos os aspectos sociais nos quais os alimentos e a alimentação estão envolvidos. E a questão do prazer com as escolhas alimentares e com as refeições também são ignoradas.

Além disso, esse
 método para emagrecer antes do casamento pode deixar a saúde da noiva debilitada. Ela tem como efeitos colaterais, náuseas, tonturas e prisão de ventre. Após a dieta por sonda, a noiva corre o risco de subir ao altar com a aparência abatida e até com mau hálito. Outro ponto contra a dieta K-E, é o precinho dela: R$ 2.700 para os dez dias de dieta.

Se você também achou "assustadora" essa idéia de fazer uma dieta por sonda durante alguns dias apenas para emagrecer antes do casamento, fique feliz em saber que existem outras alternativas (até mais fáceis) que a dieta K-E.  "Perder 5 kg para entrar no vestido é perfeitamente possível com um processo de reeducação alimentar no qual se aprende a fazer melhores escolhas alimentares, não só para perder peso "emergencialmente" , mas para manter os resultados a longo prazo".

 Matéria retirada de: http://corpoacorpo.uol.com.br/

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Subir na balança diariamente pode atrapalhar a perda de peso.



A neurose de se pesar na balança, diariamente, pode atrapalhar os planos da dieta alimentar. A afirmação vem da tese, defendida pela nutricionista Adriana Kachani, no Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP) sobre as motivações e os riscos das pessoas ficarem verificando seus quilos a toda a hora.


Segundo Adriana, sua ideia em realizar essa tese teve como causa os sentimentos de ansiedade, dependência e fuga de suas pacientes ao se pesarem na balança durante uma consulta. Ela conta que algumas delas até chegaram a ameaçar não irem mais ao consultório em razão disso.


O estudo foi realizado com 125 pessoas com e sem transtornos alimentares, tais como anorexia e bulimia. De acordo com os resultados, as mais insatisfeitas com seus corpos se pesam mais e a maioria delas utiliza a balança para saber além do peso: querem verificar o quanto podem comer, determinar a quantidade de exercício que precisam fazer ou ainda terem uma garantia de que estão bem.


Sinais


Na opinião do psiquiatra Táki Cordás, co-orientador da tese, o fato da pessoa se pesar demais não quer dizer, necessariamente, que ela tenha transtorno alimentar. Mas é um alerta para que se observe outros sinais do problema, como a preocupação exagerada com o físico e com a pesagem, além de ficar se olhando no espelho, apertando dobrinhas, por exemplo.


A verdade é que a pesagem diária não é garantia de nada, uma vez que a gordura é metabolizada e só permite saber se a pessoa engordou após uns quatro dias do consumo do alimento.


Além disso, outros fatores, como mau funcionamento do intestino, hormônios femininos e atividade física também interferem. Por isso, especialistas já defendem o uso de outras estratégias, como os exames de bioimpedância, que medem a taxa de gordura corporal ou mesmo o experimento de roupas que, antes apertadas, estejam cabendo agora.


Como a perda de peso saudável deve ser gradual (500 g por semana), chegou-se à conclusão de que o ideal é subir na balança semanalmente ou até quinzenalmente.

Texto retirado de:www.abeso.org.br