quarta-feira, 25 de abril de 2012

DUMPING.


As intervenções cirúrgicas no estômago alteram o mecanismo de vazão gástrica e podem algumas vezes causar alterações na fisiologia gastrintestinal e produzir efeitos em longo prazo. A maioria das síndromes pós-gastrectomias resulta de distúrbios de motilidade gástrica. Dentre essas síndromes, a de dumping é a mais conhecida.

A ingestão de carboidratos simples pode, assim, ocasionar a chamada “Síndrome de Dumping” (náuseas, vômitos, rubor, dor epigástrica, sintomas de hipoglicemia), podendo desempenhar um importante papel na manutenção da perda de peso

A síndrome surge como uma resposta fisiológica, de ordem complexa, devido a quantidades de alimentos (líquidos ou sólidos) superiores ao habitual ou desproporcional à nova capacidade estomacal.

A alteração no esvaziamento gástrico após a gastroplastia, constitui causa central dos sintomas apresentados. A incidência e a gravidade dos sintomas parecem ser proporcionais à extensão da cirurgia gástrica e com a velocidade do esvaziamento gástrico. Há uma estimativa de que 25% a 50% de todos os pacientes que têm sido submetidos à cirurgia gástrica têm alguns sintomas de dumping.

Esses sintomas podem aparecer logo após a refeição (precoce) ou algumas horas após (tardio). Os precoces ocorrem cerca de 10 a 30 minutos após a ingestão da refeição, sendo resultado da passagem rápida do quimo hiperosmolar para o intestino delgado, promovendo seqüestro do fluído intraluminal. Estas alterações diminuem o volume plasmático, levando à hipotensão e taquicardia, e também à distensão abdominal com conseqüente dor e diarréia.

Os sintomas e suas intensidades variam de moderada a relativamente incapacitante, no entanto, estão diretamente relacionados com o tipo de cirurgia e com os hábitos alimentares do paciente.

O tratamento é sobretudo dietético e visa promover o esvaziamento lento do estômago, proporcionando uma boa nutrição e reduzindo os desagradáveis sintomas da síndrome. A dieta exerce um papel importante na sensação de bem-estar do paciente e na sua qualidade de vida.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

GORDURINHAS, POR QUE EVITAR ?


A nutrição é fundamental para a prevenção, o tratamento de doenças e está estritamente relacionada com os hábitos e o estilo de vida. E, é justamente as mudanças que ocorreram no estilo de vida da sociedade no último século que desencadeou a “explosão” dos casos de obesidade e excesso de peso. O excesso de peso é mais do que uma desordem estética, representa risco para o desenvolvimento de diversas doenças e causa perdas sociais e econômicas.
A Organização Mundial da Saúde projetou, para o ano de 2015, 2,3 bilhões de pessoas com excesso de peso no mundo, sendo 700 milhões obesos. Essa projeção é baseada em estudos epidemiológicos que levam em conta o índice de massa corporal mas quando levamos em consideração a gordura abdominal – mais prejudicial por ser causadora de desordens metabólicas – os índices podem ser ainda piores.
Em 2010, o Ministério da Saúde e o IBGE divulgaram dois grandes levantamentos sobre o excesso de peso e a obesidade no Brasil. O Vigitel Brasil 2009, que usa como metodologia para coleta de dados inquéritos telefônicos e abrange pessoas maiores de 18 anos; e a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008 – 2009 (POF) que realiza as avaliações a partir dos 5 anos de idade. Nesses dois levantamentos, foi observado o aumento do ganho de peso e da obesidade em comparação com pesquisas anteriores.
Segundo o POF (2009), uma em cada três crianças de 5 a 9 anos de idade está acima do peso e, dentro desse grupo, 16,6% dos meninos e 11,8% das meninas são obesos. A região sudeste tem o maior índice de excesso de peso, chegando a 40,3% para os meninos e 38% para as meninas desta faixa etária. Entre os adolescentes (10 a 19 anos), o índice de obesidade está em 5,9% para o sexo masculino e 4% para o feminino, com o excesso de peso em 21,7% para o sexo masculino e 19,4% para o feminino.
Com relação à população maior de 20 anos, no período de 1974-75 a 2008-09, o excesso de peso triplicou entre os homens, saltando de 18,5% para 50,1% e, entre as mulheres, passou de 28,7% para 48%. O excesso de peso é maior entre os homens de maior renda e não apresentou variação entre as mulheres – a região sul foi aquela que apresentou os maiores índices de excesso de peso e de obesidade.
Dentro desses parâmetros desfavoráveis, o que a nutrição e a alimentação saudável é capaz de fazer para promover a composição corporal saudável? Os estudos mostram a atuação de alimentos termogênicos, antiinflamatórios e antioxidantes na prevenção e redução do ganho de peso. A gama de alimentos disponíveis é capaz de proporcionar uma alimentação saudável e saborosa, basta usarmos criatividade e técnicas dietéticas adequadas.
Estratégias nutricionais gerais para a prevenção do excesso de peso e obesidade:
  • Aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade;
  • Fracionamento da dieta;
  • Consumo ótimo de frutas e hortaliças;
  • Consumo ótimo de cereais integrais e grãos;
  • Evitar alimentos ricos em gorduras saturadas: carnes gordas, manteigas, margarinas, molhos a base de creme de leite, chantilly;
  • Evitar o consumo de frituras/ preferir assados e grelhados;
  • Evitar alimentos industrializados processados: ricos em glutamato monossódico, conservantes artificiais e gorduras saturadas e trans.
Os “erros” alimentares mais comuns na dieta dos brasileiros são: a ingestão excessiva de açúcar, alimentos processados, sódio e gordura saturada; e a baixa ingestão de frutas, hortaliças e água – isso somado a super valorização do consumo de carnes. Desse modo, a educação nutricional se faz necessária como forma de conter o avanço do excesso de peso e obesidade na população brasileira.
Em tão pouco tempo (35 anos entre a primeira e última pesquisa POF), não houve mudanças no genoma humano que justifiquem a obesidade como doença predominantemente genética – a epidemia de obesidade está relacionada aos maus hábitos de vida, ou seja, alimentação inadequada e sedentarismo.
O papel do nutricionista é de extrema importância para reverter o avanço desta epidemia. Políticas públicas precisam ser pensadas e a sociedade civil deve cobrar providencias nesse sentido, tanto para promover educação nutricional obrigatória nas escolas, como para promover a atuação de nutricionistas em centros de saúde e núcleos de atenção à saúde da família (NASF) – em número suficiente para trabalhar de forma personalizada e efetiva.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

ALIMENTOS X GANHO DE PESO


Ola td bem leitores?

Para quem já fez a cirurgia ou pensa em fazer, há sempre a expectativa e a motivação crescidos com os dados de perda de peso e os relatos de pacientes que obtiveram sucesso com a cirurgia.
A cirurgia, sim, é uma solução para a obesidade morbida, para o diabetes, dislipidemias(colesterol, triglicerídeos altos), pressão elevada, re-socialização, porém sempre temos que levar em consideração que ela não é milagrosa, se não houver a mudança de hábitos de vida (alimentar, atividade física, compreensão de sentimentos), a pessoa tende a perder muita massa muscular e não obtem a saúde e qualidade de vida, buscados com a cirurgia.

Vocês sabiam que há dados mostrando que 50% dos pacientes, cerca de  5 anos após a cirurgia, tendem a reganhar peso? E não são 2, 3 quilos, são os 40, 50 kg que perderam com o procedimento.
Por isso sempre estamos esclarecendo a necessidade da mudança de hábitos, tem um post nesse blog do Dr. Gabriel Cairo (http://gastroplastiamg.blogspot.com.br/2012/03/reganho-de-peso-apos-cirurgia.html), que elucida exatamente isso.

Hoje vamos falar sobre os “alimentos perigosos”, aqueles que sempre rotulamos com o famoso “não pode”.

Primeiramente temos que começar a tirar esse tabu, as restrições por tipos de alimentos acontecem na fase de reintrodução alimentar e nos primeiros meses pós cirurgia. Claro que o doce sempre vai ser um alimento que iremos evitar, por conta do dumping, porém a longo prazo os alimentos que antes deveriam ser evitados, podem ser consumidos, com moderação e pouca frequencia. Toda proibição, sempre leva a maior compulsão, por isso vamos encontrar o equilibrio em nossa alimentação, observar nossa mudança de hábito, para possivelmente se permitir a comer algo que possa ser rotulado como engordativo.

Segundo passo: Quando nos depararmos com uma vontade grande de comer as pizzas, lanches, fast-food, massas, doces, refrigerantes, sempre temos que nos perguntar “Isso que to sentindo, essa busca por esses alimentos, vem da onde? Estou realmente com fome? É porque eu vejo-os como proibido que to sentindo isso? Estou querendo descontar um sentimento na comida? É ansiedade?”, dessa forma conseguimos identificar a razão dessa procura. Observe que quando não temos uma rotina alimentar estabelecida, o famoso comer de 3 em 3 horas, a busca por esses alimentos, com valor calórico elevado, é maior. 

Observe também que quando deixamos de nos preocupar com a alimentação, comendo qualquer coisa pra matar a fome, esquecemos das frutas, legumes, verduras e os dervidados de leite(desengordurados) ou estamos mais cansados, estressados, essas vontades aumentam.

Como controlar a vontade dos alimentos: Quando estamos diante dos alimentos mais calóricos utilize as perguntas, caso não obtenha sucesso, certifique-se que apenas um pedacinho vai ser suficiente, senão, saia de perto, tente se distrair com outra coisa.

ESCRITO POR:
Dr. Hugo Comparotto. www.ultranutri.com.br

quinta-feira, 12 de abril de 2012

QUAIS OS TIPOS DE FIBRAS ? PARA QUE SERVE ?


As fibras são encontradas apenas em alimentos de origem vegetal,  principalmente em frutas, legumes, cereais integrais e leguminosas. Uma dieta rica em fibras melhora a digestão e regula o trânsito intestinal, previne constipações e reduz o risco de diabetes e doenças cardíacas. As fibras são ainda muito importantes no controle do peso e na prevenção da obesidade.
Saiba o que são fibras e quais os alimentos que deve adicionar às suas refeições:
Fibras alimentares, inclui todas as partes dos alimentos que o corpo não consegue digerir ou absorver. Ao contrário de outros componentes alimentares tais como gorduras, proteínas ou hidratos de carbono, as fibra não são digeridas pelo organismo, elas passam pelo estômago e intestino relativamente intactas. As fibras mas tem vários papéis importantes na manutenção da saúde.
Há dois tipos de fibras, as insolúveis (aquelas que não se dissolvem em água) e as solúveis (as que se dissolvem).

Fibras insolúveis:
Este tipo de fibra promove a circulação de materiais através do sistema digestivo e aumenta o volume das fezes, o que pode ser benéfico para quem sobre de obstipação.

Farinha de trigo integral, farelo de trigo, nozes e muitos vegetais são fontes de fibras insolúveis.

Fibras solúveis:
A fibra solúvel em água forma um material do tipo gel. Ela pode ajudar a diminuir o colesterol e a glicemia.

A fibra solúvel é encontrada na aveia, ervilha, feijão, maçã, citrinos, cenouras e cevada.

Sugestão:
Comece o dia com um pequeno-almoço ricos em fibras. Opte por cereais com farelo ou fibra no nome, ou adicione algumas colheres de sopa de farelo de trigo.
Coma pão de farinha de trigo integral ou outro grão inteiro como principal ingrediente. Tente que tenha pelo menos 2 gramas de fibra por porção.
No pão use um pouco mais fermento ou deixe a massa crescer mais. Tente adicionar o farelo dos cereais triturado ou farelo de trigo quando fizer bolos e biscoitos.
Coma mais feijões, ervilhas e lentilhas. Acrescente feijão à sopa ou à salada. Experimente arroz integral, arroz selvagem, cevada, vegetais frescos, tostas de trigo integral e salsa.
Coma frutas, maçãs, bananas, laranjas, pêras e uvas são excelentes fontes de fibras.
Faça pequenos lanches de frutas secas, legumes crus, e bolachas integrais. As nozes também são ricas em fibra e excelentes para um pequeno lanche de vez em quando.
Alimentos ricos em fibras são boas para sua saúde, mas devem ser acrescentados à sua dieta de uma forma gradual para permitir que o sistema digestivo se adapte às mudança e assim evitar gases intestinais e inchaço abdominal.
A quantidade de cada tipo de fibras varia entre os diferentes vegetais. Para ingerir uma maior variedade de fibras, o melhor é optar pela ampla variedade de alimentos e variar.
Além de tudo isto, deve beber água, as fibras funcionam muito melhor com água. Uma dieta rica em fibras e com falta de água aumenta o risco de prisão de ventre. A água deve ser bebida ao longo do dia, no entanto, se beber um copo de água imediatamente antes da refeição, também vai sentir menos fome.