quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

DIFERENÇA EM QUERO EMAGRECER X VOCE PODE ME EMAGRECER





Muitos pacientes procuram recursos para perder peso, mas vocês sabem quantos estão dispostos a fazer mudanças para que a perda de peso ocorra ? Por experiência clinica posso falar que apenas 20 %. Calma não se assuste. A mídia “vende” tantos produtos milagrosos, que prometem perdas absurdas em curto tempo. E isso te atrai, pois sabemos que não é fácil mudar seus hábitos...
Se fosse fácil você não estaria procurando  o balão intragastrico para perda de peso, você já estaria magra..

A culpa não é sua desse desanimo, fraqueza ou dificuldade em perder peso, essa culpa é da gordura. A gordura muda algumas funções hormonais que por sua vez, te deixa, desanimado, com falta de vontade, com um enorme apetite entre outras coisas que dificultam a adesão da mudança de habito.

Quando vejo, pessoas falando em Dieta da USP... Do Dr. X ou da SOPA... me deixa extremamente preocupado, pois vocês não observam que já fizeram isso por no mínimo 3 vezes.....   e o que aconteceu?  Vocês voltaram a tentar perder peso com o Balão.

Te pergunto e quando retirar o balão ? Vai engordar ?  vai começar outra dieta?

Por que vocês não utilizam esse período ( 6 meses) para consultar um nutricionista  especialista e bons médicos como se faz para APRENDER  a comer da forma correta?
A alimentação correta ( COMIDA DOS MAGROS) que não vai te fornecer apenas poucas calorias e sim saciedade, vontade de se alimentar, comer alimentos que gosta, saborosos..... sem fazer restrições complexas, que lhe causa mal humor, privações em festas......

PESSOAL TODA MUDANÇA EXIGE TEMPO, NÃO PERCA O SEU....

Vá para academia... e procure um nutricionista especialista, pare com o “você me emagrece? “ e mude para quero emagrecer. 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Dieta após balão Gástrico.


Dieta liquida (1ª semana)

O paciente que coloca o Balão gástrico para perda de peso, permanece em dieta liquida ( de 5 á 8 dias) depois evolui para uma consistência pastosa ( 5 a 7 dias) e apos esses dias inicia-se alimentação normal, é nessa data que se inicia a organização alimentar ( alguns chamam de reeducação alimentar), essa organização fará você comer pouca quantidade sem sofrimento.

Exemplo:
 - Isotônicos (gatorade®, maraton®, guaraviton®, etc), podendo congelar esses alimentos, de modo que sua apresentação fique igual a gelinho, geladinho ou chupe-chupe;
   - Água de coco;
   - Sucos artificiais light diluídos em água (Sufreshi®, Del Valle®, Maguary®, etc);
   - Suco natural (laranja, uva, morango, limão....) diluído em água e coado;
   - Sucos de soja artificiais light (Solys® ou Ades®) diluído em água;
   - Suco feito com polpa de fruta – liquidificado e coado;
   - Água;
   - Chá de ervas claras( camomila, erva cidreira, Maça)
   - Gelatinas diet;
   - Picolé de frutas sem açúcar( mas não morder um pedaço e engolir, apenas lambe-lo);
   - Caldos de sopas( legumes com carne magra)

O paciente deve ingerir em torno de 100 ml a cada hora, de gole em gole, ou seja,
em torno de 15 a 20 ml a cada 30 minutos, podendo escolher o alimento acima que mais o agrade, sempre variando a cada refeição e ingerindo os líquidos devagar.
www.gabrielcaironunes.com.br

sábado, 15 de dezembro de 2012

Receita light para Natal


ASSADO DE LOMBO RECHEADO COM FRUTAS
 
Ingredientes

1 lombo
250 g de damascos ou outra fruta de preferência
1 copo de vinho branco seco
Ervas frescas: Tomilho ou orégano, manjericão e
manjerona
Quatro colheres (sopa) de açúcar
Suco de um limão
Quatro dentes de alho
Sal e pimenta do reino a gusto

Modo de Preparo

Corte o lombo no sentido longitudinal, abrindo-o como uma manta. Tempere com sal,
pimenta do reino, alho, vinho branco e suco de limão. Deixe marinar por 12 horas. Afervente os damascos na água com 2 colheres de açúcar, até que amoleçam. Escorra e abra-os ao meio. Retire o lombo da marinada, abra-o e espalhe os damascos sobre a manta. Salpique com as ervas e enrole como um rocambole. Amarre-o bem.
Esquente uma panela com óleo, junte 2 colheres de açúcar e deixe caramelizar. Doure o lombo de todos os lados e jogue a marinada. Tampe a panela e, de vez em quando, vá pingando água até que esteja cozido. Deixe esfriar por 5 minutos, retire a linha e corte-o em fatias. Sirva com o molho da panela.

Receita light para Natal


ASSADO DE TENDER LIGHT
 
Ingredientes paraTender:

1 tender bolinha
1 colher (chá) de cravos
1⁄2 xícara (chá) de geléia diet de damasco
1 xícara (chá) de suco de laranja
1⁄2 colher (sopa) de adoçante
2 colheres (sopa) de molho shoyu Light
noz-moscada a gosto
Para purê de castanha e cenoura
15 castanhas portuguesas
3 cenouras cruas cortadas em rodelas
sal a gosto
1 cebola ralada
2 colheres (sopa) de requeijão light
1 colher (chá) de adoçante para forno e fogão

Modo de Preparo do Tender

Numa assadeira antiaderente, coloque o tender e leve ao forno para assar em fogo baixo por meia hora. Tire do forno e, com uma faca, trace diagonais na superfície do tender. Enfeite com os cravos, espetando-os.
Numa tigela, misture a geléia com o suco de laranja, o adoçante e a noz-moscada e o shoyu. Derrame lentamente metade desse molho sobre o tender e leve-o para assar, novamente, em forno médio, por 40 minutos. Vá regando com o restante do molho.
Após esfriar, corte em fatias e despeje o molho que ficou na assadeira.

Modo de Preparo do Purê de castanha e cenoura

Cozinhe as castanhas portuguesas na pressão. Retire a casca e reserve-as.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Faça a dieta dar certo e deixe a compulsão por comida para trás! Confira cinco dicas que vão ajudá-la na missão contra a balança


Tem dias que seguir umadieta parece ser uma missão impossível. Principalmente, se a fome fora de hora bater constantemente. Desta maneira, fica difícil mesmonão burlar o cardápio.
Pensando nisso, a Corpo a Corpo listou cinco dicas que vão ajudar salvar qualquerdieta, ou impulso porcomida. Confira:
1 – Respeite as refeições
Nunca é demais reforçar que a dieta só dá certo se for respeitada e seguida corretamente. Pular refeições, ou anular alguns itens docardápio só tende a piorar o resultado. “O corpo precisa de energia ao longo do dia . Pular uma refeição poder dar a sensação de falta de energia ao organismo . Como consequência, o paciente acaba comendo mais do que deve nas demais refeições”, alerta Gabriel Cairo Nunes, nutricionista esportivo da Clínica HealthMe (SP).
2 – Bateu aquela vontade de doce? Engane o estômago!
Sabe aquela vontadezinha de comer alguma coisa que chega, normalmente, à tarde? Então, esse hábito pode ser evitado já nas refeições ao longo do dia. “Faça uma refeição comalimentos que deem saciedade prolongada (refeições completas). Uma das opções paraburlar essa compulsão são alimentos à base de leite, que além de não possuir muitas calorias, fornecem saciedade”, aponta Nunes.

O especialista também afirma que a mastigação ajuda a aumentar a saciedade. “Mastigue bem e coma devagar. Isso vai fazer com que a saciedade chegue antes de você pensar na sobremesa”, explica o nutricionista.
Além disso, o especialista também indica um cardápio para quem quiser matar a compulsão com alimentos saudáveis: "Opte por 1 fatia de queijo + 1 fatia de goiaba, fatias de maçã ou creme de ricota misturado com doce de laranja. Essesalimentos não deixam de ser doces, porém contêm poucas calorias”, afirma.
3 – Água nelas!
A água é essencial na dieta, pois é naturalmente diurética ehidratante. "A água é uma boa aliada para quem quer evitaros beliscos. O tempo que o líquido permanece no estômago- mesmo que curto - ajuda a fornecer a saciedade, ou seja, engana a fome”, explica Nunes.
4 – Anote seus erros e aprenda com eles
“Sempre oriento meus pacientes a anotar os erros alimentares. Isso faz com que treinem os olhos, percepção e pensem (escolham) antes de pegar o alimento novamente”, afirma o nutricionista. Anotar os erros ajuda a controlar a alimentação e diagnosticar com maior facilidade os momentos de deslizes.
5 – Amenize a ansiedade
A ansiedade é inimiga número um de quem está de dieta. “Pessoas ansiosas normalmente não fazem refeições completas e por essa razão não se sentem saciados e por isso buscamalimentos para suprir a ‘gula’”, explica Nunes.
Portanto, primeiro de tudo, organize a refeição ao inicia-la. “Antes de colocar no prato, olhe tudo o que tem para inserir na refeição. Isso vai fazer com que tenha mais controle sob a vontade dos alimentos engordativos”, aponta o nutricionista.
Outra dica é a de mandar o ócio para o espaço. De acordo com o nutricionista, estar ocioso provoca a ansiedade e assim, também pode correr o risco de aumentar a fome.

Retirado de:
http://corpoacorpo.uol.com.br/dieta/nutricao/5-dicas-para-nao-burlar-a-dieta/2714


terça-feira, 6 de novembro de 2012

CRIANÇA GORDINHA PODE SER SINAL DE PROBLEMA DE SAÚDE


A obesidade infantil atinge 15% das crianças, ocasionando diversos riscos para a saúde. A vida sedentária, falta de exercícios físicos e uma alimentação desequilibrada composta de guloseimas e fast foods são os grandes culpados pelo o ganho de alguns quilinhos. O tempo gasto frente à televisão e o computador; bem como a dificuldade de brincar na rua e explorar o corpo também são fatores externos que predispõem à obesidade infantil.
De acordo com o especialista Gabriel Cairo Nunes, nutricionista esportivo da Clínica HealthMe Gerenciamento de Perda de Peso, os pais o procuram, muitas vezes, não para que seus filhos percam peso e sim porque a criança já esta com problemas ortopédicos, de colesterol, entre outros.
“Os pais precisam ensinar seus filhos a terem uma educação alimentar, pois muitas crianças não comem verduras porque seus pais não compram, porque eles mesmos não comem e, também, se a criança come comida gordurosa, bolacha, salgadinho é porque seus pais compram",comenta.
Além de interferir na autoestima da criança, a obesidade infantil aumenta as chances de problemas ortopédicos, infecções respiratórias, provoca diabetes e cirrose hepática, gerada pelo excesso de gordura depositada no fígado.
“A criança obesa tem 30% de chances, de permanecer no mesmo peso quando chegar à fase adulta. Isso ocorre porque as células adiposas estão ficando cada vez mais recheadas de gordura”, esclarece o nutricionista Gabriel Cairo Nunes.
Menos fast food e Mais frutas
Uma criança que apresenta ser “fofinha” para os pais, pode se tornar um grande problema no futuro. É comprovado que a má alimentação e o sedentarismo favorecem a obesidade infantil. Os pais devem ficar atentos e vigiar o que os pequeninos comem, enquanto jogam vídeo game ou assistem à televisão. 
A criança deve fazer uma avaliação com um profissional para verificar como é a sua rotina, que horas ela se alimenta e o que come em cada refeição. A presença de um profissional de nutrição é fundamental para montar um cardápio equilibrado, com os nutrientes necessários para a criança em fase de crescimento e iniciar a reeducação alimentar.
“Incentive o seu filho a consumir alimentos apropriados para ajudar na fase do crescimento. Encoraje a beber leite desnatado, a ingerir menos sal e aumentar o consumo de grãos e diminuir o açúcar, doces e chocolates. O ideal é oferecer sempre alimentos pobres em gorduras, sem muitos condimentos e molhos, dando preferência para frutas, legumes, verduras e carnes magras, grelhadas, assadas ou cozidas. Essa é uma forma natural de evitar os excessos e os riscos para a saúde.”, ressalta o nutricionista Gabriel Cairo Nunes.
Para a sobremesa, o nutricionista recomenda um doce por semana. Para os outros dias, é melhor oferecer frutas. Já nos lanches da manhã e da tarde, boas opções são os sucos e iogurte acompanhados de uma fruta. Praticar atividade física também é uma alternativa para combater a obesidade. Inscreva o seu filho em algum esporte e estimule a praticar.
Meu filho será obeso?
Cerca de 15% das crianças e 8% dos adolescentes obesos enfrentam problemas na escola, isolamento, dificuldades em expressar seus sentimentos e a baixa autoestima. Para mudar essa situação e evitar que o seu filho sofra com a obesidade, fique atenta algumas dicas do nutricionista Gabriel Cairo Nunes e descubra se o seu filho tem predisposição a ser obeso:
- Mamães que ficam acima do peso durante a gravidez podem gerar bebês com mais tendência à obesidade;
- Fique atenta, as medidas do seu filho. Observe o peso do seu filho ao completar um ano. O correto é o bebê não pesar mais do que o triplo do que tinha ao nascer.
- Bebês que dormem pouco ficam mais cansados e fazem menos atividades durante o dia, facilitando o acúmulo de gordura. Estimule o seu filho a ficar acordado.
- Crianças com mais de três anos que ficam mais de oito horas por semana na frente da TV pode ter problemas com a obesidade. Inscreva o seu filho na escola de natação para evitar o sedentarismo.
- Aparecimento de gordurinhas localizadas antes dos quatro anos.

Fonte -  Especialista e nutricionista esportivo da Clínica HealthMe Gerenciamento de Perda de Peso, Gabriel Cairo Nunes.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Mulher Fruta Pão perde 15 Kg em 20 dias.

Pessoal olha o que é uma alimentação  equilibrada.


http://www.redetv.com.br/sabadototal/video/295035/mulher-fruta-pao-perde-15-kg-e-mostra-alimentacao-saudavel.html


terça-feira, 2 de outubro de 2012

COMER POR ANSIEDADE






O comer emocional é o fato de comer na ausência da fome. Ao invés da busca por comida se iniciar a um sintoma físico de fome( quando o estomago esta vazio), ela acontece em resposta a uma emoção.

Existem varias diferenças entre a fome emocional e a ingestão em resposta ao sintoma físico da fome, Abaixo alguns truques:


1. A fome emocional, normalmente é por um alimento especifico, que você não consegue distinguir, a fome real, normalmente você consegue pensar antes de ingerir o alimento, ou seja, você consegue organizar uma refeição.

2.  A fome emocional aparece de repente, enquanto que a fome fisiológica surge gradualmente

3. Normalmente a alimentação emocional causa a ingestão de um tipo de alimento, que se torna “confortante” para o indivíduo

4. A necessidade de comer algum alimento específico no caso de alimentação emocional é urgente, não é possível esperar

5. Quando o impulso de comer for desencadeado pela fome emocional, se o indivíduo se distrair com algum outro comportamento (outra atividade que lhe dê prazer, como caminhadas, dança, leitura ou outra distração), ela pode desaparecer. Se for desencadeado pela fome fisiológica, ele não desaparecerá.

6. Se o indivíduo come por emoção, muitas vezes ele não consegue parar de comer.

7. Muitas vezes o fato de comer por emoção causa sensações de culpa e frustração, enquanto que, em condições normais, a ingestão alimentar pela fome não costuma causar essas sensações negativas.




Estratégias para evitar a alimentação emocional:

1. Descubra o que é saciedade
2. Fracione a alimentação
3. Evitar restrição alimentar severa
4. Faça refeições completas, com carboidratos, proteínas, lipídeos minerais e vitaminas.
5. Faça atividade física regular
6. Durma em quantidade adequada

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O que é Balão Intragástrico.


História do balão gástrico

Em 1986, o Dr. Fred C. Gau desenvolveu o primeiro balão confeccionado com uma substância inerte, o silicone. Esse balão é preenchido com soro e azul de metileno ( corante). Chamou-o assim de balão intragástrico de silicone e rapidamente ganhou todo o mundo. No Brasil, os estudos com esse tipo de balão começaram no ano de 1996 e, devido aos bons resultados, foi considerado um método seguro e pouco invasivo para o tratamento da obesidade.
Em 2003, outro tipo de balão foi desenvolvido por uma empresa européia. Um balão de silicone, mas preenchido com ar (balão de ar) e, por isso, bem mais leve, o que conferia mais conforto ao paciente. Porém, observou-se na época alguns problemas no momento da sua retirada. Esse balão evoluiu e o problema foi corrigido.
Atualmente, existem 2 tipos de balão no mercado: os balões de líquido e os balões de ar. Esses últimos possuem a vantagem de produzir menos efeitos colaterais nas primeiras semanas pois pesam apenas 20 gramas e, por isso, são menos rejeitados e melhor tolerados pelos pacientes. Porém, a segurança e a eficácia dos 2 balões é a mesma.

Como funciona o balão gástrico?

A função do balão é preencher parte da câmara gástrica e, por conseqüência, provocar saciedade precoce. Isso significa dizer que o paciente ficará satisfeito após comer uma quantidade muito pequena de comida. Esse efeito de saciedade precoce permite ao paciente aderir a um programa de mudança comportamental, que compreende não somente uma reeducação alimentar, que deve ser acompanhada de perto pela nutricionista e pelo psicólogo, mas também uma atividade física orientada.

Como é a colocação desse balão?

O balão é introduzido no estômago do paciente através de endoscopia digestiva convencional. O paciente recebe uma sedação venosa e dorme durante todo o procedimento, que dura cerca de 15 a 20 minutos. O balão é introduzido pela boca(por endoscopia)   na forma compactada, isto é, desinsuflado. Quando atinge o estômago ele é insuflado com ar ou com soro. Dependendo do tipo de balão utilizado, logo após o exame, o paciente vai para casa, sem necessidade de internação. O balão de líquido causa mais desconforto.

Qual a diferença entre o balão gástrico e a cirurgia?

São duas formas de tratamento bem distintas, mas que às vezes, se complementam.
As cirurgias bariátricas diminuem o volume da cavidade gástrica e ainda “excluem” um bom pedaço de alça intestinal. Isso tem dois efeitos: saciedade precoce e disabsorção. Isto significa que, além de se sentir cheio com pouco alimento, esse alimento que passou pelo tubo digestivo não é completamente absorvido pelo corpo.
As cirurgias evoluíram muito nos últimos 5 anos, com novas técnicas menos agressivas e que resultam em menores taxas de complicação. Porém, ainda assim, são consideradas formas de tratamento extremamente invasivas para a obesidade. O bom resultado da cirurgia vai depender do tipo de procedimento cirúrgico  escolhido, da saúde do paciente e de sua aderência ao tratamento, além da experiência do cirurgião. A vantagem desse tratamento é uma perda de peso acentuada, que corresponde a 30 - 40% do peso inicial. É comum o paciente achar que pode comer de tudo após a cirurgia e deixar de fazer atividade física ou mudar os hábitos de vida. Além disso, mesmo após a cirurgia, o corpo humano se adapta para compensar a falta de absorção e voltar a ganhar massa. O resultado disso é que o paciente volta a ter o peso elevado, às vezes próximo ao peso inicial.
O balão gástrico, ao contrário da cirurgia, não altera a anatomia do tubo digestivo. Como já foi dito, ele provoca apenas saciedade precoce, sem interferir na absorção dos alimentos. Por isso, o seu resultado depende muito mais da aderência do paciente ao tratamento. Ele permite uma perda de peso moderada (10 a 20% do peso inicial). Em compensação, é um procedimento muito seguro, com raras complicações, sem a necessidade de anestesia geral ou internação.

Quais as situações onde o balão gástrico está indicado?

 - Tratamento da obesidade em pacientes com IMC*(Índice de Massa Corporal) entre 27  e 40 que não emagreceram após tratamento clínico medicamentoso e nutricional bem orientado.
 - Tratamento da obesidade moderada (IMC entre 27 e 40) em pacientes com doenças de risco (cardiovasculares, respiratórias, articulares, ...).
- Tratamento da obesidade grave (IMC acima de 40) em pacientes que não aceitam a indicação de cirurgia ou que não tenham indicações clínicas para o tratamento cirúrgico.
- Para induzir a perda de peso em pacientes pouco obesos, mas com dificuldade de perder peso com tratamentos clínicos convencionais.
- Tratamento pré-cirúrgico (pré-cirurgia bariátrica) em pacientes com superpeso (IMC maior ou igual a 50) ou com contra-indicações para a cirurgia, devido ao risco cirúrgico elevado.
  *Cálculo do IMC:   IMC = peso / (altura)²

Quantos quilos eu posso perder com o balão gástrico?

Não há resposta exata a essa pergunta, pois a perda de peso só vai depender do paciente. A simples colocação do balão não provoca a perda de peso. A presença do balão no estômago provoca uma redução brutal do apetite. A partir daí cada um aproveita melhor essa situação como bem entender. A nossa sugestão é que esse investimento seja aproveitado ao máximo, com o paciente aderindo a uma mudança comportamental em relação a alimentação e a atividade física. Se isso for levado a sério, a perda de peso pode ir além do previsto, que varia de 10 a 20% do peso inicial.

Quais as mudanças que devo adotar na minha vida após a colocação do balão gástrico?

1) Alimentação: nas primeiras semanas após a colocação do balão gástrico, a sensação de saciedade precoce é muito intensa. Por isso, uma dieta especial deverá ser iniciada logo após o procedimento. O nutrólogo e/ou o nutricionista deverão acompanhar todas as etapas dessa mudança alimentar até o final do tratamento.
 2) Psicólogo: muitas são as vezes em que se subestima a importância desse profissional no processo de emagrecimento. O acompanhamento com o psicólogo é fundamental para resolver ansiedades, angustias, fobias e compulsões. A restrição alimentar desperta esses “fantasmas” que podem atrapalhar o tratamento.
 3) Atividade física: geneticamente, todos nós temos um nível de metabolismo basal. Em algumas pessoas esse metabolismo é elevado, isto é, grande parte das calorias ingeridas são transformadas e “liberadas” sob a forma de calor e uma pequena parte delas acumuladas sob a forma de gorduras pelo corpo. Ao contrário, quem possui um metabolismo basal baixo, libera pouco calor e acumula muita gordura corporal. Para perder peso, é necessário elevar o nosso metabolismo basal. Uma maneira natural e muito saudável de fazer isso é praticar atividade física diariamente e aumentar a sua intensidade gradativamente. Para praticar essa atividade, um orientador de atividade física (personal trainer) é necessário, pois é muito freqüente ocorrer lesões em atletas iniciantes com peso elevado.

Quanto tempo posso ficar com o balão?

Os diversos tipos de balões gástricos têm prazos de validade diferentes. Os balões de líquido tem o prazo de validade de 6 meses. Acima desse período as empresas não garantem mais a integridade do material. Porém, é importante saber que, independente da validade do balão, ele deverá ser extraído num prazo máximo de 6 meses. Após 4 meses da colocação do balão no estômago, esse órgão começa a apresentar um efeito de acomodação, isto é, o estômago dilata e aumenta o seu volume para compensar a dificuldade de espaço e assim acomodar melhor os alimentos ingeridos. Isso significa que, após cerca de 4 meses, o balão já não produz quase nenhum efeito de saciedade precoce e, por isso, não há sentido em deixá-lo no corpo por mais tempo. O que se faz então é extrair, aguardar cerca de 2 meses e, se houver interesse e/ou necessidade, colocar outro balão por mais 4 a 6 meses. Dessa maneira, não haverá o efeito de acomodação gástrica anteriormente citado.

Como é a retirada desse balão?

 Após 4 a 6 meses de tratamento, o paciente deverá procurar o seu médico para programar a retirada do balão gástrico. É um procedimento semelhante a colocação. Realiza-se nova endoscopia sob sedação venosa e o exame dura cerca de 15 a 20 minutos. O paciente dorme durante esse tempo e não deverá sentir nenhuma dor.
Ouvi dizer que, após a retirada do balão, o apetite aumenta muito e o paciente volta a ganhar todo o peso que perdeu. Isso é verdade?
Não. Em qualquer tratamento para emagrecer, o paciente pode voltar a ter o peso inicial, basta ignorar a reeducação alimentar, não praticar qualquer atividade física e não procurar a ajuda dos especialistas.
Não podemos nos esquecer de uma regra básica: a obesidade é uma doença crônica e deve ser acompanhada e vigiada permanentemente, assim como a hipertensão e tantas outras doenças. É uma ilusão as pessoas acharem que já emagreceram e então a “batalha já está ganha”. É aí que começa a verdadeira “batalha”: manter o peso. Isto é mais importante do que perdê-lo.
A própria cirurgia bariátrica é um bom exemplo disso. Quem pensa em fazer uma cirurgia para emagrecer e se esquece de manter uma vida saudável após a cirurgia, volta a ter o peso anterior. E o que é pior: com o estômago já operado e com poucas alternativas para outro método de emagrecimento. São inúmeros os casos de pacientes que caíram nessa “armadilha”: “posso fazer a cirurgia e depois comer o que quiser à vontade”. Ledo engano.
Com o balão gástrico não é diferente. Só depende de o paciente continuar com os hábitos que ele aprendeu a praticar durante o tratamento. Após a retirada do balão, não existe aquela coisa que muitos pensam: “Após retirar o balão, você vai aumentar muito o apetite e não vai conseguir sustentar o peso”. Isso não é verdade. Como já foi dito nesse texto, após 4 a 6 meses da permanência do balão no estômago, há um efeito de acomodação gástrica. Isso significa que, se o paciente quiser comer mais, ele consegue. Mas ele não faz isso porque está seguindo um programa de tratamento. Ele também não sofre um aumento do apetite porque o seu corpo já se adaptou, lentamente, a ingerir aquela quantidade de calorias por dia.
O paciente pode até ter a certeza de que isso vai realmente acontecer e ficar com isso na cabeça. Ele começa a sentir mais fome porque o cérebro impõe esse comportamento que o paciente acha óbvio. Mas isso é apenas uma “pegadinha do cérebro”. Você tem tanta certeza de que vai sentir isso, e aí acaba sentindo. Por esse e por outros motivos já citados, o acompanhamento com o psicólogo é tão importante.

Existem contra-indicações para colocação do balão gástrico?

Sim. São raras, mas existem. Apenas o médico especialista poderá listar as contra-indicações para a colocação de balões no estômago. Durante a consulta, o médico vai identificar as situações onde o balão não poderá ser colocado. O médico também tem o dever de explicar quais são todas as alternativas de tratamento para a obesidade.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

EVOLUÇÃO DA DIETA PARA BALÃO INTRAGASTRICO


Evolução da Dieta durante o Tratamento com o Balão Intragástrico


A obesidade é uma doença crônica, incapacitante, que vem atingindo proporções alarmantes, e, portanto, tornou-se um dos principais problemas de saúde pública da atualidade.
Diante de uma realidade onde há um aumento significante e preocupante de indivíduos com sobrepeso e obesidade, torna-se necessário e indispensável à tomada de atitudes e ações que possam mudar tal cenário, a fim de ajudar a sociedade a alcançar hábitos saudáveis e uma melhor qualidade de vida.
Uma opção é a colocação do Balão Intragástrico de silicone. Esse dispositivo é colocado no estômago dos pacientes por endoscopia com o objetivo de proporcionar uma sensação de saciedade precoce, resultando em menor ingestão de alimentos, além de facilitar uma reeducação alimentar.
O nutricionista, portanto, é um profissional coadjuvante essencial durante o tratamento, sendo que o protagonista principal é o paciente. A orientação de uma alimentação saudável no tratamento com perda de peso deve-se atender à qualidade, quantidade, harmonia entre os alimentos, além de adequação ao estado de saúde de cada um, portanto, a orientação dietética é individualizada, respeitando as condições e a realidade de cada paciente.
Visando uma reeducação alimentar, a dieta durante o tratamento com o balão intragástrico varia de acordo com a equipe, tanto no volume, como nos tipos de alimentos e período de restrição.
A primeira semana é um período de adaptação dos pacientes com o dispositivo de silicone, e portanto, durante esse tempo, o qual pode variar de 5 a 7 dias dependendo da adaptação de cada indivíduo, é indicada uma dieta líquida.
 Alimentos como isotônicos, água de coco, sucos de soja, naturais ou artificiais diluídos em água, chás de ervas claras, como camomila e erva cidreira, água, gelatinas diets, caldos de sopa de legumes e /ou carnes magras sem a adição de óleo e com temperos naturais como cebola, alho, cheiro verde e picolés de frutas, sendo esses permitidos, sem morder e engolir pedaços, são indicados durante os 3 primeiros dias com o balão intragástrico. Após esse período, caso o paciente esteja com uma boa aceitação da dieta, são adicionados alimentos como o leite desnatado, café, iogurtes líquidos, sucos sem necessidade de diluição, chás de todos os tipos e caldos de sopa feitos com grãos e leguminosas.
Cabe ressaltar que os tipos, qualidade e consistência dos alimentos são importantes, assim como a velocidade e maneira da ingestão. É orientado a ingestão de 100mL de líquidos a cada hora de maneira lenta, ou seja em torno de meio copo de café a cada 30 minutos.
Já na segunda semana, a dieta é evoluída para uma consistência pastosa, ou seja, alimentos de fácil mastigação e deglutição. Nessa fase o volume ainda é pequeno, recomenda-se a ingestão de 200 mL de dieta a cada hora, porém os alimentos fornecem uma maior sensação de saciedade e, portanto, os intervalos entre as refeições devem ser aumentados, fazendo as refeições a cada 2 ou 3 horas.
Durante esse período são indicados alimentos como leite desnatado com frutas, vitaminas de frutas, suco natural, iogurtes mais cremosos, queijo branco, mingau, sopas cremosas ou liquidificadas, purês de batata, mandioca ou abóbora, polenta cozida, coalhada e homus. Nessa fase já é possível estipular uma rotina alimentar, ou seja, comer a cada 3 horas ou fazer 6 refeições aos dia como café da manhã, lanche da manhã, almoço, café da tarde, jantar e ceia, sendo um período importante no aprendizado de uma alimentação mais saudável.
Após as duas primeiras semanas, é possível evoluir para uma alimentação com consistência branda, ou seja, formada por alimentos abrandados (refogados, grelhados ou amolecidos pelo cozimento) por aproximadamente 5 dias.
Nessa fase os alimentos exigem uma maior mastigação, e, portanto, é muito importante realizá-la de maneira correta, mastigando várias vezes antes de engolir e comer lentamente, assim, é possível evitar sensações de ‘’estufamento’’, eruptações, refluxo e até mesmo vômitos, devido à má mastigação.
Alimentos como frutas mais amolecidas, por exemplo, mamão, banana, abacate, frutas cozidas ou assadas como maçã e pêra, queijo branco, pão de forma integral, bolacha, arroz, macarrão, grãos como feijão, lentilha, soja, legumes cozidos, verduras refogadas, carne vermelha, frango desfiado, peixe cozido, sopas em consistência normal fazem parte da dieta nesse período do tratamento. É importante lembrar que nessa fase o paciente pode e deve fazer de 6 a 8 refeições por dia, de forma saudável e equilibrada.
Finalmente, aproximadamente na terceira semana após a colocação do balão intragástrico, o paciente chega à dieta geral, onde todos os alimentos podem ser incluídos, porém, é importante lembrar que deve haver escolhas inteligentes a fim de alcançar uma alimentação saudável e equilibrada, com alto consumo de frutas, legumes e verduras e baixa ingestão de óleos, açúcares e gorduras em geral.
Essa é uma oportunidade única de mudar os hábitos e começar uma vida com mais saúde e bem –estar. O balão intragástrico, os médicos, psicólogos, amigos, familiares e nutricionistas fazem parte de uma equipe que ajudam, orientam e mostram o caminho, porém, o único responsável pelo aprendizado e sucesso é você, com a sua força, vontade e persistência!
Aqui vão algumas dicas para ajudar a manter uma alimentação mais saudável:
·      Mastigue muito bem os alimentos. Não tenha pressa, aprecie a comida e o momento, largue o garfo e a faca para ajudar a comer mais lentamente, isso ajudará a evitar desconfortos gástricos, além de fornecer maior saciedade;

·      Inclua todos os grupos de alimentos em cada refeição. Os construtores, como carnes e leguminosas, os reguladores, como frutas, legumes e hortaliças e os energéticos como arroz, pães e batatas. Todos são indispensáveis para um bom funcionamento do organismo;


·      Dê preferência aos alimentos diets, lights e integrais. Hoje existem inúmeras opções deliciosas desses tipos de produtos, que fornecem os mesmos nutrientes com menores calorias;

·      Evite ingerir líquidos durante as refeições, beba 30 minutos antes ou depois;