quarta-feira, 1 de junho de 2011

Cirurgia bariatrica - Congresso ABESO

O Paciente EspecialPor Beth Santos
Na última manhã do CBOSM, dia 28/05, um dos oito simpósios apresentados abordou o tema geral “Limites da Cirurgia Bariátrica”.  Falando sobre “Cirurgia em Adolescentes”, a especialista Josefina Dourado Matielli, de São Paulo, explicou que esses pacientes devem ter no mínimo 18 anos e “é necessário que as exceções sejam avaliadas pelo cirurgião e equipe multiprofissional. É uma conduta de exceção”.
Ela esclareceu que os adolescentes devem ser submetidos a uma avaliação mais longa e detalhada que os adultos e “deve haver comprometimento dos pais para o posterior acompanhamento médico, nutricional e psicológico”. Segundo a especialista, a cirurgia bariátrica beneficia os adolescentes nos aspectos físico e psicológico”.
CB em Idosos
O Dr. Marcelo Zindel Salem (SP) começou sua palestra “Idosos: operar ou não?” comentando que eles estão “cada vez mais ativos, querendo qualidade de vida, mas, paralelamente, a prevalência de obesidade entre os idosos vem aumentando”. Ele explicou que “os idosos obesos com mais de 65 anos devem passar por uma avaliação multidisciplinar, pois têm mais doenças, como diabetes e hipertensão, e tomam mais medicamentos”.
Em geral, prosseguiu o Dr. Marcelo, os idosos obesos apresentam mais disfunções cardíacas, alterações e déficits motores, são mais doentes e com risco cirúrgico mais elevado. A expectativa de vida é menor e a mortalidade pós-cirurgia gira em torno de 0,5 a 3%. “Para a indicação cirúrgica, é preciso analisar balanço entre risco da obesidade e risco cirúrgico”, explicou.
Na população idosa o método cirúrgico mais indicado é o bypass gástrico, segundo o especialista. No geral, a cirurgia traz melhora na qualidade de vida e as complicações eventuais são as mesmas dos mais jovens. Cerca de 73% são as chamadas complicações menores e 7%, complicações maiores.
Superobesos e Supersuperobesos
Em sua apresentação sobre este tema, o Dr. João Batista Marchesini, do Paraná, explicou que são considerados superobesos os que têm acima de 50kg/m² e supersuperobesos, acima de 60kg/m². Em geral são pacientes ansiosos, com transtornos alimentares e que apresentam problema de sustentabilidade de perda de peso.
Seriam os superobesos pacientes de maior risco? O Dr. Marchesini explica que eles pedem um tempo operatório maior, permanência hospitalar mais demorada e cuidados domiciliares crônicos, “mas a dificuldade cirúrgica é tão maior quanto mais obeso for o abdômen do paciente”. Afirma, no entanto, “que operar superobesos não é um bicho de sete cabeças e eles não devem ser discriminados”. Concluindo, ele cita como alternativas para perda de peso antes da cirurgia o balão intragástrico, a banda gástrica e a eletroestimulação.