quinta-feira, 28 de abril de 2011

Segunda Eu Começo: MotivaçãoA motivação é o processo responsável pel...

Segunda Eu Começo: Motivação
A motivação é o processo responsável pel...
: "Motivação A motivação é o processo responsável pela intensidade, direção e persistência dos esforços de uma pessoa, em relação ao alcance d..."

MUDAR

Qualquer situação que requer mudanças para se atingir os objetivos, necessita de tempo para as novas adaptações.
A mudança desperta o medo, mesmo que inconsciente, do desconhecido.
O que acontecerá quando eu emagrecer? Ou ainda, o que não acontecerá?
Quais as novas situações que terei que enfrentar quando se iniciar o processo de emagrecimento?
Eu estou preparado para receber as pessoas ao meu redor neste processo?
Como as pessoas ao meu redor me receberão?
A mudança requer algumas introspecções:
Estou preparado para o primeiro passo em direção à...?
Conscientização do que mudar.
O que fazer para mudar?
Vale à pena mudar?
Estou disposto a me dedicar para sair da zona de conforto na qual me encontro?
A energia gasta nesta busca requer reposição diariamente. É um trabalhão...
O atleta é um exemplo de determinação, ao visar sua meta ele trabalha todos os dias se aperfeiçoando, ele é incansável:
Ele está cansado - foca a meta
Ele está com dor – foca a meta
Ele está desanimado – foca a meta
Ele está triste – foca a meta
A motivação está dentro de cada um, procure dentro de você a sua real vontade de emagrecer.


Retirado de : http://www.projsegundaeucomeco.blogspot.com/

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Os Riscos do Excesso de Proteína

O uso excessivo de proteína, e suplementos de aminoácidos, está relacionado com o desenvolvimento de problemas renais e hepáticos; além de ter sido comprovado que o excesso diário de proteína na dieta, não promove um maior aumento da massa muscular, em relação ao consumo ideal para cada indivíduo.

Em muitos casos os excessos de proteínas são transformados em gordura e, posteriormente, armazenados no tecido adiposo (McArdle, 1998; Devlin, 1998; RDA, 1989, Marzzoco, 1990). Além disso, o sistema renal é exigido aquém de suas necessidades rotineiras para metabolizar todo esse aporte protéico, podendo resultar em patologias crônicas (Guyton, 1996), uma vez que as substâncias extras não aproveitadas, produtos finais do metabolismo protéico, serão eliminadas pela urina.

Atenção especial para as mulheres que fazem uso de suplementos protéicos, pois os excessos de proteínas aumentam a excreção de Cálcio (Ca+2), contribuindo para a osteoporose (Clarkson, 1998).

Segundo a RDA (1989), não é necessário nenhum acréscimo na ingestão de proteína quando a dieta esta equilibrada energeticamente. A dieta habitual da grande maioria das pessoas certamente é capaz de suprir as necessidades diárias de proteína, mesmo que o indivíduo pratique alguma atividade física com fins de aumento de força ou hipertrofia muscular, pois "O consenso determina que as pessoas fisicamente ativas não necessitam de nutrientes adicionais além daqueles obtidos em uma dieta balanceada" (McArdle, 1998; Lemon, 1996; Lemon 2000). Além disso, ainda não existem comprovações de que aumentos significativos nas quantidades de proteínas ingeridas possam aprimorar de maneira significativa à força e hipertrofia muscular.

Suplementos de proteína não são necessários para indivíduos que desejam hipertrofia muscular (e que tenham uma dieta balanceada), pois a quantidade de 1,4 a 1,8 g/kg/dia, já superior à recomendada pela RDA, pode ser alcançada facilmente através da dieta (Clarkson, 1998, Lemon 1996). Caso a dieta do indivíduo seja bem diversificada, com alimentos ricos em proteína de boa qualidade, como carne vermelha, peixes, frango, ovos, leite e derivados, a suplementação protéica não se torna necessária (Lemon, 2000).

A Quantidade Dietética Recomendada (QDR) é uma media diária recomendada pelo Departamento de Alimentos e Nutrição do Conselho Nacional de Pesquisa/ Academia Nacional de Ciências (EUA). A QDR representa um excesso liberal, seguro, e capaz de atender as necessidades nutricionais de praticamente todas as pessoas saudáveis. A recomendação é de uma ingestão diária de 0,83g de proteína para cada kg de massa corporal (PELLET, 1990). As computações teóricas da proteína necessária para manter a síntese muscular induzida por um treinamento com pesos apóiam a posição que a QDR é suficiente para as demandas anabólicas do exercício e do treinamento (BUTTERFIELD-HODGEN and CALLOWAY, 1977; DURNIN, 1978; HICKSON et al, 1990). Atualmente a recomendação de 1,2g a 1,6g de proteínas por kg de massa corporal para indivíduos que praticam atividade física intensa parece ser segura. Porém se a ingestão energética não for igual ao dispêndio energético, até mesmo uma ingestão de duas vezes a QDR pode ser insuficiente para manter um balanço nitrogenado (BUTTERFIELD, 1987).

Por fim, não há dúvida alguma acerca da importância da nutrição para a atividade física, entretanto, pode-se dizer que os progressos e o bom desempenho durante o treinamento apoiam-se em um tripé, compreendendo além da nutrição adequada, um bom programa de treinamento e tempo suficiente e adequado de recuperação. Muito caminho ainda existe pela frente a respeito das maravilhas que este tripé é capaz de realizar em nosso organismo.

Uma dieta bem balanceada, com uma variedade de alimentos que proporcionem também uma ingestão adequada de micronutrientes (vitaminas e minerais) é a melhor maneira de conquistar seus objetivos, sejam eles estéticos, competitivos ou terapêuticos. Uma dieta ideal para o treinamento deveria consistir em aproximadamente 60-65% de carboidratos, 15-20% de proteínas e menos de 25% de gorduras.

Assim sendo, uma pessoa fisicamente ativa, pesando 80kg, que é praticante de musculação (que treina de forma intensa), deveria ingerir na sua dieta uma média de 4000 calorias por dia – lembrando que 1g de gordura=9cal; 1g de carboidrato=4cal; e 1g de proteína=4cal. Então desse total de calorias (4000 Kcal), 2600 calorias (65%) são de carboidratos (650g), 600 calorias (15%) são de proteínas (150g) e 800 calorias (20%) são de gorduras (88.88g).

Façamos as contas: 150g de proteínas equivalem a 1.87g de proteínas por cada kg de massa corporal (1.87g x 80kg = 150g de proteínas), esse valor está acima do recomendável pela QRD, que seria de 1.2 a 1.6g. Apesar de 15% de proteínas parecer pouco, na verdade não é. O que acontece normalmente é que acreditando no fato das proteínas serem as únicas formadoras de massa muscular (o que não é verdade), negligenciamos o consumo de outros nutrientes deixando o balanço energético total (proteínas, gorduras e carboidratos) aquém do desejável.

Outro fator a ser considerado é o fato do excesso de proteína ser armazenado na forma de gordura, e conseqüentemente, o excesso de colesterol contribuir para a aterosclerose e subseqüente doença cardíaca. O risco de desenvolvimento dessas condições aumenta proporcionalmente ao aumento do nível de gordura substância no sangue.

O Consumo de gorduras saturadas é um dos maiores fatores de risco de doenças cardíacas. Uma alimentação rica em gordura causa o acúmulo do colesterol, uma substância cerosa e leve, nas artérias. O excesso de gordura também aumenta o risco de doença cardíaca, devido ao alto conteúdo de calorias, o que aumenta a possibilidade de obesidade (outro fator de risco de doença cardíaca e alguns tipos de câncer).

O consumo abundante de gorduras polinsaturadas pode aumentar o risco de alguns tipos de câncer. A redução do consumo diário de gorduras não é uma garantia contra o desenvolvimento de câncer ou doença cardíaca, mas realmente ajuda a reduzir os fatores de risco.

A aterosclerose é uma doença comum das artérias. Gordura, colesterol e outras substâncias acumulam nas paredes das artérias. Grandes acúmulos são chamados de ateromas ou placas. Eventualmente, o acúmulo de gordura pode erodir a parede da artéria, diminuir sua elasticidade e alterar o fluxo sangüíneo. Pode haver formação de coágulos ao redor da placa, alterando ainda mais o fluxo sangüíneo. A redução severa do fluxo sangüíneo no músculo cardíaco provoca sintomas como dor torácica.


Arteriosclerose significa endurecimento das artérias. Ela acompanha a aterosclerose e não são facilmente separáveis. A arteriosclerose envolve depósitos, que muitas vezes contêm cálcio, ao longo das artérias.

A aterosclerose é geralmente progressiva e freqüentemente acarreta complicações, como: doença da artéria coronária ( aterosclerose das artérias coronárias); deficiência de irrigação sangüínea devido a obstrução (isquemia/angina); Infarto agudo do miocárdio (músculo do coração); ataque isquêmico transitório (TIA) ou derrame cerebral; danos aos vasos sangüíneos, músculos, ou órgãos do corpo.


Referência Bibliográficas:

MCARDLE, Willian D., KATCH, Frank I., KATCH, Victor L. Fisiologia do Exercício. Energia, Nutrição e Desempenho Humano. 4 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.

Food and Nutrition Board, National Research Council, National Academy of Sciences. Recommended Dietary Allowances - RDA, 10th ed. Washington, DC, Natonal Academy Press, 1989.

MARZZOCO, Anita, TORRES, Bayardo Baptista. Bioquímica Básica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A., 1990.

DEVLIN, Thomas M. Manual de Bioquímica com Correlações Clínicas. Editora Edgard Blucher, São Paulo, 1998.

GUYTON, Arthur C. Tratado de Fisiologia Médica. 9 ed: Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 1996.

CLARKSON, Priscilla M.. Nutritional Supplements For Weight Gain. SSE#68, Volume 11, Number 1, 1998.

LEMON, P. W. R. Beyond the zone: Protein Needs os Active Individuals. Journal os the American College of Nutrition, Vol 19, nº 5, 513S - 521S, 2000.

LEMON P. W. R. Is Increased Dietary Protein Necessary or Beneficial for Individuals with a Physically Active Lifestyle? Nutrition Reviwes, Vol 54, nº 4, 1996.

BUTTERFIELD GE. Whole body protein utilizations in humans. Med Sci. Sports, Exer.,19:S157, 1987.

BUTTERFIELD-HODGEN G, CALLOWAY DH. Protein utilization in men under two conditions of energy balance and work. Fed. Proc., 39:377, 1977.

DURNING JVPA. Protein requiriments and phisycal activity. In Nutrtion Physical Fitness and Health. University Park Press, 1978.

HICKSON JF, et al. Repeated days of body building exercise do not enhance urinary nitrogen excretions from untrained young males. Nutr. Res.,10:723, 1990.

PELLET PL. Protein requirements in humans. Am. J. Clin. Nutr.,51:723, 1990.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

papel da nutrição especializada no processo de emagrecimento com balão intragástrico

Estudo publicado pela revista científica The Lancet este ano relata que a obesidade atinge uma a cada dez pessoas em nível mundial.Gerada por fatores metabólicos e de hábitos de vida cada vez mais inapropriados, o problema já é considerado uma epidemia.

Frente ao leque de procedimentos para conter o avanço da obesidade, o balão intragástrico método endoscópico baseado na introdução de um balão de silicone que preenche parte do espaço do estômago destinado ao alimento, é uma opção para auxiliar a perda de peso.Proporcionando a redução do excesso de peso, o balão é parte de um programa de emagrecimento 360º, em que à nutrição balanceada, atividades físicas e bem estar, somam para que o indivíduo mantenha suas conquistas para toda a vida.

Tendo a nutrição como peça-chave, o programa mostra que é possível comer bem, de forma prazerosa, ainda que em menores proporções.O nutricionista especialista no tratamento com balão intragástrico, Gabriel Cairo, cita que nenhum método é milagroso, mas sim um impulsionador do emagrecimento.Por isso é preciso que o paciente assuma o compromisso de todo o programa, vendo os limitadores da alimentação não como um problema, mas um aliado para o seu objetivo de emagrecimento.

O tempo necessário para mudança de hábitos é o dobro do tempo de emagrecimento, período este chamado de vigia.O nutricionista conclui que "fome o paciente não sentirá. O que pode sentir é vontade de comer, muitas vezes por impulsão dos hábitos que vinha seguindo até então. Por isso o papel do nutricionista é importante para reorganizar a rotina alimentar, orientar a ingestão de alimentos mais saudáveis de uma forma sustentada, e até mesmo gostosa, para que este hábito seja levado para o resto da vida".

Os alimentos sugeridos dentro de proporções específicas, além de fontes de vitaminas, também desempenham papel funcional no programa, como os exemplos que profissional cita a seguir:

Leite desnatado - ótima fonte para a suplementação óssea pela maior concentração de cálcio, também ajuda na sensação de saciedade.Tem baixo teor de gordura, que somado ao cálcio, auxilia no emagrecimento.O ideal é consumir pelo menos três copos por dia.Vitamina C laranja/acerola etc, tem efeito antioxidante e ajuda a eliminar a gordura.Aveia, rica em fibras solúveis, que auxiliam no funcionamento intestinal e posterga a fome.

Redação eAgora

Balão intragástrico é opção para quem não quer fazer cirurgias de obesidade

A principal vantagem deste procedimento é que praticamente não há riscos

O percentual de obesos no mundo cresce a cada ano, China e Estados Unidos, lideram as pesquisas do número de pessoas que sofrem com o excesso de peso.De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais da metade da população adulta brasileira está acima do peso, cerca de 48% das mulheres e 50,1% dos homens acima de 20 anos.

Muito mais do que uma preocupação estética, a obesidade, caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura no corpo, provoca uma predisposição maior a doenças, como problemas de coração, diabetes, sem contar que pessoas com este problema têm uma expectativa de vida menor do que uma outra de peso normal.

Para combater este mal, que na maioria das vezes é causada pela falta de exercícios e alimentação inadequados, especialistas e estudiosos desenvolveram novas técnicas terapêuticas.Um tratamento que vem sendo recomendado por alguns especialistas é o balão intragástrico, realizada por endoscopia, que é um tratamento não cirúrgico.

Esta opção de tratamento para obesidade utiliza uma prótese de silicone com formato esférico, que possui uma superfície lisa e apresenta uma válvula por onde é insuflada dentro do estômago do paciente.A presença do balão dentro do organismo provoca uma sensação de saciedade de forma precoce, diminuindo o volume na alimentação. , destaca o Dr. Antonio Celso Moraes, que é especialista em cirurgia digestiva, gastroenterologia e nutrologia.

O procedimento é realizado em ambiente hospitalar, o paciente é submetido a uma sedação anestésica, e através da endoscopia, coloca-se o balão no estomago.Em média o processo dura cerca de 20 minutos. É importante salientar que o balão tem baixíssimo risco, pode provocar apenas náuseas e vômitos nos primeiros dias , destaca o especialista que é titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e da Federação Internacional de Cirurgia de Obesidade.

O paciente fica com o balão intragástrico em média por oito meses e o procedimento de retirada é tão simples quanto a colocação, também por endoscopia. Este tratamento só é recomendado para pessoas com mais de 15 anos.

Redação Eagora

sábado, 16 de abril de 2011

CUSTOS DA OBESIDADE NO BRASIL E NO MUNDO

Dra. Maria Edna de Melo CREMESP 106.455 – Responsável Científica pelo Site da ABESO


A crescente prevalência da obesidade no Brasil e no mundo determina elevação da morbimortalidade nos pacientes e, consequentemente, maiores custos diretos e indiretos. A avaliação desses custos engloba aspectos tanto diretamente relacionados aos serviços de saúde como aos outros setores da sociedade (cuidados preventivos, consultas médicas, consumo de medicamentos, internação hospitalar, exames diagnósticos e cirurgias), e aqueles indiretamente relacionados e que dizem respeito ao impacto sobre a qualidade de vida e a produtividade (presenteísmo e absenteísmo, morbidades associadas, tempo de lazer perdido e mortalidade). Todos esses fatores têm consequências econômicas relevantes, daí a obesidade ser um importante problema de saúde pública com forte impacto na economia de um país.

As estimativas de custos diretos para o sistema de saúde no Brasil atribuídas ao excesso de peso e às doenças a ele associadas são semelhantes aos valores observados em países desenvolvidos. Os números atuais de prevalência da obesidade (veja mais informações no link no final deste artigo) projetam um cenário alarmante em um futuro próximo. Embora menos palpáveis, mas não menos importantes, os custos indiretos, expressos pelos aspectos psicossociais relacionados com a questão do estigma e da discriminação sofridas por indivíduos sob essa condição, não devem ser esquecidos.

Custos da Obesidade no Mundo.


A obesidade leva a um aumento substancial na utilização dos recursos de saúde com elevados custos econômicos, uma vez que contribui para a carga global de doenças crônicas e incapacidade. Os custos da obesidade e suas consequências negativas para a saúde foram estimados entre 0,7% a 7,0% dos gastos nacionais com saúde em todo o mundo.
Os custos relacionados à obesidade podem chegar a 7,0% do gasto nacional com saúde.
Na China, entre os anos de 2002 e 2003, o custo médico direto das doenças crônicas atribuíveis ao sobrepeso e à obesidade (hipertensão, diabetes tipo 2, doença coronariana e acidente vascular cerebral) foi estimado em 21,11 bilhões de yuans (cerca de 2,74 milhões de dólares), representando 5,5% do total dos custos médicos para as quatro doenças crônicas ou 3,7% do total nacional de despesas médicas. As projeções realizadas demonstraram que os custos médicos associados ao sobrepeso e à obesidade podem chegar a 37 bilhões de yuans, ou aproximadamente 4,8 bilhões de dólares, um aumento de 75%, no caso da persistência do crescimento da prevalência desse agravo.

Na Alemanha, os resultados de um estudo que teve como objetivo estimar os custos diretos (internação, tratamento ambulatorial e reabilitação) e indiretos (morbidade e mortalidade) atribuíveis à obesidade e ao sobrepeso para o ano de 2002 apontaram um custo direto de 4,85 milhões de euros, correspondente a 2,1% do total de gastos com saúde e 5,02 milhões de euros em custos indiretos. Uma parte dos custos diretos (43%) foi atribuída a doenças como o diabetes tipo 2 e a obesidade em si, seguida por doenças cardiovasculares (38%), neoplasias (14%) e doenças digestivas (6%).
Em Portugal, um levantamento realizado em 2002 mostrou que os custos indiretos com obesidade chegaram a 199,8 milhões de euros, com contribuição da mortalidade em 58,4% desse valor (117 milhões de euros) e a morbidade em 41,6% (83 milhões de euros). Os custos referentes à morbidade advêm de mais de 1,6 milhões de dias de incapacidade anuais, principalmente por faltas ao trabalho associadas a doenças do sistema circulatório e diabetes tipo 2. Os custos da mortalidade são o resultado de 18.733 potenciais anos de vida ativa perdidos, numa razão de três mortes masculinas por cada morte feminina. Quando comparados com um estudo complementar que calculou os custos diretos, foi encontrado que os componentes indiretos representaram 40,2% do total dos custos da obesidade. Ao somar as estimativas de custos diretos e indiretos, a obesidade custou a Portugal, em 2002, aproximadamente 500 milhões de euros - sendo 82,3 milhões para o tratamento em ambulatório da obesidade e suas comorbidades, 87 milhões para internação, 128 milhões para o consumo de medicamentos, 83 milhões em perdas de produtividade associadas à incapacidade temporária e 116,6 milhões em perdas econômicas relacionadas com a mortalidade prematura.

Um estudo australiano avaliou os custos de cuidados de saúde, comparando os custos mencionados com o Índice de Massa Corporal (IMC) classificado como normal, sobrepeso e obeso, em cinco anos. Ficou demonstrado que o custo total anual por pessoa acima dos 25 anos e com IMC normal foi de 1.472 dólares; já o custo com os indivíduos classificados como obesos foi de 2.788 dólares. Em 2005, o custo direto total para os australianos com idade acima de 30 anos foi de 6,5 bilhões de dólares para os classificados com sobrepeso, e 14,5 bilhões de dólares para os obesos. Os custos adicionais diretos anuais devido ao sobrepeso e à obesidade ficaram em torno de 10,7 bilhões de dólares.

De acordo com estudo realizado no início dos anos 2000 em British Columbia, uma das três maiores províncias do Canadá, estima-se que mais de 2 mil residentes morrem prematuramente a cada ano devido a doenças relacionadas com a obesidade, perdendo-se 8 mil anos potenciais de vida anualmente. As doenças relacionadas com a obesidade custam ao sistema de saúde cerca de 380 milhões de dólares anuais, valor correspondente a 4,5% do total dos custos diretos dos cuidados médicos na província. Quando adicionados custos indiretos e perda de produtividade devido à obesidade - incluindo morte prematura, absenteísmo e incapacidade - o custo total da obesidade para a economia de British Columbia é estimado entre 730 mil e 830 milhões de dólares por ano.
Nos EUA, de acordo com um estudo dos custos nacionais atribuídos ao sobrepeso e à obesidade, as despesas médicas relativas a esses agravos foram responsáveis por 9,1% do total de todas as despesas médicas para o ano de 1998, chegando a 92,6 milhões de dólares em 2002.

Para estimar os custos médicos diretos de sobrepeso e obesidade por pessoa, uma metanálise realizada por Tsai et al. incluiu estudos relacionados no PubMed (1968-2009), no EconLit (1969-2009) e no Business Source Premier (1995-2009). Dentre os 935 títulos encontrados, trinta e três estudos preencheram os critérios para análise e foram utilizados no estudo. Entre os quatro melhores estudos, em 2008, o acréscimo nos custos médicos diretos foi de 266 dólares em indivíduos com sobrepeso, 1.723 dólares em indivíduos obesos e 3.012 dólares em indivíduos obesos mórbidos. Os gastos com obesos mórbidos são 68% maiores quando comparados com indivíduos de peso normal. Dependendo da fonte utilizada nos estudos desta metanálise, o total nacional, nos EUA, de gastos com saúde nos custos médicos diretos relacionados ao excesso de peso varia entre 5,0% a 10%.
Acréscimo nos custos médicos diretos por ano nos EUA em relação ao indivíduo de peso normal:

266 dólares em indivíduos com sobrepeso
1.723 dólares em indivíduos obesos
3.012 dólares em indivíduos obesos mórbidos

Um estudo sobre os custos da obesidade desenvolveu um modelo para estimar o crescimento dos custos com os cuidados de saúde, ao longo do tempo, atribuídos a alterações nas prevalências da obesidade. A previsão é de que os EUA chegarão a gastar 344 milhões de dólares em custos de saúde atribuíveis à obesidade em 2018, se as taxas continuarem a aumentar em seus níveis atuais. Os gastos diretos relacionados com a obesidade representarão pelo menos um terço dos gastos com cuidados de saúde do país em 2018. Se os níveis de obesidade forem mantidos nas taxas atuais haverá, possivelmente, uma economia de cerca de 820 dólares por adulto
em despesas de saúde até 2018, ou seja, uma economia de quase 200 bilhões de dólares. Quanto aos custos indiretos da obesidade, poucos estudos são encontrados.
Os gastos diretos relacionados com a obesidade representarão pelo menos um terço dos gastos com cuidados de saúde nos EUA em 2018, caso sejam mantidas as previsões no aumento da prevalência.

Custos da Obesidade no Brasil


Sichieri et al. realizaram estudo sobre os custos de hospitalização relativos ao sobrepeso e à obesidade e doenças associadas no Brasil referentes ao ano de 2001. Os valores foram estimados por dados das hospitalizações de homens e mulheres de 20 a 60 anos do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH-SUS), indicando um total de custos equivalente a 3,02% dos custos totais de hospitalização, para os homens, e 5,83%, para as mulheres. Os resultados correspondem a 6,8% e 9,3% em relação aos demais motivos de hospitalização (excluindo as gestantes). Apesar das limitações metodológicas, o estudo indicou que o sobrepeso e a obesidade são importantes como motivos de internação, representando uma boa parte dos custos totais em saúde e mais de um milhão de dias de trabalho perdidos em 2001.

Custos da Obesidade na Infância e Adolescência


Os custos econômicos da obesidade nessa faixa etária são significativos, como observado em estudo de Berg et al.. Entre os anos de 1979 e 1981, o custo anual de hospitalização relacionado com a obesidade entre crianças e adolescentes foi de 35 milhões de dólares. Este custo apresentou aumento expressivo entre 1997 e 1999, passando para 127 milhões de dólares.

O sobrepeso na adolescência é um poderoso preditor de efeitos adversos à saúde na vida adulta, independentemente do peso na idade adulta. Um estudo de Wang et al. projetou os impactos econômicos a longo prazo da prevenção e redução do sobrepeso e obesidade em adolescentes, por intermédio de um modelo de progressão do impacto da redução de 1 ponto percentual do IMC em adolescentes, entre 16 e 17 anos. De acordo com os resultados, essa redução no IMC de adolescentes com sobrepeso e obesidade poderia reduzir o número de adultos obesos no futuro, o que resulta em diminuição dos cuidados médicos após os 40 anos em torno de 586 milhões de dólares.
Os estudos relacionados à diminuição dos custos através do tratamento da obesidade, utilizando medicamentos ou cirurgia são escassos e, em virtude da variabilidade dos mesmos, não muito conclusivos.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

ASSISTAM OS POSTS DE UMA PACIENTE QUE COLOCOU O BALÃO INTRAGASTRCICO

http://www.brindoavida.com.br/blog/category/diario-de-uma-balonada/

segunda-feira, 4 de abril de 2011

ÁGUA......

Fonte:www.gettyimages.com.br

A água, essencial para a vida, é o maior e mais simples componente do organismo. No início da vida, chega a representar 80% da composição corporal e, na adolescência, 60% do peso corporal nos meninos e, nas meninas, 50%.

A água é distribuída em dois compartimentos, intracelular (LIC) e extracelular (LEC). No LEC, constitui o líquido intravascular (LIV), plasma; líquido intersticial, entre as células e; líquido transcelular (LTC) – líquor, líquidos sinoviais, serosas, semên, humor aquoso e vítreo, água óssea, saliva, suor, sucos digestivos, urina.

Manutenção da homeostasia, promoção do meio onde ocorrem os processos bioquímicos e metabólicos (LIC), lubrificação de tecidos com articulações e serosas (LTC), composição de líquidos digestivos, respiratórios e excretórios (LTC), manutenção da temperatura corporal e transporte de gases, nutrientes, metabólitos (LIV) são funções exercidas pela água.

As trocas de nutrientes e dejetos entre o sangue e os tecidos são realizadas por uma extensão de capilares, equivalente a aproximadamente 700 m2. As trocas requerem a presença da água, como o meio nobre em que as células realizam as suas funções; a permanência da água nos diferentes compartimentos do organismo, depende, por sua vez, da presença de um teor adequado de diversos eletrólitos como o cálcio, magnésio, sódio, potássio, cloretos e fósforo.

A recomendação de consumo diária de água, segundo as DRI’s de 2002 para homens adultos e idosos é de 3,7L; para mulheres adultas e idosas, 2,7L; gestantes, 3,0L, lactantes, 3,8L e, para crianças, varia de 0,8L a 1,7L, dependendo da faixa etária.

A redução de apenas 4 a 5% da água corpórea reduz de 20 a 30% a capacidade de trabalho do organismo e, não se deve esperar sentir sede para ingeri-la!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

EUA: Mães com Excesso de Peso não Identificam o Problema em Família

Uma pesquisa conduzida por especialistas da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, mostra que mães com excesso de peso tendem a possuir uma imagem corporal equivocada tanto em relação a si mesmas quanto a seus filhos.

O estudo ouviu mais de cem mães e a mesma quantidade de crianças que vivem em áreas urbanas. Foram analisados os níveis de IMC (Índice de Massa Corporal), idade e fatores de risco cardíacos dos envolvidos. Para identificar as percepções corporais das pessoas ouvidas, foram usadas imagens de silhuetas, enquadradas em categorias diferentes, como peso normal, sobrepeso e obesidade. Os entrevistados foram convidados a escolher a imagem que melhor representasse o próprio corpo.

Os resultados mostram que 81,8% das mães obesas subestimam o próprio peso, em comparação aos 42,5% daquelas classificadas em sobrepeso, e aos 13,2% das que apresentavam peso normal. De forma similar, 86% das crianças obesas ou em sobrepeso demonstraram essa distorção de percepção do próprio peso corporal, em comparação a apenas 15% daquelas com peso normal.

Entre as mães de filhos obesos ou em sobrepeso, quase a metade (47,5%) pensava que os mesmos estivessem com o peso ideal.

Cerca de 66% das mães analisadas estavam em sobrepeso ou eram obesas, enquanto 38,9% das crianças apresentavam a mesma condição.

“Essa descoberta mostra que não apenas a obesidade é prevalente nas áreas urbanas dos Estados Unidos, mas também que os mais afetados por tal condição não têm consciência ou, então, subestimam o seu verdadeiro peso”, avalia Nicole E. Dumas, uma das autoras do estudo.

O trabalho foi apresentado, nesta semana, durante o Physical Activity and Metabolism/Cardiovascular Disease Epidemiology and Prevention 2011 Scientific Sessions, promovido pela American Heart Association, em Atlanta (EUA).