quinta-feira, 28 de outubro de 2010

EQUAÇÃO PARA PERDA DE PESO.

Pesquisadores europeus encontraram marcadores que podem predizer sobre a perda de peso em indivíduos submetidos à dieta hipocalórica. Esta pesquisa faz parte do projeto Diogenes (sigla que significa dieta, obesidade e genes).

Os autores sugerem que a abordagem da obesidade, baseada no tratamento individualizado, deverá ser determinada por marcadores que demonstrem os pacientes que responderão ou não à restrição dietética.

Segundo os pesquisadores, não existem critérios estabelecidos para a previsão da perda de peso através da estimativa de características pré-determinadas. Assim, o objetivo do estudo foi determinar se características prévias ao tratamento dietético e mudança de peso durante as primeiras semanas poderiam prever o resultado da perda de peso após oito semanas de dieta com 800 a 1000 kcal/dia.

O projeto Diogenes (http://www.diogenes-eu.org) é um estudo de intervenção dietética, randomizado e controlado, a fim de investigar os efeitos da dieta e fatores de risco metabólico e cardiovascular em pacientes obesos e com sobrepeso.

Foram estudados 932 indivíduos (com índice de massa corporal entre ≤ 27 e ≤ 42 kg/m2) de ambos os sexos, submetidos a um período de dieta hipocalórica por oito semanas.

Para controlar a ingestão de 800 a 1000 kcal/dia, durante as oito semanas, foram fornecidos produtos conhecidos como Modifast (Nutrition et Sante´, França), que consistia em pó para preparo de sopas e shakes. Além disso, foi adicionado cerca de 200 g de vegetais crus. Os produtos Modifast apresentavam a seguinte composição diária: 54 g de proteínas, 5 g de ácidos graxos essenciais e quantidades suficientes de vitaminas e minerais. Os pacientes foram autorizados a beber água, café/chá livre de calorias, além de refrigerantes/goma de mascar sem açúcar.

Os participantes do estudo foram avaliados antes e depois das oito semanas, quanto à perda de peso, circunferência da cintura e quadril. A composição corporal foi avaliada pela absorção de duplo feixe de energia (DEXA) e bioimpedância elétrica (BIA).

Apenas o peso corporal inicial, a perda de peso na primeira semana e terceira semana foram preditores significativos para o resultado da perda de peso ao final da oitava semana. Ou seja, uma perda de peso ≥ 2,6 kg em 1 semana, durante o período de dieta com 800 a 1000 kcal/dia, foi identificada como ponto de corte preditor para, pelo menos, uma perda de 10 kg de peso corporal em oito semanas.

Com base nos resultados, os pesquisadores elaboraram uma equação preditiva para avaliar a perda de peso em oito semanas:

Perda de peso (kg) na 8a semana = 0,09 + 0,046 x peso corporal inicial (kg) – 0,311 x perda de peso (kg) na 1ª semana + 1,284 x perda de peso (kg) na 3ª semana

“Os resultados demonstram a importância do peso corporal inicial como característica de base do paciente obeso, bem como o seu forte poder preditivo em relação ao resultado da perda peso no final de um período de dieta hipocalórica”, comentaram os pesquisadores.

Nesta perspectiva, eles enfatizaram que a avaliação da perda de peso precoce, durante dieta hipocalórica, deve ser parte essencial da evolução do tratamento individualizado da obesidade.

“Todos esses fatores podem melhorar o desenvolvimento de modelos adequados para o prognóstico da perda de peso. Este modelo de previsão proposto pode ser facilmente implementado e utilizado na prática clínica”, concluem os autores.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Gordurinha na barriga X doenças futuras.

Que a medida da circunferência abdominal é o melhor parâmetro para diagnosticar a obesidade em adultos já é amplamente conhecido pelos especialistas. Um estudo publicado recentemente pelo International Journal of Obesity mostra que a fita métrica também é o modo mais seguro de indicar, nas crianças, doenças futuras relacionadas à obesidade, como problemas cardiovasculares e diabetes.

A pesquisa estudou 2.188 jovens australianos, entre 7 e 15 anos, participantes, em 1985, de uma campanha sobre saúde infantil. Cerca de dez anos mais tarde, entre 2004 e 2006, já adultos, eles foram atendidos em centros clínicos e seus dados posteriormente analisados.

Segundo o relato do Dr. Michael Schmidt, coordenador do trabalho, após comparar “diversas medidas da composição corporal, descobrimos que a circunferência da cintura parece ser a melhor para prever um risco subsequente”. Até então, o diagnóstico continuava sendo feito pelo cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC).

O pesquisador afirma que “a medida da cintura permite um diagnóstico mais seguro porque o IMC não faz distinção entre gordura e músculo, considerando apenas o peso total do paciente. Estudos prévios já haviam apontado que o acúmulo de gordura nessa região está diretamente relacionado a problemas cardiovasculares. Essa é, provavelmente, a explicação mais forte para as evidências que encontramos”.

Prevenção na Infância
A pediatra Lilian Zaboto, membro do Departamento de Obesidade Infantil da ABESO, explica que “a obesidade central, caracterizada pela circunferência abdominal maior que a circunferência do quadril, está diretamente relacionada a riscos de alterações de colesterol, aterosclerose e riscos de infarto e acidente vascular cerebral (AVC) na vida adulta”.

Segundo a especialista, isso se aplica também aos pequenos, “pois os estudos demonstram que a criança obesa tem 80% de chance de se tornar um adulto obeso e este risco é maior quanto maior for a obesidade e quanto mais velha for a criança”.

Lilian Zaboto esclarece que “outra importância da medida da circunferência abdominal é em relação à Síndrome Metabólica, caracterizada por um conjunto de sintomas associados à obesidade central (ou obesidade abdominal). Ela afirma que “a criança que apresenta Síndrome Metabólica corre riscos de desenvolver doenças da vida adulta como diabetes Tipo 2, infarto do miocárdio ou derrame (acidente vascular cerebral)”. E conclui: “prevenir a obesidade na infância continua sendo a melhor maneira para evitar doenças metabólicas e coronarianas na vida adulta”.

Se a medida da cintura de uma criança ou adolescente estiver 25% acima dos parâmetros normais para a idade, o jovem terá cerca de seis vezes mais chances de desenvolver Síndrome Metabólica no começo da vida adulta.

sábado, 9 de outubro de 2010

10 DICAS PARA COMPULSÃO ALIMENTAR.

Anote tudo o que você come, faça um diário alimentar.
Coma sempre nos horários certos, com intervalos de 3 a 4 horas.
Não pule refeições
Quando surgir vontade de comer fora dos horários, procure uma alternativa para diminuir a ansiedade, faça uma caminha, por exemplo.
Planeje o que vai comer, prepare a mesa e o prato com cuidado.
Preste atenção enquanto come. Não coma enquanto lê ou assiste televisão.
Mastigue bem e descanse o garfo entre cada bocada.
Não faça compras de estômago vazio, isso evita a compra de guloseimas.
Não tenha comidas de alto teor calórico e baixo teor de nutrientes em casa. Tenha sempre à mão opções saudáveis.
Não vá a festas de estômago vazio.