quinta-feira, 22 de abril de 2010

Câmara Obriga Alimentação Saudável nas Escolas

Acaba de ser aprovado, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara Federal, o Projeto de Lei (PL) 127/07, que obriga creches e escolas do ensino fundamental – públicas e particulares – a comercializarem apenas alimentos saudáveis em suas cantinas, conforme critérios a serem anunciados pelas autoridades sanitárias. O PL é de autoria do deputado Lobbe Neto (PSDB-SP).

De acordo com o texto do Projeto de Lei aprovado, as escolas não poderão comercializar alimentos não saudáveis, sob nenhum pretexto, nem veicular publicidade desses produtos. Os estabelecimentos públicos e particulares ficam sujeitos às penas previstas na Lei 6.437/77, que define as infrações à legislação sanitária federal.

Aumento da Obesidade
O deputado Lobbe Neto, autor da proposta aprovada, lembra que o aumento da incidência de obesidade infanto-juvenil tem sido responsável pelas taxas crescentes de diabetes e hipertensão, por exemplo. Ele comentou que obesidade e diabetes já foram, num passado nem tão distante, doenças típicas de idades mais avançadas. “O consumo de guloseimas, refrigerantes, frituras e outros produtos calóricos não nutritivos, preparados com conservantes, tem sido fator determinante e responsável pelas doenças precoces e outras insuficiências enfrentadas pela população infanto-juvenil”, concluiu.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Cirurgia da obesidade - oque pode -oque não pode

Saiu no Diário Oficial da União uma nova resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre as técnicas de cirurgia de obesidade. É um documento importante.Vai ajudar a definir o que pode e o que não pode ser feito nessa área tão cheia de promessas – nem sempre baseadas em ciência consistente.

Um novo tipo de cirurgia foi aprovado. É a gastrectomia vertical. Nessa técnica, 80% do estômago é cortado e removido. O paciente sente menos fome, come menos, mas os nutrientes costumam ser absorvidos normalmente. Ela já vinha sendo oferecida por vários médicos, mas só agora tem o aval da entidade.

O CFM também enfatizou quais pacientes podem ser submetidos a algum tipo de cirurgia de obesidade. Ela só pode ser realizada em pessoas com IMC (índice de massa corpórea) acima de 40. Ou acima de 35, desde que sofram também de outros problemas graves (como diabetes, hipertensão e colesterol alto). Só podem ser submetidos à cirurgia os maiores de 18 anos. Idosos e jovens entre 16 e 18 anos podem ser operados. Mas o risco/benefício deve ser muito bem analisado.

Outra decisão importante: a cirurgia de obesidade e de diabetes realizada pelo médico goiano Áureo Ludovico de Paula não está entre as novas técnicas aprovadas. A interposição ileal, como é chamada, continua sendo considerada experimental. Ou seja: o cirurgião não pode cobrar pelo procedimento e os pacientes precisam estar inscritos em um protocolo de pesquisa devidamente registrado na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Isso garante que os voluntários compreendam os riscos envolvidos e sejam tratados gratuitamente em caso de complicações.

Essa história tem dado pano pra manga. Áureo afirma ter operado mais de 450 pacientes nos últimos anos, entre eles celebridades como o apresentador de TV Fausto Silva e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). A procuradora Léa Batista de Oliveira, do Ministério Público Federal, entrou com uma ação civil pública contra o médico (pela prática de cirurgia experimental em desconformidade com a legislação brasileira). Ela recebeu denúncias de 12 supostas vítimas que relataram sete mortes. Áureo diz ter farta documentação científica a seu favor. “O que eu faço não é ilegal nem experimental.” O assunto está nos tribunais.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Hipertensão em adolescentes obesos.

Publicada na revista Ciência & Saúde Coletiva, pesquisa realizada no Mato Grosso do Sul conclui que a hipertensão pode ocorrer em adolescentes obesos e atinge tanto os rapazes (15,8%) quanto as meninas (26,4%). A faixa etária dos 129 jovens estudados foi de 7 a 14 anos, mas a incidência de hipertensão se mostrou maior (52,4%) nos adolescentes entre 13 e 14 anos.

O grupo estudado - entre agosto de 2005 a julho de 2006 - é de pacientes de um programa de obesidade infanto-juvenil do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), que atende apenas crianças e adolescentes com diagnóstico clínico de obesidade e encaminhamento médico para atendimento especializado.

Estratégias de Diagnóstico e Tratamento
Segundo Joel Saraiva Ferreira,autor do artigo - do Instituto Superior da Funlec - o outro é Ricardo Dutra Aydos, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – o estudo revela que “é necessário que estratégias de diagnóstico e tratamento das doenças cardiovasculares e, particularmente, da hipertensão arterial, também sejam direcionadas para a população infanto-juvenil”.

Segundo o pesquisador, “para isso o próprio diagnóstico de casos de obesidade em crianças e adolescentes já poderá apontar um grupo de indivíduos potencialmente aptos a serem acompanhados, visando à diminuição do índice de massa corporal e do percentual de gordura corporal”.

Os Riscos
Responsável pelo Departamento de Obesidade Infantil da ABESO, a Dra. Lilian Zaboto concorda com o resultado da pesquisa, afirmando que “realmente, crianças e adolescentes obesos têm risco elevado de hipertensão arterial, além das alterações nos níveis de colesterol e triglicérides, o que pode levar à Síndrome Metabólica e risco de Diabetes Tipo 2”.

A especialista prossegue comentando que na prática clínica observa-se “um número elevado de crianças e adolescentes obesos com níveis de pressão arterial elevados. A boa notícia é que, ao perderem peso, na maioria das vezes estes índices se normalizam”. A Dra. Lilian Zaboto faz um alerta: “não podemos esquecer que a hipertensão arterial e alterações do colesterol têm grande relação com risco de infarto e acidente vascular cerebral na vida adulta”.

terça-feira, 13 de abril de 2010

AC. URCO E DAC.

O risco cardiovascular independente, atribuído ao ácido úrico, não integra as estratégias de estratificação de risco cardiovascular das principais diretrizes européias, norte-americanas ou nacionais.
Entretanto, em um estudo observacional realizado na Áustria, que envolveu mais de 83 mil homens (com idade média de 41,6 anos), avaliou em seguimento médio de 13,6 anos o valor do ácido úrico sérico.
Os autores mostraram que a concentração de ácido úrico no quintil superior foi associada à maior mortalidade por insuficiência cardíaca (HR ajustado 1,51; IC 95% 1,03-2,22) e para o acidente vascular cerebral (HR ajustado 1,59; IC 95% 1,23-2,04), quando comparada ao quintil inferior.
Entretanto, essa elevação laboratorial, não foi associada com mortalidade por doenças aguda, subaguda ou crônica da DAC após ajuste para outros fatores de confusão (p = 0,12).
Desta forma, apesar de fazer parte de qual normatização de exames laboratoriais para check up rotineiro, os autores concluíram que os níveis de ácido úrico estão independentemente associados com maior risco de mortalidade por insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Alimentos Muito Calóricos Viciam como Drogas

Lançado uma pesquisa na Florida, EUA, onde concluiu que o uso frequente e abusivo de alimentos com alto valor calórico pode viciar tanto quanto nicotina ou cocaína. Ou seja, mostrou que o consumo desse tipo de alimento pode desencadear no cérebro respostas semelhantes às de um dependente quimico.

O estudo identificou, em ratos com sobrepeso, queda nos níveis de dopamina – uma substância ligada à sensação de prazer - semelhante ao que ocorre com dependentes de drogas.

Paul Kenny,autor do trabalho, explica que o trabalho se baseou em dois tipos de alimentos: aqueles com alto valor calórico e comidas consideradas saudáveis, oferecidos para três grupos de ratos. O primeiro recebeu dieta balanceada; o segundo grupo foi contemplado com comida saudável, mas durante uma hora, diariamente, tinha acesso a alimentos com alto valor calórico; e os do terceiro grupo receberam unicamente uma dieta calórica. Este último grupo logo se tornou obeso.

Paul Kenny afirmou ao final da pesquisa que a obesidade pode gerar compulsão por alimentos. E mais: que “tratamentos aplicados em outras formas de compulsão, como o vício em drogas, podem ser eficazes na terapia contra a obesidade”.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Medicamentos podem fazer muito mal quando usados de forma errada

Assistam esse video

http://www.redetv.com.br/portal/Video.aspx?124,28,99146,Entretenimento,Manha-Maior,Alerta-Remedios-para-emagrecer-oferecem-riscos-a-saude