terça-feira, 21 de dezembro de 2010

CALORIAS DAS PRINCIPAIS BEBIDAS DO NATAL.

BEBIDAS

1- Batida (1 copo de 200 ml) = 504 kcal

2- Caipirinha (1 copo) = 170 kcal

3- Cerveja (1 copo de 300ml) = 123 kcal

4- Champanhe ou Espumante (1 tulipa de 120ml) = 85 kcal

5- Cidra (1 tulipa de 120ml) = 66 kcal

6- Licor (1 cálice de 30ml) = 103 kcal

7- Suco de abacaxi (1 copo de 200ml) = 110 kcal

8- Suco de melão (1 copo de 200ml) = 84 kcal

9- Uísque (1 dose de 100ml) = 280 kcal

10- Vinho branco seco (1 copo de 150ml) = 99 kcal

11- Vinho tinto (1 copo de 150ml) = 108 kcal

12- Vodca (1 dose de 100ml) = 315 kcal

13- Refrigerante- 1 copo (200 ml) – 80 calorias

14- Refrigerante Diet ou Zero- 1 copo (200 ml) – 1 caloria

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

COMIDAS DE NATAL LIGHT 2 . SALADAS.

Ingredientes:

(para 4 pessoas)
2 postas de bacalhau escaldado
500 gr. de grão cozido( SOJA, ERVILHA, LENTILHA, MILHO)
1 pimento verde
1 pimento vermelho
4 colher de sopa de azeite
4 dentes de alho
2 cebolas picadas
salsa picada
vinagreta

Preparação:


Limpe o bacalhau de peles e espinhas e separe-o em lascas. Abra os pimentos. Limpe-os de sementes e corte-os em cubos. Numa frigideira aqueça o azeite com os dentes de alho e frite os pimentos. Numa saladeira ponha o grão, o bacalhau, os pimentos com o azeite onde fritaram, as cebolas e a salsa picada. Tempere com vinagreta.
Misture tudo e sirva.

CEBOLAS ASSADAS -APERITIVOS DE NATAL

Ingredientes:
-1 kg de cebolas para pickles com casca
- 200 ml de vinagre aromático
- 2 colheres de chá de açúcar amarelo
- 200 ml de azeite

Preparação:

Pré aqueça o forno a 160º C. Asse as cebolas durante ½ hora. Deixe que arrefeçam o suficiente para que lhes possa pegar.
Retire os talos e a casca (a parte exterior da raiz deve sair mas a cebola manter-se-á intacta).
Lave com água a ferver, um jarro de 1 litro de capacidade e deixe a secar no forno quente (não seque com uma toalha). Coloque as cebolas no jarro.
Misture o vinagre e o açúcar num frasco com tampa e agite até que o açúcar se dissolva. Junte o azeite, feche o frasco e abane vigorosamente até que fique bem misturado – a mistura ficará mais clara e pode-se separar quando parada.
Deite a mistura de vinagre nas cebolas, feche e vire ao contrário para que fiquem bem envolvidas. Deixe a marinar no frigorífico durante a noite.

Ponha à temperatura ambiente e abane o jarro antes de servir para que o molho fique bem misturado.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

COMIDAS DE NATAL LIGHT 2 .

Tender light com laranja.

210 cal por porção.

Ingredients:
- 1 tender bolinha de 1 + ½ kg;
- 2 xíc. Suco de laranja;
- ½ xíc de geleia de laranja light;
- 1 colher de sopa de mostarda light;
- 1 colher de sopa de shoyu pouco sal;
- 1 colher de sopa de maisena;
- cravos a gusto.
-
Modo de preparo:

Leve ao fogo o suco de laranja, geléia, mostarda, maisena e shoyu até engrosar.

Fure o tender com os cravos, regue-o com o molho grosso, embrilhe-o em papel aluminio e coloque no forno médio ( 150 – 180 graus) por 35-45 minutos.

COMIDAS DE NATAL LIGHT 2 .

COMIDAS DE NATAL LIGHT.

Peru com molho de abacaxi

215 cal. Por porção.

Ingredients:
-1 peru de 1,5 kg;
-2 dentes de alho amassados;
-1 tablete de caldo de carne;
-1 tablete de caldo de legumes;
- 1 xíc. De chá de suco de abacaxi;
- sal e pimenta a gusto
- 3 colheres de sopa de margarina light amolecida;
- ½ abacaxi
- 2 colheres de sopa de mel.

Modo de preparo:

1 – misture os caldo de abacaxi, carne e legumes com o alho.
2 – fure o peu e derrame o caldo.
3 – coloque – o na geladeira por 2 horas.
4 – espalhe a margarina light pelo peru.
5 – cozinhe o peru em fogo baixo (150 graus) por 1 + ½ hora.
6 – liquidifique o abacaxi com o mel e molhe o peru até que aconteça o escurecimento e sirva-o.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

ALIMENTAÇÃO E VESTIBULAR

OLÁ GALERA, ESSA MATÉRIA FOI ELABORADA POR UMA AMIGA MINHA - DR. DANIELLA.

VALE A PENA LER.


http://www.anutricionista.com/alimentacao-como-aliada-para-o-sucesso-no-vestibular.html?utm_medium=socialmedia&utm_source=orkut&utm_campaign=alimentacao%20como%20aliada%20para%20o%20sucesso%20no%20vestibular&utm_nooverride=1

terça-feira, 23 de novembro de 2010

BALÃO INTRAGASTRICO

PARA QUEM GOSTARIA DE SABER MAIS SOBRE O BIB. ACESSEM

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sábado, 6 de novembro de 2010

Lei Proíbe Oferta de Brinquedos na Compra de Alimentos Calóricos

São Francisco, na Califórnia (EUA), é a primeira entre as metrópoles norte-americanas a aprovar lei que proíbe restaurantes e lanchonetes de oferecerem brinquedos na compra de refeições ou lanches com altos índices de calorias, gorduras e açúcares.

A medida, aprovada pela Câmara de Supervisores da cidade californiana por oito votos a favor e três contra, entra em vigor apenas em dezembro de 2011. A lei exige que os estabelecimentos atendam a alguns padrões nutricionais – ou seja, ofereçam alimentação mais saudável – em vez de atrair o público infantil e jovem com brinquedos.

A lei exige que brindes e brinquedos só acompanhem refeições se, juntas, comida e bebida somarem menos de 600 calorias. E menos de 35% for procedente de gorduras.

Combater a obesidade infantil - grave problema de saúde pública nos EUA, país no qual 15% das crianças têm sobrepeso ou obesidade - é o objetivo da medida recém aprovada. Eric Mars, um dos supervisores responsáveis pela aprovação da lei em São Francisco, comenta que ela tem por objetivo promover hábitos alimentares saudáveis. “Nossas crianças estão doentes. As taxas de obesidade na cidade são incomodamente elevadas, especialmente entre as crianças negras”.

Novos Hábitos
A pediatra Lilian Zaboto, integrante do Departamento de Obesidade Infantil da ABESO, aprova a iniciativa norte-americana: “São medidas extremas deste tipo que ajudarão a combater a esta epidemia que é a obesidade infantil. Infelizmente alguns pais presenteiam os filhos com esses brinquedos em troca de "comerem tudo". O que esquecem é que são alimentos extremamente calóricos, com péssimo valor nutricional”.

A especialista dá sua sugestão: “Uma saída interessante seria oferecer os brinquedos para os alimentos saudáveis destes restaurantes, como sucos naturais e/ou frutas. Talvez isso estimule nossas crianças a consumirem melhores alimentos e a criarem novos hábitos”.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

EQUAÇÃO PARA PERDA DE PESO.

Pesquisadores europeus encontraram marcadores que podem predizer sobre a perda de peso em indivíduos submetidos à dieta hipocalórica. Esta pesquisa faz parte do projeto Diogenes (sigla que significa dieta, obesidade e genes).

Os autores sugerem que a abordagem da obesidade, baseada no tratamento individualizado, deverá ser determinada por marcadores que demonstrem os pacientes que responderão ou não à restrição dietética.

Segundo os pesquisadores, não existem critérios estabelecidos para a previsão da perda de peso através da estimativa de características pré-determinadas. Assim, o objetivo do estudo foi determinar se características prévias ao tratamento dietético e mudança de peso durante as primeiras semanas poderiam prever o resultado da perda de peso após oito semanas de dieta com 800 a 1000 kcal/dia.

O projeto Diogenes (http://www.diogenes-eu.org) é um estudo de intervenção dietética, randomizado e controlado, a fim de investigar os efeitos da dieta e fatores de risco metabólico e cardiovascular em pacientes obesos e com sobrepeso.

Foram estudados 932 indivíduos (com índice de massa corporal entre ≤ 27 e ≤ 42 kg/m2) de ambos os sexos, submetidos a um período de dieta hipocalórica por oito semanas.

Para controlar a ingestão de 800 a 1000 kcal/dia, durante as oito semanas, foram fornecidos produtos conhecidos como Modifast (Nutrition et Sante´, França), que consistia em pó para preparo de sopas e shakes. Além disso, foi adicionado cerca de 200 g de vegetais crus. Os produtos Modifast apresentavam a seguinte composição diária: 54 g de proteínas, 5 g de ácidos graxos essenciais e quantidades suficientes de vitaminas e minerais. Os pacientes foram autorizados a beber água, café/chá livre de calorias, além de refrigerantes/goma de mascar sem açúcar.

Os participantes do estudo foram avaliados antes e depois das oito semanas, quanto à perda de peso, circunferência da cintura e quadril. A composição corporal foi avaliada pela absorção de duplo feixe de energia (DEXA) e bioimpedância elétrica (BIA).

Apenas o peso corporal inicial, a perda de peso na primeira semana e terceira semana foram preditores significativos para o resultado da perda de peso ao final da oitava semana. Ou seja, uma perda de peso ≥ 2,6 kg em 1 semana, durante o período de dieta com 800 a 1000 kcal/dia, foi identificada como ponto de corte preditor para, pelo menos, uma perda de 10 kg de peso corporal em oito semanas.

Com base nos resultados, os pesquisadores elaboraram uma equação preditiva para avaliar a perda de peso em oito semanas:

Perda de peso (kg) na 8a semana = 0,09 + 0,046 x peso corporal inicial (kg) – 0,311 x perda de peso (kg) na 1ª semana + 1,284 x perda de peso (kg) na 3ª semana

“Os resultados demonstram a importância do peso corporal inicial como característica de base do paciente obeso, bem como o seu forte poder preditivo em relação ao resultado da perda peso no final de um período de dieta hipocalórica”, comentaram os pesquisadores.

Nesta perspectiva, eles enfatizaram que a avaliação da perda de peso precoce, durante dieta hipocalórica, deve ser parte essencial da evolução do tratamento individualizado da obesidade.

“Todos esses fatores podem melhorar o desenvolvimento de modelos adequados para o prognóstico da perda de peso. Este modelo de previsão proposto pode ser facilmente implementado e utilizado na prática clínica”, concluem os autores.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Gordurinha na barriga X doenças futuras.

Que a medida da circunferência abdominal é o melhor parâmetro para diagnosticar a obesidade em adultos já é amplamente conhecido pelos especialistas. Um estudo publicado recentemente pelo International Journal of Obesity mostra que a fita métrica também é o modo mais seguro de indicar, nas crianças, doenças futuras relacionadas à obesidade, como problemas cardiovasculares e diabetes.

A pesquisa estudou 2.188 jovens australianos, entre 7 e 15 anos, participantes, em 1985, de uma campanha sobre saúde infantil. Cerca de dez anos mais tarde, entre 2004 e 2006, já adultos, eles foram atendidos em centros clínicos e seus dados posteriormente analisados.

Segundo o relato do Dr. Michael Schmidt, coordenador do trabalho, após comparar “diversas medidas da composição corporal, descobrimos que a circunferência da cintura parece ser a melhor para prever um risco subsequente”. Até então, o diagnóstico continuava sendo feito pelo cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC).

O pesquisador afirma que “a medida da cintura permite um diagnóstico mais seguro porque o IMC não faz distinção entre gordura e músculo, considerando apenas o peso total do paciente. Estudos prévios já haviam apontado que o acúmulo de gordura nessa região está diretamente relacionado a problemas cardiovasculares. Essa é, provavelmente, a explicação mais forte para as evidências que encontramos”.

Prevenção na Infância
A pediatra Lilian Zaboto, membro do Departamento de Obesidade Infantil da ABESO, explica que “a obesidade central, caracterizada pela circunferência abdominal maior que a circunferência do quadril, está diretamente relacionada a riscos de alterações de colesterol, aterosclerose e riscos de infarto e acidente vascular cerebral (AVC) na vida adulta”.

Segundo a especialista, isso se aplica também aos pequenos, “pois os estudos demonstram que a criança obesa tem 80% de chance de se tornar um adulto obeso e este risco é maior quanto maior for a obesidade e quanto mais velha for a criança”.

Lilian Zaboto esclarece que “outra importância da medida da circunferência abdominal é em relação à Síndrome Metabólica, caracterizada por um conjunto de sintomas associados à obesidade central (ou obesidade abdominal). Ela afirma que “a criança que apresenta Síndrome Metabólica corre riscos de desenvolver doenças da vida adulta como diabetes Tipo 2, infarto do miocárdio ou derrame (acidente vascular cerebral)”. E conclui: “prevenir a obesidade na infância continua sendo a melhor maneira para evitar doenças metabólicas e coronarianas na vida adulta”.

Se a medida da cintura de uma criança ou adolescente estiver 25% acima dos parâmetros normais para a idade, o jovem terá cerca de seis vezes mais chances de desenvolver Síndrome Metabólica no começo da vida adulta.

sábado, 9 de outubro de 2010

10 DICAS PARA COMPULSÃO ALIMENTAR.

Anote tudo o que você come, faça um diário alimentar.
Coma sempre nos horários certos, com intervalos de 3 a 4 horas.
Não pule refeições
Quando surgir vontade de comer fora dos horários, procure uma alternativa para diminuir a ansiedade, faça uma caminha, por exemplo.
Planeje o que vai comer, prepare a mesa e o prato com cuidado.
Preste atenção enquanto come. Não coma enquanto lê ou assiste televisão.
Mastigue bem e descanse o garfo entre cada bocada.
Não faça compras de estômago vazio, isso evita a compra de guloseimas.
Não tenha comidas de alto teor calórico e baixo teor de nutrientes em casa. Tenha sempre à mão opções saudáveis.
Não vá a festas de estômago vazio.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

DIETA PARA OBESIDADE. ABESO

A assustadora incidência de obesidade no mundo é decorrente de um balanço energético positivo. Cada vez mais, a população ingere mais calorias e gasta menos energia. A base do tratamento dietético da obesidade é a prescrição de uma dieta hipocalórica que favoreça o déficit energético.

Podemos afirmar que a redução de calorias, independente da qualidade nutricional ou da distribuição dos macronutrientes, favorece a perda de peso. Em um estudo do Jama (1999), Serdula e cols observaram que a maioria das pessoas que estão tentando emagrecer não segue uma dieta hipocalórica e balanceada que leve à reeducação alimentar, mas sim uma “dieta da moda”.

Em 2001 o Obesity Research publicou uma revisão científica de diversas dietas populares e concluiu-se o que já se esperava. Essas dietas são realmente condenáveis, principalmente com relação à manutenção. Por outro lado, a revisão nos traz evidências de que alguns aspectos dessas dietas não convencionais devem ser considerados. O primeiro aspecto é que algumas dietas têm um forte apelo que pode auxiliar a adesão dos nossos pacientes e o segundo é que muitas delas focam o tipo de macronutriente, o que abre uma discussão para uma melhor recomendação nutricional.

Nos últimos anos muitos trabalhos enfatizam o papel dos macronutrientes na perda de peso e na manutenção da boa saúde. Centenas de artigos discorrem sobre o efeito dos vários tipos de dietas com as mais diversas composições. Podemos destacar as principais evidências:

CALORIAS

• Dietas hipocalóricas (low calorie diet) podem reduzir o peso em 8% num período de 3 a 8 meses;
• Dietas com muito poucas calorias (very low caloric diets) favorecem uma maior perda de peso inicial, mas, a longo prazo, o total de peso perdido não difere das dietas hipocalóricas;
• A manutenção do peso é alcançada com mudança comportamental: reeducação alimentar e incorporação do hábito de atividade física;
• A densidade energética dos alimentos deve ser considerada. É recomendável estimular o consumo de alimentos com maior volume e poucas calorias. Para tanto é preciso, diminuir a ingestão de gordura e aumentar a ingestão de alimentos naturais e ricos em água.

GORDURAS

• A gordura saturada relaciona-se com o aumento de colesterol ( á1% de sfa na dieta = á 2,7 mg colesterol/ dl de sangue);
• O ácido palmítico, presente na carne, corresponde, em média, a 60% da ingestão de saturados em uma dieta. Esse ácido graxo é um dos mais hipercolesterolêmicos;
• O ácido láurico está presente no coco. Também é um saturado, mas é considerado uma exceção com relação aos efeitos deletérios por ser facilmente oxidado;
• A gordura denominada TCM (triglicérides de cadeia média) pode contribuir para prevenção de doença cardiovascular por favorecer a oxidação lipídica dos ácidos graxos de cadeia longa (mirístico e palmítico), que são os mais aterogênicos;
• Os triglicérides de cadeia curta são sintetizados por bactérias do colón a partir da fermentação das fibras e do amido resistente. Estes ácidos podem diminuir a síntese hepática de colesterol;
• A substituição de parte da gordura saturada (sfa) da dieta por gordura monoinsaturada (mufa) diminui os níveis de colesterol, triglicérides, glicose e aumenta o HDL;
• O azeite de oliva contém cerca de 77% dos ácidos graxos sob a forma de mufa. Contém ainda alto teor de vitamina

E, antioxidante, que protege da peroxidação lipídica e conseqüente formação de radicais livres;

• Os mufas são geralmente encontrados na forma CIS. Para tornar os óleos mais estáveis e sólidos, utiliza-se um processo chamado hidrogenação, que dispõe os hidrogênios transversalmente. O ácido graxo TRANS está relacionado ao aumento do LDL e da Lp(a) e à diminuição do HDL;
• Os ácidos graxos poliinsaturados (pufa) têm um importante efeito na proteção cardiovascular;
• á1% de pufa na dieta = â1,4 mg colestetol/ dl sangue;
• O ômega 6 está presente em óleos vegetais e o ômega 3 está presente nos peixes. O perfeito equilíbrio entre os ômegas, associado à diminuição de peso, tem um efeito sinergético na melhora da insulinemia, glicemia e perfil lipídico;
• Apesar da redução da gordura ser uma das maneiras mais práticas de diminuírmos a densidade energética da alimentação e as calorias da dieta, devemos considerar que as gorduras boas têm um importante efeito na proteção cardiovascular;
• A recomendação para ingestão de gordura não deve apenas focar-se no peso, mas também nas conseqüências metabólicas;
• O National Cholesterol Education Program, em 2001, recomenda uma dieta com até 35% de gordura, sendo, menos de 7% de sfa, mais de 20% de mufa e mais de 10% de
pufa.

CARBOIDRATOS

• As evidências sugerem que a recomendação para ingestão de carboidratos deve manter-se na proporção de 50 a 60% do valor calórico total da dieta;
• A ingestão de fibras deve alcançar de 20 a 30g por dia;
• A dieta deve ser de baixo índice glicêmico para: diminuir a insulinemia e a resistência à insulina, favorecer a adequada manutenção da glicemia, melhorar o perfil lipídico ( âTG e áHDL), prolongar a sensação de saciedade, suprimir a fome, diminuir o risco de doenças cardiovasculares, diminuir a incidência de diabetes, contribuir para perda e posterior manutenção de peso;
• O índice glicêmico mede a resposta glicêmica pós prandial dos alimentos e permite a comparação entre os diferentes tipos de carboidrato;
• A FAO/OMS já reco–menda que os carboidratos sejam classificados de acordo com o índice glicêmico.

Conclusão

Diante destas evidências podemos considerar algumas ferramentas para flexibilizar a dieta convencional usualmente recomendada aos nossos pacientes obesos.

Indiscutivelmente, o elemento mais importante na dietoterapia da obesidade é a redução da ingestão energética.

A dieta convencional, com a proporção de 25% de gordura, 15% de proteína e 60% de carboidrato pode ser adaptada de acordo com as características e objetivos do paciente. Na realidade, talvez seja mais importante pensar no tipo de gordura e no tipo de carboidrato do que efetivamente na proporção entre eles.

Os estudos recentes demonstram que a simples substituição de gordura por carboidratos pode induzir hiperinsulinemia, hiperglicemia e diminuir o HDL. Com isso, tem-se que a troca de gordura por carboidrato, sem restrição calórica e conseqüente perda de peso, mantém os mesmos riscos para doença cardiovascular.

Portanto, a recomendação dietética deve favorecer o balanço energético favorável e enfatizar a troca de saturados e trans por não hidrogenados e insaturados. Com relação aos carboidratos, é importante considerar o índice glicêmico dos alimentos e das combinações alimentares.

*Dra. Zuleika Salles Cozzi Halpern - Médica Endocrinologista
Mariana Del Bosco Rodrigues - Nutricionista

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Tratamento da obesidade: quando a banda gástrica e o balão intragástrico são as melhores opções

Existem diversos tratamentos para a obesidade, desde dietas a procedimentos cirúrgicos. Mas é importante destacar que a escolha adequada do tipo de tratamento é fundamental. Fatores como Índice de Massa Corpórea (IMC), doenças pré-existentes, riscos cirúrgicos, fatores psicológicos, entre outros, devem ser considerados para que médico e paciente decidam pela melhor técnica. Quando dieta, exercícios e medicamentos não surtem efeito, dentre as opções disponíveis, a cirurgia de banda gástrica ajustável videolaparoscópica e a colocação endoscópica do balão intragástrico apresentam vantagens a um maior número de indivíduos, tanto pelo procedimento, quanto pelo pós-operatório.

Segundo o gastroenterologista e cirurgião bariátrico , que atua no Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasivas (CECMI), dr. Martinho Rolfsen, as duas técnicas são menos agressivas e reversíveis, pois não há corte de parte do estomago ou intestino, como nos demais procedimentos cirúrgicos, mas apenas a inserção de um balão ou uma banda de silicone, que visam diminuir o espaço no estômago para os alimentos ingeridos.

O médico também destaca o menor tempo de internação (de 12 horas a um dia) e menor perda nutritiva, o que reduz a necessidade de reposição com vitaminas. Ambas as técnicas oferecem perda gradativa de peso, tornando a adaptação do paciente mais fácil.

De acordo com o dr. Martinho, após análise do cirurgião para indicar o procedimento ideal ao paciente, são realizados exames e efetuada triagem por equipe multidisciplinar (nutricionista, psicólogo, cardiologista, endocrinologista, pneumologista, entre outros), que avaliará as condutas pré e pós cirúrgica, visando integrá-lo da melhor forma possível às mudanças físicas e emocionais pelas quais passará.

“Após o procedimento, a pessoa entra em um profundo processo de transformação e necessita de apoio de profissionais de diversas áreas para que possa se adaptar à nova realidade de forma saudável”, explica.

É importante salientar que em virtude da menor complexidade e possibilidade de reversão, os métodos banda gástrica e balão intragástrico exigem uma readequação do estilo de vida e dos hábitos alimentares que durarão por toda a vida, para garantir a perda de peso e sua manutenção.

Acompanhe no quadro abaixo a característica dos dois métodos:



Banda gástrica ajustável (Lap-band) Balão intragástrico (Bib)
Indicada para pessoas com ICM superior a 35, portadoras de doenças associadas (diabetes, pressão alta, entre outras) Indicado para pessoas com ICM acima de 27
Feita de silicone, é inserida através de laparoscopia em torno da parte superior do estômago e insuflada com soro fisiológico Feito de silicone, é inserido através de endoscopia no estômago e preenchido com solução salina, com volume que varia de 400 e 700 ml
Diminui a quantidade de alimentos que passam pelo estômago Diminui a capacidade do estômago e proporciona saciedade
Reversível Duração de 6 meses e pode ser renovado
Internação de 24 horas Internação de 12 horas
Perda de peso gradual Perda de peso gradual
Ajuste periódico em consultório – insuflar ou desinsuflar a banda, de acordo com a necessidade de adequação do paciente no processo de emagrecimento Manutenção com ingestão de remédios que diminuem a acidez no estômago

Índice de obesidade no Brasil

Estima-se que no Brasil 50% da população entre homens mulheres e crianças está com sobrepeso ou é obesa; no mundo a prevalência sobe para 64%. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade é um problema de saúde pública, integrando a lista dos 10 maiores fatores de risco para a saúde, sendo considerada uma epidemia, principalmente nos países emergentes. Também é a mais comum e mais antiga doença metabólica humana registrada, reconhecida oficialmente em diversos países como crônica.

No Brasil, cerca de 25 a 30 mil pessoas ao ano realizam algum tratamento invasivo para obesidade. Todos os continentes somam mais de 600 mil procedimentos já realizados.

Independente da técnica utilizada, a realização em um serviço especializado em procedimentos minimamente invasivos garante não só economia para pacientes e operadoras de planos de saúde, mas principalmente qualidade na assistência ao paciente e segurança

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Publicada Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicou em agosto de 2010 os dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008-2009 sobre antropometria e estado nutricional de crianças, adolescentes e adultos no Brasil. A pesquisa mostrou claramente o cenário atual da transição nutricional do país que já vem se modificando ao longo dos anos.

Entre maio de 2008 e maio de 2009, foram entrevistadas 188.461 pessoas de todas as idades. O estudo investigou o estado nutricional da população através de medidas antropométricas, como: altura para idade (A/I), peso para idade (P/I) e IMC (índice de massa corporal) para cada idade. Foram adotadas como referência as distribuições da altura, do peso e do IMC, segundo o sexo e a idade, da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A pesquisa destaca essa transição baseada nos dados anteriores dos inquéritos do Estudo Nacional de Despesa Familiar (ENDEF) de 1974-1975, em que os índices de desnutrição infantil eram elevados. Um dos principais indicadores de desnutrição, o déficit de altura, entre crianças de 5 a 9 anos na pesquisa realizada em 1974-75 era de 29,3% (entre os meninos) e 26,7% (entre as meninas). No entanto, os dados atuais da pesquisa de 2008-2009 mostraram que esses números caíram para 7,2% e 6,3%, respectivamente. Além disso, foi observado com grande frequência excesso de peso e obesidade a partir de 5 anos de idade, independentemente dos grupos de renda e região do país. Entre meninos e rapazes de 10 a 19 anos o excesso de peso era de 3,7% em 1974-75 e passou para 21,7% na pesquisa atual, já entre as meninas e moças o excesso de peso era de 7,6% e passou para 19,4%.

Entre a população adulta, esses dados são mais alarmantes. Entre os homens, o excesso de peso passou de 18,5% (1974-75) para 50,1% (2008-09) e entre as mulheres a mudança foi de 28,7% para 48%. De um modo geral, os principais destaques da pesquisa são:

· A Região Sul apresentou os maiores percentuais de excesso de peso com 56,8% nos homens e 51,6% nas mulheres. A obesidade mostrou-se presente em 15,9% nos homens e em 19,6% nas mulheres.

· Homens com maior rendimento financeiro apresentaram maior excesso de peso (61,8%), enquanto as mulheres com renda mais alta, não foi relacionado com maior índice de excesso de peso.

· O déficit de altura em crianças menores de 5 anos foi mais expressivo em meninas no primeiro ano de vida (9,4%), crianças da região Norte (8,5%) e na faixa mais baixa de renda familiar (8,2%).

É importante lembrar, no entanto, que nenhum dado isolado pode ser utilizado para determinar ou monitorar o estado nutricional. A interpretação do IMC para determinação do estado do nutricional deve ser analisada com cuidado, pois nem sempre o resultado reflete a condição real do indivíduo. Isso ocorre porque o IMC não reflete o índice de adiposidade corpórea total, já que atletas e indivíduos com grande quantidade de massa magra podem ter um IMC na faixa da obesidade. Além disso, pessoas com pernas curtas para sua altura, tendem a apresentar valores de IMC aumentados.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

.VI DIRETRIZES BRASILEIRAS DE HIPERTENSÃO

Ana Karolina L. R. Deliberato
Estudante de Nutrição - Estagiária
Priscila Moreira
Nutricionista do Ambulatório de Nutrição Clínica
Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia - SP


O que é Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS)?

Condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados da Pressão Arterial (PA). Associa-se frequentemente a alterações funcionais e/ou estruturais dos órgãos-alvos e alterações metabólicas, como consequente aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e não-fatais.
A HAS tem alta prevalência e baixas taxas de controle, é considerada um dos principais fatores de risco modificáveis e um dos mais importantes problemas de saúde pública. A mortalidade por DCV aumenta progressivamente com a elevação da PA a partir de 115/75 mmHg de forma linear, contínua e independente.

Fatores de risco para HAS

60% dos indivíduos que sofrem de HAS tem idade acima de 65 anos;Elevado em homens até 50 anos, invertendo-se a partir da 5ª década;Duas vezes maior em afrodescendentes (Terapia não-medicamentosa, melhores resultados);Excesso de peso e obesidade central, desde idades jovens;Ingestão excessiva de sódio;A ingestão de álcool por períodos prolongados;Sedentarismo; Fatores socioeconômicos;Genética.Tratamento não-medicamentoso:

Controle de peso:
IMC < 25kg/m² e CA < 102cm e < 88cm.Em pacientes com obesidade grave, a Cirurgia Bariátrica reduz a mortalidade e controla a HAS e DM2.Acompanhamento a longo prazoDesencorajar dietas radicaisGrau de recomendação I e nível de evidência A.

Redução do consumo de sal: Dieta hipossódica


Alguns indivíduos tem uma maior sensibilidade ao sal, indivíduos normotensos com essa sensibilidade apresentam incidência 5x maior de HAS, em 15 anos, que aqueles com baixa sensibilidade.Alguns trabalhos demonstram que o peso ao nascer tem relação inversa com a sensibilidade ao sal e está diretamente relacionado com o ritmo de filtração glomerular e HAS na idade adulta.Reduções mesmo modestas de sal, são em geral eficientes em reduzir a PA.

Definição recente da OMS:
2000mg/dia de sódio = 5g de cloreto de sódio (sal)

Grau de recomendação IIb e nível de evidência B


Ácidos Graxos Insaturados:

AG Poliinsaturado (W-3): Pequena redução da PA com a suplementação de óleo de peixe em altas doses diárias e predominantemente em idosos.AG Monoinsaturado (W-9): Azeite de oliva pode reduzir a PA, principalmente devido ao elevado teor de ácido oléico.Fibras:

Betaglucano: Fibra solúvel presente na aveia, determina discreta diminuição da PA, apenas em obesos. Proteína de soja:

A substituição isocalórica de parte da proteína alimentar por um composto de soja associada a outras medidas não-medicamentosas promoveu queda da PA em mulheres após menopausa. Laticínios:

O consumo de duas ou mais porções diárias de laticínios magros correlacionou-se a menos incidência de HAS. Provavelmente estão associados a maior aporte de cálcio. Alho:

A alicina tem ação metabólica, podendo atuar na coagulação, aumentando o tempo de sangramento e promovendo discreta redução na PA. Polifenóis:

Os polifenóis contidos no café e em alguns tipos de chás tem propriedades vasoprotetoras.O chocolate amargo (com alto teor de cacau) pode promover discreta redução da PA. Álcool:

As evidencias de correlação entre uma pequena ingestão de álcool e a consequente redução da PA ainda são frágeis e necessitam de comprovações.
Recomendação do consumo de álcool para hipertensos – Grau de recomendação III, nível de evidência D.

Atividade física:

Os exercícios isotônicos e os de resistência devem se completar para reduzir a PA.Todo adulto deve realizar pelo menos 5 vezes por semana 30 minutos de AF moderada de forma continua ou acumulada, desde que tenha condições de realizá-la. Atividade física – Grau de recomendação I e nível de evidência A.

Cessação do tabagismo:

Medida fundamental e primária na prevenção das DCV e outras doenças, porém, não há evidencias que haja benefícios no controle da HAS. Dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension

O alto nível de adesão a esse tipo de dieta reduziu em 14% o desenvolvimento de hipertensão. Os benefícios sobre a PA têm sido associados ao alto consumo de K+, Mg2+ e Ca2+.Grau de recomendação I e nível de evidência A.

Dieta do mediterrâneo
A substituição do excesso de carboidratos nesta dieta por gordura insaturada e o consumo de frutas e hortaliças induz a redução da PA.

Dietas vegetarianas
São deficientes em micronutrientes (ferro, vitamina B12 e cálcio) sendo necessária a suplementação para atender às recomendações vigentes. Essas deficiências tem sido identificadas como fatores predisponentes à HAS em adultos seguidores deste estilo alimentar.

Grau de recomendação IIa; nível de evidência B.

Hipertensão em situações especiais

Idosos: Tratamento não-medicamentoso, com redução de sal moderada na dieta é benéfica.Crianças e adolescentes: O tratamento não-medicamentoso deve ser recomendado a partir do P90 de PA sistólica ou diastólica, que corresponde a HAS limítrofe.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

DIABETES E CIRURGIA DA OBESIDADE.

Reversão do Diabetes após Cirurgia Bariátrica


Pesquisadores norte-americanos divulgaram estudo em que constataram que a cirurgia bariátrica diminui a necessidade de medicação em pacientes obesos com diabetes tipo 2.

Do total de 2.235 participantes da pesquisa, 85,5% usavam medicamentos para o diabetes antes da cirurgia. Seis meses após o procedimento cirúrgico, 74,7% já não tinha mais necessidade de medicação para controlar o diabetes. Passado um ano, este número aumentou para 80,6% e, ao final de dois anos, para 84,5%.

Os resultados encontrados pelo grupo de pesquisadores dos EUA são semelhantes aos que vem sendo verificados em pesquisas em andamento no Laboratório de Investigação Metabólica (LIMED) da Unicamp, SP, pela equipe do Dr. José Carlos Pareja.

O trabalho recém divulgado, realizado por especialistas da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health e da Johns Hopkins University School of Medicine, em Baltimore, EUA, foi publicado na revista científica Archives of Surgery.

Os autores do estudo comentaram, em comunicado à imprensa, que a não necessidade de controle medicamentoso para o diabetes “foi quase imediata nos meses seguintes à cirurgia e não se correlacionou com a perda de peso gradual esperada”. O fato, segundo eles, ampara a teoria de que a chamada reversão do diabetes não se deve apenas à perda de peso, mas seria mediada por hormônios gástricos como o peptídeo YY, o glucangon like peptide e o polipeptídeo pancreático.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Brasileiro está mais gordo, de acordo com nova pesquisa do IBGE

A população brasileira está ficando mais gorda, em velocidade acelerada. O excesso de peso já atinge metade da população adulta; uma em cada três crianças (de 5 a 9 anos); e um quinto dos adolescentes no País, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Hoje, o instituto divulgou o levantamento Antropometria - Estado Nutricional de Crianças, Adolescentes e Adultos no Brasil - da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009.

Para o levantamento, foram entrevistadas 188.461 pessoas, sendo 93.175 homens e 95.286 mulheres, entre maio de 2008 e maio de 2009. A população acima do peso está espalhada em todas as regiões, com leve prevalência no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O problema atingiu cerca de metade dos adultos em todas as regiões, com destaque para o Sul (56,8% dos homens, 51,6% das mulheres) e Sudeste (52,4 e 48,5% para homens e mulheres respectivamente). Os menores índices de sobrepeso para homens estão no Nordeste (42,9%) e, para mulheres, no Centro-Oeste (45,6%). Entre as mulheres, a obesidade atingia quase um quinto das mulheres no Sul (19,2%) e a participação dos obesas nas populações das regiões só esteve abaixo dos 10% para as moradoras do Nordeste (9,9%).

Ainda segundo o levantamento, o aumento de peso em adolescentes de 10 a 19 anos foi contínuo nos últimos 34 anos, e foi mais freqüente em áreas urbanas do que em rurais, em ambos os sexos.

O IBGE informou ainda que, na população de 20 anos ou mais, o sobrepeso no sexo masculino saltou de 18,5% em 1974-1975 para 50,1% em 2008-2009. No sexo feminino, o avanço foi menos intenso, e a participação saltou 28,7% para 48%, no mesmo período.

Embora o instituto tenha detectado pessoas com excesso de peso em todas as faixas de renda, entre os homens a concentração de pessoas mais obesas é maior no grupo dos 20% mais ricos, entrevistados para a análise. Entre os homens adultos, 61,8% dos 20% mais ricos estavam acima do peso, ante 36,9% no grupo dos 20% com menor rendimento. No caso das mulheres, as proporções ficaram em 47,4% e 45%, nos grupos das 20% mais ricas e das 20% mais pobres, respectivamente. Entretanto, a obesidade atingia quase um quarto (23,6%) das crianças do sexo masculino de maior renda - sendo que alcançava 10,8% das crianças em faixa de renda menos elevada.

O levantamento também mostrou que a altura mediana dos brasileiros jovens está praticamente coincidente com a curva padrão recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O declínio do déficit de altura é um dos fatores que servem para medir a redução na desnutrição infantil, e a pesquisa confirma a progressiva redução desse problema. Entre as pesquisas de 1974-1975 a de 2008-2009, a predominância de déficit de altura em ambos os sexos em crianças de 5 a 9 anos recuou de 29,3% para 7,2%.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Anorexia Nervosa

Leiam a materia sobre anorexia nervosa,


http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI165725-15257,00-ANOREXIA+AOS+ANOS.html

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

RECEITA: ESPINAFRE PROTEICO

Porção Calórica: 63 Calorias (2 colheres de sopa cheias)

Ingredientes:
1 colher de chá de azeite de oliva extra virgem;
1 maço de espinafre;
1 cebola picada;
3 cabeças de alho;
3 colheres de sopa de ricota.

Modo de preparo:
Retirar as folhas dos talos do espinafre, lavar muito bem;
Refogar com o azeite,alho e a cebola;
Cozinhar, com pouca água, em panela bem tampada, para conservar a cor verde;
Apos cozimento misturar a ricota;
Servir quente.

sábado, 14 de agosto de 2010

DNA e Produção de gordura no corpo humano

Identificação pode trazer avanços no controle de doenças cardiovasculares. Regiões do genoma humano ( DNA) estão relacionadas a colesterol e triglicérides.

Um estudo realizado no Centro Helmholtz em Munique e coordenado pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, identificou 95 grupo de genes do genoma humano, cada um deles associado com pelo menos um dos fatores fundamentais ao metabolismo de lipoproteínas: colesterol e triglicérides.
Locus ou grupo(plural, no latim, loci) são regiões em cada cromossomo nas quais um gene pode ou não estar, exercendo ou deixar de cumprir determinada influência em fenótipos. São posições fixas em um cromossomo.
Divulgado na versão online da revista científica Nature, o estudo foi iniciado para responder a duas questões: existem genes nos loci identificados com o metabolismo de lipídios; se existem, poderiam ter alguma relevância no desenvolvimento de terapias.
Christian Gieger, do Instituto de Epidemiologia do Centro Helmholtz, acredita que a resposta às perguntas é positiva. "Nossa análise permitiu apontar variantes genéticas ligadas não só com altos níves de lipídios, mas também com doenças arteriais coronarianas", afirma o médico.
Do total de loci, 59 foram associadas a uma das quatro feições dos lipidios - colesterol total, LDL (conhecido como "colesterol ruim"), HDL (o "colesterol bom") e triglicérides - pela primeira vez. "Identificar as novas variantes é provavelmente a parte mais interessante do nosso estudo", afirma Tanya Teslovich, pós-doutora e pesquisadora na Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan.
Tanya cruzou os resultados de 46 estudos diferentes, que representam informações coletadas junto a mais de 100 mil pessoas, por meio de um processo conhecido como meta-análise.
"É comum o argumento que meta-análises com mais de 100 mil testes têm relevância pequena na biologia de doenças complexas", explica o professor Heinz-Erich Wichmann, diretor do Instituto de Epidemiologia do Centro Helmholtz. "Nosso estudo refuta essa crença, os novos loci descobertos possuem clara relevância clínica e biológica."
Segundo os pesquisadores, a maior parte das variantes genéticas encontradas são associadas com o colesterol ruim (LDL) e também com doenças cardiovasculares. "Nós queremos que o LDL esteja em nível saudável em nosso corpo, mas agora ele pode também prover a pista para compreender patologias e evitá-las com desenvolvimento de terapias."

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

AUMENTO DE MAIS DE 200 % DA OBESIDADE NO BRASIL.

Um aumento de 255% na prevalência da obesidade mórbida no Brasil - considerado “alarmante”, especialmente entre homens - foi um dos resultados encontrados no levantamento realizado pela pesquisadora Leonor Maria Pacheco Santos e equipe, do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília. A pesquisa incluiu os períodos de 1975-1976 (0,18%), 1989 (0,33%) e 2002-2003 (0,64%).

O trabalho é uma reanálise de inquéritos antropométricos nacionais sobre o assunto, divulgado neste mês de julho na publicação científica Obesity Surgery. Também foram utilizados dados sobre cirurgias bariátricas obtidos no Sistema de Informações Hospitalares do SUS, disponíveis online.

Segundo o artigo publicado, “houve uma taxa mais elevada no Sul nos dois primeiros levantamentos, mas a prevalência na região Sudeste aumentou constantemente, chegando a 0,77% em 2002-2003, alcançando o Sul”.

De acordo com dados divulgados, em 1999 o SUS passou a cobrir a cirurgia de obesidade mórbida e entre 2000-2006 o número de procedimentos aumentou seis vezes, chegando a 2500. As cirurgias bariátricas realizadas pelo SUS estiveram concentradas em primeiro lugar na região Sudeste, seguida pela região Sul.

Os especialistas classificam como urgente a adoção de medidas preventivas em relação à epidemia de obesidade no país.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Crianças cada vez mais pesadas.

Crianças e Sobrepeso: Cada Vez Mais Cedo
Por Beth Santos

Estudo realizado pela Secretaria Municipal de Saúde da cidade de Franca, São Paulo, revelou que 15,82% das crianças pesquisadas, entre 7 e 10 anos, apresentam sobrepeso. Todos são alunos de 18 escolas selecionadas na rede municipal de ensino. O índice encontrado está dentro da média no Brasil, mas preocupa médicos e educadores porque o problema surge cada vez mais cedo.

Entre os 6.707 estudantes que fizeram parte do levantamento, 1.061 (484 meninas e 577 meninos) têm sobrepeso, mas também foram encontradas crianças abaixo do peso. Todos os casos mais graves – 120 crianças obesas e 72 com baixo peso – serão acompanhados por profissionais de saúde. A pesagem foi realizada pelos professores entre agosto e setembro de 2009, durante as aulas de educação física.

Mudança Comportamental
A nutricionista Fernanda Pisciolaro, membro do Departamento de Psiquiatria e Transtornos Alimentares da ABESO, comenta que, de fato, “diversos estudos têm apontado um aumento progressivo no sobrepeso e obesidade, especialmente em crianças e adolescentes de escolas particulares”. Segundo ela, o aumento revelado em grandes proporções também nas escolas públicas “reflete uma mudança comportamental, de oferta inadequada de alimentos em casa e redução de atividades físicas, principalmente as lúdicas e informais”. Ou seja, brincadeiras, jogos de bola, caminhadas etc.

A especialista prossegue afirmando que “uma das causas da obesidade é o fraco vínculo das crianças e adolescentes com a família, que compartilham cada vez menos os momentos de preparo e consumo alimentar”. A Dra. Fernanda Pisciolaro comenta que “vários trabalhos têm demonstrado melhor eficácia no tratamento da obesidade infantil e do adolescente quando existe a participação efetiva da família”.

O Papel dos Pais
A coordenadora de merenda Thaís Machado, da rede municipal de Franca, SP, concorda com a nutricionista quando diz que “a orientação nutricional deve ser levada adiante para atingir também os pais porque senão nada adianta se a criança comer à vontade em casa”. Por isso, criou-se um programa de alimentação em sala de aula que será estendido aos pais dos escolares.

Mas a influência da família não para por aí. Segundo a nutricionista Fernanda Pisciolaro “também já foi demonstrado que uma redução no Índice de Massa Corporal (IMC) dos pais se associa positivamente à redução do IMC dos filhos, e que, quanto antes o problema for detectado e tratado, melhor é sua evolução”, conclui.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

SOPA DE TOMATE COM CENOURA.

1 kg de tomate com casca e semente
1 cebola grande picada
400 g. de cenoura ralada
1 colher de sopa de orégano
1 colher de sopa de salsinha
4 colheres de ricota light sem tempero
Modo de preparo: Liquidificar todos os ingredientes após cozinhar por 25 minutos em fogo alto( orégano, salsinha não há necessidade) , coar em peneira fina 3 vezes, adicionar sal, após peneirar voltar ao fogo por mais 5 minutos( não há necessidade de adicionar óleo).
Rendimento: 750 ml. Servir tanto quente como gelada. Servir em porções de 100 ml.
Calorias totais: 374,8 kcal. Porção : 38,6 kcal
Proteínas totais: 28,4 g. Porção: 3,4 g
Gorduras totais: 08,6 g Porção: 0,9 g
Carboidratos totais: 47,3 Porção: 5.2 g

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Médicos indicam atividade Fisica.

Estudo brasileiro que investigou com que frequência a prática de atividade física é recomendada no nosso sistema de saúde, a fonte da recomendação e os exercícios sugeridos, mostrou que 56,2% da população estudada – 972 adultos de Pelotas, RS – afirma já ter recebido sugestão para praticar atividade física. A recomendação partiu de médicos em 90% dos casos.

A pesquisa revelou que a caminhada foi a atividade mais sugerida, enquanto as mulheres se mostraram mais receptivas do que os homens às recomendações para abandonar o sedentarismo.

Realizado pelo pesquisador Pedro Halal e colegas do Programa de Pós-graduação em Epidemiologia da Universidade de Pelotas, os resultados do trabalho foram publicados em artigo na edição de maio do Journal of Physical Activity & Health.

A partir das conclusões do estudo, o grupo de pesquisa concluiu ser alta a prevalência de recomendação de atividade física na população estudada, levando a crer que o sistema de saúde brasileiro vem incorporando a atividade física em sua rotina, junto aos pacientes.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Manga gastrica - novas cirurgia para perda de peso.

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Esta claramente estudiado y establecido que el tratamiento médico (no quirúrgico) para el manejo de la obesidad severa tiene una tasa de fracasos del 80% aproximadamente. Esto quiere decir que la persona con un Índice de Masa Corporal (IMC) mayor a 35, con tratamientos como dietas, ejercicio, drogas, mesoterapia, acupuntura o cirugía estética, van a fracasar en su intento de bajar de peso en forma significativa y que lo puedan mantener.

Desde mediados de los años 50 se han venido desarrollando diferentes técnicas quirúrgicas para poder dar una solución definitiva a esta enfermedad y es así como se fueron desarrollando y purificando técnicas como son el By Pass Gástrico que, hoy por hoy se considera el “Gold Standard” en el manejo de la obesidad severa y es esta técnica la mas utilizada por mi grupo en el manejo de la obesidad. Pero si es cierto que esta técnica es altamente efectiva, también es cierto que de todas las técnicas quirúrgicas es la que más riesgo tiene de complicaciones serias. La tasa de complicaciones serias del By Pass Gástrico esta en alrededor del 2-5% en manos experimentadas. La complicación más temida es la fístula de la gastro-enteroanastomosis, que quiere decir que en el sitio donde se une el pequeño estómago con el intestino se puede originar un pequeño orificio, por donde se saldría el contenido intestinal. A consecuencia de esta fístula se puede presentar un absceso intra-abdominal o peor aun una peritonitis generalizada que como es bien sabido por todos es una complicación grave.

A pesar de ser una cirugía altamente efectiva y probablemente la cirugía más recomendada para el paciente con obesidad severa, hay pacientes que con buen criterio deciden NO correr el riesgo de estas complicaciones y prefieren un procedimiento un poco menor, pero con mucho menos riesgo de complicaciones, y es aquí donde entra esta nueva técnica quirúrgica llamada MANGA GÁSTRICA, o Tubo Gástrico, en ingles Sleeve Gastrectomy.

La Manga Gástrica es un procedimiento puramente restrictivo, lo que quiere decir que es un procedimiento por el cual el paciente va a comer mucha menor cantidad de alimento.

La Manga Gástrica consiste en una cirugía laparoscópica donde con la ayuda de una maquina auto-suturadora, se practica una resección de la parte más distensible del estómago, dejando un tubo gástrico delgado, en la zona que este órgano tiene 3 capas musculares y por ende es la parte menos distensible del estómago.

Usted puede imaginarse el estómago como un globo infantil de fiesta. Entre más aire tenga en su interior, más fácil de inflar es. Lo mismo pasa con el estómago. Entonces lo que buscamos con la cirugía es resecar la parte más distensible del estómago de tal suerte que el paciente pueda seguir comiendo, pero en mucha menor cantidad.

Pero no solamente funciona la Manga Gástrica por el simple mecanismo restrictivo. En esta cirugía al igual que en el by pass gástrico, son los únicos procedimientos donde una hormona reguladora del apetito, la ghrelina, se disminuye notoriamente, provocando que el paciente no tenga tantas ganas de estar comiendo.

Las ventajas reales de la Manga Gástrica son varias: La primera que es un procedimiento que se realiza por laparoscopia, segundo que no se dejan cuerpos extraños ni aditivos especiales en el interior, tercero que no se altera en nada la fisiología del estómago y finalmente que es un procedimiento que se puede realizar en pacientes con IMC elevados (mayor de 35) al igual que pacientes con IMC menores como por ejemplo de 32-35.

La recuperación es muy rápida, requiere solamente 2 días de hospitalización y el re-inicio laboral se puede llevar a cabo a partir de 5-7 días.

Definitivamente esta es una novedosa técnica quirúrgica que amerita explorarse cuando se entiende y se decide un manejo definitivo de la enfermedad denominada obesidad

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A Relação Entre o Excesso de Peso, a Produtividade e os Gastos Médicos de Trabalhadores

Artigo publicado na revista Preventive Medicine, v.50 , pág 246–250, 2010.



Autores: Jouni Lahti , Mikko Laaksonen, Eero Lahelma, Ossi Rahkonen Department of Public Health, University of Helsinki, Finland

A obesidade está associada com comprometimento crônico da saúde, incluindo tipos de câncer, diabetes tipo 2, doenças do coração, derrame, pressão alta, colesterol alto e distúrbio do sono. O gasto médico médio relacionado com a obesidade foi estimado a 147 bilhões de dólares no ano de 2008 nos Estados Unidos.

Um estudo realizado em várias empresas, com indivíduos de diversas profissões dos Estados Unidos, observou o uso de cuidados médicos e a produtividade anual dos trabalhadores, através de suas visitas ao médico, visitas ao departamento emergencial, hospitalizações, absenteísmo (dias de ausência no trabalho) e presenteísmo (dias com presença no trabalho com perda de produtividade).

O trabalho mostrou que indivíduos obesos apresentaram 20% mais visitas ao médico em relação aos trabalhadores com peso normal [Intervalo de confiança (IC) 16%, 24%, P<0,01] e 26% maior visita ao departamento emergencial (IC 11%, 42%, P<0,01). Trabalhadores obesos também tiveram maior propensão a serem hospitalizados que trabalhadores com peso normal (IC -0,411, P<0,01). O presenteísmo foi de 10% e 12% maior para trabalhadores com sobrepeso e obesidade, respectivamente, em relação aos que tinham peso adequado (IC 5%, 15% e 5%, 19%, total P<0,001) e tanto indivíduos com sobrepeso quanto obesos apresentaram maiores chances de se ausentarem no trabalho (IC = -0,149, P=0,01; IC=-0,371, P=0,01, respectivamente).

Considerando esses fatores, os custos foram maiores entre os trabalhadores obesos. Estes apresentaram custo individual de $51 em visitas ao médico, $70 em visitas ao departamento de emergência, $308 em absenteísmo e $215 em presenteísmo (total= $ 644). Já para trabalhadores com sobrepeso o valor total foi de $201.



Desse modo, pode-se observar que o peso em excesso traz um impacto negativo sobre os gastos financeiros das empresas, o que requer a criação de programas para impedir o sobrepeso e obesidade nos locais de trabalho, a fim de beneficiar a saúde e rendimento dos trabalhadores, como também rentabilidade nos locais de trabalho com melhor produtividade e manutenção da saúde.

sábado, 12 de junho de 2010

Estudo verifica aumento de pré-diabetes entre adolescentes

Pesquisa do Grupo de Estudos da Obesidade (GEO) do Departamento de Biociências da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), desenvolvido no CEPE (Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício), com 29 participantes pelo período de um ano identificou que 64% dos adolescentes obesos participantes do Programa de Intervenção Interdisciplinar em Obesidade em 2009 apresentavam resistência insulínica.

O complicador, nestes casos, é o excesso de tecido adiposo, que produz substâncias inflamatórias que inibem a ação da insulina, gerando um quadro de resistência. Como a insulina é um hormônio que possibilita que as células captem glicose para gerar energia para todas as atividades, a resistência insulínica pode, com o passar do tempo, levar ao desenvolvimento do diabetes tipo 2.

Estes adolescentes, se portadores de dislipidemia e diabetes, terão ainda mais chances de desenvolver aterosclerose na fase adulta, uma doença crônica e progressiva caracterizada pela formação de placas de gordura na artéria carótida, que podem levar a acidente vascular cerebral (AVC).

Boas notícias

Embora o estágio considerado pré-diabetes tenha sido verificado em mais da metade dos adolescentes durante o estudo, este índice foi reduzido para 17% por meio da prática de exercício físico três vezes por semana, intervenções nutricionais e psicológicas em grupo uma vez por semana, e individuais nos casos mais graves, além de consultas médicas com endocrinologista uma vez por mês.

De acordo com Priscila Sanches, mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Unifesp, “o principal objetivo do projeto foi verificar se o tratamento interdisciplinar em jovens obesos poderia melhorar o perfil inflamatório e alguns marcadores assintomáticos de aterosclerose”.

Isso significa que as mudanças comportamentais e alimentares são sim capazes de contribuir não apenas para a prevenção, mas também para a redução da resistência insulínica, que por sua vez pode levar a problemas ainda mais sérios.

No entanto, sendo a obesidade uma doença multifatorial, problemas com a alimentação não são causa única. Sedentarismo, desequilíbrio psicológico, problemas emocionais e fatores genéticos também contribuem com a doença, alerta Priscila. “A medida mais urgente é a conscientização da população de que a obesidade é doença e precisa ser tratada”, adverte.

O estudo

O estudo desenvolvido no CEPE é realizado de forma integrada entre as áreas de saúde e, atualmente, engloba 10 teses, sendo cinco de mestrado e cinco de doutorado, todas pela Unifesp.

Os 29 adolescentes participantes do estudo possuíam IMC (índice de massa corporal) maior ou igual a 30 kg/m2 e com o tratamento interdisciplinar perderam de 10kg a 35kg.

De acordo com Priscila, 64% da população destes jovens apresentavam resistência insulínica ao início do estudo. Além disso, foram encontrados adolescentes com hipertensão arterial, dislipidemias, doença hepática não alcoólica, além de sinais precoces e assintomáticos de aterosclerose.

Até o final do programa, nenhum dos 41% dos participantes que apresentaram pressão arterial alta no início permanecia com o problema. A incidência de dislipidemia também foi bastante reduzida, presente em 10% dos jovens, contra os 17% iniciais.

Mesmo com estes resultados animadores, estes adolescentes serão acompanhados ainda por mais dois anos. “Não é possível fazer previsões sobre os resultados, mas já é possível notar que os jovens que recebem o apoio da família conseguem manter esse novo estilo de vida por mais tempo do que os que não recebem”, conclui Priscila.

Referência(s)

CEPE - Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício. Disponível em http://www.centrodeestudos.org.br/cenesp.html. Acessado em 05/04/2010.

Obesidade e diabetes. Sociedade Brasileira de Diabetes. Disponível em: http://www.diabetes.org.br/mais-informacoes/419-obesidade-e-diabetes. Acessado em 07/04/2010.

Da obesidade ao diabetes. Pesquisa FAPESP. Disponível em http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=1996&bd=1&pg=1&lg=. Acessado em 07/04/2010.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Gol Contra da FIFA na Luta Antiobesidade

O Fundo Mundial para a Pesquisa do Câncer (WCRF, na sigla em inglês) chamou de “gol contra” da FIFA o fato de a entidade ter fechado acordos de patrocínio para a Copa do Mundo com empresas que vendem produtos não saudáveis, “como Coca-Cola, McDonald’s e Budweiser”. A crítica vem acompanhada de preocupação pelas evidências “que mostram que a publicidade de alimentos e bebidas não saudáveis, particularmente na TV, pode ser uma causa da obesidade infantil”, afirmou Teresa Nightingale, gerente geral do WCRF e porta-voz das críticas.
Segundo o comunicado distribuído à imprensa britânica, “o WCRF acha que o torneio deveria ser uma oportunidade de promoção de um estilo de vida ativo e saudável, principalmente entre as crianças”. E prossegue: “ter estas empresas como patrocinadoras ou sócias da Copa do Mundo significa que milhões de crianças estarão expostas a campanhas publicitárias de alimentos e bebidas não saudáveis”.

O fundo mundial de pesquisa baseia suas críticas em estudo que publicou em 2007 – considerado a pesquisa mais ampla já realizada sobre alimentação, exercícios e a prevenção do câncer – que revelou vínculo entre o risco de câncer e estilo de vida.

A gerente geral do WCRF segue afirmando que “não há dúvida de que o futebol é uma boa ferramenta no combate à obesidade infantil, por ser uma forma de atividade acessível a todas as pessoas”.

Aposta no Futuro
Teresa Nightingale acrescenta, porém, que uma medida que poderia favorecer a saúde pública mundial seria “se a FIFA assumisse a dianteira anunciando que no futuro não terá empresas que comercializem produtos não saudáveis como sócios ou patrocinadores”.

Ela lembra que “o presidente da FIFA, Sepp Blatter, apoiou a campanha de Michele Obama contra a obesidade, dizendo em comunicado que ‘o esporte em geral e o futebol em particular podem ajudar a combater este problema’. E encerra: “o WCRF pede agora à FIFA que confirme estas palavras com ações firmes em futuros acordos de patrocínio”.

terça-feira, 8 de junho de 2010

FDA Lança Alerta sobre Orlistat

A Food and Drug Administration – órgão que controla alimentos e bebidas nos EUA – acaba de alertar os profissionais de saúde e consumidores sobre a ocorrência de 13 casos graves de danos hepáticos em pacientes que fazem uso de orlistat, substância utilizada em medicamentos contra a obesidade. O comunicado informa que 12 dos casos citados foram registrados fora dos Estados Unidos.

Apesar do pequeno número de ocorrências até agora, o comunicado do FDA determinou que as advertências nas bulas dos medicamentos que usam orlistat passem por uma revisão. Foram citados o Xenical, da Roche, e o Alli, da Glaxo Smith Kline. Segundo informações do FDA, em torno de 40 milhões de pessoas em todo o mundo fazem uso do orlistat e apenas esses casos de danos hepáticos foram registrados.

O alerta do FDA, no entanto, diz também que a relação causa-efeito entre o consumo de orlistat e os danos detectados nos 13 pacientes não está completamente comprovada. De qualquer maneira, a entidade acha importante que as pessoas que usam esses medicamentos sejam informadas de que os casos de danos hepáticos, embora raros, foram notificados.

O alerta ainda informa que o FDA, antes de aprovar a medicação para comércio e uso nos EUA, considerou os resultados obtidos em mais de sete ensaios clínicos, com participação de centenas de pessoas acima do peso. Após analisar os estudos, foi concluído que seus benefícios superam os riscos.

A Dra. Rosana Radominski, presidente da ABESO e membro do Departamento de Tratamento com Medicamentos da entidade, acha que é um número baixo de efeitos adversos. “Esses registros fazem parte de um estudo pós-marketing, com dez anos de acompanhamento. Com mais de 40 milhões de pacientes usando orlistat, pode-se considerar que a incidência de dano hepático foi extremamente baixa. Além disso, a relação causa-efeito ainda não foi comprovada, pois esses 13 pacientes estavam usando também medicações que podem interferir no metabolismo hepático”, explica a especialista.

“Ao considerar que o orlistat não é absorvido pelo organismo e pelas raras incidências, não há necessidade para pânico. No entanto, é importante que ninguém use medicação para emagrecer sem antes consultar um endocrinologista. Quem já usa o orlistat pode procurar seu médico para esclarecer dúvidas”, recomenda Dra. Rosana.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Procura-se Voluntários para Perder Peso

A oportunidade é boa para quem vive na Baixada Santista, SP, tem entre 15 e 60 anos , pesa de 80 a 150 Kg e deseja emagrecer. É que o Grupo de Estudos da Obesidade da Unifesp – Universidade Federal de São Paulo – abriu recrutamento de voluntários para participar de um programa gratuito antiobesidade, com noções e estímulo para que o paciente implemente mudanças no seu estilo de vida. Serão oferecidas orientações clínicas, nutricionais, psicológicas e de exercícios físicos.

Segundo as normas do programa, os voluntários devem ter disponibilidade de tempo para participar de todas as atividades propostas. Elas serão oferecidas no período da tarde ou início da noite, três vezes por semana, durante o segundo semestre de 2010.

Quem se interessar, deve fazer contato pelo telefone (13) 9740-2151, ou pelo e-mail triagem.unifesp@gmail.com, ou ainda comparecer pessoalmente à Avenida Ana Costa, 95, Vila Mathias, Santos, SP. As inscrições estão abertas de 31 de maio a 30 de julho, somente às terças-feiras (das 9h às 12h) e quintas-feiras (das 9h às 16h30m).

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Mente feminina é mais propensa a pensar em comida

O cérebro do homem tem mais "força de vontade" que o da mulher para controlar o desejo de comida, indica estudo com voluntários que ficaram 17 horas em jejum e depois foram estimulados com imagens de seus alimentos preferidos.
O experimento, realizado nos EUA, tem seu resultado publicado na edição de hoje da revista "PNAS". Para o estudo, os cientistas pediam aos participantes do teste que tentassem inibir a fome, ignorando o estímulo visual e pensando em outras coisas. Tanto homens como mulheres conseguiam diminuir a fome. O cérebro masculino, porém, revelou uma atividade menor nas áreas envolvidas com regulação de emoções. O cérebro feminino, aparentemente, continuava "ligadão" no desejo de alimento.
"Nosso estudo era sobre comparar a diferença de gênero na capacidade de inibição do desejo de comida durante estimulação. É sobre controle cognitivo", disse à Folha o principal autor, Gene-Jack Wang, do Laboratório Nacional Brookhaven, de Upton (EUA).
O estudo foi feito com 13 mulheres e 10 homens de peso normal, com média de IMC (Índice de Massa Corporal) de 24,8, considerado normal.
Depois de estimulados, os cérebros dos participantes eram examinados através de PET (tomografia por emissão de pósitrons). Os cérebros dos homens que adotavam a técnica de "inibição cognitiva" desligavam várias áreas associadas à regulação da emoção, como a amígdala, o hipocampo, a ínsula e o córtex orbitofrontal.
O estudo do grupo de Wang lembra que a capacidade de controlar emoções é fundamental, e que danos nesse sistema de inibição podem levar a distúrbios alimentares.
A interação entre genética e ambiente tem levado a uma epidemia de obesidade nos EUA, dizem os médicos. A predisposição nos genes se alia à maior facilidade de obtenção de alimentos calóricos demais.
"Nossa descoberta de uma falta de reação à inibição em mulheres é consistente com estudos comportamentais", escreveram os cientistas.
Bacon, pizza e chocolate
Os alimentos escolhidos para o teste vieram de uma lista apresentada pelos pesquisadores. Havia legumes e vegetais na lista. Mas os favoritos eram "bombas calóricas": pizza, lasanha, cheeseburger, sanduíche de bacon, queijo e ovo, sorvete ou bolo de chocolate.
"Gordura e açúcar provêm um monte de calorias. Levou milhares de anos para os nossos ancestrais descobrirem isso para nós. Não tínhamos o "luxo" disso até os últimos quarenta anos, quando pudemos produzir grande quantidade de comida a preço barato", diz Wang.
"Vários estudos recentes provaram que roedores que recebem açúcar intermitentemente se tornam tão viciados nele como se fosse álcool", diz Wang. Ele cita também uma pesquisa que monitorou centenas de homens e mulheres por 20 anos e mostrou várias diferenças no histórico de peso.
Homens ganharam em média 4,5 kg por década; mulheres tiveram ganho de 2,3 kg entre 1982 e 1992, e de 4,1 kg de 1992 a 2002. Em 1982, 90% das mulheres tinham peso normal, número que caiu para 74% duas décadas depois. Entre homens, 79% tinham peso normal em 1982 e apenas 43% em 2002.
Entre os obesos (IMC acima de 30), os números foram parecidos. Havia só 1% de homens ou mulheres obesos quando adolescentes, mas o valor subiu para 8% entre mulheres e 9% entre homens 20 anos depois.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

AMAMENTAÇÃO.

Muitas mães e gestantes não tem informações suficientes sobre o assunto, e muitas vezes, por essa razão deixam de amamentar seus bebês da forma correta ou simplesmente não amamentam pelo tempo necessário. Nesse artigo vamos esclarecer alguns mitos e dúvidas comuns referentes à amamentação

- Cerveja preta, canjica, canja, água inglesa aumentam a quantidade de produção de leite materno?

Absolutamente não! É importante que a mãe consuma quantidade suficiente de líquidos, preferencialmente água e mantenha uma dieta equilibrada. O consumo de bebidas alcoólicas é absolutamente proibido.

- O que é amamentação exclusiva?

Amamentação exclusiva é quando é oferecido para o bebê somente o leite materno como fonte de comida e bebida. E não são utilizados mamadeiras, bicos e chupetas.

- Por quanto tempo devo manter a amamentação exclusiva?

O tempo mínimo de amamentação exclusiva é de 6 meses. Este período foi estabelecido através de pesquisas e estudos com mães e bebês. Após os 6 meses de vida do bebê inicia-se a introdução de outros alimentos como: sucos, frutas amassadas e papinhas de legumes.

- O colostro não é o mesmo que o leite, então posso desprezar o colostro?

Não despreze o colostro. O colostro é rico em substâncias imunológicas e proteínas, sendo uma vacina natural para o bebê, além de ser nutritiva.

- O meu leite pode não ser forte o suficiente?

Não! O leite da mãe é na verdade adequado às necessidades do bebê. O leite fraco existe apenas em situações extremas como no caso de desnutrição profunda da mãe.

– O que é aleitamento de livre demanda?

O aleitamento de livre demanda consiste simplesmente em oferecer o peito ao bebê quando o mesmo demonstrar a necessidade, de modo geral isso acontece de 3 em 3 horas, mas se o intervalo entre as ofertas for um intervalo de tempo menor não significa que o leite não está sendo bom o suficiente. Pode significar por exemplo que a capacidade gástrica (espaço no estômago) do bebê ainda é muito pequena para mamar leite suficiente para 3 horas de intervalo.

- Quando está muito quente posso dar água na chuquinha para o bebê?

Não é necessário dar água para o bebê. É especialmente proibido o uso de mamadeiras. No caso de administração de medicamentos esses devem ser oferecidos para o bebê através de um copinho descartável de café ou uma colher. O uso de bicos de silicone, chupetas , mamadeiras e chuquinhas prejudicam a longo prazo o desenvolvimento dentário da criança e a curto prazo fazem com que o bebê perca o interesse no bico do peito da mãe e assim pare de mamar.

- Se o bebe arrotar no peito da mãe o leite seca?

Não há nenhum problema em o bebê arrotar no seu peito. O leite não secará por conta disso. A razão mais comum para o leite secar é a falta de estímulo, que consiste no simples ato de sucção pelo bebê.

- O bico do meu peito é para dentro, logo não posso amamentar?

Todas as mulheres saudáveis podem amamentar, independente do tipo do bico do peito. Muitas mulheres acreditam que a sucção é feita através do bico do peito. Mas, essa informação é errada. O que estimula a saída do leite é quando o bebê suga a aréola do seio e então o leite sai através do bico do peito. Não há nenhum problema se o bico é plano, saliente ou invertido (para dentro), como também não há nenhuma correlação no tamanho do seio.

- Se o bico do peito está rachado ou machucado, ou tenho o leite empedrado devo parar de amamentar?

Não, rachaduras e machucados no bico do peito decorrentes da amamentação não são prejudiciais ao bebê. Uma maneira prática de evitar rachaduras e futuros machucados no bico do peito é esvaziar um pouco o peito antes do bebê começar a mamar, isso ajuda a pega correta pelo bebê. Como regra geral não suspenda a amamentação exclusiva até que o seu bebê tenha completado 6 meses de vida.

- O bebê pode mamar no peito de outra pessoa que seja conhecida ou da mesma família?

Não, nunca, jamais o seu bebê deve mamar no peito de outra pessoa.E jamais amamente um bebê que não seja seu! O que pode acontecer é você ser doadora ou usuária de um banco de leite materno estabelecido dentro de um hospital, onde o leite das mães doadoras são pausterizados, examinados e armazenados de modo correto.

O ato de amamentar é algo muito importante e a falta de orientação durante a gestação fazem com que esse assunto tão sério se torne ainda mais complexo. Ler e conversar com a equipe médica de pré-natal é de suma importância. Tire todas as suas dúvidas com os profissionais da área de saúde que estejam ao seu alcance: nutricionistas, médicos, enfermeiros e psicólogos. Os benefícios e vantagens do aleitamento materno vão além do que muitos podem imaginar.

terça-feira, 18 de maio de 2010

CREATINA - LIBERADA PARA USO NO BRASIL

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA - divulgou no dia 27 de abril de 2010 a Resolução RDC Nº 18, aprovando o Regulamento Técnico sobre Alimentos para Atletas que, entre outras medidas, libera a comercialização de suplementos de creatina no país.

Em 2005, a ANVISA havia proibido a comercialização do produto por não haver estudos suficientes sobre o efeito da substância na saúde dos usuários. Cinco anos depois, com diversas pesquisas realizadas e comprovando seu efeito benéfico, volta a comercialização legal do produto.

Mas o que é exatamente a creatina e como ela age no organismo?

A creatina é um nutriente natural encontrada nos alimentos, principalmente nas carnes (bacalhau – 3,0; salmão – 4,5; atum – 4,0; carne bovina – 4,5g/kg); ela também é encontrada no próprio organismo humano, que faz sua produção através de outros aminoácidos no fígado, pâncreas e rins.

Muitos estudos sobre a suplementação de creatina tem mostrado a possibilidade de aumentar as reservas desta substância no músculo em 10 a 20%, sendo que alguns estudos mostraram acréscimo de até 50% em seus níveis totais. Essa ampliação da reserva de energia no músculo é o que tem permitido aos atletas aprimorar o seu desempenho físico.

Qualquer pessoa pode utilizar a creatina?

A ANVISA deixa claro que a utilização do suplemento é exclusivo a atletas, ou seja, ”praticantes de exercício físico com especialização e desempenho máximos com o objetivo de participação em esporte com esforço muscular intenso”.

O uso não é recomendado para praticantes de exercício físico para recreação, estética e/ou promoção da saúde, pois não necessitam de grande explosão muscular. Uma dieta equilibrada é suficiente para atender as necessidades dessas pessoas.

Cabe ressaltar que a suplementação deve ser prescrita e acompanhada por um nutricionista ou médico e que sua utilização não substitui uma alimentação equilibrada. O produto também não pode ser utilizado por crianças, gestantes, idosos e portadores de enfermidades, mesmo que estes sejam atletas.

Quais são os efeitos adversos?

Durante muito tempo, vários efeitos adversos foram atribuídos ao uso da creatina, como náuseas, diarreia, desconforto abdominal, tonturas e principalmente problemas nas funções dos rins.

Após vários estudos, pode-se dizer que o maior efeito do uso da creatina é o ganho de peso corporal. Os efeitos colaterais citados não foram comprovados. Mesmo estudos que utilizaram animais com problemas renais já pré-existentes, o uso da substância não provocou nenhum agravo.

Qual a quantidade que deve ser ingerida?

A ANVISA limita o uso de creatina a 3g por dia. Muitos estudos foram realizados com o objetivo de definir a dosagem ideal para o consumo, sendo que alguns utilizavam uma fase de saturação, oferecendo 20g ao dia, durante cerca de 5 a 7 dias, e após diminuindo a quantidade para 5g ao dia. Contudo, recentemente tem sido evidenciadas que 3 g/dia por 30 dias apresentam o mesmo efeito. Assim, altas doses (20 g/dia) seriam desnecessárias para aumentar o conteúdo deste composto no músculo.

O consumo da creatina junto com glicose aumenta o conteúdo muscular deste composto em aproximadamente 10%. Há um aumento na captação de creatina pela fibra muscular e, consequentemente, sua ingestão com esse carboidrato simples pode aumentar seu efeito.

Portanto, o consumo de creatina é comprovadamente efetivo na melhoria do desempenho esportivo. Contudo, volta-se a repetir que é essencial o acompanhamento do profissional de Nutrição aos atletas que necessitarem fazer uso da substância.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

VICIO DE DROGAS X COMIDA EM EXCESSO.

Pesquisa publicada esta semana na edição on-line da revista Nature Neuroscience encontrou semelhança entre o mecanismo molecular que leva indivíduos ao vício em drogas e aquele que está por trás da compulsão pela comida.

Coordenado por Paul Kenny, do Instituto de Pesquisa Scripps, na Flórida, Estados Unidos, o estudo buscou uma razão científica para uma situação já constatada na prática por pacientes obesos, que é a imensa dificuldade em abandonar o hábito de ingerir alimentos não saudáveis.

Após três anos, os pesquisadores conseguiram confirmar as propriedades “viciantes” dos alimentos ricos em calorias e altamente gordurosos.

Por meio de modelos animais, o estudo realizado por cientistas norte-americanos consegue demonstrar que o desenvolvimento da obesidade está diretamente relacionado à deterioração progressiva do equilíbrio químico em circuitos de recompensa do cérebro.

À medida que os centros de prazer do cérebro se tornavam cada vez menos sensíveis, os camundongos participantes do estudo passavam a comer mais rapidamente, chegando a fazê-lo compulsivamente. Ingerindo cada vez maior quantidade de alimentos, tornaram-se obesos. A compulsão pode ser comprovada quando os animais continuaram a comer compulsivamente, mesmo recebendo choques elétricos.

O que chamou a atenção dos pesquisadores foi que nos camundongos que receberam grande quantidade de drogas como cocaína e heroína, as mesmas mudanças ocorreram em seus cérebros. Para os cientistas, a explicação está nos mecanismos neurológicos subjacentes, que exerce papel importante tanto no desenvolvimento do uso compulsivo de drogas como no consumo exagerado de altos teores de calorias e gordura.

O estudo

Para o grupo de camundongos com alimentação hipercalórica, foram oferecidos alimentos com calorias de fácil obtenção e alta gordura, tais como bacon, salsicha e doces. Rapidamente a ingestão calórica dobrou, em relação à do grupo de controle.
As preferências dos camundongos pela alimentação calórica foi tão grande, que quando ofertada a dieta normal eles já não aceitavam mais. E assim permaneceram por cerca de duas semanas, passando fome, até que finalmente voltaram a se alimentar.

De acordo com os pesquisadores, isso acontece porque o corpo se adapta às mudanças, e isso inclui as comidas saborosas, que enviam estímulos ao centro de prazer do cérebro. Superestimulados, os sistemas se adaptam diminuindo sua atividade, e exigindo mais comida saborosa para evitar a recompensa negativa.

Alimentos x drogas

Constatada a semelhança entre o comportamento frente a alimentos ou drogas, os pesquisadores passaram a investigar o receptor de dopamina D2, que exerce papel importante na vulnerabilidade à dependência química e à obesidade.

A dopamina é liberada no cérebro a partir de experiências de prazer, como comida, sexo ou drogas. Quando há abuso de drogas, como a cocaína, o fluxo de dopamina é alterado, levando a eventuais mudanças físicas na resposta do cérebro à droga. O estudo mostrou que o mesmo acontece com o vício em comida. Ou seja, o consumo exagerado leva a uma resposta neuroadaptativa nos circuitos de recompensa do cérebro, semelhante ao vício de drogas, facilitando a obesidade ou a dependência de drogas.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

RISCO CARDIOVASCULAR EM PAULISTANO.

Dados do primeiro Mutirão de Avaliação de Risco Cardiovascular de São Paulo revelaram que cerca de três em quatro paulistas apresentam pelo menos três desses fatores de risco. Entre eles estão a obesidade, junto ao tabagismo, hipertensão, sedentarismo e estresse. O levantamento foi promovido pela Secretaria Estadual de Saúde e pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socespe).

Os participantes da avaliação responderam sobre hábitos alimentares, atividades físicas, níveis de estresse e possíveis práticas de orações ou meditação. Foram coletadas medidas de circunferência abdominal, pressão arterial, peso e altura.

Realizado nas cidades de São Paulo e Campinas em meados de 2009, o trabalho teve a participação de 97.502 pessoas, sendo 64.587 mulheres e 32.915 homens atendidos nas unidades básicas de saúde, hospitais e postos de saúde. O Mutirão revelou que 26,7% apresentam risco moderado de desenvolver doenças cardiovasculares e 39,5%, baixo risco - que podem levar a infartos e acidente vascular cerebral (AVC).

Entre a população masculina avaliada, 42,84% têm alto risco, 29,11% apresenta risco moderado e 33,24%, baixo risco. As mulheres apresentam números menos preocupantes: 29,11 estão na faixa de alto risco, 28,23% apresentam risco moderado e 42,66% têm baixo risco.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Câmara Obriga Alimentação Saudável nas Escolas

Acaba de ser aprovado, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara Federal, o Projeto de Lei (PL) 127/07, que obriga creches e escolas do ensino fundamental – públicas e particulares – a comercializarem apenas alimentos saudáveis em suas cantinas, conforme critérios a serem anunciados pelas autoridades sanitárias. O PL é de autoria do deputado Lobbe Neto (PSDB-SP).

De acordo com o texto do Projeto de Lei aprovado, as escolas não poderão comercializar alimentos não saudáveis, sob nenhum pretexto, nem veicular publicidade desses produtos. Os estabelecimentos públicos e particulares ficam sujeitos às penas previstas na Lei 6.437/77, que define as infrações à legislação sanitária federal.

Aumento da Obesidade
O deputado Lobbe Neto, autor da proposta aprovada, lembra que o aumento da incidência de obesidade infanto-juvenil tem sido responsável pelas taxas crescentes de diabetes e hipertensão, por exemplo. Ele comentou que obesidade e diabetes já foram, num passado nem tão distante, doenças típicas de idades mais avançadas. “O consumo de guloseimas, refrigerantes, frituras e outros produtos calóricos não nutritivos, preparados com conservantes, tem sido fator determinante e responsável pelas doenças precoces e outras insuficiências enfrentadas pela população infanto-juvenil”, concluiu.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Cirurgia da obesidade - oque pode -oque não pode

Saiu no Diário Oficial da União uma nova resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre as técnicas de cirurgia de obesidade. É um documento importante.Vai ajudar a definir o que pode e o que não pode ser feito nessa área tão cheia de promessas – nem sempre baseadas em ciência consistente.

Um novo tipo de cirurgia foi aprovado. É a gastrectomia vertical. Nessa técnica, 80% do estômago é cortado e removido. O paciente sente menos fome, come menos, mas os nutrientes costumam ser absorvidos normalmente. Ela já vinha sendo oferecida por vários médicos, mas só agora tem o aval da entidade.

O CFM também enfatizou quais pacientes podem ser submetidos a algum tipo de cirurgia de obesidade. Ela só pode ser realizada em pessoas com IMC (índice de massa corpórea) acima de 40. Ou acima de 35, desde que sofram também de outros problemas graves (como diabetes, hipertensão e colesterol alto). Só podem ser submetidos à cirurgia os maiores de 18 anos. Idosos e jovens entre 16 e 18 anos podem ser operados. Mas o risco/benefício deve ser muito bem analisado.

Outra decisão importante: a cirurgia de obesidade e de diabetes realizada pelo médico goiano Áureo Ludovico de Paula não está entre as novas técnicas aprovadas. A interposição ileal, como é chamada, continua sendo considerada experimental. Ou seja: o cirurgião não pode cobrar pelo procedimento e os pacientes precisam estar inscritos em um protocolo de pesquisa devidamente registrado na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Isso garante que os voluntários compreendam os riscos envolvidos e sejam tratados gratuitamente em caso de complicações.

Essa história tem dado pano pra manga. Áureo afirma ter operado mais de 450 pacientes nos últimos anos, entre eles celebridades como o apresentador de TV Fausto Silva e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). A procuradora Léa Batista de Oliveira, do Ministério Público Federal, entrou com uma ação civil pública contra o médico (pela prática de cirurgia experimental em desconformidade com a legislação brasileira). Ela recebeu denúncias de 12 supostas vítimas que relataram sete mortes. Áureo diz ter farta documentação científica a seu favor. “O que eu faço não é ilegal nem experimental.” O assunto está nos tribunais.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Hipertensão em adolescentes obesos.

Publicada na revista Ciência & Saúde Coletiva, pesquisa realizada no Mato Grosso do Sul conclui que a hipertensão pode ocorrer em adolescentes obesos e atinge tanto os rapazes (15,8%) quanto as meninas (26,4%). A faixa etária dos 129 jovens estudados foi de 7 a 14 anos, mas a incidência de hipertensão se mostrou maior (52,4%) nos adolescentes entre 13 e 14 anos.

O grupo estudado - entre agosto de 2005 a julho de 2006 - é de pacientes de um programa de obesidade infanto-juvenil do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), que atende apenas crianças e adolescentes com diagnóstico clínico de obesidade e encaminhamento médico para atendimento especializado.

Estratégias de Diagnóstico e Tratamento
Segundo Joel Saraiva Ferreira,autor do artigo - do Instituto Superior da Funlec - o outro é Ricardo Dutra Aydos, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – o estudo revela que “é necessário que estratégias de diagnóstico e tratamento das doenças cardiovasculares e, particularmente, da hipertensão arterial, também sejam direcionadas para a população infanto-juvenil”.

Segundo o pesquisador, “para isso o próprio diagnóstico de casos de obesidade em crianças e adolescentes já poderá apontar um grupo de indivíduos potencialmente aptos a serem acompanhados, visando à diminuição do índice de massa corporal e do percentual de gordura corporal”.

Os Riscos
Responsável pelo Departamento de Obesidade Infantil da ABESO, a Dra. Lilian Zaboto concorda com o resultado da pesquisa, afirmando que “realmente, crianças e adolescentes obesos têm risco elevado de hipertensão arterial, além das alterações nos níveis de colesterol e triglicérides, o que pode levar à Síndrome Metabólica e risco de Diabetes Tipo 2”.

A especialista prossegue comentando que na prática clínica observa-se “um número elevado de crianças e adolescentes obesos com níveis de pressão arterial elevados. A boa notícia é que, ao perderem peso, na maioria das vezes estes índices se normalizam”. A Dra. Lilian Zaboto faz um alerta: “não podemos esquecer que a hipertensão arterial e alterações do colesterol têm grande relação com risco de infarto e acidente vascular cerebral na vida adulta”.

terça-feira, 13 de abril de 2010

AC. URCO E DAC.

O risco cardiovascular independente, atribuído ao ácido úrico, não integra as estratégias de estratificação de risco cardiovascular das principais diretrizes européias, norte-americanas ou nacionais.
Entretanto, em um estudo observacional realizado na Áustria, que envolveu mais de 83 mil homens (com idade média de 41,6 anos), avaliou em seguimento médio de 13,6 anos o valor do ácido úrico sérico.
Os autores mostraram que a concentração de ácido úrico no quintil superior foi associada à maior mortalidade por insuficiência cardíaca (HR ajustado 1,51; IC 95% 1,03-2,22) e para o acidente vascular cerebral (HR ajustado 1,59; IC 95% 1,23-2,04), quando comparada ao quintil inferior.
Entretanto, essa elevação laboratorial, não foi associada com mortalidade por doenças aguda, subaguda ou crônica da DAC após ajuste para outros fatores de confusão (p = 0,12).
Desta forma, apesar de fazer parte de qual normatização de exames laboratoriais para check up rotineiro, os autores concluíram que os níveis de ácido úrico estão independentemente associados com maior risco de mortalidade por insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Alimentos Muito Calóricos Viciam como Drogas

Lançado uma pesquisa na Florida, EUA, onde concluiu que o uso frequente e abusivo de alimentos com alto valor calórico pode viciar tanto quanto nicotina ou cocaína. Ou seja, mostrou que o consumo desse tipo de alimento pode desencadear no cérebro respostas semelhantes às de um dependente quimico.

O estudo identificou, em ratos com sobrepeso, queda nos níveis de dopamina – uma substância ligada à sensação de prazer - semelhante ao que ocorre com dependentes de drogas.

Paul Kenny,autor do trabalho, explica que o trabalho se baseou em dois tipos de alimentos: aqueles com alto valor calórico e comidas consideradas saudáveis, oferecidos para três grupos de ratos. O primeiro recebeu dieta balanceada; o segundo grupo foi contemplado com comida saudável, mas durante uma hora, diariamente, tinha acesso a alimentos com alto valor calórico; e os do terceiro grupo receberam unicamente uma dieta calórica. Este último grupo logo se tornou obeso.

Paul Kenny afirmou ao final da pesquisa que a obesidade pode gerar compulsão por alimentos. E mais: que “tratamentos aplicados em outras formas de compulsão, como o vício em drogas, podem ser eficazes na terapia contra a obesidade”.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Medicamentos podem fazer muito mal quando usados de forma errada

Assistam esse video

http://www.redetv.com.br/portal/Video.aspx?124,28,99146,Entretenimento,Manha-Maior,Alerta-Remedios-para-emagrecer-oferecem-riscos-a-saude

terça-feira, 30 de março de 2010

NUMERO DE OBESOS NO BRASIL.

Números que pesam

41% da população brasileira se encontra acima do peso.

As mulheres obesas somam 42%; os homens, 38%, e as crianças, 35%.

Apenas 27% dos solteiros estão com sobrepeso, contra 52% dos casados e 59% dos viúvos.

12% dos adolescentes estão acima do peso e 58% dos idosos estão nesse grupo.

46% das pessoas com alta escolaridade são obesas, contra 44% daquelas com baixa escolaridade.

44% dos gordinhos estão na Região Sul.

59% das pessoas com problemas de saúde estão acima do peso.

O consumo de refrigerantes e leite condensado é 20% maior nos domicílios com obesos. Maionese, 75% maior que a média, e salgadinhos, 66%.

Fonte: IBGE

segunda-feira, 29 de março de 2010

Pascoa e chocolate

O chocolate é uma delícia apreciada o ano todo, mas o consumo é sempre maior na Páscoa. Ele possui bastante vitaminas, minerais, magnésio e ácido oléico, é uma excelente fonte de energia, apesar de seu elevado teor calórico, principalmente em gorduras. Substâncias contidas no chocolate podem ser benéficas à saúde e principalmente ao coração.

A presença do ácido oléico, encontrado no cacau, é interessante para controlar os triglicérides (gorduras) e aumentar o bom colesterol (HDL, mas tambem possui gorduras de má qualidade.

Então para quem quer perder peso, coma pouco.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Vacina H1N1 em obesos.

Vai de 22 de março até 2 de abril a segunda etapa da campanha de vacinação contra a gripe H1N1. Neste período serão vacinados os doentes crônicos – entre eles os obesos grau III , antigos obesos mórbidos – as grávidas e crianças com menos de 2 anos.

Nas três fases da campanha, - a primeira começou a 8 de março, com final da terceira etapa previsto para 21 de maio - o país oferecerá vacinas para mais de 91 milhões de pessoas.

Segundo o Ministério da Saúde, o objetivo não é conter o vírus da gripe pandêmica – já presente em 213 países e territórios -, mas proteger os grupos mais vulneráveis a doenças respiratórias graves, que podem ser fatais.

quinta-feira, 18 de março de 2010

CONSUMO DE FRUTAS E VERDURAS

Por Beth Santos

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) disponibilizou recentemente em seu site os primeiros quatro folhetos que pretendem estimular a população a consumir mais frutas, legumes e verduras. Estudos mostram que estes alimentos correspondem a apenas 2,3% das calorias totais ingeridas pela maioria dos brasileiros, o que é somente um terço da recomendação mínima diária (400 gramas de frutas e legumes) da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O projeto da Embrapa de incentivar o consumo de alimentos mais saudáveis vem sendo desenvolvido desde 2007, no Rio de Janeiro. Entre outras ações em empresas, escolas, creches – oficinas de culinária, palestras etc – foram desenvolvidos os seguintes folhetos: 12 passos para uma alimentação saudável; Promover o consumo de frutas, legumes e verduras – estratégia de saúde da família; Promover o consumo de frutas, legumes e verduras – Programa de alimentação escolar; Promover o consumo de frutas, legumes e verduras – Escolas e creches.

O primeiro livreto citado segue as diretrizes do Ministério da Saúde, orientando para o baixo consumo de sal e gordura, a redução do consumo de açúcar, o aumento do consumo de frutas legumes e verduras, a prática de atividades físicas etc.

Segundo a coordenadora do projeto, Virgínia Matta, os folhetos visam os agentes de saúde, professores, merendeiras, gestores das escolas e creches e a população em geral. A coordenadora informa que outras documentos serão divulgados até o final do ano, quando o projeto se encerra.

quinta-feira, 11 de março de 2010

PERDA DE GORDURAS

Principais tópicos

- Pessoas muito ativas, quando pretendem perder peso, modificam seus hábitos alimentares porque já apresentam um gasto energético elevado.
- Para reduzir os riscos de um efeito adverso para a saúde e para o desempenho, a perda de peso não deve exceder a 1 a 2% do peso corporal por semana.
- O peso ideal a ser alcançado por um atleta, deve estar baseado em: composição corporal normal, tempo para perder o peso, histórico sobre o peso corporal, e regras específicas da modalidade esportiva.
- A recomendação dietética básica para perder peso consiste na diminuição na ingestão de energia (500 a 750kcal/dia), diminuição na ingestão de gorduras (20 a 25% do total de energia ingerida), ingestão moderada de proteínas (15 a 25% do total de energia ingerida, porém não ultrapassar 2g/kg de peso corporal/dia), e elevada ingestão de carboidrato (60 a 70% da energia).
- Evite a dependência de suplementos e modismos dietéticos.


Introdução

Muitos atletas e mesmo pessoas não praticantes de esportes acham que devem perder peso, mesmo os que não estão com o peso acima do normal. Entre os atletas, estão incluídos aqueles que se beneficiam com a redução de peso corporal e/ou gordura. Como por exemplo, temos os corredores que gastam menos energia se reduzir o seu peso, e os jogadores de basquetebol, que com um peso menor podem apresentar uma maior impulsão nos rebotes. Também estão nessa situação, porém com objetivos diferentes, os lutadores e outros atletas, que praticam esportes categorizados pelo peso corporal. Neste caso, a diminuição do peso visa competir em categorias inferiores , onde tem maiores chances de vencer.
As modificações dietéticas apresentam resultados muito mais rápidos, com relação à perda de peso, que apenas a prática de exercícios. Os participantes de programas de condicionamento físico, imaginam que a s atividade s desenvolvidas durante cerca de 30min., vários dias da semana, com uma intensidade moderada, como preconizado pelas organizações que orientam na prevenção de doenças originadas pela pouca atividade física, levam a uma perda de peso significativa. As atividades físicas desenvolvidas nas condições preconizadas necessitam apenas cerca de 100kcal/dia. Se a pessoa não modificar seus hábitos alimentares, ela levará cerca de um mês para perder cerca de 500g de gordura (3.500kcal). Para perder massa gordurosa rapidamente é necessário mudar o hábito alimentar.

Guia Básico para atingir as metas de emagrecimento

Nem todas as pessoas que desejam perder peso precisam necessariamente emagrecer. Por exemplo, uma mulher magra, corredora, que apresenta 13% de gordura em sua composição corporal, é questionável se ela vai manter um bom estado de saúde se perder peso. O Colégio Americano de Medicina Esportiva, em 1996, sugeriu que os lutadores deveriam apresentar um mínimo de gordura. Essa organização recomendou 5% como o mínimo para homens e 12-14% para as mulheres. Mais recentemente a Associação Atlética Nacional Colegial (ncaa), determinou que os lutadores do sexo masculino não poderiam competir se apresentassem menos de 5% de gordura em sua composição corporal (Natl. Coll. Atl. Assoc., 1998), e as autoridades controladoras dos campeonatos de lutas em nível colegial, determinaram um mínimo de 7% (Opplinger et al., 1995). Essas orientações são restritivas para um mínimo de gordura corporal, não significa que são a quantidade ideal. As recomendações sobre a composição corporal ideal devem ser bastante flexíveis, para englobar diferentes biótipos e históricos de peso corporal. Não existe nenhuma evidência de que o desempenho atlético em qualquer esporte melhore com a diminuição da massa . Em alguns casos, como está representado no artigo final deste informativo, o emagrecimento feito de uma maneira imprópria pode ser prejudicial.
A determinação da gordura corporal é feita tradicionalmente pelas medidas das dobras cutâneas, e em alguns esportes, incluindo as lutas (Roberts, 1998), existe uma equação para calcular a gordura corporal com o uso de compasso. Concomitantemente, pode ser feita uma determinação da massa magra do atleta, e o peso corporal ideal pode ser calculado usando a equação apresentada no final deste informativo. Para usar essa equação é necessário determinar a quantidade de gordura desejada, e essa decisão deve levar em conta diversos fatores como:

- A média de gordura corporal encontrada entre os atletas desse esporte em particular, assim como a posição que o atleta ocupa.
- O tempo disponível para que a perda de peso ocorra (de acordo com as novas orientações da NCAA para lutadores, a perda de peso não pode ser superior a 1,5% do peso corporal /por semana ou cerca de 1kg por semana).
- O histórico do peso corporal (ou seja, os atletas não devem apresentar um peso corporal inferior ao menor peso de um adulto que ingere uma dieta saudável).
- Regras para um mínimo de gordura em um esporte em particular.
Os atletas devem ser orientados por um nutricionista na execução de seu programa alimentar de emagrecimento. O profissional deve ser cauteloso na sua orientação, visto que os atletas levam algumas sugestões a extremos. Como exemplo, podemos citar o caso de algumas fisioculturistas , que reduziram a ingestão de gordura a um mínimo de 6% do total de energia, pois sugeriu-se que diminuíssem a quantidade ingerida. Esses extremos levam a uma deficiência de vitaminas e sais minerais desnecessários para perder peso. Nos casos de um comportamento alimentar extremo, os atletas devem ser alertados à respeito dos perigos envolvidos.
No entanto, algumas pessoas não conseguem alterar facilmente seu comportamento alimentar. A análise das desordens comportamentais alimentares não é o escopo principal deste artigo, porém caso ocorra a suspeita de um comportamento alimentar anormal, o caso deve ser enviado para o profissional apropriado.

Revisão da literatura
Estratégias Dietéticas Eficientes para Perda de Peso

Primeiramente deve-se conhecer qual a estratégia e/ou estilo de vida que apresentam melhores resultados no que diz respeito à perda de peso a um longo prazo. Uma das estratégias utilizadas é quantificar as calorias ingeridas diariamente , jejum esporádico e a eliminação de dieta de alimentos ricos em calorias ou com alto teor de gorduras. Pergunta-se: existe alguma evidência que essa estratégia é superior à outras? Um grupo que vem estudando essa questão nos Estados Unidos é o Registro da Perda de Peso ("Weight Loss Registry"). São pessoas que perderam cerca de 15kg e mantiveram-se nessa situação por pelo menos 1 ano (Klem et al., 1997). A maioria dos componentes desse grupo aumentaram a sua atividade física como recurso auxiliar para perder peso. As três principais estratégias utilizadas por esse grupo foram: limitar a ingestão de certos alimentos(88%), limitar a quantidade ingerida de alimentos (44%), e cortar as calorias (44%). Cerca de 1/3 dessa população limitou a ingestão de alimentos gordurosos e 25% contou a quantidade de gordura ingerida. Nas anotações sobre a quantidade de alimentos consumidos, foi observado que eles ingeriam 24% de calorias lipídicas diariamente.
Dados obtidos com homens selecionados para uma pesquisa sobre "Intervenção em Fatores Múltiplos de alto risco"(IFMAR), identificaram que mudanças na ingestão de nutrientes e alimentos estavam associadas à alterações no peso corporal como resposta do organismo (Stamler & Dalecek, 1997). A perda de peso estava diretamente relacionada com:
a) diminuição no consumo de açúcar, colesterol e energia, pela redução na ingestão de alimentos ricos em gordura s, gorduras visíveis, ovos e açúcar refinado como doces biscoitos e salgadinhos.
b) aumento da ingestão total de carboidratos e fibras por meio da ingestão de pães, cereais, frutas e vegetais, como compensação na ingestão de gorduras.
Mais de 170 mulheres que apresentavam um alto risco de câncer na mama, foram orientadas no sentido de diminuir o consumo de gorduras ,como parte de um processo para diminuir a incidência de câncer mamário (Sheppard et al.,1991). Mesmo não sendo o objeto da orientação a perda de peso, foi observado que o grupo que diminui a ingestão de gordura de 33% do total de energia para 22%, perdeu em um ano 3,1kg, enquanto o grupo controle perdeu apenas 0,4kg.
Em resumo, os estudos feitos a longo prazo com homens e mulheres, demonstraram que o aumento na ingestão de gorduras está associado ao aumento de peso corporal, e a redução da sua ingestão, à perda de peso. As pessoas têm uma propensão maior a perder peso quando a ingestão de gordura é da ordem de 20 a 25% do total de energia consumida.

Guia dietético para perder peso

Várias organizações profissionais têm feito uma série de recomendações de mudanças em hábitos alimentares com o intuito de desenvolver a perde de peso. Muitas das recomendações sugerem uma redução modesta na ingestão calórica e o consuma de uma dieta balanceada que promova uma redução no peso corporal da ordem de 0,5 a 1 kg por semana. Como exemplo, podemos citar a American Dietetic Association (1997) que recomenda que o indivíduo se alimente com saúde, e não faça dieta com ingestão calórica baixa. As características de uma dieta para perder peso são praticamente iguais àquelas recomendadas normalmente (ricas em carboidratos complexos, fibras, frutas e vegetais, produtos com baixo teor de gordura, carnes pouco gordurosas ou alimentos alternativos). A American Heart Association (1997) que recomenda que o indivíduo Tem um posicionamento semelhante, porém apresenta uma recomendação especial, a quantidade total de calorias ingeridas pelos homens não deve ser inferior a 1.500kcal/dia, e para as mulheres 1200kcal/dia , também é recomendada a ingestão de 15% de calorias de origem protéica , menos de 30% de origem lipídica e no mínimo 55% de origem de carboidratos. Quanto aos líquidos, ingerir de 1,5 a 2 litros/dia. Os alimentos escolhidos devem ser ricos em micronutrientes para garantir que a dieta ingerida esteja dentro dos padrões recomendados (RDA) para vitaminas e minerais. A densidade de nutrientes na alimentação (quantidade de nutriente por kcal de alimento), é um conceito bastante enfatizado quando justifica que é preferível ingerir um sanduíche de peito de peru ao invés de uma fatia de bolo com baixo teor de gordura. A explicação é de que a fatia de bolo tem menos nutrientes e muita caloria.

Dietas para controlar o peso

As pesquisas estão cada vez mais aprimoradas no sentido de atingir uma orientação alimentar para perda de peso com segurança, e determinar porque algumas pessoas que ingerem a mesma dieta apresentam comportamentos diferentes quanto ao processo de emagrecimento. Gêmeos idênticos tem sido usados para demonstrar se existe um componente genético que explique as diferenças que ocorrem quanto à perda de peso. Vários estudos foram feitos com gêmeos idênticos que foram super e sub alimentados, de maneira a terem um balanço energético similar, ou seja, um balanço energético negativo de 100kcal/dia. Teoricamente, todos deveriam apresentar a mesma perda de peso, porém ocorreu uma grande variação entre os indivíduos estudados. Por exemplo, em um grupo estudado durante 93 dias, a perda de peso variou de 1 a 8kg (Bouchard et al.,1994). Porém, quando a comparação foi com os seus pares, as alterações no peso corporal foram semelhantes. Esta pesquisa demonstrou existir um componente genético que responde a um balanço energético negativo de maneiras diferentes quanto à perda de peso, portanto não é possível esperar que todas as pessoas respondam da mesma maneira na perda de peso, com a mesma dieta, mesmo quando o tempo de ingestão da dieta seja o mesmo.

Gordura Alimentar

A maioria das recomendações dietéticas para perder peso, incluem uma redução na ingestão de gordura de 30% ou mais do total de energia. Normalmente, um adulto americano ingere cerca de 34% de calorias originárias de gorduras em sua alimentação. Essa quantidade é menor que aquela ingerida nos anos 70, mas isso é devido ao fato de que o total de energia ingerida diminuiu em 200kcal. A quantidade total de gordura ingerida pelos americanos não mudou. Atualmente, somente cerca de 25% das mulheres adultas e 21% dos homens consomem a quantidade recomendada "menos de 30% de calorias originárias de gorduras".
A ingestão de gordura aumenta o potencial do organismo em ganhar peso por diversas razões, incluindo os seguintes fatos:

- As gorduras apresentam uma alta densidade energética; têm o dobro da quantidade de energia encontrada na mesma quantidade de carboidrato ou proteína.
- Os alimentos ricos em gordura geralmente são mais saborosos e desejados pela maior parte das pessoas, portanto elas tendem a ingerir mais esses alimentos.
- As gorduras são bem digeridas e assimiladas, portanto a energia gasta nesses processos é pequena quando se ingere alimentos gordurosos.
- A ingestão de gorduras não estimula a sua oxidação, enquanto a ingestão de carboidratos estimula o organismo a queimá-lo.

Uma série de estudos laboratoriais demonstraram que o aumento na ingestão de gorduras aumenta também a ingestão espontânea de energia em pessoas com peso normal Poppitt & Swan,1998). Este fato ocorre porque alimentos ricos em gordura apresentam uma densidade energética maior ou seja, a ingestão da mesma quantidade de alimentos fornece ao organismo maior quantidade de calorias. Esse fato pode ser constatado pela observação de que a quantidade de alimento ingerido é a mesma, porém a quantidade de energia é maior, e a tendência é aumentar linearmente, pois os alimentos apresentam uma maior densidade energética.
Diversos estudos vêm demonstrando que a diminuição na ingestão de gorduras auxilia na perda de peso. Por exemplo, Carmichael et al. (1998) aconselhou um grupo de mulheres que pretendiam perder peso, a reduzir a ingestão de gorduras por um período de 3 meses. A média da ingestão de gorduras, obtida através de questionários recordatórios, caiu de 36 para 22% de calorias, e este fato repercutiu na perda de peso. Aquelas mulheres que ingeriram menos gorduras em sua alimentação, obtiveram os melhores resultados quanto à perda de peso nos 3 meses. Também, todas as mulheres que reduziram a quantidade de gordura na alimentação a níveis abaixo de 40g perderam peso.
Em outro estudo, feito com mulheres obesas, portadoras de diabetes mellitus não insulino-dependentes, metade dessas mulheres foram submetidas a uma restrição alimentar (1000-15000kcal/dia) enquanto a outra metade teve a mesma redução calórica, porém ingeriram 20g menos de gordura por dia (Pascale et al.,1995). Os dois grupos perderam peso, porém o grupo que além de ter a diminuição calórica ingeriu menos gordura, apresentou uma redução no peso corporal 70% maior após 16 semanas, a manteve durante 1 ano uma redução de peso 5 vezes maior do que o grupo que teve apenas restrição na ingestão de energia. Este fato demonstra que a educação alimentar, principalmente no que diz respeito à redução na ingestão de gorduras deve ser uma das metas para um emagrecimento sustentado.
Com base nos dados acima, pode-se deduzir que a redução na ingestão de gorduras para perder peso só é válida se houver também uma redução na energia consumida. Se o total de energia na dieta permanecer o mesmo, a redução na ingestão de gorduras terá pouco significado, ou mesmo nenhum, na perda de peso.
Golay et al. (1995), alimentou durante 6 semanas pacientes obesos divididos em dois grupos recebendo cada um 1000kcal/dia, sendo que um grupo recebia uma dieta rica em gordura (53%) e outro uma dieta pobre (26%). Os resultados obtidos foram os mesmos, embora a quantidade de gordura tenha sido bem diferente, logo, concluíram que a ingestão calórica é mais significativa para o emagrecimento.
Em resumo, pesquisas recentes demonstram que o aumento na ingestão de gorduras provoca um aumento passivo significativo na ingestão de energia e a redução na ingestão de gorduras quase sempre vem acompanhada de uma diminuição na ingestão de energia, portanto, a redução na gordura dietética tende a ser um fator importante na redução do peso corporal.

Proteína Alimentar

A ingestão de proteína causa um aumento na atividade metabólica bem superior à causada por carboidratos e gorduras. Esse aumento está diretamente relacionado com o gasto na digestão e absorção das proteínas, que é conhecido como efeito térmico dos alimentos (ETA). Existe muita controvérsia a respeito da magnitude e relevância do ETA. Em outras palavras, ETA pode não ser um fator importante no controle do peso corporal. Westerterp et al.(1999) mensurou a quantidade de energia gasta durante 24h, consumindo uma dieta isocalórica com alto teor lipídico (60% de gorduras, 30% de carboidratos e 10% de proteína) e com baixo teor de gordura (60% de carboidrato, 30% de proteína e 10% de gordura). O gasto metabólico, após as refeições , foi cerca de 88kcal/dia na dieta rica em proteína (pobre em gordura), e o gasto energético total durante o dia foi 80kcal superior em relação à outra dieta. Embora 80kcal pareça ser uma quantidade pequena, assumindo que os outros fatores permaneçam inalterados, teoricamente ocorreria uma perda de peso da ordem de 4kg em um ano.
Croveti et al., (1998), comparou o gasto energético causado pela ingestão de alimentos, o efeito da fome e da saciedade, durante 7 horas após a ingestão de uma refeição contendo 557kcal, rica em proteína (68%) outra rica em carboidrato (69%), e outra rica em gordura (70%). A dieta rica em gordura, promoveu o maior aumento na atividade metabólica (cerca de 170kcal a mais, após as 7 horas), e a maior sensação de saciedade. Não houve diferenças na sensação de saciedade ou gasto energético com as outras dietas (ricas em carboidratos e gorduras). A despeito dos resultados obtidos com a dieta rica em proteínas, os indivíduos ingeriram em outra refeição, feita após as 7 horas, a mesma quantidade de alimentos. Os resultados mostraram que os efeitos da ingestão de uma dieta rica em proteínas desapareceram 7 horas após sua ingestão, reduzindo as possibilidades de observar se podem ocorrer efeitos na saciedade antes desse período.
Skov et al. (1999), testaram a possibilidade de uma dieta rica em proteínas apresentar um efeito mais significativo na perda de peso em pessoas obesas. Trabalhou com 65 pessoas obesas, para as quais foi oferecida uma dieta rica em proteínas 25% do total de energia ) e pobre (12%). Após 6 meses, aqueles que consumiram a dieta rica em proteínas perderam mais peso (8,9_5,1kg) e mais gordura (7,6_4,3kg) do que os que comeram a dieta pobre em proteínas. Também foi observado que 35% do grupo que recebeu a dieta rica em proteínas perdeu mais de 10Kg, comparativamente com o outro grupo, onde apenas 9% perdeu esse peso.
Somente alguns estudos foram feitos para verificar os efeitos das proteínas dietéticas na perda de peso em pessoas normais ativas ou em atletas. Entretanto, em um estudo feito em nosso laboratório, foi observado que homens que treinavam resistência, e que consumiram uma dieta pobre em energia por 7 dias (18kcal/kg peso/dia) e consumiram dietas ricas ou pobres em proteínas (0,8 ou 1,6g/kg) perderam o mesmo peso corporal (cerca de 3,8kg), porém, o grupo que ingeriu mais proteína, perdeu menos nitrogênio (Walberg et al., 1988).
De uma maneira geral, existem bem poucos trabalhos estudando as manipulações das proteínas dietéticas, comparativamente com as gorduras, na perda de peso. Portanto, as conclusões seguintes devem ser consideradas como preliminares, até que outras investigações científicas as confirmam:

- A proteína dietética aumenta o efeito térmico das refeições.
- Dietas ricas em proteínas aumentam a sensação de saciedade.
- Dietas ricas em proteínas aumentam a perda de peso corporal comparativamente com dietas normoprotéicas.
- A retenção protéica é maior quando durante um regime para perder peso é ingerida uma dieta rica em proteína.

As dietas ricas em proteínas são potencialmente perigosas, pois existe a possibilidade de ocorrer um aumento na ingestão de gorduras, perda excessiva de cálcio através da urina, elevação nos níveis da amônia sérica e disfunção renal ( American Dietetic Association,1993). Não é recomendável a ingestão de mais de 20 a 25% de proteína do total de energia (2g de proteína/kg/dia).


Carboidrato Alimentar

A ingestão adequada de carboidratos é muito importante durante um regime para perder peso, particularmente por pessoas envolvidas em uma atividade física extenuante. A perda de peso reduz as reservas de glicogênio muscular, e as dietas pobres em carboidratos promovem uma redução ainda mais significativa nessa reserva.
Numerosos estudos demonstram que uma dieta pobre em carboidratos diminui o desempenho em atividades de resistência (Walberg-Rankin, 1995). Mesmo quando os atletas praticam esportes de curta duração e alta intensidade, sentem os efeitos da diminuição de capacidade e das habilidades físicas , quando ingerem uma dieta para perder peso, com um baixo teor de carboidratos. Como exemplo, temos os lutadores que quando consumiram uma dieta com 41%(Horswil et al.,1991) ou 55% (McMurray et al.,1991) do total de energia como carboidratos, apresentam uma diminuição no seu desempenho em exercícios de alta intensidade, enquanto que os atletas que ingeriram 66 a 70% de suas energias na forma de carboidratos mantiveram um desempenho semelhante ao anterior à dieta para perder peso. Este fato sugere que muitos atletas que procuram perder peso devem ingerir pelo menos 5g de carboidratos/kg/dia. Por exemplo, um lutador pesando 70kg, que consome 2000kcal/dia, deve ingerir 350g de carboidratos (1400kcal) por dia para manter o nível de 70% de energia oriunda de carboidratos.

Aplicações práticas e orientações para quem quer perder peso

Pesquisas recentes preconizam as seguintes estratégias para pessoas ativas que queiram perder peso:

- Estimule o atleta a perder peso antes da temporada.
- Determine inicialmente a composição corporal, hábito alimentar e atividade física.
- Baseando-se na composição corporal, determine antes da temporada começar o peso ideal, o histórico de peso corporal e tome conhecimento das regras específicas para cada esporte.
- Desestimule perda de peso superior a 1-2% / semana do peso corporal.
- Desestimule pessoas magras a perderem peso. Se suspeitar de uma desordem alimentar , encaminhe-a para um profissional treinado na área.
- Eduque os indivíduos a substituírem alimentos ricos em gordura por similares pobres nesse macronutriente.
- Estimule o consumo de frutas e vegetais. Oriente a respeito dos salgadinhos ricos em gordura, e seus efeitos negativos.
- Limite a adição de gorduras nos alimentos (óleos, margarina, manteiga, maionese, etc).
- Enfatize a importância ao ler no rótulo dos alimentos os ingredientes e a sua composição.
- Considere como elevada a ingestão de 2g/kg/dia de proteína, ou até 25% do total de calorias.
- Estimule o consumo de pelo menos 60% do calorias oriundas de carboidratos (pelo menos 5g/k/dia).

AUTOR : Janet Walberg-Rankin