quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Efeito io-io de dietas reduz tempo de vida

Peixes submetidos a dietas rigorosas tiveram 25% menos chances de viver.
Um estudo conduzido por especialistas escoceses sugere que o efeito iô-iô provocado por dietas – quando a pessoa volta a engordar após um regime alimentar rigoroso – podem reduzir significantemente a expectativa de vida.

Os cientistas, da Universidade de Glasgow, realizaram uma experiência com peixes, alimentando os animais com grande quantidade de comida para, em seguida, os submeterem a uma dieta rigorosa.

Eles perceberam que o desequilíbrio alimentar reduziu a expectativa dos peixes em até 25%.

O trabalho, publicado na revista especializada Proceedings of the Royal Society B., sugere que a diminuição na expectativa de vida não foi uma conseqüência do processo de envelhecimento acelerado dos peixes – provocado pela alimentação irregular – mas do aumento do risco de morte súbita.

As chances de morte súbita, explicaram os especialistas, foram conseqüência do “crescimento anormal” dos animais, provocado pela irregularidade em suas dietas.

“Os peixes que foram submetidos à dieta se reproduziram normalmente, mas, em média, tiveram expectativa de vida 25% menor do que a dos animais que comeram quantidades regulares de comida”, afirmou Neil Metcalfe, coordenador do trabalho.

Os especialistas acreditam que os resultados podem ser aplicados a adolescentes e crianças que fazem o mesmo tipo de regime, por estarem em fase de crescimento.

“Se fizemos o paralelo com humanos, a pesquisa pode ser aplicada a crianças e adolescentes, porque estão se desenvolvendo”, alertou o professor.

sábado, 21 de novembro de 2009

Câncer de Próstata: Mais Agressivo em Obesos

notícia serve de alerta para homens obesos: o urologista norte-americano Stephen Freedland, do Duke Prostate Center, acaba de divulgar, durante o 32º Congresso Brasileiro de Urologia, um estudo revelando que os obesos têm mais risco de apresentar tumores agressivos de próstata e o dobro de chances de reincidência. Freedland é considerado um dos maiores pesquisadores da relação obesidade/câncer de próstata.Segundo o especialista, homens obesos apresentam quatro fatores de risco que explicariam a maior agressividade do tumor: diluição do nível do PSA (que diminui conforme aumenta o Índice de Massa Corpórea); aumento do hormônio feminino (estrogênio); crescimento da próstata e consequente dificuldade de realizar biópsia; e aumento na produção de IGF1 (substância que aumenta incidência dos tumores).Freedland comentou que a relação entre obesidade e a maior incidência de câncer de próstata deve servir como um incentivo a mais para que os obesos percam peso, pratiquem atividade física e adotem uma alimentação mais saudável.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

EUA: Obesidade rduz saude em idosos

Pesquisa publicada neste mês de novembro no American Journal of Public Health afirma que a parcela da população norte-americana que se aposentou nos últimos dez anos tem menos habilidade e capacidade de cuidar de si mesma do que a geração anterior. Os pesquisadores acreditam que a explicação esteja na preocupante epidemia de obesidade.Segundo os dados publicados, na década de 60 estimava-se que 13% da população dos Estados Unidos era obesa; em 2000, o índice tinha subido para 32%. Especialistas estimam que dentro de 20 anos o problema da obesidade terá atingido 45% dos norte-americanos.O trabalho consistiu na análise de questionário respondido por 35 mil idosos nos últimos 30 anos e revelou que as habilidades dos aposentados depois do ano 2000 são, sem dúvida, mais restritas quando comparadas à qualidade de vida dos que se aposentaram nos anos de 1980 e 1990. A pesquisa levou em conta, entre as habilidades, subir e descer escadas, realizar serviços domésticos e tarefas básicas como descer da cama sem ajuda, vestir-se, comer etc.De acordo com os pesquisadores, as conclusões são preocupantes, já que sugerem que o estilo pouco saudável da população vem anulando os avanços da medicina naquele país.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Obesos não São Maioria entre Diabéticos

Estudo apresentado esta semana durante congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, em São Paulo, revelou que a maioria dos portadores de diabetes não são obesos: 67,6% dos pacientes ouvidos têm peso normal ou sobrepeso. A pesquisa ouviu 1.275 diabéticos, na faixa etária dos 18 e 75 anos, em 11.528 domicílios em cinco regiões do país. Um dos coordenadores do trabalho é o presidente do congresso da SBCBM, Dr. Luiz Vicente Berti.A pesquisa revelou que, hoje, o diabetes atinge em torno de 11% da população brasileira (ou cerca de 21 milhões de pessoas), número superior ao encontrado em levantamento realizado em 1988 pela Sociedade Brasileira de Diabetes: 7,6%. O Dr. Berti comenta que o número atual está dentro do esperado, podendo inclusive ser maior. Segundo ele, ainda não está claro se este aumento da prevalência é devido ao crescimento do índice de obesidade nos últimos anos, ou nas duas últimas décadas, “ou se sempre foi assim e o diagnóstico está melhor”.Outro Estudo Em estudo realizado pela endocrinologista Marília Brito Gomes, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, e recentemente apresentado no Congresso Mundial de Diabetes, no Canadá, revelou-se que, entre os pacientes diabéticos avaliados, 35,4% eram obesos, 42% tinham sobrepeso e 22,6% apresentavam peso dentro dos padrões considerados adequados. O trabalho foi publicado na revista Diabetology & Metabolic Syndrome.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Effects of bariatric surgery on cancer incidence in obese patients in Sweden (Swedish Obese Subjects Study): a prospective, controlled intervention tr

Background
Obesity is a risk factor for cancer. Intentional weight loss in the obese might protect against malignancy, but evidence is limited. To our knowledge, the Swedish Obese Subjects (SOS) study is the first intervention trial in the obese population to provide prospective, controlled cancer-incidence data.
Methods
The SOS study started in 1987 and involved 2010 obese patients (body-mass index [BMI] ≥34 kg/m2 in men, and ≥38 kg/m2 in women) who underwent bariatric surgery and 2037 contemporaneously matched obese controls, who received conventional treatment. While the main endpoint of SOS was overall mortality, the main outcome of this exploratory report was cancer incidence until Dec 31, 2005. Cancer follow-up rate was 99·9% and the median follow-up time was 10·9 years (range 0—18·1 years).
Findings
Bariatric surgery resulted in a sustained mean weight reduction of 19·9 kg (SD 15·6 kg) over 10 years, whereas the mean weight change in controls was a gain of 1·3 kg (SD 13·7 kg). The number of first-time cancers after inclusion was lower in the surgery group (n=117) than in the control group (n=169; HR 0·67, 95% CI 0·53—0·85, p=0·0009). The sex—treatment interaction p value was 0·054. In women, the number of first-time cancers after inclusion was lower in the surgery group (n=79) than in the control group (n=130; HR 0·58, 0·44—0·77; p=0·0001), whereas there was no effect of surgery in men (38 in the surgery group vs 39 in the control group; HR 0·97, 0·62—1·52; p=0·90). Similar results were obtained after exclusion of all cancer cases during the first 3 years of the intervention.
Interpretation
Bariatric surgery was associated with reduced cancer incidence in obese women but not in obese men.
Funding
Swedish Research Council, Swedish Foundation for Strategic Research, Swedish Federal Government under the LUA/ALF agreement, Hoffmann La Roche, Cederoths, AstraZeneca, Sanofi-Aventis, Ethicon Endosurgery.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Pesquisa Revela 50% de Esteatose Hepática em Grupo de Obesos


A Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) acaba de divulgar o resultado de estudo que revelou que cerca de 50% dos adolescentes obesos atendidos pelo Grupo de Estudos da Obesidade (GEO) do Departamento de Biociências, no Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício da Universidade apresentaram algum grau de esteatose hepática não alcoólica (acúmulo de gordura no fígado). A doença vem sendo considerada como o novo marcador da Síndrome Metabólica, que, entre outros problemas, aumenta as chances de desencadeamento de hipertensão e doenças cardiovasculares associadas à obesidade. O estudo avaliou, desde 2004, cerca de 300 adolescentes com idades entre 15 e 19 anos. Os pesquisadores observaram, entre os que apresentaram a doença, a incidência de esteatose nos graus 1 (cerca de 30% de gordura no fígado), grau 2 (entre 30% a 60%) e 3 (de 60% a 90%). O grupo diagnosticado passou por um ano de tratamento clínico e nutricional, orientação psicológica e atividade física. Metade foi bem sucedida em reduzir os níveis de gordura para índices considerados saudáveis. A coordenadora da pesquisa, Dra. Ana Damaso, explica que “a chance de cura existe, mas depende do emagrecimento. É importante que o paciente não perca peso muito rapidamente, porque, quando isso ocorre, a gordura estocada nas vísceras (região central do corpo) vai diretamente para o fígado, que não consegue sintetizá-la a contento e exportá-la novamente para a circulação, aumentando a quantidade de gordura intra-hepática”.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Evite comparações com as mulheres dos seriados de TV


Aquelas belíssimas mulheres dos comerciais de televisão ajudam a vender produtos e podem deixar algumas mulheres insatisfeitas consigo mesmas. Segundo uma pesquisa recente, isto também ocorre se a mulher for a Jennifer Aniston, a "Rachel", do seriado "Friends"
O que você acha da beleza das mulheres dos comerciais de televisão ?


Como você se sente ao se comparar com aquelas belíssimas mulheres, altas e magras dos comerciais de televisão? Se você fica meio mal, não se preocupe. Muitas mulheres se sentem assim e talvez seja esse mesmo o objetivo das propagandas: fazer com que você se compare com elas e se transforme em uma delas, obviamente comprando os produtos anunciados. Shampoos, “shakes” e aparelhos de ginástica. Até aí tudo bem. Mas e se a comparação for com uma mulher bonita e magra de um seriado cômico de TV como, por exemplo, a Jennifer Aniston, a “Rachel” do seriado “Friends”. Os episódios do dito programa não estão ali para vender nada, mas apenas para entreter. Daí que, em tese, você não deveria se sentir desvalorizada, dando umas gargalhadas, dos encontros e desencontros amorosos, de um bando de adultos americanos. Mas, infelizmente, foi isso que ocorreu com as 76 mulheres canadenses, com idade média de 20 anos que participaram de uma pesquisa sobre o impacto do seriado “Friends” sobre o grau de satisfação com a própria aparência. A explicação para o fato reside no chamado processo de comparação social, cuja dinâmica é basicamente inconsciente. A idéia é que diante de uma imagem de uma imagem de uma mulher muito atraente, a pessoa faz automaticamente uma comparação, digamos, para cima ou num nível, além do habitual. Resultado, ela se desaponta consigo mesma. Obviamente, que se ela já estava desapontada com o seu corpo, valoriza muito a questão estética e passa o dia na frente da TV se comparando, isso é ainda pior. Ou seja, mais decepção com a própria aparência. Mas apesar de inconsciente, este processo pode ser minimizado por processos conscientes incluindo aí o uso de intervenções criadas para esta finalidade. Nesta pesquisa, uma intervenção se baseava na discussão dos esforços irreais dos produtores e atrizes para obtenção daquele padrão pouco comum de beleza foi efetiva e ajudou as participantes a se sentirem melhor. Ou para ser mais preciso, “menos mal”. É possível que o tema apesar de curioso, seja irrelevante para muitas mulheres que não tem tempo de ver TV. Mas se este não é o seu caso, e você anda se sentindo feia e gorda ao assistir “Friends” ou comerciais com mulheres maravilhosas, vai aí a minha dica: mude de canal ou desligue a televisão. (Want et al, 2009. Sex Roles

sábado, 7 de novembro de 2009

Cirurgia goiana é ilegal, diz Ministério

O Conselho Nacional de Saúde, órgão consultivo do Ministério da Saúde, entrou com uma representação nesta semana no Ministério Público Federal, em Goiânia, pedindo que a cirurgia de redução de estômago criada pelo cirurgião goiano Áureo Ludovico de Paula deixe de ser realizada no País. O assunto é abordado na reportagem da revista Época. A cirurgia questionada pelo conselho é a mesma que foi realizada pelos apresentadores de televisão Fausto Silva (Rede Globo), Jorge Kajuru (SBT) e pelo senador Demóstenes Torres (DEM). O procedimento não é reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) nem pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) e também foi considerado irregular pelo conselho.Áureo Ludovico de Paula afirmou à Agência Folha que não conhece o conteúdo da representação e que prefere não comentar o assunto enquanto não for notificado. Também disse que continua realizando o procedimento. “Não tenho conhecimento do que se trata, então não tenho motivos para interromper a realização da técnica.”Jorge Kajuru disse ao DM que a ação seria um boicote “imundo e desleal” para com o médico que se preparou e estudou para desenvolver e realizar o procedimento. “Os laboratórios querem continuar vendendo remédios para os diabéticos.” Kajuru fez a cirurgia na última quarta-feira (4) e está se recuperando no Hospital Neurológico da Capital. Ele ressaltou que não sentiu dor e que está muito bem. O senador Demóstenes Torres fez a cirurgia no fim do mês de janeiro. Ele explica que a recuperação foi rápida e tranquila. “É um absurdo (a representação). Se a cirurgia experimental não fosse permitida, a medicina não teria avançado um milímetro”, contestou.

Reportagem da revista Época mostra drama de advogada

Na revista Época que chega às bancas nesse fim de semana, é mostrado o drama da advogada Daliana Kristel Gonçalves Teixeira, 31, que fez a cirurgia em 2005. Na época, ela media 1m58 e pesava 95 quilos. Como Daliana explica para a revista, o médico Áureo Ludovico disse que usaria a técnica convencional. A advogada assinou um termo de ciência, segundo o qual seria submetida a uma gastroplastia laparoscópica para tratamento de obesidade mórbida. Gastroplastia é um nome genérico que indica redução de estômago. A advogada concedeu entrevista para a Época, na qual afirma que “quando os problemas começaram a aparecer, ele (o médico) disse que eu era azarada. Ele disse que tudo o que fazia dava certo, mas em mim as coisas que ele fazia não davam certo.”Ainda na entrevista, ela afirma que vê televisão, fica na internet e tenta estudar. “O que eu posso fazer, eu faço. Mas tenho que ter muito cuidado com o dreno colocado na saída do estômago. Não posso correr nem andar muito rápido. Andar devagar e com muito cuidado, eu posso. Até porque o dreno não tem ponto”, afirma Daliana. No relatório médico apresentava o nome do novo método. A família de Daliana diz que não foi informada de que ela tinha sido submetida a uma cirurgia não-regulamentada. Eles não entendem por que Daliana foi submetida à interposição do íleo se ela nunca foi diabética.Desde o início do ano, a advogada não come e não bebe nada. Ela é alimentada por uma sonda que leva uma solução proteica diretamente ao seu intestino. Segundo o advogado de Daliana, Marcelo Di Rezende Bernardes, hoje ela gasta mensalmente, apenas com comida, R$ 5.500. Ele explica que os gastos mensais da jovem chegam a R$ 10 mil, com as refeições, exames e internações. “Até o início desse ano, todos os procedimentos que eram realizados com o doutor Áureo na paciente eram cobrados”. A família processou o hospital e o cirurgião. Eles foram condenados inicialmente a arcar com as despesas médicas e hospitalares da paciente, mas a decisão foi anulada. Atualmente a ação aguarda julgamento de recurso no Tribunal de Justiça (TJ). Daliana pede indenização por danos materiais, estéticos e morais (causados em razão da realização da experiência médica no valor de R$ 1 milhão) o pagamento das despesas médicas e uma indenização de R$ 10 milhões.O advogado explicou que quando a revista chegar nas bancas, irá providenciar outdoors similares aos que já foram colocados nas ruas de Goiânia em agosto desse ano. Marcelo afirma que deseja ver os outros pacientes que se submeteram ao método do médico Áureo Ludovico de Paula daqui alguns anos. “O cirurgião tem um ótimo marketing, além de um alto poder econômico e político”, afirma. Na quarta-feira passada, a equipe de reportagem da revista Época foi no consultório do médico Áureo Ludovico. “Ele se recusou a dar entrevista. Disse que não fala sobre sua técnica nem sobre o caso Daliana. Em sua defesa no processo que corre no Tribunal de Justiça (TJ), o médico alega que “a cirurgia não é experimental e sim uma variante técnica de uma cirurgia consagrada há mais de 20 anos”, afirma a revista. Em entrevista à revista Época, a procuradora Léa Batista de Oliveira, do Ministério Público Federal, afirma que pretende entrar com ação penal de lesão corporal e exercício ilegal da medicina contra Áureo.“Com base nas investigações que fizemos até agora, tudo indica que esse é um caso de grave violação dos direitos humanos. Estamos diante de experiências realizadas em desconformidade com todas as normas vigentes. O médico não informa devidamente os pacientes sobre os riscos da cirurgia, não tem protocolo de pesquisa, faz publicidade de uma técnica não-regulamentada e cobra por ela”, diz Léa. Ela afirma ainda que o caso de Daliana também é investigado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Estômago é reduzido em 40%

O DM publicou matéria sobre o polêmico procedimento cirúrgico em agosto desse ano. O método pode curar o diabetes tipo 2, além da obesidade, mas não é regulamentado nem reconhecido por órgãos competentes da área da saúde. A cirurgia se chama gastrectomia vertical com interposição de íleo. A explicação para o possível sucesso do procedimento está na maneira com que o íleo - fim do intestino delgado - é recolocado. Ele passa a ficar entre o duodeno e o jejuno. O íleo, quando entra em contato com o alimento, produz o GLP1 - um dos hormônios estimulantes da produção de insulina. Nos diabéticos tipo 2, a insulina aparece reduzida. O organismo produz pouco GLP1 porque a maior parte do alimento já foi absorvida antes de chegar ao íleo. A cirurgia consiste em reduzir esse percurso, para que o corpo possa trabalhar produzindo o hormônio. A cirurgia é feita por laparoscopia, com o objetivo de intensificar a produção de hormônios existentes no íleo que estimulam a ação de insulina no pâncreas. Durante a operação, o médico faz também uma redução de cerca de 40% do estômago. O paciente perde peso e, com isso, diminui a resistência do organismo à insulina. O diabetes tende a melhorar, afirma o médico e pacientes que aprovaram a nova abordagem.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Obesidade atinge 52% dos idosos de São Paulo, diz pesquisa


Mulheres são a maioria e obesidade atinge 55,9% das idosas, contra 44,6% dos homens, aponta secretaria
SÃO PAULO - Uma pesquisa inédita divulgada nesta quarta-feira, 2, pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo aponta que mais da metade dos idosos paulistas apresentam obesidade. A pesquisa foi feita entre 2007 e 2008 e avaliou 5.957 pacientes acima dos 60 anos que passaram por atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). O resultado apontou que 52% estavam acima do peso. De acordo com a secretaria, o levantamento mostrou também que a obesidade é ainda maior entre as mulheres. Os quilos extras atingem 55,9% das idosas, contra 44,6% dos homens. Alguns fatores como sedentarismo, problemas hormonais e má alimentação explicam esses dados. A obesidade pode causar hipertensão, Acidente Vascular Cerebral (AVC), enfarte, incapacidade de movimentação e diabetes, entre outros problemas."São dados preocupantes e que exigem uma atenção redobrada desses idosos. Descuidar da alimentação ou adotar um hábito de vida sedentário colaboram muito para a obesidade. É preciso lembrar também que, após os 60 anos, o metabolismo fica cada vez mais lento, o que dificulta a perda de peso", alerta África Isabel Neumann, nutricionista da Divisão de Doenças Cônicas da secretaria. Adotar ações simples pode ajudar os idosos a evitar a obesidade. É importante ter uma alimentação saudável, rica em frutas, verduras e legumes, praticar alguma atividade física, evitar alimentos gordurosos e beber bastante água durante o dia. Medidas como essas ajudam a ter uma vida com mais qualidade e saúde.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Obesidade

A obesidade tem origem nos hábitos alimentares ou nos genes? Talvez nas duas coisas. Se o combate a esta doença por meio da alimentação já é um consenso entre os médicos, um grupo espanhol de cientistas descobriu que é possível atacá-la geneticamente. Segundo o periódico Obesity, o segredo pode estar no DNA das mitocôndrias, que são transmitidos para o bebê pela mãe. As mitocôndrias são órgãos celulares responsáveis pela respiração celular, transformando glicose e oxigênio em energia. Elas possuem material genético próprio, também chamado de DNA mitocondrial. De acordo com Francesc Villarroya, do Centro de Investigação Biomédica de Obesidade e Nutrição e diretor do Instituro de Biomedicina da Universidade de Barcelona, elas podem ter grande influência sobre a obesidade. Levando-se em conta que a obesidade é o resultado de uma acumulação excessiva de gordura corporal produzida por um desequilíbrio energético, "as mutações dos genes mitocondriais podem contribuir para o desenvolvimento dessa condição, bem como influenciar muitos casos de diabetes e câncer", diz Villarroya ao jornal El País. Essa descoberta tem uma vantagem: o DNA das mitocôndrias é mais facil de ser manipulado que o do núcleo celular, não apenas em sua composição, mas também na quantidade. Já se sabe que os atletas, que se exercitam mais que outras pessoas, aumentam seu DNA mitocondrial porque precisam produzir mais energia. Os cientistas também trabalharam com outra pista: pessoas com HIV têm disfunções no metabolismo provocadas pela ingestão do coquetel de remédio, a lipodistrofia, que é uma acumulação irregular de gordura no corpo (desaparece do rosto e dos membros, mas se acumula no abdômen, por exemplo). Ela acontece por ação do remédio sobre a toxidade das mitocôndrias. Outros fármacos, como alguns usados para tratar diabetes (glitazonas), atuam de maneira inversa, e diminuem o DNA mitocondrial.