quarta-feira, 30 de setembro de 2009

BANDA GASTRICA AJUSTAVEL



Banda Gástrica Ajustável e Bypass gástrico são as cirurgias para obesidade mais realizadas no mundo
Dados apresentados no último congresso da Federação Internacional de Cirurgia da Obesidade (IFSO), realizado em Paris entre 26 e 29 de agosto, revelam um expressivo aumento do número de cirurgias para tratamento da obesidade realizadas no mundo todo, de mais de 300% nos últimos 5 anos. No Brasil, são mais de 25.000 operações realizadas por ano.
No levantamento realizado por pesquisadores norte-americanos, com base em dados colhidos das sociedades de cirurgia bariatrica de 33 países (incluindo o Brasil), o Bypass Gástrico representa 48% das operações realizadas no mundo e a Banda Gástrica Ajustável 46% . Ou seja, juntos os dois procedimentos correspondem a 94% das operações realizadas. Em sintonia com as tendências mundiais, esses são os dois procedimentos mais realizados pelo Centro de Controle da Obesidade.
Entretanto, o dado mais surpreendente foi o grande aumento do número de cirurgias de colocação da Banda Gástrica, em particular nos Estados Unidos. Especialistas daquele país afirmam que este aumento se deve a grande procura de pacientes por este método, atraídos por algumas vantagens que o diferenciam dos outros: baixo risco, ajustabilidade e reversibilidade. Além disso os bons resultados obtidos graças a programas de acompanhamento intensivo dos pacientes, semelhante ao que realizamos no Centro de Controle da Obesidade, atraem cada vez mais pacientes para esta opção de tratamento.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Como a resistência insulínica está relacionada com a síndrome metabólica e com o diabetes?



A resistência insulínica é uma condição em que quantidades crescentes de insulina são necessárias para que a resposta biológica normal seja alcançada. Embora a resistência insulínica esteja presente em quase todos os casos de diabetes do tipo 2, a maior parte dos indivíduos com resistência insulínica ainda não tem hiperglicemia mas cursa com a síndrome metabólica e está em risco de desenvolver diabetes do tipo 2. Antes do estabelecimento do diabetes, os pacientes são capazes de hipersecretar a insulina na tentativa de manter a glicemia em níveis normais. Esta progressão da secreção da insulina atinge um ponto de falência das células beta pancreáticas, quando o nível da insulina diminui e os níveis de glicemia sobem. Infelizmente, apenas quando ocorre hiperglicemia sérica é que pode ser fechado o diagnóstico de pré-diabetes. Pacientes com resistência insulínica e que ainda não desenvolveram o diabetes têm glicemia sérica normal e insulina de jejum elevada. No entanto, a medida de níveis de insulina de jejum não é recomendada na prática clínica, devido à variabilidade dos ensaios bioquímicos comercialmente disponíveis. Desta forma, freqüentemente, a resistência insulínica é a última parte da síndrome metabólica que é diagnosticada. Outro fato importante da fase pré-diabetes com resistência insulínica é que ocorre um risco de doença cardiovascular progressivamente maior com o aumento dos valores da glicemia de jejum. Desta forma, níveis de glicemia de jejum que aumentam muito acima de 90 mg/dL e/ou que aumentam progressivamente com o tempo são provavelmente resultado de resistência insulínica.



Bibliografia (s)


Ferrannini E, Haffner SM, Mitchell BD, et al. Hyperinsulinaemia: the key feature of a cardiovascular and metabolic syndrome. Diabetologia. 1991;34(6):416-22. Meigs JB, Nathan DM, Wilson PW, et al. Metabolic risk factors worsen continuously across the spectrum of nondiabetic glucose tolerance. The Framingham Offspring Study. Ann Intern Med. 1998;128(7):524-33. Khaw KT, Wareham N, Luben R, et al. Glycated haemoglobin, diabetes, and mortality in men in Norfolk cohort of european prospective investigation of cancer and nutrition (EPIC-Norfolk). BMJ. 2001;322(7277):15-8.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Estudo conclui que obesidade pode tirar até dez anos de vida

Um estudo feito a 900 mil pessoas durante 20 anos prova que a obesidade pode
chegar a tirar dez anos de vida. A investigação, publicada hoje na revista
científica “Lancet”, foi feita pela Universidade de Oxford e analisou 57 estudos
sobre o tema que tinham como alvo populações da Europa e da América do
Norte.
“O excesso de peso diminui a esperança de vida. Em países como a Inglaterra ou
os EUA, pesar um terço a mais do que seria óptimo encurta o tempo de vida em
cerca de três anos”, disse em comunicado Gary Whitlock, médico da Universidade
de Oxford e um dos autores do estudo. O inglês acrescentou que pesar um terço a
mais significa, para a maioria das pessoas, ter entre 20 e 30 quilos em excesso.
As pessoas que entraram na pesquisa foram seguidas ao longo de duas décadas,
100 mil morreram durante esse tempo. Whitlock e o seu colega Richard Peto
utilizaram o Índice de Massa Corporal (IMC) para definirem a obesidade. O IMC
mede-se dividindo o peso de uma pessoa pelo quadrado da sua altura. Um IMC
normal vai dos 18,5 aos 25, para uma pessoa que mede 1,70 metros o peso
normal varia entre os 54 e 72 quilos. A partir de um IMC de 25 considera-se que a
pessoa tem peso a mais e a partir de 30 é classificado como obeso.
No estudo, as pessoas com um IMC entre 30 e 35 (entre 87 e 100 quilos para
quem tem 1,7 metros) que são consideradas moderadamente obesas, morreram
três anos mais cedo do que se tivessem um peso normal. Os casos de obesidade
severa (com mais de 115 quilos para a mesma altura) tiveram menos dez anos de
vida – o mesmo risco associado ao tabaco. Por enquanto este tipo de obesidade
só afecta dois por cento da população.
As doenças de coração e doenças vasculares, os diabetes, cancro e complicações
relacionados com pulmões, são os principais problemas que os investigadores
conseguiram associar à obesidade. Ainda assim, Richard Peto sublinhou que deve
ser prioritário para as pessoas largarem os cigarros antes de pensarem em dietas.
“Há duas coisas que temos poder de decisão”, disse Peto referindo-se à
quantidade de alimentos que ingerimos e ao vício de fumar. “Acho que os
fumadores estão a reter a mensagem errada se continuam a fumar por pensarem
que o importante é a obesidade. Fumar importa muito mais”, acrescentou. Os
investigadores explicaram também que apesar de ser difícil emagrecer, é mais fácil
para as pessoas controlarem o peso que têm.
Dados do estudo.


Título: Body-mass index and cause-specific mortality in 900 000 adults:
collaborative analyses of 57 prospective studies
Publicação: The Lancet, publicação online a 18 de Março de 2009

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Fluoxetina é mal usada em fórmulas para emagrecer

Levantamento revela associação do princípio ativo com vários componentes Combinação com outras drogas pode potencializar efeitos, comprometer reflexos e desencadear problemas psiquiátricos

A fluoxetina, princípio ativo de antidepressivos como o Prozac, vem sendo utilizada de forma inadequada em fórmulas para emagrecer.O dado é de um levantamento feito pelo Cebrid (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas) que avaliou 39.782 receitas especiais em Santo André, na Grande São Paulo. Dessas, 10.919 continham esse princípio ativo. Os resultados estão publicados na edição mais recente do "Jornal Brasileiro de Psiquiatria".Em praticamente todas as prescrições manipuladas em farmácias (identificadas como magistrais ou de manipulação), a fluoxetina estava associada a outras substâncias normalmente indicadas para induzir a anorexia e promover a perda de peso. As mais frequentes foram benzodiazepínicos (presentes em 62,5% das receitas) e anfetaminas (em 45,8% delas).As chamadas receitas especiais se referem às 175 substâncias de venda controlada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que ficam retidas nos estabelecimentos.Nas receitas avaliadas, os autores encontraram associações de fluoxetina com, em média, de quatro a sete substâncias. Mas em um dos casos havia 22 componentes. Quase 80% das receitas eram destinadas a mulheres, segundo o estudo."Esse tipo de prescrição múltipla é compatível com as fórmulas usadas para emagrecer", explica o psicólogo Vilmar Ezequiel dos Santos, um dos responsáveis pela pesquisa. "Resultados de outros estudos feitos em outras cidades brasileiras levam a crer que o cenário é similar no resto do país."Inibição de apetiteDados da ONU revelam que o Brasil está entre os maiores consumidores mundiais de drogas para inibir o apetite. Em 2007, o país estava no topo do ranking, ao lado da Argentina e dos Estados Unidos.Segundo o endocrinologista Bruno Geloneze, vice-presidente do departamento de obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a fluoxetina nunca deve ser combinada a outras drogas em fórmulas -independentemente da finalidade terapêutica.Essa associação é mais arriscada quando inclui fármacos que, como a fluoxetina, agem no sistema nervoso central. É o caso dos derivados de anfetaminas e benzodiazepínicos."Essa interação pode levar a um aumento dos efeitos", diz o psiquiatra Adriano Segal, diretor de psiquiatria e transtornos alimentares da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica). Em combinação com benzodiazepínicos, por exemplo, pode haver aumento da sedação, o que compromete os reflexos. No caso da associação com anfetaminas, pode desencadear crises psiquiátricas.Se a associação da fluoxetina é feita com agentes de ação não-central (como diuréticos, laxantes, fibras ou fitoterápicos), também comum nas receitas avaliadas, o risco é menor. "Mas ainda assim não há justificativa" , diz Geloneze.Sabe-se que a fluoxetina pode ser usada em algumas situações para pacientes que precisam perder peso. Estudos recentes apontam benefícios em indivíduos com compulsão alimentar e nos que ganharam peso usando antipsicóticos.No entanto, ela é considerada um medicamento de segunda escolha quando a finalidade é emagrecimento. Seu uso tem que ser bem indicado e o paciente não pode ter contraindicações psiquiátricas."Todas as medicações para emagrecer podem ser usadas de forma coerente e responsável ou de forma inadequada", afirma Márcio Mancini, presidente da Abeso. "O uso desses coquetéis [que combinam a fluoxetina] é má prática."Outro dado que chama a atenção é o grande número de receitas encontradas no levantamento contendo a fluoxetina. Pouco mais de um quarto das prescrições continham a substância, independentemente de ela estar associada a outras.De acordo com o endocrinologista Bruno Geloneze, esse resultado pode ser considerado um indício do abuso desse medicamento. "Grande parte das receitas para emagrecer são feitas para quem não precisa."

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Obesidade: 9000 pessoas morreram desde 2004 à espera de tratamento

Mais de nove mil pessoas morreram em Portugal desde 2004 com problemas relacionados com a obesidade enquanto aguardavam consulta ou tratamento, assegura a Associação de Obesos e Ex-obesos de Portugal (ADEXO).
O Dia Nacional de Luta Contra a Obesidade assinala-se no sábado, mas para a ADEXO o momento não é para comemorações: "Estamos de luto pelas cerca de nove mil pessoas com obesidade que desde 2004 morreram e continuam a morrer nas listas de espera para consulta e nas listas de espera para cirurgia de tratamento da obesidade", disse Carlos Oliveira, presidente da ADEXO. A associação está de luto "não porque não se tenha feito nada, mas sim porque nada do que está feito que necessite de investimento é implementado pelos serviços do Ministério da Saúde", explicou Carlos Oliveira. O objectivo do Dia Nacional de Luta Contra a Obesidade, referiu, é chamar a atenção para as longas listas de espera para consultas e cirurgias e de pouco ter sido feito nos últimos anos. Carlos Oliveira adiantou que mais de duas mil pessoas aguardam tratamento por via cirúrgica e outros milhares esperam uma primeira consulta no Serviço Nacional de Saúde, alguns há mais de dois anos. "Todos os anos morrem em média 1500 pessoas, mortes relacionadas com a obesidade e que poderiam ser evitadas", disse. O mais recente estudo realizado em Portugal sobre a incidência da obesidade, coordenado pela médica Isabel do Carmo, revelou que mais de metade da população tem excesso de peso; 14,2 por cento destes casos são casos de obesidade. A obesidade, que a Organização Mundial de Saúde considera "a epidemia do século XXI", é uma doença crónica e constitui um dos mais graves problemas de saúde pública que Portugal enfrenta. É partindo do princípio de que se trata de um problema nacional que Carlos Oliveira considera urgente a entrada em funcionamento do plano que reduza as listas de espera. Em Portugal tem assumido especial importância o excesso de peso nas crianças e jovens. A prevalência da pré-obesidade e obesidade em idade pré-escolar, escolar e adolescente é de 31 por cento, com 10 por cento de casos de obesidade. A patologia está relacionada com um maior risco de doenças e de mortalidade precoce. Nas doenças associadas destacam-se a diabetes tipo 2 e as doenças cardiovasculares. A diabetes tipo 2, que em cerca de 80 por cento dos casos ocorre em obesos, tem prevalência crescente e neste momento já atinge crianças e adolescentes. As doenças cardiovasculares relacionam-se com estas duas condições - obesidade e diabetes - e são, a par do cancro, uma das grandes causas de mortalidade precoce.

Como o analfabetismo pode conduzir a uma “distorção de quantidades” na alimentação

Quem sabe o quanto grande é uma porção de macarrão ou um copo de sumo? Estimar corretamente a quantidade dos alimentos é fundamental para manter um peso saudável, mas um novo estudo sugere que pessoas com baixos níveis de alfabetização podem ter maior dificuldade em dimensionar e quantificar os alimentos que ingerimos. Em pessoas com elevados níveis alfabetização, é duas vezes mais provável existir uma distorção na quantidade de alimentos do que em pessoas que sabem ler escrever. Os resultados dos testes serviram para racionar uma única porção de massa, abacaxi, carne moída e outros alimentos comuns, de acordo com um estudo editado na American Journal of Preventive Medicine.
As pessoas com elevados índices de analfabetismo têm maiores problemas em estimar o tamanho correcto de uma porção, afirma Mary Margaret Huizinga, pesquisadora em John Hopkins, e que conduziu o estudo enquanto trabalhava na Universidade de Vanderbilt. Ao combinar os dados para todos os alimentos no estudo, apenas 62 por cento dos participantes serviu uma quantidade específica de alimentos com precisão.Nos alimentos individuais, "a precisão variou entre os 30 por cento para a carne e os 53 por cento para sumos", disse Huizinga.
"O atual super-dimensionamento de muitos alimentos podem levar pessoas a pensar que uma porção normal deveria ter aquele tamanho", diz ela, "e esta distorção do correcto tamanho de uma porção pode levar a excessos e contribuir para a obesidade."No estudo que contou com a participação de 164 pacientes, os pesquisadores testaram a "literacia verbal e escrita, bem como a sua compreensão de dados numéricos” em todos eles. Em seguida, mediram a capacidade dos pacientes de estimar um único serviço ou uma determinada quantia de uma variedade de alimentos.As preferências alimentares dos participantes, ou mesmo quantas vezes eles comeram um determinado alimento, não parece afectar a forma como servem e atribuem uma dimensão à porção, observa Huizinga.
Aumentar o tamanho das porções em alguns restaurantes é um fator que leva as pessoas a verem as grandes porções como o normal, mas o mesmo tipo de "distorção de porção" pode acontecer em casa, disse Jennifer Fisher, uma professora adjunta da saúde pública na Universidade Temple.Nos seus estudos sobre o quanto comem as crianças quando confrontado com entradas normais ou com excesso de quantidade, Fisher descobriu que a percepção social e cultural de "o quanto é suficiente" de uma família também influencia o discernimento do que é uma porção equilibrada nas crianças.
"Ao verem uma grande quantidade de comida na sua frente, as crianças, mas também os adultos, são levados a acreditar que alguém decidiu que esta porção é a quantidade certa a comer", afirma a investigadora.

Fonte: Medical News Today

nutrição e Bariatrica


A obesidade é definida como o acúmulo de gordura corporal em relação à massa magra. Quando este acúmulo atinge grandes proporções, segundo critérios específicos, é chamado de obesidade mórbida. O paciente obeso mórbido ingere alimentos em excesso, superdimensionando sua real necessidade física, através de hábitos alimentares incorretos. O papel do nutricionista torna-se importante no tratamento da obesidade mórbida para que se consiga reeducar o paciente para as mudanças na alimentação que inevitavelmente virão com a cirurgia.
No pré-operatório, a consulta com o nutricionista visa esclarecer ao paciente como será a evolução de sua dieta após a cirurgia. Nesta fase, são iniciadas as intervenções e mudanças no sentido de prepará-lo para as dificuldades que provavelmente irá enfrentar após a operação.
Mais tarde, no pós-operatório, são avaliados vários aspectos como a evolução da perda de peso, sintomas gastrintestinais, dificuldades em relação às novas escolhas alimentares e exames bioquímicos. Merecem atenção especial a consistência progressiva dos alimentos e a mastigação. É neste momento que se dá início à suplementação de vitaminas e minerais, com o objetivo de prevenir os eventuais déficits nutricionais causados pela redução do consumo alimentar e pela diminuição da absorção.
A orientação nutricional envolve não apenas o plano alimentar mas também as informações relativas à seleção dos ingredientes, tipo de preparo e cozimento, receitas e como atingir a consistência ideal para cada fase. Apesar de restrita, a alimentação deve ser prazerosa, diversificada e readaptada ao longo do tempo para fornecer todos os nutrientes necessários. Considerar as preferências alimentares e até mesmo os aspectos culturais de cada paciente é fundamental para a adesão ao tratamento.
Portanto, independentemente da técnica cirúrgica utilizada, deve-se prever um acompanhamento nutricional intensivo para este grupo de pacientes. Com orientação profissional adequada, é possível proporcionar ao paciente um emagrecimento sem desnutrição e sustentável a longo prazo.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Peso e doenças.




A barriga proeminente guarda uma relação estreita com o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, como o infarto agudo do miocárdio, conhecido, entre os leigos, como ataque cardíaco, e o acidente vascular cerebral, o derrame cerebral. “O aumento da circunferência abdominal é um indicador de maior risco para esses problemas”, avisa a cardiologista do Fleury, Jeane Tsutsui.
Mas não é só isso. A gordura abdominal em excesso está relacionada com uma resistência aumentada à ação da insulina, o hormônio responsável por retirar da circulação a glicose obtida da alimentação e distribuí-la a todas as células. Em outras palavras, a insulina não faz direito seu trabalho e, dessa maneira, começa a sobrar glicose na corrente sangüínea – o que, na prática, significa ficar a um passo do diabetes tipo 2. Ter barriga, portanto, não maltrata apenas sua aparência, mas também altera o pleno funcionamento de seu corpo.
Vale a pena ressaltar que a barriga não é a única a ocupar o papel de vilã. “É a combinação de fatores que aumenta a probabilidade de ter doenças cardiovasculares”, observa Jeane. Trocando em miúdos, os centímetros a mais na região abdominal representam maior perigo para a saúde quando associados a outros fatores de risco para essas doenças, como a já citada elevação de glicose no sangue, o aumento do nível de triglicérides, a pressão arterial elevada e índices baixos do bom colesterol (veja o quadro abaixo).
Esse conjunto de problemas forma o que os médicos hoje chamam de síndrome metabólica. A presença dessa síndrome torna mais provável a possibilidade de uma obstrução futura nas artérias – evidentemente se nada for feito para evitar que as coisas tomem esse rumo.
A boa notícia é que há muito que fazer para evitar essa conseqüência. Tanto a barriga proeminente quanto os demais fatores de risco podem ser revertidos, na grande maioria das vezes, com mudanças no estilo de vida, notadamente a prática de exercícios físicos e a adoção de uma alimentação equilibrada, à base de frutas, legumes e carnes magras. É claro que, de preferência, tais providências devem ser orquestradas por um clínico geral ou cardiologista. Se a barriga incomoda, infelizmente os demais vilões são bem silenciosos e, para serem descobertos, dependem de uma investigação médica cuidadosa.
Colesterol não é tudo igual
Dentro do organismo, o colesterol é transportado por proteínas de baixa e alta densidade. As de baixa densidade (LDL) o levam para a circulação, onde ele forma placas de gordura que podem ser precursoras de uma obstrução do fluxo sangüíneo nas artérias do coração e do cérebro – daí a razão de sua alcunha de mau colesterol.
Já as proteínas de alta densidade carregam o colesterol para fora da corrente sangüínea, tendo um efeito protetor sobre a saúde cardiovascular – não por acaso, são chamadas de bom colesterol (HDL).
Por haver essa diferença gritante entre as duas frações, mais do que saber qual o índice total de colesterol, os médicos querem conhecer a composição desse valor. Algumas vezes, o total pode parecer elevado à primeira vista, mas em razão de um nível alto – e esperado – do bom colesterol.



Fonte:- Jeane Mike Tsutsui, cardiologista e gerente de Pesquisa & Desenvolvimento do Fleury

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Acompanhamento nutricional traz benefícios às gestações após gastroplastia

Estudo retrospectivo realizado no Hospital das Clínicas de São Paulo documentou que, apesar da gestação ser de alto risco para as mães obesas ou para aquelas que apresentam maior ganho de peso do que o estimado, o acompanhamento nutricional influenciou positivamente no nascimento das crianças saudáveis.
Foram incluídas no estudo 14 mulheres com idades entre 18 e 45 anos, submetidas à gastroplastia com a técnica de Bypass em Y de Roux (estômago remanescente com volume de 30 a 50 ml), gravidez diagnosticada até 5 anos após a cirurgia e que foram seguidas por uma equipe de nutrologia.
A alimentação pós-cirurgia consistiu em líquidos “leves” e hipocalóricos durante os primeiros 15 dias, seguida de dieta líquida mais abrangente durante mais duas semanas. Após este período, os alimentos foram introduzidos gradualmente, até que, após 60 dias, as pacientes já estivessem com dieta geral. As pacientes foram instruídas a manter uma dieta com baixo consumo de gordura (<30% das calorias totais), especialmente de gorduras saturadas, e receberam multivitamínico.
Durante a gravidez, as mulheres foram avaliadas quanto a aspectos clínicos e antropométricos (peso, altura e índice de massa corporal – IMC). A dieta foi calculada com 15 a 25 Kcal/kg de peso corpóreo/dia para atingir a recomendação de ganho de peso durante a gestação para mulheres com sobrepeso, cujo ganho de peso total estimado na gestação é de 7 a 11 Kg. As pacientes continuaram recebendo o multivitamínico, além da suplementação de ferro, ácido fólico e cálcio.
O IMC médio das mulheres antes da operação foi de 49,9 ± 7,9 Kg/m2 e após o primeiro trimestre foi de 35,8 ± 5,5 Kg/m2. O tempo desde a gastroplastia e o início da gravidez foi em média 24,2 ± 21,6 meses e o ganho de peso gestacional foi de 15,0 ± 9,6 Kg. O IMC sofreu redução de aproximadamente 28% até o início das gestações, entretanto, continuava na faixa de obesidade ou obesidade mórbida.
“A dieta planejada não pode ser completamente implantada. A maior dificuldade foi em relação aos alimentos protéicos. A carne causou aversão quando não bem mastigada, por ficar presa na banda gástrica e algumas pacientes também se abstiveram de ingerir leite”, dizem os autores. A suplementação corrigiu essas deficiências.
As comorbidades apresentadas já haviam sido diagnosticadas antes da gravidez: diabetes mellitus (3 das 14 mulheres – 21%); hipertensão arterial (5 das 14 mulheres – 36%); dislipidemia (4 das 14 mulheres – 29%) e sedentarismo (12 das 14 mulheres – 86%).
Todos os bebês nasceram saudáveis, com idade gestacional média de 35,6 ± 3,3 semanas; peso ao nascer de 3,2 ± 0,5 Kg (segundo estudos epidemiológicos, a média de peso ao nascer no município de São Paulo é de 3,157 Kg) e Apgar (índice utilizado para avaliar a vitalidade do recém-nascido no primeiro e quinto minuto de vida) de 8,1 ± 0,8 (valores de 0 a 10).
“A obesidade está associada com anormalidades dos hormônios sexuais e excesso de tecido adiposo, que acaba sintetizando muito estrógeno, gerando desequilíbrio hormonal. Como consequência, ocorrem com mais frequência períodos menstruais desregulados, ciclos anovulatórios e infertilidade”, comentam os autores. E ainda “talvez pelo grande aspecto emocional da gestação deste grupo, principalmente das primíparas, a obediência e pontualidade com as visitas ao pré-natal e com a suplementação de micronutrientes foi obtida com índices acima da média, explicando a saúde dos recém-nascidos. É muito importante que as referências de ingestão de minerais e vitaminas durante a gestação sejam revisadas e definidas também para casos de obesidade mórbida e pós cirurgias bariátricas”, concluem os autores.
disponivel em www.nutritotal.com.br

terça-feira, 15 de setembro de 2009

CIRURGIA DA OBESIDADE.


A redução de peso através da cirurgia bariátrica ocorre pela redução da capacidade de armazenamento do estômago e de sua velocidade de esvaziamento ou pela exclusão de grandes segmentos de intestino delgado evitando que os nutrientes sejam absorvidos.Existem diversas técnicas, mas nenhuma é perfeita apresentando sempre prós e contras que devem ser analisados junto com o médico observando sempre:


expectativas
prioridades
idade
sexo
raça
grau de obesidade
hábitos alimentares
nível sócio-cultural
perfil psicológico-comportamental.


A cirurgia mais realizada no mundo é a gastroplastia à Capella, mais conhecida por bypass gástrico.
A perda de peso pode ocorrer por até dois anos quando ele tende a estabilizar, essa perda varia entre 50% e 75% do excesso de peso do paciente.

A ingestão de alimentos com baixo teor calórico e a prática de exercícios é fundamental para auxiliar a perda de peso e permitir que se chegue ao peso normal mais rapidamente. veja a tabela que mostra esse tipo de cirrgia para perda de peso e um outro tipo de cirurgia que a clinica Rolfsen faz ( Banda gatsrica). Esse tipo de cirurgia dura em torno de 25 minutos e o paciente pode sair no outro da do hospital, ou seja sua recupação é muito mais rapida.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

CIRURGIA PARA PERDER PESO.



Problemas Clínicos Pré-Anestésicos de Pacientes
Morbidamente Obesos Submetidos a Cirurgias Bariátricas:
Comparação com Pacientes Não Obesos.


sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Cirurgia bariátrica completa 25 anos no Brasil


A obesidade é a segunda causa de morte passível de prevenção. Para combatê-la, um dos métodos utilizados é a cirurgia bariátrica, conhecida pelo público leigo como redução de estômago, que visa a reduzir o peso, melhorar as comorbidades a ela relacionadas, como diabetes, hipertensão arterial e apneia do sono e, consequentemente, trazer mais qualidade à vida do indivíduo.


Os procedimentos são vários, todos distintos e estão popularizando-se a cada dia. Prova disso é o aumento na quantidade de procedimentos realizados em todo o mundo. Para se ter uma ideia, enquanto em 1998, nos Estados Unidos, foram realizadas 13.365 cirurgias deste tipo, o número subiu para 200 mil em 2007.


Mas isso não significa que todo paciente com sobrepeso pode submeter-se à operação. Existem determinações legais que indicam sua realização apenas em pacientes com IMC acima de 35, com obesidade 2.

Abaixo disto, podem ser realizadas em condições especiais, mas a princípio, devem ser tentadas outras formas de tratamento. Conheça as técnicasAs técnicas mais utilizadas atualmente são as cirurgias restritivas, que impedem o indivíduo de comer muito devido ao uso de um anel que restringe o estômago; as mal-absortivas, que não processa o alimento adequadamente, havendo perda de calorias e nutrientes nas fezes; e as mistas, que aliam os dois mecanismos. Atualmente, há o desenvolvimento de cirurgias sem componentes restritivos nem malabsortivos, mas que visam a moderar os hormônios intestinais que regulam o apetite e melhoram as doenças metabólicas.


São as chamadas cirurgias adaptativas e neuroendócrinas. “Tenho a impressão de que a colocação de um anel dificultando a passagem do alimento deixará de ser usado progressivamente, uma vez que isso não é fisiológico. Precisamos compreender a resposta neuroendócrina na alimentação, as alterações nos obesos e, a partir disso, desenhar o modelo cirúrgico a fim de obter cirurgias mais fisiológicas e com menos implicações que as destes modelos clássicos”, salienta dr. Sérgio Santoro, cirurgião do Hospital Israelita Albert Einstein.Em uma dieta normal, por exemplo, o recomendado é uma ingestão protéica de 1,12g/kg de peso. Nos pacientes após três meses de cirurgia, o indicado é 0,38g/kg e, em seis meses, 0,52g/kg.


Uma das razões para a restrição se explica nos dados: nos 18 meses pós-cirúrgico, 30% dos pacientes recuperam peso normal. “O tamanho do estômago é menos importante do que as pessoas pensam. Obesos não têm estômagos maiores. Na realidade, é como um balde furado, em que vale mais o tamanho do furo do que o tamanho do balde”, comenta dr. Sérgio. Pré e pós-operatórioAntes da cirurgia, cada paciente é avaliado de forma individualizada.


Para os jovens, com obesidade mórbida simples e sem comorbidades, o preparo cirúrgico é relativamente simples. As complexidades existem à medida que o peso aumenta muito, assim como a idade, além das restrições respiratórias e as doenças associadas.


Em geral, utilizar os protocolos de maneira generalizada acarreta em aumento de custos, uma vez que cada paciente deve receber aquilo que necessita.Após a cirurgia, todo o paciente necessita de acompanhamento, o que varia é a frequência. Aqueles com modelos fortemente mal-absortivos precisam de observação contínua, mais amiúde, enquanto os que não apresentam forte restrição nem má absorção normalmente têm perfis nutricionais mais saudáveis e estáveis. Deste modo, é possível espaçar mais as consultas, que podem chegar a ser anuais.As diferenças também estão relacionadas ao método utilizado. Os modelos que têm suturas delicadas, em que as câmaras não devem ser submetidas a pressões, o cuidado dietético é muito importante. Como nutrir?Para a nutricionista que atende o paciente no pós-operatório é fundamental saber as diferenças entre os diversos procedimentos, tratando-os de forma individualizada.


As complicações tardias mais frequentes, diretamente causada pelas cirurgias bariátricas, são de vertentes nutricionais. Osteoporose, deficiência de elementos do complexo B, deficiência sub-clínica de zinco, obstruções intestinais e hérnias internas, referentes aos anéis implantados, são alguns deles.


terça-feira, 1 de setembro de 2009

Macarrão de Arroz com Mignon ao Creme (sem Gluten, sem Lactose)


Ingredientes:


- 4 dentes de alho picados

- 2 bifes de mignon cortado em cubos (claro que mignon é mignon, mas pode-se usar paleta 7, que fica super macia também)

- 1/2 cebola picada- cebolinha verde picada

- 1 colher (sopa) margarina

- 1 colher (sopa) farinha de arroz

- pimenta calabresa

- 1 caldo de carne

- 1 creme de soja

- 2 xícaras de macarrão de arroz (penne)



Preparo:


Cozinhe o macarrão separadamente, como de costume. Na panela refogue o alho na margarina até quase dourar. Acrescente a farinha de arroz e mexa alguns segundos. Coloque a carne em cubos e mexa até que esteja quase toda fritinha. Se começar a grudar no fundo coloque um pouquinho de água apenas para soltar.Coloque o caldo de carne, a cebola e a cebolinha picadas. Acerte o sal e a pimenta. Refogue tudo e por último, em fogo baixo, acrescente o creme de soja. No fim coloque o macarrão na panela do molho, misturando bem e sirva.