segunda-feira, 25 de maio de 2009

receita: Salada de folhas com aspargos grelhado , peras e vinagrete de vinho do porto.


Ingredientes:

1 pé de rúcula

1 pé de agrião

1 pé de alface frissê

1 pé de alface mimosa roxa

400g de arpargos grelhado

1 lata de pêra mini em lata

200g de pistache torrado e salgado sem casca


Modo de preparo:Doure os aspargos congelados temperados com sal em uma frigideira de teflon até que fiquem amarronzados. Monte a salada com as folhas e coloque, por cima, as peras, os aspargos e o pistache.

Gordura abdominal em crianças indica risco para doença cardiovascular.

Sabe-se que, em adultos, a circunferência da cintura aumentada é capaz de predizer, com maior poder, o risco para doença cardiovascular do que a obesidade indicada pelo índice de massa corpórea. A deposição da gordura na região abdominal é, portanto, mais danosa que uma massa gordurosa aumentada porém distribuída por todo o corpo. Esse mesmo fenômeno acaba de ser identificado também em crianças, em estudo realizado na Argentina. "A circunferência da cintura é um método muito prático de estimar a gordura abdominal visceral no consultório", comentam os autores, do Hospital Durand e da Universidade de Buenos Aires. "Nosso estudo mostrou que crianças com essa medida alterada têm aumentados também os fatores metabólicos de risco para doença cardiovascular e para diabetes mellitus".

O trabalho foi realizado com escolares de 6 a 13 anos de idade. Além de peso, altura e do estágio pubertário, foram analisados também fatores de risco para doença cardiovascular e para diabetes, como a circunferência da cintura (medida com fita métrica diretamente sobre a pele), pressão arterial, exame clínico (realizado por pediatra para verificar a ocorrência de acantose nigricans) e exame de sangue, para avaliação de fatores componentes da síndrome metabólica. As amostras de sangue foram obtidas em jejum de 12 a 14 horas para determinação da glicemia, perfil lipidêmico, insulina, pró-insulina, e também um teste de tolerância à glicose oral.

A resistência à insulina, um dos componentes da síndrome metabólica, foi avaliada de duas maneiras: pela avaliação do nível sérico de pró-insulina e pelo "modelo de avaliação da homeostase" (HOMA-IR).

As crianças foram agrupadas em percentis conforme o valor observado na circunferência da cintura e 51% das que estavam no percentil 90 (portanto valores altos de circunferência) tinham pelo menos um fator de risco adicional para doença cardiovascular (como pressão arterial elevada, hiperlipidemia ou resistência insulínica), quando comparadas com as de circunferência menor (p < 0,01). Mais de 23% dessas crianças com circunferência aumentada tinham mais de dois fatores de risco. Aumento na resistência insulínica esteve fortemente associado com elevados índice de massa corpórea, pressão arterial e circunferência abdominal (p < 0,001)."Demonstramos que a obesidade central está associada com vários componentes da síndrome metabólica em crianças", apontam os autores, "o que indica maior risco para doenca cardiovascular e para diabetes. Crianças necessitam de avaliação que considere limiares diferentes de medidas de circunferência abdominal conforme a idade, o sexo e a maturidade sexual, pois a medida cresce naturalmente durante a infância.

Entretanto, a circunferência abdominal é uma medida mais estreitamente relacionada com risco cardiovascular do que a obesidade geral. Entretanto, estudos longitudinais são necessários para determinar o significado de nossas observações", alertam.

Porque não comer engorda?

Quando o corpo detecta um período de privação de comida ele aumenta os níveis de gordura no corpo através da diminuição do metabolismo. Em outras palavras, o corpo tenta aproveitar ao máximo as calorias através da diminuição da velocidade com que você usa energia. Você irá notar uma sensação de cansaço, com vontade de descansar ou até dormir.

As calorias economizadas devido à diminuição do metabolismo são rapidamente estocadas como gordura para assegurar que você tenha uma quantidade suficiente de energia (calorias) para combater uma possível falta de alimentos por longo tempo. Parece absurdo mas realmente seu corpo irá começar a se preparar para enfrentar uma situação extrema, como se você estivesse em um barco perdido no meio do oceano e não fosse comer nas próximas semanas. Seu corpo não sabe quando será sua próxima refeição. Para piorar as coisas, o corpo quer estocar o máximo de gordura possível, e para isso ele irá acabar quebrando o tecido muscular e estocar as proteínas resultantes em forma de gordura. Não apenas seu metabolismo irá cair e seu percentual de gordura aumentar, mas também sua massa muscular irá diminuir como resultado do período de privação. Existem 2 maneiras distintas de você entrar no estado de privação:

Reduzindo calorias muito abaixo da sua necessidade diária.
Comendo refeições não freqüentemente (incluindo a dieta mais comum dos brasileiros de 3 refeições ao dia).

O corpo entra em um estado de privação cerca de 3 a 4 horas depois de sua última refeição. Ele questiona porque não há comida presente para digerir e começa o processo de preparação para a fome, o que inclui diminuição do metabolismo (causando a perda de energia física), aumentando o armazenamento de gordura, e convertendo tecido muscular em gordura. Seu corpo também pode iniciar o processo de privação se as calorias que tiver consumido no dia estiverem muito abaixo da quantidade necessária para manter as atividades diárias - esta é a causa das dietas muito baixas em caloria falharem.

O corpo percebe uma emergência devido a uma ingestão de calorias muito baixa e inicia o processo de privação. Você não irá perder gordura corporal se entrar em estado de privação. Por isso não comer é contra-produtivo para o processo de queima de gordura. Deixando de comer, em vez de emagrecer, você irá acabar ganhando gordura.

Dieta DASH: Uma Nova Abordagem no Tratamento da Hipertensão

“Diminua sua pressão modificando seus hábitos alimentares”. Essa é a proposta da dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension), uma abordagem não farmacológica para um dos maiores problemas de saúde pública do mundo.

A Dieta DASH surgiu de um estudo multicêntrico randomizado, realizado em alguns centros universitários nos Estados Unidos, que testou o efeito de uma dieta-padrão sobre a pressão arterial. Este estudo envolveu 459 indivíduos adultos com pressão arterial sistólica menor que 160 mmHg e pressão diastólica entre 80 e 95 mmHg. Durante três semanas, os participantes ingeriram uma dieta controle pobre em frutas, vegetais e produtos lácteos. Depois disso, o grupo foi randomizado para, nas oito semanas seguintes, seguir uma de três dietas: a controle, descrita acima, outra rica em frutas e vegetais ou uma terceira que combinava frutas e vegetais com produtos derivados do leite com baixo teor de gordura e baixo teor de gordura saturada e total.

O resultado da dieta combinada (DASH) nesse primeiro estudo foi a redução de 11,4 mmHg na pressão arterial sistólica e de 5,5 mmHg na pressão arterial diastólica dos pacientes hipertensos.
Para os pacientes com pré-hipertensão ou estágio 1 de hipertensão é sugerido a dieta DASH com restrição sódica. Essa dieta recomenda o consumo aumentado de frutas, verduras, grãos integrais, peixe, aves e gordura monoinsaturada, tendo como objetivo um consumo adequado de magnésio, potássio, cálcio, proteínas e fibras. Porém, é necessária uma redução na ingestão de gordura saturada, colesterol, carne vermelha, processados, doces, bebidas que contenham açúcar e o consumo moderado de álcool.

O consumo dos alimentos acima descritos, além da restrição sódica, parece ser particularmente importante na redução da pressão arterial. Em um estudo realizado com 810 indivíduos pré-hipertensos (pressão arterial sistólica de 120–139 mmHg e/ou diastólica de 80–89 mmHg) ou hipertensos em estágio 1 (pressão arterial sistólica 140–159 mmHg e/ou pressão arterial diastólica 90–99 mmHg), sem uso de anti-hipertensivos, a dieta DASH acompanhada de modificações no estilo de vida promoveu, após 18 meses, uma redução significativa da pressão arterial de cerca de 1,0 mmHg na pressão arterial sistólica e de 0,4 mmHg na pressão arterial diastólica.

Embora não haja informações sobre a adesão e efetividade dessas recomendações em longo prazo, os dados disponíveis justificam o caráter imperativo da recomendação. O manejo dietético de pacientes com hipertensão arterial, associado à mudanças no estilo de vida (perda de peso em caso de sobrepeso, consumo adequado de gorduras, redução de sal, atividade física regular, redução da ingestão alcoólica e abandono do tabagismo) pode contribuir para a redução da morbi-mortalidade decorrente de doenças cardiovasculares. Além disso, esta dieta parece não se restringir a tais benefícios. Enquanto novos trabalhos sugerem que a dieta DASH pode reduzir a incidência de certas neoplasias, outros apontam que seu teor de cálcio, vindo dos produtos lácteos, pode diminuir o risco de osteoporose e melhorar o turn over de cálcio nos ossos.

Em pacientes obesos, foi demonstrado que o consumo da dieta DASH melhorou a pressão arterial e melhorou a capacidade antioxidante dos mesmos. Mais recentemente, uma variação da dieta DASH com teor reduzido de calorias (1.500 Kcal) resultou em uma perda de peso e melhora no perfil metabólico em pacientes com síndrome metabólica.

Referencias:

Jehn ML, Brotman DJ, Appel LJ. Racial differences in diurnal blood pressure and heart rate patterns: results from the Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH) trial. Arch Intern Med. 2008 May 12;168(9):996-1002.
Fung TT, Chiuve SE, McCullough ML, Rexrode KM, Logroscino G, Hu FB. Adherence to a DASH-style diet and risk of coronary heart disease and stroke in women. Arch Intern Med. 2008 Apr 14;168(7):713-20.
Couch SC, Saelens BE, Levin L, Dart K, Falciglia G, Daniels SR. The efficacy of a clinic-based behavioral nutrition intervention emphasizing a DASH-type diet for adolescents with elevated blood pressure. J Pediatr. 2008 Apr;152(4):494-501. Epub 2007 Nov 5.
Mellen PB, Gao SK, Vitolins MZ, Goff DC Jr. Deteriorating dietary habits among adults with hypertension: DASH dietary accordance, NHANES 1988-1994 and 1999-2004. Arch Intern Med. 2008 Feb 11;168(3):308-14.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

BALÃO INTRAGASTRICO- TRATAMENTO PARA PERDA DE PESO.

É um balão feito de silicone e preenchido com soro e azul de metileno na proporção de 400 a 700 ml, dependendo do tamanho do estômago do paciente.
Sua colocação é por meio de endoscopia (mesmo procedimento utilizado em exames para a detecção de problemas de estômago como úlcera e gastrite), ou seja, não há cortes. Trata-se de uma alternativa não-cirúrgica para o tratamento da obesidade e um dispositivo seguro e eficaz para a redução de peso.
A indicação de qualquer tratamento de saúde só pode ser realizada por um médico Pacientes com sobrepeso ou obesidade grau 1, ou seja, pessoas com sobrepeso ou obesidade grau 1 – IMC a partir de 27, podem utilizar desse tratamento para perda de peso.
A perda de peso é eficiente, já que, ocupando um espaço no estômago, provoca uma sensação de saciedade precoce. Assim, a pessoa come bem menos e se sente satisfeita mais rapidamente.

É CLARO QUE COM BALAO INTRAGASTRICO O PACIENTE TERA QUE SEGUIR UMA DIETA BALANCEADA, MAS ESSE PROCEDIMENTO POSSIBILITA QUE O PACIENTE FAÇA ESSA DIETA SEM O PROBLEMA DE PASSAR FOME.

Dr. Gabriel Cairo Nunes Nutricionista

BANDA GASTRICA- TRATAMENTO PARA PERDA DE PESO.

A Banda Gástrica Ajustável é um dispositivo de silicone colocado na parte superior do estômago, por cirurgia vídeo-laparoscópica, destinado a desacelerar a digestão e estimular a saciedade precoce.

Por não haver cortes ou grampeamentos do estômago, a banda gástrica ajustável é um tratamento reversível.
A indicação de qualquer tratamento só pode ser feita por médico especialista, com base no quadro específico de qualquer paciente. O requisito para a colocação da Banda Gástrica Ajustável é de que o paciente possua um IMC superior a 35 kg/m² e doenças associadas, como pressão alta, diabetes.
Com mais de 450.000 pessoas que já receberam a Banda Ajustável, observa-se a aceitação e recomendação médica pelos índices de que 30% de todos os procedimentos baritátricos nos Estados Unidos e 90% na Austrália foram de colocação da Banda Ajustável.
É CLARO QUE COM A BANDA AJUSTAVEL O PACIENTE TERA QUE SEGUIR UMA DIETA BALANCEADA, MAS ESSE PROCEDIMENTO POSSIBILITA QUE O PACIENTE FAÇA ESSA DIETA SEM O PROBLEMA DE PASSAR FOME.


Dr. Gabriel Cairo Nunes – Nutricionista

Avaliacao do uso de suplementos nutricionais por jogadores de futebol no interior de Sao Paulo.

Atualmente, a grande quantidade de informações veiculadas pela televisão, internet, rádio, revistas e jornais acerca dos benefícios do estilo de vida ativo, tem contribuído significativamente para o crescimento do número de academias em diversos países, incluindo o Brasil. (ACAD, 2004)

Com isso, o mercado da saúde voltado à qualidade de vida colocou o Brasil em quarto lugar no mercado mundial de academias de ginástica, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Alemanha (Abud, 2004).

Devido ao aumento do número de academias de ginástica no Brasil, o consumo de suplementos vem crescendo, apesar de muitas questões importantes sobre a utilização destes produtos ainda serem incertas. Por conta disso, o que se percebe é a grande falta de informação dos consumidores sobre o assunto (Butterfield, 1996 apud BACURAU, 2001), o que leva os meios de comunicação a explorarem muitas dúvidas quanto ao uso de suplementos (BACURAU, 2001).

A utilização de suplementos nutricionais é um fenômeno que cresce a cada dia.( Coelho,C.F.; Camargo,V.R.; Ravagnani,F.C.P).

De acordo com Eliason et al. (1997)2, os suplementos podem ser definidos como produtos feitos de vitaminas, minerais, produtos herbais,extratos de tecidos, proteínas e aminoácidos e outros produtos, consumidos com o objetivo de melhorar a saúde e prevenir doenças, mas na busca por um “corpo perfeito” tem levado inúmeras pessoas a adotar estratégias radicais que nem sempre estão relacionadas à promoção da saúde. Com relação à nutrição, destaca-se o surgimento de diversas "dietas milagrosas" bem como o crescimento do consumo de suplementos nutricionais (Aoki, 2005).

O uso de suplementos nutricionais é influenciado na maioria das vezes por modismos e propagandas não científicas, sem a recomendação de um profissional, indicado muitas vezes por técnicos e vendedores de lojas específicas.A desinformação quanto à nutrição e a perpetuação dos modismos insensatos permanecem em franca ascensão (Kazapi & Tramonte, 2003).
O uso de suplementos nutricionais entre jogadores de futebol, segundo BURKE e READ (1993), é de 25%. Para BURKE e READ (1988), em um grupo de 56 jogadores, os suplementos de vitaminas e minerais eram usados regularmente por 8 jogadores e, em certas ocasiões, por mais 18.


Bibliografia:


ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ACADEMIAS-ACAD. Uma breve panorâmica sobre a indústria do fitness. 05-10-2004. Disponível em: http//www.acadbrasil.com.br/artigos/artigos_mercado_01.htm.

• Abud, C. Oportunidades de Negócios: País terá 500 novas academias até julho. Disponível em: http://www.fitnessbrasil.com.br/santos/2004/SEBRAE - SC. Acesso em: 10 jan. 2005.

Bacurau, R. F. Suplementação Esportiva in: Nutrição e suplementação esportiva. 2.ed. São Paulo: Editora Phorte Copyright, p 18- 21, 2001.

Coelho,C.F.; Camargo,V.R.; Ravagnani,F.C.P.; Consumo de Suplementos Nutricionais por Praticantes de Musculação em Academias de Campo Grande-MS. Nutrição em Pauta, Nov/dez 2007.


Aoki, M. S. Suplementação Nutricional para indivíduos fisicamente ativos. Disponívelem:http://www.saudeemmovimento.com.br/conteudos/conteudo_frame.asp?cod_noticia=946. Acesso em: 15 jan. 2005.

Kazapi, I.A.M.; Tramonte, V.L.C.G. Nutrição do Atleta. Florianópolis: Ed. Da UFSC, 2003.

Eliason BC, Kruger J, Mark, D, Rasmann DN. Dietary supplement users: demographics, product use, and
medical system interaction. Board Famly Practce1997; 10:265-71.

BURKE, L.M.; READ, R.S. Dietary supplements in sport. Sports Med., v.1, p.43-65, 1993.

BURKE, L.M.; READ, R.S. A study of dietary patterns of elite Australian football players. Can. J. Sports Sci., v.13, p.15-19, 1988.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Nutricionista indica alimentação balanceada e exercícios físicos para uma vida saudável

Pirâmide Alimentar

Dr. Gabriel Cairo Nunes, nutricionista, desenvolve na Clinica de Nutrição um trabalho especial para atletas. Ele também presta serviço especializado para pacientes acima do peso, além de auxiliar na alimentação de pessoas com patologias, como problemas ortopédicos - causados por obesidade-, controle do diabetes, cardíacos, preparo alimentar para pré e pós-operatório, osteoporose, auxilia na alimentação através de sondas e, por meio da alimentação saudável, minimiza os sintomas de algumas doenças para garantir qualidade de vida ao paciente. Outro diferencial do nutricionista é o atendimento feito nas residências.

Nunes também atende pacientes que desejam ganhar massa muscular, por meio das atividades físicas. “Hoje, como o dia-a-dia das pessoas é agitado, muitos deixam de lado a alimentação saudável e os exercícios físicos, que são essenciais para garantir o equilíbrio”, diz. Nunes também explica que a educação alimentar para crianças é indispensável. Ele já desenvolveu o seu trabalho em algumas escolas, o que foi importante para auxiliar no que deve ou não ser vendido nas lanchonetes. “Muitas já aboliram as frituras. Nas escolas, as crianças não têm os pais para controlar e comem de tudo”, revela.

De acordo com Nunes, antes de medicar a pessoa que deseja perder peso, é necessário uma reeducação alimentar através de uma dieta equilibrada e adequada. Após uma avaliação ele indica os alimentos e os horários que devem ser ingeridos. “A alimentação deve ser de acordo com os hábitos alimentares e horários de cada um. Não adianta alterar bruscamente porque o paciente acaba não realizando corretamente o que é indicado”, explica.

Nunes ressalta que a dieta e a atividade orientada devem estar sempre em primeiro lugar. “Hoje em dia o paciente acaba comendo de forma regulada e adequada para perder peso e obter o resultado esperado de forma saudável e segura”, finaliza.

*Matéria publicada no Jornal Tribuna Impressa no dia 09 de agosto de 2007.


OBESIDADE INFANTIL PREOCUPA PAIS

A obesidade infantil aumenta significativamente e determina complicações na infância e na vida adulta.A vida sedentária das crianças,o tempo gasto frente à televisão e o computador;bem como a dificuldade de brincar na rua e explorar o corpo e o apelo comercial por guloseimas sem nenhum valor nutricional são fatores externos que predispõem à obesidade infantil.

A esta situação somam-se a discriminação social, o afastamento das atividades em grupo,o isolamento, dificuldades com a expressão dos sentimentos,a baixa auto-estima e problemas escolares.

De acordo com a psicóloga Dra. Patrícia Marques Luiz, de Araraquara(SP), o tratamento começa com uma avaliação para saber o que levou a criança a comer exageradamente. Todo o tratamento conta com a presença dos pais.“É um trabalho em equipe: o psicólogo, os pais, a criança, o nutricionista, o preparador físico e é importante o encaminhamento do pediatra para todos nós”, explica.

Ela afirma que entre os sintomas mais comuns estão a ansiedade por algum motivo, viagem, escola, prova e a ociosidade que é a falta do que fazer e, então, a alimentação errada.

E o mais importante é que o psicólogo não receita remédio, trabalha com o psicológico da criança para um bom entendimento de uma alimentação correta, uma aceitação da dieta."Tudo para melhor qualidade de vida”.

O nutricionista, Dr. Gabriel Cairo Nunes, diz que pais o procuram, muitas vezes, não para que seus filhos percam peso e sim porque a criança já esta com problemas ortopédicos, de colesterol, entre outros.

Para ele,“os pais precisam ensinar seus filhos a terem uma educação alimentar, pois muitas crianças não comem verduras porque seus pais não compram, porque eles mesmos não comem e, também, se a criança come comida gordurosa, bolacha, salgadinho é porque seus pais compram", comenta.

"Quando seus filhos tiram boas notas levam para comer pizza, lanche, sorvete e, sem dúvida, o maior problema para tirar da alimentação de uma criança é o refrigerante e os fast food", alerta.

Nunes afirma que dieta é um padrão estabelecido e a orientação é bem melhor porque fica na cabeça da criança e é para vida inteira.

Vanessa Leite, 45, tem seu filho obeso que passa por discriminação na escola.“Muitas vezes chega chorando, mas não adianta falar, adora comer doces, salgado, pizzas, tudo o que não pode. Passa o dia inteiro na frente do computador e custa tirá-lo para comer",relata.

Seu filho tem o acompanhamento de psicóloga e também de nutricionista."Luto com esse problema, há três anos, e só agora comecei com o acompanhamento profissional".

E.S.,7, diz que sofre por ser obeso, mas que não gosta de comer verduras e seguir a dieta que é muito ruim e também não gosta de praticar esporte. ”Prefiro assistir televisão, ir na Lan House jogar com os amigos e conectar a internet",diz.