segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

ALGUNS ALIMENTOS SE PARECEM COM NOSSOS ÓRGÃOS

Uma rodela de cenoura parece um olho humano. Você consegue ver a pupila, a íris ... e a ciência mostra que a cenoura fortalece a circulação sanguínea e o funcionamento dos olhos.


Um tomate tem quatro câmaras e é vermelho. O coração é vermelho e têm quatro câmaras. Os estudos mostram que o tomate é de fato um bom alimento, fortalecendo o coração e a circulação .


As uvas crescem em cachos que lembram a forma do coração. Cada uva assemelha-se a uma célula sanguínea e os estudos indicam que as uvas são também um alimento revitalizante para o coração e o sangue.

Uma noz parece um pequeno cérebro, com hemisférios esquerdo e direito, cerebelos superiores e inferiores. Agora sabemos que as nozes ajudam a desenvolver mais de 3 dúzias de neurotransmissores cerebrais.

Os feijões ajudam a manter a função renal e, sim, são idênticos aos rins humanos.

O aipo se parece com os ossos. Este alimento reabastece as necessidades do esqueleto, porque os ossos são compostos por 23% de sódio e estes alimentos têm 23% de sódio. Se não tiver sódio suficiente na sua dieta, o organismo retira sódio dos ossos, deixando-os fracos.


Berinjelas, abacates e pêras ajudam a saúde e funcionamento dos órgãos do ventre feminino - eles são parecidos com estes órgãos. Quando uma mulher come um abacate por semana, equilibra os hormônios, não acumula gordura indesejada na gravidez e previne o câncer cervical. O mais curioso é que demora 9 meses para cultivar um abacate, da flor até a fruta...


Figos estão cheios de sementes que vêem aos pares quando crescem. Os figos aumentam a mobilidade e a quantidade do esperma masculino.

As batatas doces são idênticas ao pâncreas e de fato equilibram o índice glicêmico de diabéticos.

Azeitonas ajudam a saúde e funcionamento dos ovários.

Laranjas e outros cítricos assemelham-se a glândulas mamárias femininas e ajudam a saúde das mamas e a circulação linfática, dentro e fora das mamas.

As cebolas parecem células do corpo. Hoje se sabe que a cebola ajuda a limpar materiais excedentes de todas as células corporais. Até produzem lágrimas que lavam as camadas epiteliais dos olhos...

Interessante demais!



Por Luciana Castro
E-mail: luciana_castro_costa@hotmail.com

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Ingredientes

- 1 colher (sopa) de óleo de canola
- 1 cebola média picada
- 3 beterrabas, sem casca, picadas (500g)
- 1 litro e ½ de água
- 2 colheres (sopa) de suco de limão
- ½ colher de (sopa) de amido de milho
- Sal a gosto


Modo de Preparo

Em uma panela de pressão grande, coloque o óleo e leve ao fogo alto para aquecer. Junte a cebola e refogue por 4 minutos ou até ficar transparente. Acrescente a beterraba, a água e o suco de limão e deixe cozinha por 15 minutos, após o início da fervura.
Transfira para o copo do liquidificador e bata até que fique homogêneo. Volte ao fogo alto e adicione o amido de milho já dissolvido em meia colher (sopa) de água e cozinhe, mexendo sempre por 1 minuto ou até encorpar e acrescente o sal e a pimenta-do-reino à gosto. Sirva em seguida.

porções - 6 unidades, 20 calorias por porçõa

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Alimentos nas festas de fim de ano

Não há motivos para evitar, as ceias de Natal e Ano Novo, elas são deliciosas e tradicionais. Reúnem famílias, amigos e colegas de trabalho e aproximam as gerações da familia. Não podemos alterá-las para uma versão onde os alimentos e as receitas nada têm a ver com as festas e a tradição do final de ano.

Na mesa precisa do assado, da farofa, do arroz elaborado, das frutas secas, das castanhas, da rabanada e das sobremesas em geral. "Mas tudo deve ser preparado para uma deliciosa noite de festas, não para uma semana de comemoração, como acontece quando exageramos nas porções e variedades, que voltam à geladeira e à mesa, várias vezes, na semana após a festa ou o que é pior, excessos e escolhas inadequadas podem comprometer a noite de festas e se prolongar pela semana numa sucessão de pequenos erros e graves conseqüências para a saúde das pessoas", afirma a endocrinologista e nutróloga, Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional. A médica recomenda que mesmo sem fugir do banquete usual, podemos ser criativos e cuidadosos na escolha e no preparo das ceias, para torná-las saudáveis e menos calóricas, sem retirar-lhes o sabor e a tradição.

Atletas e obesas podem demorar mais para perceber gravidez, dizem médicos

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1414890-5603,00-ATLETAS+E+OBESAS+PODEM+DEMORAR+MAIS+PARA+PERCEBER+GRAVIDEZ+DIZEM+MEDICOS.html

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Salpicão de frango com iogurte:

Ingredientes:

2 peitos de frango temperados com limão e sal, refogados e desfiados
1 maço de salsão picado em tiras finas
2 cenouras grandes cruas raladas grossas
1 pimentão verde e 1 pimentão vermelho em tiras finas
2 cebolas grandes picadas
2 a 3 maçãs picadas e com caldo de um limão (p/ não escurecer)
Passas brancas sem sementes
Salsinha picada a gosto
Azeite a gosto
Sal a gosto
½ copo de iogurte natural desnatado
1 colher de sopa de maionese s/ colesterol

Modo de preparo:

Desfie o frango cozido e resfriado e misture com os demais ingredientes crus. Adicione o iogurte desnatado e a maionese s/ colesterol, misture bem e leve para a geladeira. Retire somente na hora de servir. Decore com o pimentão.

Dica:

Você pode substituir o peito de frango por peito de peru defumado LIGHT ou presunto magro LIGHT em tiras

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

DOCE DE MACA PARA AS FESTAS DE FIM DE ANO.

INGREDIENTES



· 2 caixas de gelatina sabor morango light

· 6 copos de água (250 ml)

· 5 maçãs picadas em cubos sem casca

· 8 cravos

· 1 colher de sopa de adocante para cozinha ex: Tal & Qual em pó





MODO DE PREPARO

Derreter a gelatina na água quente e colocar todos os ingredientes e deixar cozinhar 10 minutos. Leve a geladeira e sirva gelado.



TEMPO DE PREPARO: 30 minutos



RENDE: 10 porções com 5 cubos de maçã cada. Após pode-se acrescentar canela em pó.



CALORIAS POR PORÇÃO: 20 calorias cada porção.

LASANHA DE BERINGELA À BOLONHESA - PARA AS FESTA.

Ingredientes


· 300gr de carne moída magra

· 3 beringelas grandes com casca

· 300gr de ricota light ou desnatada

· 6 tomates maduros com casca

· 1 cebola grande

· 3 dentes de alho

· 3 colheres de sopa de puro purê

· 2 folhas de louro

· 1 colher de sobremesa de manjericão ou salsinha

· 1 colher de sopa de queijo ralado light



PREPARO DA BERINGELA

Fatie as beringelas ainda cruas com + ou – ½ centímetro, salgue a gosto e reserve.



PREPARO DO MOLHO

Cozinhe os tomates inteiros e em seguida bata no liqüidificador. Frite em uma panela com óleo de canola, a cebola, o alho e a carne moída. Acrescente o tomate batido e o puro purê. Deixe ferver até engrossar.

PREPARO DA RICOTA

Esfarele e tempere c/ noz-moscada, sal e salsinha. Reserve.

MONTAGEM DA LASANHA

Camada 1- molho à bolonhesa

Camada 2- beringela

Camada 3- ricota temperada (toda)

Camada 4- molho à bolonhesa

Camada 5- beringela

Camada 6- molho à bolonhesa


Leve ao forno e cozinhe por 45 minutos. Sirva com queijo ralado em cima.



CALORIAS POR PORÇÃO: 1 porção com 150 gr 170 calorias

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Publicidade de Alimentos Aguarda Regulamentação

Os presidentes do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária se reuniram esta semana para discutir as propostas de regulamentação da publicidade de alimentos para o público infanto-juvenil, prevista para o final de 2009. Nesta quinta-feira, dia 03/12, o Consea aprovou as propostas da Anvisa para regulamentar o assunto. O Conselho pediu “a imediata publicação da regulamentação”.A discussão do tema teve início há três anos pela Anvisa através de consultas públicas, que receberam 250 contribuições e 789 manifestações. Segundo nota do Consea, “a publicidade de alimentos não saudáveis, altamente processados, e com elevadas quantidades de açúcar, gordura e sal, presente massivamente nos meios de comunicação, representa uma atuação mercadológica que coloca em risco a saúde e a alimentação adequada”.Açúcar, Gorduras e SalSegundo o Consea, do total da publicidade veiculada na TV brasileira, 10% são de alimentos, sendo que 72% desses produtos apresentam altos teores de açúcar, gorduras e sal. Pesquisas indicam, ainda, que no Brasil as crianças passam, diariamente, em média cinco horas assistindo TV. O presidente do Consea, Renato S. Maluf, comenta que “estudos científicos comprovam a relação entre o tempo de televisão e a freqüência de consumo de alimentos não saudáveis”.

Publicidade de Alimentos Aguarda Regulamentação

Os presidentes do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária se reuniram esta semana para discutir as propostas de regulamentação da publicidade de alimentos para o público infanto-juvenil, prevista para o final de 2009. Nesta quinta-feira, dia 03/12, o Consea aprovou as propostas da Anvisa para regulamentar o assunto. O Conselho pediu “a imediata publicação da regulamentação”.A discussão do tema teve início há três anos pela Anvisa através de consultas públicas, que receberam 250 contribuições e 789 manifestações. Segundo nota do Consea, “a publicidade de alimentos não saudáveis, altamente processados, e com elevadas quantidades de açúcar, gordura e sal, presente massivamente nos meios de comunicação, representa uma atuação mercadológica que coloca em risco a saúde e a alimentação adequada”.Açúcar, Gorduras e SalSegundo o Consea, do total da publicidade veiculada na TV brasileira, 10% são de alimentos, sendo que 72% desses produtos apresentam altos teores de açúcar, gorduras e sal. Pesquisas indicam, ainda, que no Brasil as crianças passam, diariamente, em média cinco horas assistindo TV. O presidente do Consea, Renato S. Maluf, comenta que “estudos científicos comprovam a relação entre o tempo de televisão e a freqüência de consumo de alimentos não saudáveis”.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Universidade nega diploma á obesos


A Universidade Lincoln, na Pensilvânia, se recusa a entregar diplomas para obesos.



Há três anos a universidade criou um programa obrigatório de educação física para estudantes obesos. Todos os alunos com índice de massa corporal acima de 30, considerados obesos, teriam que fazer um curso intensivo de educação física, com três horas de aula por semana, se quisessem ser aprovados. Acho essa iniciativa, das aulas, muito interessante que aliada à orientações para a mudança de hábitos alimentares, poderia ajudar muita gente. Mas daí a impedir aqueles que não conseguissem emagrecer de se formar existe um abismo.A obesidade é uma doença, oferecer a possibilidade de tratamento nas instituições de ensino é louvável.Vincular esse tratamento à aprovação no curso, é questionável, mas possível se o vínculo for em relação à frequência e não aos resultados. Impedir o aluno de formar por não ter obtido sucesso é um absurdo! Principalmente porque sabemos que o problema vai muito além da dobradinha dieta e exercício. Além de ferir os direitos do cidadão

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Comer rapido X Obesidade

Comer muito rapidamente pode ser o suficiente para quase dobrar o risco de uma pessoa ser obesa, segundo um estudo de pesquisadores japoneses.

Cientistas da Universidade de Osaka analisaram os hábitos alimentares de cerca de 3 mil pessoas e relataram os resultados no British Medical Journal. O estudo examinou a relação entre a velocidade na hora de comer, a sensação de estar "cheio" e estar acima do peso.Quase metade dos voluntários disse que tinha a tendência de comer rapidamente. Comparados com quem não comia rapidamente, os homens com esse hábito tinham 84% mais chances de estar acima do peso, e as mulheres tinham duas vezes mais chances.

Além disso, aqueles que, além de comer rapidamente, tinham a tendência de comer até se sentirem "cheios", tinham mais que o triplo de risco de estar acima do peso.'Sinais do estômago'O professor Ian McDonald, da Universidade de Nottingham, disse que há várias razões pelas quais comer rapidamente pode contribuir para a obesidade.Segundo ele, o hábito pode interferir com o sistema de sinalização que diz ao cérebro para parar de comer porque o seu estômago está cheio. "Se você come rapidamente, você está enchendo o seu estômago antes que essa sinalização ocorra", afirmou.Jason Halford, diretor da Kissileff Human Ingestive Behaviour Laboratory da Universidade de Liverpool, disse que a maneira como comemos está cada vez mais sendo vista como uma área-chave em pesquisas sobre obesidade, especialmente desde a publicação de estudos destacando a existência de uma variante genética ligada à "sensação de estar cheio".

Um estudo de Halford, publicado recentemente no Journal of Psychopharmacology, concluiu que um remédio usado contra a obesidade funcionava ao desacelerar o ritmo no qual pacientes obesos comiam."O que a pesquisa japonesa mostrou é que as diferenças de hábitos alimentares entre indivíduos levam ao consumo exagerado e estão relacionados à obesidade", afirmou."Outras pesquisas encontraram evidência de que isso acontece na infância, sugerindo que esses hábitos podem ser herdados ou aprendidos bem cedo", completou. Ele disse, no entanto, que ainda não há evidência de que tentar diminuir o ritmo das refeições das crianças pode ter um impacto em níveis de obesidade no futuro.

BBC Brasil

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Efeito io-io de dietas reduz tempo de vida

Peixes submetidos a dietas rigorosas tiveram 25% menos chances de viver.
Um estudo conduzido por especialistas escoceses sugere que o efeito iô-iô provocado por dietas – quando a pessoa volta a engordar após um regime alimentar rigoroso – podem reduzir significantemente a expectativa de vida.

Os cientistas, da Universidade de Glasgow, realizaram uma experiência com peixes, alimentando os animais com grande quantidade de comida para, em seguida, os submeterem a uma dieta rigorosa.

Eles perceberam que o desequilíbrio alimentar reduziu a expectativa dos peixes em até 25%.

O trabalho, publicado na revista especializada Proceedings of the Royal Society B., sugere que a diminuição na expectativa de vida não foi uma conseqüência do processo de envelhecimento acelerado dos peixes – provocado pela alimentação irregular – mas do aumento do risco de morte súbita.

As chances de morte súbita, explicaram os especialistas, foram conseqüência do “crescimento anormal” dos animais, provocado pela irregularidade em suas dietas.

“Os peixes que foram submetidos à dieta se reproduziram normalmente, mas, em média, tiveram expectativa de vida 25% menor do que a dos animais que comeram quantidades regulares de comida”, afirmou Neil Metcalfe, coordenador do trabalho.

Os especialistas acreditam que os resultados podem ser aplicados a adolescentes e crianças que fazem o mesmo tipo de regime, por estarem em fase de crescimento.

“Se fizemos o paralelo com humanos, a pesquisa pode ser aplicada a crianças e adolescentes, porque estão se desenvolvendo”, alertou o professor.

sábado, 21 de novembro de 2009

Câncer de Próstata: Mais Agressivo em Obesos

notícia serve de alerta para homens obesos: o urologista norte-americano Stephen Freedland, do Duke Prostate Center, acaba de divulgar, durante o 32º Congresso Brasileiro de Urologia, um estudo revelando que os obesos têm mais risco de apresentar tumores agressivos de próstata e o dobro de chances de reincidência. Freedland é considerado um dos maiores pesquisadores da relação obesidade/câncer de próstata.Segundo o especialista, homens obesos apresentam quatro fatores de risco que explicariam a maior agressividade do tumor: diluição do nível do PSA (que diminui conforme aumenta o Índice de Massa Corpórea); aumento do hormônio feminino (estrogênio); crescimento da próstata e consequente dificuldade de realizar biópsia; e aumento na produção de IGF1 (substância que aumenta incidência dos tumores).Freedland comentou que a relação entre obesidade e a maior incidência de câncer de próstata deve servir como um incentivo a mais para que os obesos percam peso, pratiquem atividade física e adotem uma alimentação mais saudável.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

EUA: Obesidade rduz saude em idosos

Pesquisa publicada neste mês de novembro no American Journal of Public Health afirma que a parcela da população norte-americana que se aposentou nos últimos dez anos tem menos habilidade e capacidade de cuidar de si mesma do que a geração anterior. Os pesquisadores acreditam que a explicação esteja na preocupante epidemia de obesidade.Segundo os dados publicados, na década de 60 estimava-se que 13% da população dos Estados Unidos era obesa; em 2000, o índice tinha subido para 32%. Especialistas estimam que dentro de 20 anos o problema da obesidade terá atingido 45% dos norte-americanos.O trabalho consistiu na análise de questionário respondido por 35 mil idosos nos últimos 30 anos e revelou que as habilidades dos aposentados depois do ano 2000 são, sem dúvida, mais restritas quando comparadas à qualidade de vida dos que se aposentaram nos anos de 1980 e 1990. A pesquisa levou em conta, entre as habilidades, subir e descer escadas, realizar serviços domésticos e tarefas básicas como descer da cama sem ajuda, vestir-se, comer etc.De acordo com os pesquisadores, as conclusões são preocupantes, já que sugerem que o estilo pouco saudável da população vem anulando os avanços da medicina naquele país.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Obesos não São Maioria entre Diabéticos

Estudo apresentado esta semana durante congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, em São Paulo, revelou que a maioria dos portadores de diabetes não são obesos: 67,6% dos pacientes ouvidos têm peso normal ou sobrepeso. A pesquisa ouviu 1.275 diabéticos, na faixa etária dos 18 e 75 anos, em 11.528 domicílios em cinco regiões do país. Um dos coordenadores do trabalho é o presidente do congresso da SBCBM, Dr. Luiz Vicente Berti.A pesquisa revelou que, hoje, o diabetes atinge em torno de 11% da população brasileira (ou cerca de 21 milhões de pessoas), número superior ao encontrado em levantamento realizado em 1988 pela Sociedade Brasileira de Diabetes: 7,6%. O Dr. Berti comenta que o número atual está dentro do esperado, podendo inclusive ser maior. Segundo ele, ainda não está claro se este aumento da prevalência é devido ao crescimento do índice de obesidade nos últimos anos, ou nas duas últimas décadas, “ou se sempre foi assim e o diagnóstico está melhor”.Outro Estudo Em estudo realizado pela endocrinologista Marília Brito Gomes, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, e recentemente apresentado no Congresso Mundial de Diabetes, no Canadá, revelou-se que, entre os pacientes diabéticos avaliados, 35,4% eram obesos, 42% tinham sobrepeso e 22,6% apresentavam peso dentro dos padrões considerados adequados. O trabalho foi publicado na revista Diabetology & Metabolic Syndrome.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Effects of bariatric surgery on cancer incidence in obese patients in Sweden (Swedish Obese Subjects Study): a prospective, controlled intervention tr

Background
Obesity is a risk factor for cancer. Intentional weight loss in the obese might protect against malignancy, but evidence is limited. To our knowledge, the Swedish Obese Subjects (SOS) study is the first intervention trial in the obese population to provide prospective, controlled cancer-incidence data.
Methods
The SOS study started in 1987 and involved 2010 obese patients (body-mass index [BMI] ≥34 kg/m2 in men, and ≥38 kg/m2 in women) who underwent bariatric surgery and 2037 contemporaneously matched obese controls, who received conventional treatment. While the main endpoint of SOS was overall mortality, the main outcome of this exploratory report was cancer incidence until Dec 31, 2005. Cancer follow-up rate was 99·9% and the median follow-up time was 10·9 years (range 0—18·1 years).
Findings
Bariatric surgery resulted in a sustained mean weight reduction of 19·9 kg (SD 15·6 kg) over 10 years, whereas the mean weight change in controls was a gain of 1·3 kg (SD 13·7 kg). The number of first-time cancers after inclusion was lower in the surgery group (n=117) than in the control group (n=169; HR 0·67, 95% CI 0·53—0·85, p=0·0009). The sex—treatment interaction p value was 0·054. In women, the number of first-time cancers after inclusion was lower in the surgery group (n=79) than in the control group (n=130; HR 0·58, 0·44—0·77; p=0·0001), whereas there was no effect of surgery in men (38 in the surgery group vs 39 in the control group; HR 0·97, 0·62—1·52; p=0·90). Similar results were obtained after exclusion of all cancer cases during the first 3 years of the intervention.
Interpretation
Bariatric surgery was associated with reduced cancer incidence in obese women but not in obese men.
Funding
Swedish Research Council, Swedish Foundation for Strategic Research, Swedish Federal Government under the LUA/ALF agreement, Hoffmann La Roche, Cederoths, AstraZeneca, Sanofi-Aventis, Ethicon Endosurgery.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Pesquisa Revela 50% de Esteatose Hepática em Grupo de Obesos


A Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) acaba de divulgar o resultado de estudo que revelou que cerca de 50% dos adolescentes obesos atendidos pelo Grupo de Estudos da Obesidade (GEO) do Departamento de Biociências, no Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício da Universidade apresentaram algum grau de esteatose hepática não alcoólica (acúmulo de gordura no fígado). A doença vem sendo considerada como o novo marcador da Síndrome Metabólica, que, entre outros problemas, aumenta as chances de desencadeamento de hipertensão e doenças cardiovasculares associadas à obesidade. O estudo avaliou, desde 2004, cerca de 300 adolescentes com idades entre 15 e 19 anos. Os pesquisadores observaram, entre os que apresentaram a doença, a incidência de esteatose nos graus 1 (cerca de 30% de gordura no fígado), grau 2 (entre 30% a 60%) e 3 (de 60% a 90%). O grupo diagnosticado passou por um ano de tratamento clínico e nutricional, orientação psicológica e atividade física. Metade foi bem sucedida em reduzir os níveis de gordura para índices considerados saudáveis. A coordenadora da pesquisa, Dra. Ana Damaso, explica que “a chance de cura existe, mas depende do emagrecimento. É importante que o paciente não perca peso muito rapidamente, porque, quando isso ocorre, a gordura estocada nas vísceras (região central do corpo) vai diretamente para o fígado, que não consegue sintetizá-la a contento e exportá-la novamente para a circulação, aumentando a quantidade de gordura intra-hepática”.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Evite comparações com as mulheres dos seriados de TV


Aquelas belíssimas mulheres dos comerciais de televisão ajudam a vender produtos e podem deixar algumas mulheres insatisfeitas consigo mesmas. Segundo uma pesquisa recente, isto também ocorre se a mulher for a Jennifer Aniston, a "Rachel", do seriado "Friends"
O que você acha da beleza das mulheres dos comerciais de televisão ?


Como você se sente ao se comparar com aquelas belíssimas mulheres, altas e magras dos comerciais de televisão? Se você fica meio mal, não se preocupe. Muitas mulheres se sentem assim e talvez seja esse mesmo o objetivo das propagandas: fazer com que você se compare com elas e se transforme em uma delas, obviamente comprando os produtos anunciados. Shampoos, “shakes” e aparelhos de ginástica. Até aí tudo bem. Mas e se a comparação for com uma mulher bonita e magra de um seriado cômico de TV como, por exemplo, a Jennifer Aniston, a “Rachel” do seriado “Friends”. Os episódios do dito programa não estão ali para vender nada, mas apenas para entreter. Daí que, em tese, você não deveria se sentir desvalorizada, dando umas gargalhadas, dos encontros e desencontros amorosos, de um bando de adultos americanos. Mas, infelizmente, foi isso que ocorreu com as 76 mulheres canadenses, com idade média de 20 anos que participaram de uma pesquisa sobre o impacto do seriado “Friends” sobre o grau de satisfação com a própria aparência. A explicação para o fato reside no chamado processo de comparação social, cuja dinâmica é basicamente inconsciente. A idéia é que diante de uma imagem de uma imagem de uma mulher muito atraente, a pessoa faz automaticamente uma comparação, digamos, para cima ou num nível, além do habitual. Resultado, ela se desaponta consigo mesma. Obviamente, que se ela já estava desapontada com o seu corpo, valoriza muito a questão estética e passa o dia na frente da TV se comparando, isso é ainda pior. Ou seja, mais decepção com a própria aparência. Mas apesar de inconsciente, este processo pode ser minimizado por processos conscientes incluindo aí o uso de intervenções criadas para esta finalidade. Nesta pesquisa, uma intervenção se baseava na discussão dos esforços irreais dos produtores e atrizes para obtenção daquele padrão pouco comum de beleza foi efetiva e ajudou as participantes a se sentirem melhor. Ou para ser mais preciso, “menos mal”. É possível que o tema apesar de curioso, seja irrelevante para muitas mulheres que não tem tempo de ver TV. Mas se este não é o seu caso, e você anda se sentindo feia e gorda ao assistir “Friends” ou comerciais com mulheres maravilhosas, vai aí a minha dica: mude de canal ou desligue a televisão. (Want et al, 2009. Sex Roles

sábado, 7 de novembro de 2009

Cirurgia goiana é ilegal, diz Ministério

O Conselho Nacional de Saúde, órgão consultivo do Ministério da Saúde, entrou com uma representação nesta semana no Ministério Público Federal, em Goiânia, pedindo que a cirurgia de redução de estômago criada pelo cirurgião goiano Áureo Ludovico de Paula deixe de ser realizada no País. O assunto é abordado na reportagem da revista Época. A cirurgia questionada pelo conselho é a mesma que foi realizada pelos apresentadores de televisão Fausto Silva (Rede Globo), Jorge Kajuru (SBT) e pelo senador Demóstenes Torres (DEM). O procedimento não é reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) nem pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) e também foi considerado irregular pelo conselho.Áureo Ludovico de Paula afirmou à Agência Folha que não conhece o conteúdo da representação e que prefere não comentar o assunto enquanto não for notificado. Também disse que continua realizando o procedimento. “Não tenho conhecimento do que se trata, então não tenho motivos para interromper a realização da técnica.”Jorge Kajuru disse ao DM que a ação seria um boicote “imundo e desleal” para com o médico que se preparou e estudou para desenvolver e realizar o procedimento. “Os laboratórios querem continuar vendendo remédios para os diabéticos.” Kajuru fez a cirurgia na última quarta-feira (4) e está se recuperando no Hospital Neurológico da Capital. Ele ressaltou que não sentiu dor e que está muito bem. O senador Demóstenes Torres fez a cirurgia no fim do mês de janeiro. Ele explica que a recuperação foi rápida e tranquila. “É um absurdo (a representação). Se a cirurgia experimental não fosse permitida, a medicina não teria avançado um milímetro”, contestou.

Reportagem da revista Época mostra drama de advogada

Na revista Época que chega às bancas nesse fim de semana, é mostrado o drama da advogada Daliana Kristel Gonçalves Teixeira, 31, que fez a cirurgia em 2005. Na época, ela media 1m58 e pesava 95 quilos. Como Daliana explica para a revista, o médico Áureo Ludovico disse que usaria a técnica convencional. A advogada assinou um termo de ciência, segundo o qual seria submetida a uma gastroplastia laparoscópica para tratamento de obesidade mórbida. Gastroplastia é um nome genérico que indica redução de estômago. A advogada concedeu entrevista para a Época, na qual afirma que “quando os problemas começaram a aparecer, ele (o médico) disse que eu era azarada. Ele disse que tudo o que fazia dava certo, mas em mim as coisas que ele fazia não davam certo.”Ainda na entrevista, ela afirma que vê televisão, fica na internet e tenta estudar. “O que eu posso fazer, eu faço. Mas tenho que ter muito cuidado com o dreno colocado na saída do estômago. Não posso correr nem andar muito rápido. Andar devagar e com muito cuidado, eu posso. Até porque o dreno não tem ponto”, afirma Daliana. No relatório médico apresentava o nome do novo método. A família de Daliana diz que não foi informada de que ela tinha sido submetida a uma cirurgia não-regulamentada. Eles não entendem por que Daliana foi submetida à interposição do íleo se ela nunca foi diabética.Desde o início do ano, a advogada não come e não bebe nada. Ela é alimentada por uma sonda que leva uma solução proteica diretamente ao seu intestino. Segundo o advogado de Daliana, Marcelo Di Rezende Bernardes, hoje ela gasta mensalmente, apenas com comida, R$ 5.500. Ele explica que os gastos mensais da jovem chegam a R$ 10 mil, com as refeições, exames e internações. “Até o início desse ano, todos os procedimentos que eram realizados com o doutor Áureo na paciente eram cobrados”. A família processou o hospital e o cirurgião. Eles foram condenados inicialmente a arcar com as despesas médicas e hospitalares da paciente, mas a decisão foi anulada. Atualmente a ação aguarda julgamento de recurso no Tribunal de Justiça (TJ). Daliana pede indenização por danos materiais, estéticos e morais (causados em razão da realização da experiência médica no valor de R$ 1 milhão) o pagamento das despesas médicas e uma indenização de R$ 10 milhões.O advogado explicou que quando a revista chegar nas bancas, irá providenciar outdoors similares aos que já foram colocados nas ruas de Goiânia em agosto desse ano. Marcelo afirma que deseja ver os outros pacientes que se submeteram ao método do médico Áureo Ludovico de Paula daqui alguns anos. “O cirurgião tem um ótimo marketing, além de um alto poder econômico e político”, afirma. Na quarta-feira passada, a equipe de reportagem da revista Época foi no consultório do médico Áureo Ludovico. “Ele se recusou a dar entrevista. Disse que não fala sobre sua técnica nem sobre o caso Daliana. Em sua defesa no processo que corre no Tribunal de Justiça (TJ), o médico alega que “a cirurgia não é experimental e sim uma variante técnica de uma cirurgia consagrada há mais de 20 anos”, afirma a revista. Em entrevista à revista Época, a procuradora Léa Batista de Oliveira, do Ministério Público Federal, afirma que pretende entrar com ação penal de lesão corporal e exercício ilegal da medicina contra Áureo.“Com base nas investigações que fizemos até agora, tudo indica que esse é um caso de grave violação dos direitos humanos. Estamos diante de experiências realizadas em desconformidade com todas as normas vigentes. O médico não informa devidamente os pacientes sobre os riscos da cirurgia, não tem protocolo de pesquisa, faz publicidade de uma técnica não-regulamentada e cobra por ela”, diz Léa. Ela afirma ainda que o caso de Daliana também é investigado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Estômago é reduzido em 40%

O DM publicou matéria sobre o polêmico procedimento cirúrgico em agosto desse ano. O método pode curar o diabetes tipo 2, além da obesidade, mas não é regulamentado nem reconhecido por órgãos competentes da área da saúde. A cirurgia se chama gastrectomia vertical com interposição de íleo. A explicação para o possível sucesso do procedimento está na maneira com que o íleo - fim do intestino delgado - é recolocado. Ele passa a ficar entre o duodeno e o jejuno. O íleo, quando entra em contato com o alimento, produz o GLP1 - um dos hormônios estimulantes da produção de insulina. Nos diabéticos tipo 2, a insulina aparece reduzida. O organismo produz pouco GLP1 porque a maior parte do alimento já foi absorvida antes de chegar ao íleo. A cirurgia consiste em reduzir esse percurso, para que o corpo possa trabalhar produzindo o hormônio. A cirurgia é feita por laparoscopia, com o objetivo de intensificar a produção de hormônios existentes no íleo que estimulam a ação de insulina no pâncreas. Durante a operação, o médico faz também uma redução de cerca de 40% do estômago. O paciente perde peso e, com isso, diminui a resistência do organismo à insulina. O diabetes tende a melhorar, afirma o médico e pacientes que aprovaram a nova abordagem.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Obesidade atinge 52% dos idosos de São Paulo, diz pesquisa


Mulheres são a maioria e obesidade atinge 55,9% das idosas, contra 44,6% dos homens, aponta secretaria
SÃO PAULO - Uma pesquisa inédita divulgada nesta quarta-feira, 2, pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo aponta que mais da metade dos idosos paulistas apresentam obesidade. A pesquisa foi feita entre 2007 e 2008 e avaliou 5.957 pacientes acima dos 60 anos que passaram por atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). O resultado apontou que 52% estavam acima do peso. De acordo com a secretaria, o levantamento mostrou também que a obesidade é ainda maior entre as mulheres. Os quilos extras atingem 55,9% das idosas, contra 44,6% dos homens. Alguns fatores como sedentarismo, problemas hormonais e má alimentação explicam esses dados. A obesidade pode causar hipertensão, Acidente Vascular Cerebral (AVC), enfarte, incapacidade de movimentação e diabetes, entre outros problemas."São dados preocupantes e que exigem uma atenção redobrada desses idosos. Descuidar da alimentação ou adotar um hábito de vida sedentário colaboram muito para a obesidade. É preciso lembrar também que, após os 60 anos, o metabolismo fica cada vez mais lento, o que dificulta a perda de peso", alerta África Isabel Neumann, nutricionista da Divisão de Doenças Cônicas da secretaria. Adotar ações simples pode ajudar os idosos a evitar a obesidade. É importante ter uma alimentação saudável, rica em frutas, verduras e legumes, praticar alguma atividade física, evitar alimentos gordurosos e beber bastante água durante o dia. Medidas como essas ajudam a ter uma vida com mais qualidade e saúde.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Obesidade

A obesidade tem origem nos hábitos alimentares ou nos genes? Talvez nas duas coisas. Se o combate a esta doença por meio da alimentação já é um consenso entre os médicos, um grupo espanhol de cientistas descobriu que é possível atacá-la geneticamente. Segundo o periódico Obesity, o segredo pode estar no DNA das mitocôndrias, que são transmitidos para o bebê pela mãe. As mitocôndrias são órgãos celulares responsáveis pela respiração celular, transformando glicose e oxigênio em energia. Elas possuem material genético próprio, também chamado de DNA mitocondrial. De acordo com Francesc Villarroya, do Centro de Investigação Biomédica de Obesidade e Nutrição e diretor do Instituro de Biomedicina da Universidade de Barcelona, elas podem ter grande influência sobre a obesidade. Levando-se em conta que a obesidade é o resultado de uma acumulação excessiva de gordura corporal produzida por um desequilíbrio energético, "as mutações dos genes mitocondriais podem contribuir para o desenvolvimento dessa condição, bem como influenciar muitos casos de diabetes e câncer", diz Villarroya ao jornal El País. Essa descoberta tem uma vantagem: o DNA das mitocôndrias é mais facil de ser manipulado que o do núcleo celular, não apenas em sua composição, mas também na quantidade. Já se sabe que os atletas, que se exercitam mais que outras pessoas, aumentam seu DNA mitocondrial porque precisam produzir mais energia. Os cientistas também trabalharam com outra pista: pessoas com HIV têm disfunções no metabolismo provocadas pela ingestão do coquetel de remédio, a lipodistrofia, que é uma acumulação irregular de gordura no corpo (desaparece do rosto e dos membros, mas se acumula no abdômen, por exemplo). Ela acontece por ação do remédio sobre a toxidade das mitocôndrias. Outros fármacos, como alguns usados para tratar diabetes (glitazonas), atuam de maneira inversa, e diminuem o DNA mitocondrial.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

OBESIDADE E GRIPE SUINA

SÃO PAULO - No Rio Grande do Sul, a obesidade aparece como principal fator de risco de complicações da gripe suína. No estado, o percentual de vítimas fatais entre os obesos supera o grupo das gestantes e de pessoas com algum tipo de problema no coração. Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, a gestação e as cardiopatias são os principais fatores de risco que levam à morte dos doentes.
De acordo com o Secretário de Saúde do Estado, Osmar Terra, 20,4% dos 50 mortos confirmados até o dia 10 de agosto estavam acima do peso. As grávidas, que também estão no grupo de risco, representavam 12,2% dos óbitos, os diabéticos 8,2% e os pacientes com cardiopatias e pneumopatias com 6,1% cada um.
Leia mais: Virologista é contaminado por H1N1
O secretário disse que as mortes em pessoas acima do peso estão sendo investigadas e ainda não é possível afirmar quais fatores levaram à complicação do quadro dos pacientes confirmados com a gripe A.
- Visitei recentemente um hospital em Santa Rosa, no interior do estado. Das seis pessoas internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com gripe suína, quatro estavam acima do peso. Uma pesquisa vai mostrar o que está acontecendo, mas ela só estará pronta a médio prazo - disse Terra.
São consideradas obesas as pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30. Terra disse que não somente os obesos mórbidos morreram de gripe suína no Rio Grande do Sul. Pacientes com 15 ou 16 quilos acima do peso estão na lista das vítimas fatais.
Leia também: Presídios paulistas registram primeiros casos da doença
Para a médica infectologista Nanci Bellei, do comitê que estuda o influenza na Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), as pessoas acima do peso, mesmo que não tenham doenças preexistentes, têm muita dificuldade de respirar. Isso pode se agravar diante de um quadro de pneumonia, uma das principais causas da morte de pacientes com gripe A (H1N1).
- Nas outras pandemias não havia associação com a obesidade. Talvez porque o número de pessoas acima do peso não era relevante. Agora, precisamos saber se a taxa de obesidade aumentou no país. Isso explicaria o maior número de obesos mortos - disse Nanci.
Leia também: Associação médica diz que faltam leitos para atender todos os pacientes
O secretário de Saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra, estima que o número de casos de gripe até o fim deste inverno deve chegar a 60 mil no estado. Pelos seus cálculos, a gripe suína se manifestará em 90% das pessoas. Segundo ele, o pior inverno dos últimos 20 anos no estado, com mais de 20 dias com temperatura abaixo dos 10 graus, e a fronteira com a Argentina, são os principais fatores para o grande número de casos esperados. A Secretaria de Saúde gaúcha confirma até esta quinta-feira 66 vítimas fatais por gripe A no Rio Grande do Sul.
Mas o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirma que o número de casos vão diminuir gradualmente. O secretário gaúcho afirmou que a queda vai ocorrer quando o tempo esquentar. Ele explicou que o pico da doença no estado ocorreu no final de julho e que a situação já se estabilizou no interior. O número de infectados já diminuiu em Uruguaiana, cidade que faz fronteira com a Argentina, e consequentemente nos municípios que estão na rota dos caminhoneiros, como Caxias do Sul, Passo Fundo, Erechim e Região Metropolitana de Porto Alegre.
Por enquanto, somente a capital gaúcha permanece com números crescentes de infectados pelo vírus H1N1. De acordo com ele, as mortes anunciadas neste momento são de pacientes internados há mais de 15 dias.
- A epidemia desceu a serra e chegou a Porto Alegre, mas a situação deve melhorar na terceira semana de agosto - disse Terra.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Obesidade e Doenças Crônicas Não Transmissíveis: Fatores de Risco e Intervenção Nutricional

Esta revisão apresenta o perfil epidemiológico da obesidade e dos fatores de risco para DCNT no Brasil, a partir de informações colhidas junto a base de dados Medline e em publicações governamentais e da Organização Mundial de Saúde. Recomendações dietéticas baseadas nos consensos e guias também são apresentadas. Pesquisas brasileiras mostram uma redução na desnutrição e aumento na prevalência de sobrepeso e obesidade. Observa-se um rápido e importante declínio na ingestão de cereais, frutas e hortaliças e uma piora na qualidade do padrão alimentar, com aumento no consumo energético. O tratamento da obesidade deve objetivar a perda modesta e sustentada de gordura corporal que atenue os riscos associados. As metas devem incluir parâmetros de peso, circunferência da cintura, pressão arterial e perfil bioquímico. Recomenda-se um plano de restrição energética moderada, progressiva e sustentável. Este tema permanece como desafio à prevenção e o controle da obesidade e das DCNT.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

ENCONTRO DE PRÉ- PÓS E QUEM VAI OPERAR

GENTE EM DEZEMBRO TERÁ UM ENCONTRO DE CIRURGIA DA OBESIDADE, SERÁ REALIZADO EM SÃO PAULO, QUEM PUDER COMPARECER SERÁ BEM LEGAL, TERÁ MUSICAS E BUFETT, ENTREM EM CONTATO AQUI QUE ENVIO O EMAIL DA RESPONSÁVEL.

Nova droga para perda da fome.

Pesquisa revela que uma nova droga contra a obesidade, o liraglutide, fez com que voluntários apresentassem perda de peso de cerca de 7 quilos em 20 semanas. O resultado é quase três vezes maior do que a de um grupo controle, e em torno de 50% maior do que nos pacientes tratados com orlistate e placebo.O liraglutide é o primeiro de uma nova série de medicamentos contra a obesidade que imitam a ação de um hormônio liberado naturalmente no intestino delgado após a alimentação. O especialista que encabeça o trabalho – Dr. Arne Astrup, chefe do Departamento de Nutrição Humana da Universidade de Copenhague, Dinamarca – explicou que a substância “ faz com que o corpo pare de produzir mais insulina e diz ao cérebro que é hora de parar de comer”. A pesquisa, publicada na revista científica britânica The Lancet, foi realizada com 564 adultos com Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 30, tratados em 19 hospitais europeus. Os pacientes foram submetidos a uma dieta de 500 calorias a menos do que a necessidade diária, programa de exercícios e uso de liraglutide (em quatro doses diferentes) ou orlistate e placebo. InjeçãoOs que receberam as doses mais elevadas da nova droga, de 3 mg, alcançaram a média mais alta de perda de peso: 7,2 quilos em 20 semanas; 4,1 quilos com orlistat e 2,8 quilos com placebo. O medicamento foi licenciado no início de 2009 para tratar o diabetes e teve sua segurança comprovada em testes. O estudo do Dr. Astrup foi o primeiro a testar seus efeitos em pessoas obesas, sem diabetes. O novo medicamento é administrado através de injeção, embaixo da pele, já que a substância poderia ser “quebrada” no intestino. O pesquisador Arne Astrup acha que a injeção “significa que a relação entre paciente e médico deve estar presente, não devendo ser usado para fins meramente estéticos”. Duplamente EficazO presidente da Associação para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), Dr. Marcio Mancini, comentou que “um dos hormônios que participam da regulação do balanço energético (diferença entre as calorias ingeridas e as gastas) é o peptídeo semelhante ao glucagon-1(GLP-1), que tem ação promotora de saciedade (por ação no sistema nervoso central), além de reduzir a velocidade de esvaziamento gástrico (por aumentar o tônus do piloro) e aumentar a secreção de insulina (o que beneficia os diabéticos)”. Dr. Mancini prossegue explicando que “o liraglutide é um análogo desse hormônio endógeno, e vem se mostrando eficaz na redução de peso e no controle do diabetes. No entanto, ele não promove hipoglicemia, de modo que pode ser útil também em não diabéticos”. O endocrinologista esclarece que “o medicamento já é comercializado nos Estados Unidos pela Novo Nordisk com o nome de Victoza, e é administrado em dose única diária”.

Exemplo da dieta para colocação de Balão intragastrico


Na primeira semana sua dieta será apenas de líquidos, beber aproximadamente 100 ml de líquidos por hora.
Beber no mínimo 2 litros de água por dia além da dieta.

Exemplos de alimentos:
- isotônicos(gatorad, maraton, guaraviton, etc);
- água de coco (sempre de caixinha);
- água;
- chá de ervas – menos os feito com mate, preto, verde e hortelã;
- leite desnatado com adoçante;
- gelatinas diet;
- iakult;
- caldo de legumes com carne magra - coar e beber apenas o caldo - sem adição de óleo, mas com temperos normais.

Exemplo da dieta:
- 8:00 leite sem lactose desnatado com adoçante – 100 ml
- 9:00 água de coco – 100 ml
- 11:00 gatorade – 100 ml
- 12:00 caldo coado, feito sem óleo – 150 ml.
- 14:00 iakult – 1 unidade ou 100 ml de suco de caixinha diluído em água.
- 16:00 – chá de ervas – 100 ml.
- 19:00- caldo coado, feito sem óleo – 150 ml
- 20:00 - água de coco – 100 ml
- 22:00- gatorade – 100 ml
ESSA DIETA É UM EXEMPLO, TODA DIETA DEVE SER CONSULTADO POR UM NUTRICIONISTA.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009


Ao contrário do que ainda se preconiza, os benefícios dos exercícios na redução de peso não se limitam apenas à queima de calorias. Segundo um estudo apresentado na reunião anual da Federação das Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe), que aconteceu recentemente, a atividade física também faz com que a ingestão de calorias diminua.O principal achado do trabalho foi que o exercício físico pode ser benéfico para o apetite dos obesos, pois há indícios de que haja uma espécie de equilíbrio dinâmico para evitar tanto o acúmulo excessivo de energia quanto o gasto excessivo. Segundo Eduardo Ropelle, pesquisador da Unicamp e do Instituto de Obesidade e Diabetes, esse equilíbrio vem sendo perdido com as dietas modernas.Os dados foram obtidos em laboratório com ratos e camundongos, e podem trazer esperança aos mais de 40% da população que sofre com sobrepeso ou com a obesidade, segundo Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.No trabalho, foi acompanhada a ação de hormônios como a insulina e a leptina sobre o cérebro, que atuam como sinalizadores químicos do organismo, alertando para a hora de parar de comer.Nos ratos obesos, o que se observou foi que na dieta rica em gordura, os hormônios perdem a capacidade de regular o apetite levando-os a um círculo vicioso comportamental no qual quanto mais se come, mais se quer comer.Mas com apenas uma sessão de exercícios físicos a sinalização do apetite no cérebro dos ratos voltou a níveis normais e se manteve por cerca de 12 horas. Estes resultados são inéditos na literatura científica e foram encaminhados para publicação na revista científica Nature Neuroscience.O trabalho também indica que a obesidade em mamíferos possa acarretar em falhas na transmissão de sinais em neurônios que controlam a saciedade, determinantes para a prevalência da obesidade. Portanto, adverte Ropelle, o exercício não é importante apenas para aumentar a queima de calorias, mas também para beneficiar o sistema nervoso, controlar a saciedade e diminuir o apetite.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

ORIGEM DA OBESIDADE


No passado longínquo a comida era rara e o homem pré-histórico gastava muita energia para consegui-la. Havia uma grande atividade física constante, ou no sentido do homem fugir de algum animal maior que o quisesse como refeição ou correr atraz de algum animal menor para comer. Eram tempos de escassez. Havia então um instinto de comer tudo que estivesse ao alcance para fazer reservas energéticas pois não se sabia quando seria a próxima refeição.Com o passar do tempo o homem desenvolveu a inteligência e dominou o planeta. Aprendeu a plantar, pastorear , enfim a ter comida em abundância e acima de tudo sem precisar correr atraz de alimento. Alias nem fugir de outros animais, pois o homem deixou de ter predador . Nesse momento, talvez no século passado, o homem conheceu a abundância e a falta de predador. Com certeza nenhuma outra espécie viva nesse planeta conquistou esse duplo previlégio.Aparentemente trata-se de um progresso da espécie, mas na verdade foi o inicio de uma nova Era. A “Era do sedentarismo e da comilança desregrada”. Em outras palavras submetemos o nosso corpo a um estilo de vida para o qual ele não foi feito. Estamos nos desviando das orientações do nosso “Manual de Manutenção” e pior, muito rapidamente, sem dar tempo a Mãe Natureza de fazer os ajustes lentos e graduais que a evolução das espécies requer.Ao descobrir o fogo o homem aprendeu que esquentando a comida ela fica mais saborosa e de mais fácil digestão. Assim , nesse momento começamos a retirar as fibras dos alimentos. Chamamos isso de “digestão externa”. Aprendemos também a refinar industrialmente o trigo e o açúcar deixando-os sem fibras também. Dessa forma a comida passou a não ter fibras.As moradias atuais são pequenas devido a intensa migração urbana dos últimos séculos e por isso as cozinhas não comportam grandes quantidades de frutas e verduras para fornecer 2.000 calorias por pessoa por dia as custas de frutas, verduras ou legumes. Foi necessário encontrar uma alternativa mais prática para alimentar as pessoas. Surgiram as comidas de baixo volume, hipercalóricas e não perecíveis (tradução : amido e açucar sem fibras) como pão, bolacha, chocolate, etc.Esse tipo de comida não causa saciedade porque não distende o estomago e por isso esse tipo de comida induz a comer sem parar.Esse tipo de comida moderna é de facílima digestão e por isso quase toda realizada no duodeno. Dessa forma quase toda a comida será absorvida para o sangue no duodeno e no inicio do jejuno. Assim não haverá resíduo alimentar chegando ao íleo terminal e com isso não haverá estímulo para produção de hormônios como GLP1, PYY e Oxintomodulina. Esses hormônios são responsáveis pelo “grito intestinal” que avisa o cérebro para parar de comer. Em outras palavras a comida moderna é tão facilmente absorvida que a grande parte do intestino não vê comida. É uma pena porque dessa forma o intestino acha que a pessoa não comeu e não manda o cérebro parar de comer, e dessa forma a pessoa continua comendo sem parar, ou seja de forma insaciável.Assim então entendemos porque o progresso intelectual humano induz a obesidade pois come-se muito e gasta-se pouca energia, ou seja assim como uma conta bancaria onde estoca-se muita energia e gasta-se pouca energia, o resultado será uma conta bancaria bem gorda. Listo a seguir os 6 mandamentos da Obesidade Moderna:
Sedentarismo por sermos o topo da cadeia alimentar (não temos predador) e logo não precisamos fugir de ninguém
Sedentarismo por termos abundância de alimentos. (Todas as outras espécies vivas vivem na escassez de alimentos e por isso precisam correr muito atraz de comida)
Sedentarismo por ficamos trancados em casa com medo da violência urbana.
Sedentarismo porque a tecnologia permite resolvermos tudo em casa pela Internet, pelos Deliverys, etc.
Comemos comidas hipercalóricas de baixo volume que não causam saciedade pois não distendem o estomago e assim o homem come e continua “bem disposto” a continuar a comer por tempo indeterminado.
Comemos comidas hipercalóricas de facílima absorção no duodeno e jejuno altos logo o “intestino passa fome“ e por isso não existe o grito do intestino avisando o cérebro para parar de comer. E assim o individuo continua com fome mesmo depois de comer muito.
ResumoEm resumo o Mundo Moderno induz a obesidade. O homem do futuro será um grande obeso. A mesma tecnologia que é capaz de esticar a sobrevida graças a transplantes e vacinas será a grande culpada pela diminuição da sobrevida graças as complicações decorrentes da obesidade extrema.É necessário que tenhamos consciência desse fenômeno e que lutemos contra essa correnteza mudando nossos hábitos alimentares e físicos imediatamente

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

BIB



O Tratamento da Obesidade é a Reeducação Tríplice em qualquer grau de Obesidade
Reeducação Nutricional (Busca de padrão alimentar personalizado e prazeiroso)
Procura de atividade física personalizada (algo viavel e prazeiroso para o paciente)
Buscar equilíbrio psicológico para conter o comer compulsivo Nenhum tratamento temporário terá resultado sustentado.Essa Reeducação (prazeirosa ) deve ser mantida para toda a vida.O paciente precisa trocar sua fonte de prazer (A comida será substituída por outras coisas).Nossa meta é fazer o paciente perceber que existe uma vida mais saudável e mais gostosa.Em pacientes de IMC > 40 Kg/m2 o resultado da Reeducação é ruim. Porisso o melhor tratamento para IMC > 40 é a cirurgia bariatrica (Consenso Mundial)A cirurgia bariatrica mais realizada no mundo é o Bypass Gástrico (70% das cirurgias) O Bypass causa saciedade precoce e diminue a fome (ação restritiva leve e hormonal) Emagrece 35 a 40% do peso em 7 meses aproximadamente Oferece boa qualidade de vida pois na imensa maioria dos casos:
O paciente não tem fome logo emagrece sem sofrimento
O paciente não vomita ( porque não existem mecanismos de obstrução)
O paciente não tem diarréia porque a comida passa em longo trecho intestinal É uma cirurgia reversivel pois nenhum orgão é retirado do corpo É uma cirurgia que não tem próteses (próteses podem sofrer rejeição e infecção)É uma cirurgia geralmente feita por videolaparoscopia (99 %)O Bypass Gástrico é o Padrão Ouro da Cirurgia para Obesidade Mórbida Em alguns pacientes com IMC entre 35 e 40 tambem realizamos o Bypass Gástrico.São os pacientes que tem doenças que são agravadas pela obesidade (Comorbidades, Ex.: hipertensos, cardíacos, diabéticos tipo 2, apnéia do sono, problemas ortopédicos, hipercolesterolemias, hipertrigliceridemia, síndrome metabólica, alterações graves na quantidade e distribuição da gordura corporal, etc )Em pacientes com IMC abaixo de 35 kg/m2 insistimos na Reeducação Tríplice.Se após 3 anos de tratamento clinico não houver resultado satisfatório, ou seja o paciente continua com IMC acima de 27, podemos usar em alguns pacientes selecionados um recurso coadjuvante que incentiva a Reeducação.
Chamamos essa técnica de Reeducação Incentivada.Usamos o Balão Intra Gástrico (BIG) como um facilitador no tratamento da obesidade.O balão intragástrico de silicone (SIB) foi desenvolvido pelo Dr. Fred C. Gau ( Arizona-EUA) em conjunto com a INAMED Development Company (IDC), em 1986. Em janeiro de 1996 o SIB IDE foi transferido da IDC para a BioEnterics Corporation (BEC), e o SIB foi redenominado como BioEnterics Intragastric Balloon (BIB).Nesses 23 anos de existência foram usados dezenas de milhares de BIG pelo mundo e a experiência mundial sugere uma perda de peso entre 12 a 20% do peso quando o paciente for muito participativo no tocante a Reeducação (Alimentar, Física e Psicológica)Trata-se de uma bexiga de silicone introduzida no estomago por EndoscopiaTrata-se de uma bexiga de silicone introduzida no estomago por Endoscopia Introduzimos essa bexiga murcha e dentro do estomago injetamos 400 ml a 700 ml de soro azul enchendo a bexiga que assume então o aspecto de uma “bola de tênis” Essa bola causa saciedade e com isso diminue a ingesta alimentar e causa o emagrecimento: O motivo da cor do soro ser azul é que se por acaso houver perfuração da bexiga (muito raro) haverá extravazamento de liquido azulO qual tornará a urina azul e assim o paciente deverá avisar o cirurgião, o qual retirará o balão por endoscopia em até 24 horas após o azulamento da urinaO BIG pode permanecer no estomago por no maximo 6 meses e é retirado por endoscopia.Trabalhos recentes (Obesity Surgery agosto 2008- Dr Alfredo Genco – Roma - Italia) comprovam a eficiência do BIG na reeducação alimentar após 12 a 24 mesesPara esse emagrecimento ser efetivo e sustentado é necessário
Escolher bem em qual paciente realiza-lo (parametros nutricionais)
Preparar o paciente nutricionalmente e psicologicamente
O paciente precisa estar envolvido na Reeducação Tríplice
O paciente precisa retornar as consultas de seguimento do BIG
O resultado final depende do grau de participação do paciente Não devemos usar o BIG indiscriminadamente pois apenas te-lo não emagrece ninguem Instalar o BIG é fácil (nas mãos de endoscopistas e cirurgiões bariatricos especializados ):Difícil é escolher em quem e quando colocarDificil é preparar o paciente para esse tratamentoDifícil é acompanhar o paciente e motiva-lo até que ele esteja reeducado O Balão Intra Gastrico também é usado em outras 2 situações
Preparo em super obesos com IMC acima de 50 Kg/m2 para emagrece-los e assim melhorar sua condição clinica para melhor suportar uma cirurgia bariatrica definitiva
Como tratamento em obesos com IMC>35 Kg/m2 que não podem ser operados devido a contraindicações à cirurgia bariatrica definitiva Contraindicações do BIG
Pacientes portadores de cirurgias gástricas anteriores
Pacientes portadores de ulceras gastroduodenais ativas
Pacientes portadores de varizes de esôfago
Pacientes portadores de Esôfago de Barrett (Esofagite de refluxo grave)
Pacientes portadores de doenças cronicas intestinais (Crohn, Retocolite Ulcerativa)
Pacientes renais crônicos
Pacientes em uso de anticoagulantes
Pacientes bulimicos (vomitadores compulsivos) Caracteristicas do BIG
Método pouco invasivo que pode ser feito em regime de Day Hospital. Geralmente o paciente não dorme no Hospital. Geralmente usamos uma sedação assim como em endoscopias diagnósticas
O paciente costuma sentir a presença do BIG no estomago nos primeiros dias mas no terceiro dia já se acostuma com o BIG. O paciente pode ter náuseas e dor de estomago por 2 dias após a instalação do BIG que geralmente cedem com analgésicos em casa. Alguns poucos pacientes precisam internar para receber medicação endovenosa por 1 ou 2 dias. A grande maioria dos pacientes reassume integralmente suas atividades profissionais e esportivas em 3 dias
Durante os 6 meses de BIG é fundamental que o paciente siga as nossas instruções, ou seja retorne ao consultório conforme orientado (ou mantenha contato por telefone ou correio eletrônico nos dias que não puder vir a Clinica). Também é importante que evite esportes com traumatismo gástrico (boxe, etc)
Durante os 6 meses de permanência do BIG o paciente deve fazer uso de medicação anti acida conforme orientação e seguimento do cirurgião. É importante diminuir a produção de acido para evitar gastrite e para preservar a integridade do BIG
O BIG pode permanecer no maximo 6 meses e deve ser retirado por endoscopia. Pode-se instalar outro BIG por mais 6 meses mas é necessário um período de 2 meses sem BIG entre 2 temporadas de BIG
Método de raras complicações conforme vasta literatura mundial (ulceras e raramente perfuração do BIG) O BIG não deixa seqüelas no estomago , ou seja não estraga o estomago. Em outras palavras não dificulta a confecção de cirurgia bariatrica no futuro (se for necessária)

XVII ENCONTRO MULTIDISCIPLINAR DE OBESIDADE MÓRBIDA

Todo profissional envolvido nessa área tem que conhecer um pouco de todas as outras áreas. Um nutricionista precisa entender um pouco de psicologia para suspeitar que tal comportamento alimentar pode estar associado a um distúrbio psiquiátrico. Um cirurgião precisa entender sobre a absorção proteica para avaliar uma técnica cirúrgica. Um psicólogo precisa entender sobre “anel” para interpretar os vômitos de um paciente como sinal de anorexia nervosa. Com a finalidade de reunir o maior número de profissionais envolvidos em Obesidade Mórbida organizamos o Encontro Multidisciplinar de Obesidade Mórbida onde reunimos vários profissionais de varias Equipes, Hospitais e Faculdades diferentes para trocar dúvidas e conhecimentos. Convidamos para dar aulas os professores de maior experiência no tema a ser exposto, independentemente de vínculos com hospitais, escolas ou industrias.Esses Encontros ocorrem bimestralmente no Centro de Estudos do Hospital São Luiz – Itaim desde o inicio de 2005. São destinados a todos os profissionais envolvidos em Obesidade Mórbida. A inscrição é gratuita e deve ser feita com antecedência conforme instruções no Cartaz Convite. As datas dos Encontros do ano serão divulgadas nesse site em dezembro do ano anterior e o programa de cada Encontro será colocado no site aproximadamente 40 dias antes de cada Encontro.
17 de Outubro, 2009Todo profissional envolvido nessa área tem que conhecer um pouco de todas as outras áreas. Um nutricionista precisa entender um pouco de psicologia para suspeitar que tal comportamento alimentar pode estar associado a um distúrbio psiquiátrico. Um cirurgião precisa entender sobre a absorção proteica para avaliar uma técnica cirúrgica. Um psicólogo precisa entender sobre “anel” para interpretar os vômitos de um paciente como sinal de anorexia nervosa. Com a finalidade de reunir o maior número de profissionais envolvidos em Obesidade Mórbida organizamos o Encontro Multidisciplinar de Obesidade Mórbida onde reunimos vários profissionais de varias Equipes, Hospitais e Faculdades diferentes para trocar dúvidas e conhecimentos. Convidamos para dar aulas os professores de maior experiência no tema a ser exposto, independentemente de vínculos com hospitais, escolas ou industrias.Esses Encontros ocorrem bimestralmente no Centro de Estudos do Hospital São Luiz – Itaim desde o inicio de 2005. São destinados a todos os profissionais envolvidos em Obesidade Mórbida. A inscrição é gratuita e deve ser feita com antecedência conforme instruções no Cartaz Convite. As datas dos Encontros do ano serão divulgadas nesse site em dezembro do ano anterior e o programa de cada Encontro será colocado no site aproximadamente 40 dias antes de cada Encontro.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Mães obesas são mais propensas a ter filhos com problemas cardíacos

As mulheres que possuem excesso de peso ou já eram obesas antes de engravidar têm mais probabilidade de dar à luz um bebê com problemas cardíacos, revela um estudo publicado pelo American Journal of Obstetrics and Gynecology.
O risco de ter um bebê com problemas cardíacos congênitos é 18% maior no caso de uma mulher ter excesso de peso ou ser obesa do que a grávida que tinha um peso mais normal, assinala o estudo realizado pelo Centro para o Controle e Prevenção de Enfermidades (CDC).
Os pesquisadores analisaram dados de 6.440 bebês com problemas cardíacos congênitos e 5.673 criancás sem problemas deste tipo. As mães com diabetes de tipo 1 e 2, que é um forte fator de risco para os problemas cardíacos, foram excluídas do estudo.
Dos 25 tipos de problemas cardíacos analisados pelos pesquisadores, descobriu-se que 10 estavam associados com a obesidade materna e cinco com o peso excessivo da mãe.
"Os defeitos cardíacos congênitos estão entre os problemas de nascimento mais comuns e entre todos os defeitos de nascimento são a principal causa de doenças, morte e gastos médicos", explicou Edwin Trevathan, diretor do Centro Nacional sobre Defeitos de Nascimento e Problemas de Desenvolvimento do CDC, em um comunicado.
Dois terços dos adultos americanos sofrem de excesso de peso ou são obesos. O americano médio apresenta cerca de 11 kg de peso em excesso.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Uma boa alimentação e exercícios físicos também ajudam o intestino e evitam problemas na região anal

Adotar uma alimentação rica em frutas, verduras, cereais integrais e grãos, hidratar-se constantemente com água e sucos naturais, praticar atividade física regularmente e tentar ao máximo controlar o estresse são atitudes que proporcionam mais disposição e qualidade de vida, prevenindo uma série de doenças crônicas e beneficiando todos os sistemas do organismo, como o digestivo, o circulatório, o respiratório e o osteomuscular. Levar um estilo de vida saudável e equilibrado auxilia também a prevenção de dois problemas frequentes em homens e mulheres, mas pouco falados fora dos consultórios médicos: hemorróidas e fissuras anais. A ocorrência dessas duas doenças, que atualmente são tratadas de maneira mais eficaz, pode ser prevenida, em muitos casos, com a manutenção de uma rotina alimentar saudável e com um maior controle dos níveis de estresse.
Para entender o porquê dessa relação, é necessário primeiro saber que hemorroidas são veias ao redor e dentro do ânus que se dilatam e ficam tortuosas. As fissuras anais são úlceras no canal do ânus. Ambas podem ser provocadas por traumas gerados pela passagem das fezes ressecadas. “A causa mais frequente das hemorróidas é a constipação intestinal, condição que impõe à pessoa um grande esforço evacuatório associado ou não a fezes endurecidas. Após longo período nessa situação, ocorrem dilatações nas veias anais (hemorroidas) ou lesões ulceradas nessa região (fissuras)”, informa o médico Sanzio Santos Amaral, proctologista do Fleury.
Ele faz recomendações simples e que podem ser adotadas por qualquer pessoa para evitar essa situação. “Para ter um trânsito intestinal saudável, devemos ingerir de 20 g a 30 g de fibras e cerca de 2 litros de água todos os dias”, ressalta. Para isso, a alimentação deve ser rica em folhas, frutas, cereais integrais e grãos.
Atividade física regular também contribui para um trânsito intestinal saudável. Segundo Amaral, pesquisas científicas comprovaram que quem se exercita regularmente tem melhor funcionamento intestinal, em comparação aos que não fazem exercícios. Isso acontece porque a atividade física ajuda o organismo a liberar algumas substâncias que também atuam estimulando o intestino.
Não menos importante é o controle do estresse. “Não existe uma relação direta entre estresse e hemorroidas, mas o estresse está relacionado à síndrome do intestino irritável. Essa condição tem como um dos seus sintomas a constipação intestinal e ocorre bastante em adultos habitantes das grandes cidades. Eles trabalham muito e têm pouco tempo para relaxar e cuidar da alimentação”, explica o proctologista. O estresse está associado ainda ao aumento da pressão arterial, e, para quem tem predisposição à doença ou já sofre com ela, esse pode ser um fator desencadeante ou agravante.
No entanto, há ainda outros dois fatores que podem estar relacionados ao aparecimento das hemorroidas: algumas malformações congênitas, que levam à dilatação das veias anais, e as predisposições familiares, de caráter hereditário, devido às quais as hemorroidas podem surgir com o passar dos anos. Mesmo nesses casos, os tratamentos prescritos pelos médicos fazem com que a pessoa tenha uma vida normal. Para casos mais graves, é indicada a cirurgia, que pode ser feita em hospital-dia, e o paciente pode voltar para casa algumas horas depois. “O procedimento cirúrgico costuma ser indicado quando houver sangramento expressivo ou falha no tratamento clínico”, explica a ginecologista Maria Cristina Meniconi, do Fleury.
Já que esses problemas podem ser prevenidos e tratados, não existe motivo para vergonha ou sofrimento. Quando começar a sentir dor na hora de evacuar ou aparecer algum sangramento, procure um médico. Somente ele poderá detectar o motivo desses sintomas, por meio de exame da região anal e da anuscopia, e então prescrever o tratamento mais eficiente para cada caso.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009


Quando se pensa em obesidade, se pensa em dieta e só quem já fez loucuras para emagrecer sabe que a palavra dieta assusta.E isto, por si só já atrapalha o resultado. Não sei se é algo psicológico, ou a pobre palavra é que ficou associada a algo negativo. Porém, dizer que se faz dieta remete a gasto de dinheiro e nem sempre calórico.Hoje, quem quer ter um emagrecimento saudável excluí a palavra dieta do seu cardápio, da sua vida e a substitui por Reeducação Alimentar.Mas o que é de fato isso? Em poucas palavras e sendo bem simplista, a reeducação consiste em comer de forma correta, combinando bem os alimentos, respeitando um intervalo de tempo regular entre uma refeição e outra. Ou seja, come-se de tudo, mas com moderação.Também podemos dizer que reeducação, como o próprio nome diz, é o ato de reeducarse, de reaprender a comer.Existem várias formas de se fazer uma reeducação alimentar. Com o acompanhamento de nutricionistas, com a contagem ods pontos atribuídos a comida( aí temos os Vigilantes do Peso, Meta Real e outros), usando o bom senso e a tal pirâmide alimentar. Cada pessoa pode escolher o que achar mais conveniente.O importante não é apenas a troca de alimentos e a correta combinação entre eles, mas sim a a mudança de atitudes e comportamentos perante a nossa vida.Precisamos estar preparados para mudar hábitos que muitas vezes pensávamos ser inofencivos à nossa saúde.O ideal é encontrar o prazer em outros aspectos da vida e não apenas na comida, assim redirecionamos o foco e deixamos de comer apenas por comer.A prática de exercício físico regularmente também só nos traz benefícios e se comemos a quantidade necessária para nosso peso e altura, com certeza a atividade física ajudará a queimar as gordurinhas que estiverem em excesso.A água é fundamental na nossa vida, não apenas para quem está acima do peso, mas para qualquer pessoa. O que é recomendado é que se beba pelo menos oito copos por dia Eliminar peso não é uma tarefa impossível, mas sim árdua e que requer empenho e esforço não só do obeso, mas também das pessoas que estão por perto.A reeducação alimentar é um processo eficiente e acima de tudo barato, já que não precisamos a recorrer a ingredientes elaborados para a preparação dos cardápios. Basta estarmos dispostos a termos em casa frutas, verduras, legumes, grãos, carne, fibras. Tudo muito básico e encontrado na grande maioria das cozinhas.Com isso podemos fazer nossas refeições mais leves e acima de tudo, saudáveis.Sabemos que a obesidade é considerada uma doença, uma epidemia mundial, mas com uma mudança de atitude fácil e barata podemos sim fazer a nossa parte. Começamos em casa, com a troca de cardápio... e aos poucos mudaremos a alimentação de todos que estão a nossa volta.O maior causador da obesidade é a alimentação inadequada. Se sabemos como fazer para termos uma alimentação saudável, por que vamos ficar de braços cruzados?

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Aprenda a tornar suas receitas mais leves



Há muitas formas de fazer uma receita ficar mais magra ou mais saudávelMuita gente evita consumir alguns pratos por causa dos ingredientes: são muito calóricos, fazem mal à saúde ou até causam reações naqueles que são alérgicos. Calma! Nem sempre é preciso se privar de algumas delícias. É possível substituir os ingredientes 'vilões' por outros e deixar a receita tão gostosa quanto a versão original.
No caso do leite, por exemplo, se o integral for trocado pelo desnatado, as calorias caem pela metade. Se o problema for alergia à lactose, prefira o leite de soja. A farinha de trigo pode dar lugar a outras farinhas sem glúten. Hoje em dia, não faltam opções no mercado. Já aconteceu de você começar a preparar uma receita e, no meio do caminho, perceber que não tem um dos ingredientes em casa? Existem truques de substituições para que nenhuma receita seja jogada fora por falta de ingrediente. Mas saiba que algumas receitas podem ficar com o sabor diferente do original. Pra saber, só experimentando.
Segundo o nutricionista Gabriel Nunes, "nem sempre os alimentos de uma receita podem ser trocados por outros menos calóricos ou de melhor qualidade nutricional". Nunes afirma que não são todos os alimentos que devem ser substituídos. "Observar a quantidade que carregam, como o óleo, manteiga ou margarina, e tentar diminuí-la." Como fazer a receita ficar mais saudável:
1 xícara de farinha de trigo = 1 xícara de farinha de trigo integral 2 col. de chá de açúcar branco = 2 col. sopa de mel ou adoçante (cada tipo de adoçante tem uma medida. Verifique as equivalências na embalagem) 1 xíc. de óleo = 1 xíc. de óleo girassol 2 col. de achocolatado em pó = 1 col. de cacau em pó sal = temperos naturais, como salsinha, cebolinha, noz moscada 2 col. de queijo parmesão ralado = 2 col. de queijo branco ou ricota amassados filé mignon = a mesma quantidade de proteína de soja hidratada ou a mesma quantidade de peito de frango ou filé de peixe 1 lata de leite condensado = 1 lata de leite condensado desnatado ou 1 xíc. de leite em pó desnatado com 1 col. chá de margarina light, 2 col. de sobremesa de adoçante em pó e água fervente (adicione a água aos poucos, até adquirir consistência) 1 xíc. de leite integral = 1 xíc. de leite desnatado manteiga = margarina light ou óleo de canola 1 lata de creme de leite = 1 xíc. de creme de leite light Opções para alérgicos ou diabéticos:
1 xíc. de farinha de trigo = 1 xíc. de fécula de batata 2 col. de queijo parmesão ralado = 2 col. de tofu 1 xíc. de leite = 1 xíc. de leite de soja 1 col. de açúcar branco = adoçante (cada tipo de adoçante tem uma medida. Verifique as equivalências na embalagem) 2 col. de achocolatado em pó = 1 col. de cacau em pó Substituições de emergência:
filé mignon = uma carne de terceira amaciada com suco de abacaxi ou a mesma quantidade de peito de frango ou filé de peixe 1 lata de leite condensado = 1l de leite, 5 xíc. de chá de açúcar e duas colheres de sopa de bicarbonato (cozinhe em fogo alto até engrossar) manteiga = margarina light ou óleo de canola 1 copo de leite = 1 pote de iogurte 1 lata de creme de leite = 3 col. de sopa de amido de milho com 200 ml de leite desnatado (levar ao fogo brando até engrossar) mascarpone = 1 lata de creme de leite com 700g de cream cheese ou com ricota

Saiba o que comer quando tiver vontade de doces, pães e massas

Vontade incontrolável de comer açúcar? Pode ser que você não esteja fazendo tantas refeições como deveria, diz nutricionista. O corpo humano é cheio de sintomas. Um deles, a fome, pede que você se alimente de acordo com o que seu organismo precisa. Aquela fome de comer algo específico, como uma barra de chocolate ou um croissant de presunto, significa que algum nutriente desses alimentos está em falta no seu corpo.

O segredo para não engordar e virar vítima desses ataques de fome é optar por alimentos saudáveis. Os nutrientes que o chocolate fornece, por exemplo, você pode encontrar em outros alimentos menos calóricos. Quando você suprir o que o seu corpo pede, você vai se sentir mais tranquilo, e a fome vai diminuir.

A lista abaixo, elaborada com a ajuda do nutricionista Gabriel Cairo Nunes, da Unesp (Universidade Estadual Paulista), explica as necessidades do seu corpo:
Vontade de comer doces:
"Existem mecanismos que podem ser patológicos, quando a glicose sanguínea diminui, e a pessoa precisa de açúcar. Mas podem ser fatores psicológicos que levam uma pessoa a ter vontade de doces". Se você fica muito tempo sem se alimentar, o nível de glicose do sangue cai, e o corpo precisa de energia para equilibrá-lo. Na maioria das vezes, as pessoas atacam os doces para suprir essa necessidade e, com o tempo, o inconsciente relaciona aquele alimento ao alívio daquela fome. O consumo de açúcar ajuda o corpo a liberar cortisol, um dos hormônios responsáveis pelo bem-estar. Por isso, muitos recorrem aos doces quando estão chateados ou desanimados. No entanto, esse mesmo hormônio também é um dos responsáveis pelo acúmulo de gordura. A falta de cromo - um mineral que ajuda a baixar o colesterol e a queimar gordura - também pode ser a responsável pela vontade de comer doces. Você pode encontrá-lo em cápsulas ou na proteína da carne, do leite e do queijo.
Dica: o nutricionista aconselha a não ficar muito tempo sem comer. O ideal é fazer de quatro a cinco refeições por dia. Entre as refeições, coma uma fruta.
Vontade de comer pão:
As pessoas que têm alta produção de urina ou sódio abaixo do normal podem sentir vontade de comer pão. "A glândula adrenal estimula a vontade de comer sal. O pão é um alimento energético e também é uma fonte de sódio. Por isso, o cérebro o liga ao sódio". Como o pão é uma fonte de carboidrato, prefira as versões integrais, que contêm fibras e saciam por mais tempo.
Vontade de comer massas:
"Não há falta de algum nutriente no organismo que justifique a fome pela massa, mas dá para moderá-la", diz o nutricionista. O ideal é não esperar a fome bater para se alimentar. "Quando estamos com fome, comemos muito mais. E como as massas são fontes de carboidratos e têm digestão rápida, a pessoa já fica com fome pouco tempo depois de comê-la." Para combater a vontade de comer massas, aposte na casca de maçã, na pera e na aveia. Além de nutritivos, esses alimentos ajudam na saciedade.
Não consegue emagrecer:
Algumas dietas empacam e a pessoa, mesmo comendo pouco e de forma correta, não consegue emagrecer. Pode ser que o corpo esteja sentindo falta de vitaminas do complexo B (carnes, frutas, legumes, castanhas, amêndoas). Essas vitaminas estimulam o corpo a queimar a gordura quando ele precisa de energia.
Retenção de líquidos:
É preciso avaliar se o problema é hormonal ou se há alguma disfunção. O sódio é um dos responsáveis pelo acúmulo de líquidos. O recomendado é diminuir seu consumo (que vem principalmente de produtos pré-fabricados, fast-food, sal e bebida alcoólica). O nutricionista aconselha a usar algum tipo de diurético, como o chá mate, chá de hortelã e outros chás de ervas claras. O abacaxi também ajuda.
Sente muito sono:
A sonolência pode acontecer por diversos fatores, que têm de ser identificados por um especialista. Em termos nutricionais, pode ser que o organismo da pessoa esteja precisando de ferro. Aposte em carne vermelha, verduras escuras, arroz e feijão.
Dor de cabeça:
As causas da dor de cabeça podem ser diversas. As mais comuns são falta de açúcar, dietas que cortam carboidratos e excesso de fósforo vindo de carnes, principalmente a vermelha. Para equilibrar o organismo, a dica é aumentar o consumo de fibras.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Cientistas identificam 'oito fatores da obesidade'


Cientistas das Universidades de Glasgow e Bristol, na Grã-Bretanha, afirmam ter identificado as oito principais causas da obesidade infantil.
Entre elas estão ver televisão em excesso, dormir pouco e ter pais obesos. O estudo envolveu 9 mil crianças e foi publicado no British Medical Journal.
Segundo os pesquisadores, as crianças de três anos que vêem mais de oito horas de TV por dia têm alto risco de se tornarem obesas.
Segundo os cientistas, a pesquisa reforça a teoria de que o ambiente nos primeiros anos de vida pode determinar a obesidade.
Fatores
Os oito principais fatores identificados pelos pesquisadores foram:


Peso ao nascer
Obesidade dos pais
Ver televisão por mais de 8 horas aos três anos
Dormir pouco – menos de 10,5 horas por noite aos três anos.
Tamanho no início da vida – medido entre oito e 18 meses
Ganho rápido de peso no primeiro ano de vida
Crescimento rápido até os dois anos de vida
Desenvolvimento de gordura corporal nos anos do período pré-escolar – antes da idade em que isso deve acontecer.


Segundo os cientistas, a forma pela qual esses fatores aumentam o risco é complexa.
A obesidade dos pais, por exemplo, pode significar um risco genético ou um risco porque a criança compartilha a experiência familiar de comer muito.
Ver TV aos três anos – embora o risco possa atingir outras idades no início da vida – pode ter efeito sobre a obesidade, porque a criança não faz exercícios ou porque come mais.
No caso do sono, crianças que dormem mais têm mais probabilidade de ser fisicamente mais ativas.


Estilo de vida


Os pesquisadores disseram que muitas iniciativas para prevenir obesidade foram mal-sucedidas até agora.
“Futuras iniciativas podem se concentrar em mudanças ambientais em períodos relativamente curtos, no início da vida, tentando mudar fatores durante a gravidez, primeiros anos de vida e infância, que são relacionados ao um futuro risco de obesidade”, disseram.
Os resultados dessa pesquisa não são inesperados, segundo o professor Tony Barnett, chefe do grupo de obesidade e diabete da Universidade de Birmingham.
“Há fatores genéticos que têm influência, mas a mensagem básica é que é o ambiente”, disse ele.
“O aumento da obesidade que temos visto nos últimos anos não pode ser por causa dos genes.”
Segundo Ian Campbell, presidente do Fórum Nacional da Obesidade na Grã-Bretanha, “é preciso convencer os pais que fatores ambientais são importantes para assegurar que seus filhos não se tornem obesos”.


“Eles devem fazer seus filhos deixarem de ver televisão e brincar com jogos no computador o tempo todo.”

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Número de cirurgias de Banda Gástrica aumenta mais de 300% nos EUA


Em estudo publicado neste mês na revista Surgery for Obesity and Related Diseases (5, 2009; 150-155), especialistas da Univesrsidade da Califórnia e Universidade do Texas revelam que entre 2004 e 2007 o número de cirurgias para colocação de Banda Gástrica Ajustável (técnica minimamente invasiva de redução do estômago) em hospitais universitários americanos aumentou 329%, contra um aumento de 125% na realização do bypass por vídeo-laparoscopia e uma redução de 73% na realização do bypass convencional (cirurgia com corte ou por laparotomia). Este dado demonstra a crescente procura por métodos menos invasivos, em especial a banda gástrica ajustável, que vem ocorrendo naquele pais nos últimos anos.

BEBIDAS E CALORIAS


As calorias ingeridas por meio de bebidas influenciam mais na perda de peso do que aquelas consumidas por alimentos sólidos. A constatação vem de um estudo da Johns Hopkins School of Medicine, que avaliou 810 adultos com idades entre 25 e 79 anos.
Os pesquisadores acompanharam os voluntários por 18 meses e monitoraram a redução de consumo de líquidos e alimentos sólidos. Nos primeiros seis meses, observaram que a redução de somente uma porção de bebidas açucaradas (como refrigerantes e sucos industrializados) foi responsável, isoladamente, pela perda de meio quilo no período.
Já a diminuição de peso foi cinco vezes menor quando houve restrição da mesma quantidade de calorias ingeridas por alimentos sólidos. "A hipótese é que regulamos melhor a ingestão de calorias sólidas do que de líquidas. Isso significa que é mais fácil exagerar quando bebemos do que quando comemos", disse à Folha Benjamin Caballero, professor da Johns Hopkins e líder do estudo.
Para especialistas brasileiros, as calorias ingeridas por bebidas geralmente não são contabilizadas e levam ao exagero de consumo. "Essas calorias são importantes, principalmente se falarmos dos refrigerantes, que têm excesso de açúcar. O consumo dessas bebidas tem crescido em países em desenvolvimento e está nitidamente relacionado à obesidade", diz o endocrinologista Walmir Coutinho, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. O primeiro mecanismo de regulação da saciedade começa na mastigação e é uma das hipóteses para o explicar por que é mais difícil regular a ingestão de bebidas do que de alimentos sólidos. Ao mastigar e deglutir um alimento, são estimuladas regiões no cérebro responsáveis por regular a satisfação. Outra hipótese está no açúcar presente em boa parte dos líquidos ingeridos. Essa substância é um carboidrato simples de rápida absorção e estimula a produção de insulina, um hormônio que favorece o estoque da energia ingerida em forma de gordura. "A ingestão do mesmo valor calórico em proteínas não engordaria tanto", diz Coutinho.
Erros
Entre os principais erros apontados pelos especialistas, está a ideia de que suco de frutas tem poucas calorias (ver quadro ao lado). "Quando a pessoa precisa perder peso, a opção é sempre ingerir bebidas não calóricas ou usar sucos com muito poucas calorias, como de acerola, limão e maracujá", diz o endocrinologista Márcio Mancini, presidente da Abeso (Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica).
Outro problema, aponta Mancini, está no uso de isotônicos quando a prática de exercícios não é intensa. Um frasco desse tipo de bebida contém cerca de cem calorias, quase o mesma quantidade presente em um copo de refrigerante. Segundo o especialista, a única bebida com calorias essencial ao organismo é o leite de vaca, por ser fonte de cálcio.
Álcool
Bebidas alcoólicas têm um processo de absorção diferenciado e, no estudo da Johns Hopkins, não exerceram influência na perda de peso de maneira significativa. Isso porque o organismo não tem capacidade de transformar o álcool presente na bebida em gordura. No entanto, bebidas fermentadas e coquetéis oferecem calorias por meio de outras substâncias presentes no líquido.
"No caso do vinho ou cerveja, por exemplo, metade das calorias são normalmente absorvidas pelo organismo", lembra Mancini. Os coquetéis oferecem calorias por meio do açúcar e de outros ingredientes utilizados na preparação.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

d de combate a obesidade

Dia 11 de outubro é o Dia Nacional de Combate à Obesidade. O Blog Fique INforma propõe que seja feita uma blogagem coletiva para alertar às pessoas sobre os riscos dessa doença.Os blogs que participarem da postagem terão seu link divulgado no blog Fique INforma e posteriormente o post será divulgado no Infobeso, com o respectivo link. Quem quiser participar, mas não tem blog também poderá fazê-lo.Você pode escrever sobre diversos assuntos, pode ser um texto médico, escrito por especialista, pode ser um resumo de artigo científico, pode ser um depoimento feito por um obeso ou ex-obeso, um vídeo interessante. O importante é colocar a maior quantidade de informações sobre a doença disponível para a consulta de quem precisa. Os textos serão analisados por um especialista e serão descartados caso incentivem alguma prática prejudicial à saude.Instruções para quem tem blog
Escolha um dos banners ao lado, copie o código e coloque-o no seu blog;
Envie um e-mail para contato@fiqueinforma.com avisando sobre sua participação;
No dia 11 de outubro faça um post sobre o tema e publique no seu blog.
Instruções para quem não tem blog
Escreva um texto sobre o tema;
Envie para o e-mail contato@fiqueinforma.com.
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Diabetes
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PARTICIPE!!!!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

BANDA GASTRICA AJUSTAVEL



Banda Gástrica Ajustável e Bypass gástrico são as cirurgias para obesidade mais realizadas no mundo
Dados apresentados no último congresso da Federação Internacional de Cirurgia da Obesidade (IFSO), realizado em Paris entre 26 e 29 de agosto, revelam um expressivo aumento do número de cirurgias para tratamento da obesidade realizadas no mundo todo, de mais de 300% nos últimos 5 anos. No Brasil, são mais de 25.000 operações realizadas por ano.
No levantamento realizado por pesquisadores norte-americanos, com base em dados colhidos das sociedades de cirurgia bariatrica de 33 países (incluindo o Brasil), o Bypass Gástrico representa 48% das operações realizadas no mundo e a Banda Gástrica Ajustável 46% . Ou seja, juntos os dois procedimentos correspondem a 94% das operações realizadas. Em sintonia com as tendências mundiais, esses são os dois procedimentos mais realizados pelo Centro de Controle da Obesidade.
Entretanto, o dado mais surpreendente foi o grande aumento do número de cirurgias de colocação da Banda Gástrica, em particular nos Estados Unidos. Especialistas daquele país afirmam que este aumento se deve a grande procura de pacientes por este método, atraídos por algumas vantagens que o diferenciam dos outros: baixo risco, ajustabilidade e reversibilidade. Além disso os bons resultados obtidos graças a programas de acompanhamento intensivo dos pacientes, semelhante ao que realizamos no Centro de Controle da Obesidade, atraem cada vez mais pacientes para esta opção de tratamento.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Como a resistência insulínica está relacionada com a síndrome metabólica e com o diabetes?



A resistência insulínica é uma condição em que quantidades crescentes de insulina são necessárias para que a resposta biológica normal seja alcançada. Embora a resistência insulínica esteja presente em quase todos os casos de diabetes do tipo 2, a maior parte dos indivíduos com resistência insulínica ainda não tem hiperglicemia mas cursa com a síndrome metabólica e está em risco de desenvolver diabetes do tipo 2. Antes do estabelecimento do diabetes, os pacientes são capazes de hipersecretar a insulina na tentativa de manter a glicemia em níveis normais. Esta progressão da secreção da insulina atinge um ponto de falência das células beta pancreáticas, quando o nível da insulina diminui e os níveis de glicemia sobem. Infelizmente, apenas quando ocorre hiperglicemia sérica é que pode ser fechado o diagnóstico de pré-diabetes. Pacientes com resistência insulínica e que ainda não desenvolveram o diabetes têm glicemia sérica normal e insulina de jejum elevada. No entanto, a medida de níveis de insulina de jejum não é recomendada na prática clínica, devido à variabilidade dos ensaios bioquímicos comercialmente disponíveis. Desta forma, freqüentemente, a resistência insulínica é a última parte da síndrome metabólica que é diagnosticada. Outro fato importante da fase pré-diabetes com resistência insulínica é que ocorre um risco de doença cardiovascular progressivamente maior com o aumento dos valores da glicemia de jejum. Desta forma, níveis de glicemia de jejum que aumentam muito acima de 90 mg/dL e/ou que aumentam progressivamente com o tempo são provavelmente resultado de resistência insulínica.



Bibliografia (s)


Ferrannini E, Haffner SM, Mitchell BD, et al. Hyperinsulinaemia: the key feature of a cardiovascular and metabolic syndrome. Diabetologia. 1991;34(6):416-22. Meigs JB, Nathan DM, Wilson PW, et al. Metabolic risk factors worsen continuously across the spectrum of nondiabetic glucose tolerance. The Framingham Offspring Study. Ann Intern Med. 1998;128(7):524-33. Khaw KT, Wareham N, Luben R, et al. Glycated haemoglobin, diabetes, and mortality in men in Norfolk cohort of european prospective investigation of cancer and nutrition (EPIC-Norfolk). BMJ. 2001;322(7277):15-8.